Consumo de álcool por frequentadores de academia de ginástica

Consumo de álcool por frequentadores de academia de ginástica

Autores:

Daiane Gonçalves de Oliveira,
Saulo Peters Almas,
Lidiane Castro Duarte,
Sheila Cristina Potente Dutra,
Renata Maria Souza Oliveira,
Renato Moreira Nunes,
Aline Silva de Aguiar Nemer

ARTIGO ORIGINAL

Jornal Brasileiro de Psiquiatria

versão impressa ISSN 0047-2085

J. bras. psiquiatr. vol.63 no.2 Rio de Janeiro 2014

http://dx.doi.org/10.1590/0047-2085000000016

ABSTRACT

Objective

As there is no information in the literature about alcohol consumption profile among sportsmen, the aim of this study was to evaluate the profile of alcohol consumption by gym goers associating with anthropometry and training intensity.

Methods

Were invited subjects bodybuilders for at least six months, aged between 20 and 40 years, of both sexes. Anthropometric measurements were taken and body composition. To assess alcohol consumption, we used the AUDIT questionnaire. The intensity of training was identified through a semi-structured questionnaire.

Results

  74.1% (n = 35) of participants reported having used alcohol. In addition, 19 volunteers (38.8%) had risk behavior for alcohol consumption (AUDIT ≥ 8). Considering the binge drinking, 32 volunteers (65.3%) consumed six or more drinks of alcohol at some time in the previous year, with no difference between sexes. Body adiposity was above the recommended values among those who reported binge drinking. There was no association between the intensity of physical training and binge drinking, nor between training intensity and risk behavior for alcohol consumption.

Conclusion

Most sportsmen showed drinking binge in not being associated with the intensity of training. This consumption is not consistent with your goals by attending gyms. Body adiposity was above the recommended values.

Key words: Nutrition; physical activity; alcohol

INTRODUÇÃO

Aproximadamente 2 bilhões de pessoas no mundo consomem bebidas alcoólicas, sendo o abuso de álcool apontado como um problema social1,2. No Brasil, o consumo de bebidas alcoólicas entre adultos é de 52%3. O crescimento do investimento das indústrias em propaganda e marketing faz das bebidas alcoólicas a mais ingerida no mundo, sendo até mesmo consumida em eventos esportivos4.

O álcool é a única droga psicoativa que fornece calorias (7,1 kcal/g). Seu metabolismo hepático altera vias metabólicas, incluindo a oxidação lipídica, e o seu aproveitamento calórico dependerá do estado nutricional5. Indivíduos que relatam consumo moderado ou frequente, mas que ainda não são dependentes, podem ter maior acúmulo de gordura abdominal e periférica do que não bebedores6. Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas pode interferir na absorção de nutrientes importantes para o aumento de massa muscular, causar desidratação por estimular a diurese5 e comprometer a força, a potência e a endurance muscular7.

Indivíduos que praticam atividades regulares são considerados desportistas e frequentam as academias por motivos estéticos ou para a manutenção do estilo de vida saudável, sem participarem de competições8. Alguns poucos estudos comprovam que o público frequentador de academias tem objetivos que os diferenciam de atletas, como o forte apelo da forma física, sendo necessário conhecer as peculiaridades desse grupo para embasar a atuação dos profissionais que trabalham nessa área9.

A hipótese deste estudo é que o público frequentador de academia faz uso abusivo de bebidas alcoólicas, o que pode comprometer o resultado pretendido com tal atividade. Como o consumo de bebidas alcoólicas pode influenciar sobremaneira no rendimento e na saúde de desportistas, e não há dados na literatura sobre esse consumo, o objetivo deste estudo foi avaliar o perfil de consumo alcoólico por frequentadores de academia de ginástica associando com a antropometria e a intensidade do treino.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo transversal, com amostra de conveniência, realizado com indivíduos que praticavam musculação por no mínimo seis meses, com idade entre 20 e 40 anos, de ambos os sexos. O estudo foi realizado em quatro academias de ginástica de Juiz de Fora, MG, no período de setembro de 2012 a abril de 2013. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAAE: 0320.0.180.000-11).

