Correlação dos achados do potencial evocado auditivo de estado estável e da avaliação auditiva comportamental em lactentes com perda auditiva sensorioneural

Correlação dos achados do potencial evocado auditivo de estado estável e da avaliação auditiva comportamental em lactentes com perda auditiva sensorioneural

Autores:

Vanessa Barcelos de Farias,
Pricila Sleifer,
Luciane Ferreira Pauletti,
Cristiane Fernandes Diehl Krimberg

ARTIGO ORIGINAL

CoDAS

versão On-line ISSN 2317-1782

CoDAS vol.26 no.3 São Paulo maio/jun. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/2317-1782/201420140491

INTRODUÇÃO

A audição é pré-requisito essencial para a aquisição e o desenvolvimento espontâneos da linguagem oral, para recepção e transmissão de conhecimentos( 1 - 3 ). Além disso, a perda auditiva congênita é o distúrbio da comunicação humana com maior prevalência no mundo( 4 , 5 ). Portanto, fica evidente a importância da identificação das perdas auditivas ainda na primeira infância, por meio da Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU), a fim de proporcionar ao lactente intervenção precoce e menor tempo de privação auditiva( 5 , 6 ).

Devido ao fato de a avaliação auditiva com observação das respostas comportamentais frente a estímulos sonoros ser um método muitas vezes pouco confiável para determinar limiares auditivos em lactentes menores de seis meses de idade( 7 , 8 ), cada vez mais estudos vêm tentando descrever as respostas eletrofisiológicas nessa população, com