Foram realizadas medidas antropométricas e de composição corporal para avaliar o estado nutricional. A avaliação antropométrica foi realizada em sala reservada, na própria academia, antes do início da atividade física e por profissional devidamente treinado. O peso e o percentual de gordura corporal (%GC) foram determinados utilizando-se balança digital, com os voluntários utilizando roupas leves e sem calçados. A estatura foi medida nas mesmas condições utilizando-se estadiômetro (Alturexata®). O estado nutricional foi avaliado pelo índice de massa corporal (IMC) calculado pela equação de Quetelet (IMC = peso/altura2) e interpretado conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS)10.

As dobras cutâneas tricipital, bicipital, subescapular e suprailíaca foram aferidas pelo adipômetro (Lange®) a 1 cm abaixo do ponto pinçado pelos dedos. O resultado foi expresso em média de três medidas das mesmas dobras. As circunferências corporais do braço e cintura foram realizadas com o avaliador em pé e estando a fita métrica flexível em ângulo reto em relação ao eixo do corpo11.

O percentual de gordura corporal (%GC) foi determinado pelo somatório das dobras cutâneas tricipital (DCT), bicipital (DCB), subescapular (DCSE) e suprailíaca (DCSI)11,12. A adiposidade abdominal foi avaliada pela circunferência da cintura (CC) e a adiposidade periférica, pela circunferência do braço (CB) e dobra cutânea tricipital (DCT). Foi estimada a massa muscular esquelética pela medida da circunferência muscular do braço (CMB). Dados de %GC, CC, CB, DCT e CMB foram comparados com valores do percentil 50 para a idade e sexo10.

Para avaliação do consumo alcoólico, utilizou-se o questionário The Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT)13. Consideramos o valor maior ou igual a 8 pontos como risco de consumo prejudicial de bebida alcoólica13. Analisamos a questão 2 do questionário (Quantas doses contendo álcool você consome num dia típico quando você está bebendo?) para identificar os consumidores de bebidas alcoólicas em padrão binge14. O binge é caracterizado pelo consumo de quatro ou mais doses de álcool para as mulheres e cinco ou mais doses de álcool para os homens em uma única ocasião (em até 2 horas), no qual a alcoolemia atinge 0,08 g/dl14.

A intensidade do treino dos participantes foi avaliada mediante questionário semiestruturado produzido pela equipe de pesquisa. Nessa questão, perguntou-se qual a intensidade dos exercícios realizados na academia de ginástica e as opções de resposta foram leve, moderada ou intensa. Os questionários foram codificados pela equipe de pesquisa e sua aplicação foi feita na própria academia, na presença de aplicadores treinados.

Análise estatística

A análise dos dados foi realizada com o SPSS 12.0. Realizou-se análise descritiva das medidas antropométricas e do perfil de consumo alcoólico em binge ou não binge. Após análise da normalidade dos dados pelo teste de Shapiro-Wilk, comparações de variáveis contínuas foram conduzidas pelo teste não paramétrico de U-Mann-Whitney, comparando-se os parâmetros antropométricos entre os consumidores de bebidas alcoólicas em binge com consumidores em não binge e abstêmios. Utilizou-se o teste do qui-quadrado para avaliar associação entre intensidade do treino e consumo alcoólico. Em todas as análises, foi considerado o nível de significância de 0,05.

RESULTADOS

Participaram do estudo 31 homens (63,3%) e 18 mulheres (36,7%), totalizando 49 voluntários, com idade média igual a 28,56 ± 6,74 anos. Desses, 35 (71,4%) disseram ter feito uso de álcool nos 12 meses anteriores à aplicação do questionário. Além disso, 19 voluntários (38,8%) apresentaram comportamento de risco para o consumo de álcool (AUDIT ≥ 8). Adicionalmente, considerando o consumo alcoólico em binge, 32 voluntários (65,3% do total) consumiram seis ou mais doses de álcool em alguma ocasião no ano anterior, não havendo diferença entre os sexos. Não houve diferença entre as médias das variáveis antropométricas IMC, CC, CB, CMB, DCT e %GC entre aqueles que consumiram álcool em binge em comparação aos que não o fizeram ou foram abstêmios. Os resultados estão expressos na tabela 1.

Tabela 1 Valores médios das variáveis antropométricas de acordo com a presença ou não de consumo de álcool em binge 

Variáveis Ausência de consumo de álcool ou de álcool em binge (n = 17) Presença de consumo de álcool em binge (n = 32) Valor p

Média ± desvio-padrão Média ± desvio-padrão
IMC 25,47 ± 3,62 24,24 ± 5,38 0,414
CB 30,72 ± 5,11 31,78 ± 5,03 0,864
CC 78,50 ± 10,94 79,95 ± 10,02 0,645
CMB 25,36 ± 6,35 25,54 ± 7,85 0,518
DCT 17,05 ± 7,99 17,26 ± 9,16 0,172
%GC 25,19 ± 7,92 24,84 ± 7,13 0,105

IMC: índice de massa corporal; CB: circunferência do braço; CC: circunferência da cintura; CMB: circunferência muscular do braço; DCT: dobra cutânea tricipital; %GC: percentual de gordura corporal.

Com relação às medidas de adiposidade corporal, os voluntários que relataram consumo de álcool em binge apresentaram, no geral, valores dentro do recomendado de CC, CB e de IMC. Entretanto, os valores de %GC e de DCT estiveram, na maioria dos casos, acima dos valores recomendados. Ressalta-se que as inadequações observadas em relação às medidas antropométricas foram, de modo geral, mais frequentes entre os voluntários que consumiam álcool em binge (Figura 1).

Figura 1 Frequência de adequação de variáveis antropométricas em relação ao consumo de álcool em binge. 

Não houve associação entre a intensidade do treinamento físico e consumo de álcool em binge (X2 = 1,516, p = 0,519), nem entre a intensidade do treinamento e o comportamento de risco para o consumo de álcool (X2 = 1,936, p = 0,379).

DISCUSSÃO

Os resultados do presente estudo indicam que os frequentadores das academias praticantes de musculação apresentaram um perfil considerado inadequado com relação ao uso de bebidas alcoólicas, uma vez que mais de um terço (n = 19, 38,8%) dos desportistas tinham comportamento de risco para o consumo de álcool e a maioria (65,3%) apresentou consumo de bebidas alcoólicas no padrão binge. Entretanto, esse padrão de consumo não influenciou a intensidade do treinamento e as variáveis antropométricas, exceto os valores de % de GC e de DCT, que estava, na maioria dos consumidores em binge, acima dos valores recomendados.

O padrão de consumo de álcool em binge está associado a situações negativas, já descritas na literatura, relacionadas a episódios de intoxicação aguda: prejuízo no desempenho acadêmico15, diminuição na capacidade de tomar decisões e fazer julgamentos16, desordens de humor e piora na qualidade de vida17, além de poder, em longo prazo, levar ao aparecimento de doenças cardíacas, hipertensão e diabetes tipo 218. Dessa forma, os desportistas avaliados neste estudo constituem um grupo de risco para desenvolver tais alterações deletérias. Ainda, aqueles que iniciam consumo de álcool em binge mais cedo têm risco aumentado para desenvolver consumo abusivo ou dependência de álcool, principalmente entre aqueles que já apresentam comorbidades psiquiátricas como ansiedade e depressão19. Segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, o consumo em binge da população de 2006 a 2012 aumentou 31,1% (passando de 45% para 59%), sendo observado maior aumento no sexo feminino de 36%, entretanto o sexo masculino continua consumindo mais doses de bebida alcoólica por ocasião20.

O efeito do álcool no desempenho físico é ainda controverso. No presente estudo, não foi observada associação entre o consumo de álcool em binge e o comportamento de risco para o consumo de álcool com a intensidade do treinamento físico nos desportistas avaliados. Em uma revisão sobre álcool e desempenho físico não foram encontrados prejuízos, em atletas, na realização de atividades aeróbias ou anaeróbias21. Entretanto, outro estudo revelou que o consumo agudo de álcool não é capaz de melhorar, mas pode reduzir a força e a potência muscular localizada, levando à diminuição da eficiência nas atividades físicas7. Já se mostrou que o consumo crônico de álcool levou à atrofia das fibras musculares tipo II22, as quais são as mais utilizadas em atividades como a musculação. Assim, o resultado pretendido com o treinamento resistido pode ser comprometido com o consumo crônico de álcool. Além disso, o consumo crônico deve ser evitado, já que pode desenvolver várias doenças e prejudicar todo o processo de ingestão, absorção, metabolismo e excreção de nutrientes23.

O aproveitamento orgânico da energia fornecida pelas bebidas alcoólicas depende do estado nutricional, da frequência e do modo de consumo, podendo levar ao sobrepeso e à obesidade, em consumidores moderados, e à desnutrição, entre os usuários crônicos24-27. O consumo moderado a alto de álcool (aproximadamente 30 g de etanol/dia) está relacionado a descontrole metabólico e hormonal, com implicações na homeostase energética, aumento do apetite e ganho de peso corporal28. Por ser uma substância tóxica, o álcool tem prioridade no metabolismo hepático alterando outras vias metabólicas, incluindo a diminuição da oxidação lipídica, levando a um balanço positivo de gorduras29,30. Nossos resultados mostram que a maioria dos participantes que relataram consumo de bebidas alcoólicas no padrão binge apresentou maiores medidas antropométricas, que demonstram acúmulo de gordura periférica (DCT) e corporal (%GC).

Há poucos estudos que relatam alterações antropométricas relacionadas ao consumo do álcool no Brasil. Alguns deles relatam que indivíduos que bebem com mais frequência, mas em pequenas quantidades (ou seja, uma bebida por dia, todos os dias), apresentaram IMC mais baixo. Por outro lado, indivíduos que bebiam menos frequentemente, mas em quantidades maiores (binge drinking), apresentaram IMC superior31, perfil semelhante ao observado no presente estudo. Outros mostram que há correlação positiva entre os pontos mais altos no questionário AUDIT e o IMC, o percentual de gordura corporal, a circunferência da cintura, dobras cutâneas do tríceps e da circunferência do braço nas mulheres27.

Outros estudos transversais internacionais demonstraram associação positiva entre IMC e ingestão de álcool. Topstrup et al.32 identificaram que homens consumidores de 21 a 27 drinques semanais de cerveja, vinho ou destilados apresentaram 1,32 vez mais chances de possuir IMC elevado quando comparados a consumidores de até seis drinques. Esse risco aumentou de acordo com o número de doses ingeridas. Brandhagen et al.33 encontraram aumento de 2,29 centímetros (cm) a cada grama de álcool ingerido em homens e nenhuma associação para mulheres, o que pode ser explicado pelo maior consumo alcoólico em homens devido à socialização e à metabolização e toxicidade alcoólica diferente entre ambos os sexos34,35.

É importante atentar para o alto consumo de bebidas alcoólicas por indivíduos que se propõem a fazer treinos objetivando melhora da saúde ou da forma corporal. Este é o primeiro estudo que relata o padrão de consumo de bebidas alcoólicas por frequentadores de academia, o que prejudica a discussão dos nossos resultados com outros trabalhos. A falta de tempo e de informações confiáveis para o treinamento adequado, aliada à impaciência em atingir os resultados esperados, tornam os jovens propensos a consumir erroneamente qualquer produto36. Por esse motivo, há consumo excessivo de bebidas alcoólicas, muitas vezes associadas a bebidas energéticas, entre jovens37 que, contrariamente, investem seu tempo, esforço físico e dinheiro em academias.

Uma das principais limitações do presente estudo consiste no fato de que a intensidade da atividade física foi avaliada por meio de questionário, em vez de métodos mais fidedignos, por exemplo, calorimetria, observação sistêmica, sensores de movimento e monitores de frequência cardíaca. Dessa forma, pode ter ocorrido sub ou superestimação da intensidade do treino relatada pelo participante. Outra limitação está relacionada ao delineamento transversal do estudo, que compromete a interpretação dos resultados. Apesar de o estudo ter sido realizado em quatro academias de ginástica, o tamanho amostral foi pequeno (n = 49) devido à dificuldade da aceitação da participação voluntária no estudo, uma vez que os indivíduos chegavam à academia relatando pressa em realizar o treino, com tempo limitado para responder aos questionários propostos e realizar avaliação antropométrica.

CONCLUSÃO

Os resultados indicam que a maioria dos desportistas apresentou consumo de bebidas alcoólicas no padrão binge, não estando este associado à intensidade do treinamento, além de valores de %GC e de DCT acima dos valores recomendados, o que os colocam em risco para o desenvolvimento de vários efeitos deletérios do álcool.

Dessa forma, é importante esclarecer aos frequentadores de academias de ginástica que o uso de álcool não condiz com os seus objetivos, informando-os quanto aos seus efeitos e riscos, para que possam optar em consumir, ou não, esse tipo de bebida tendo a consciência das consequências.

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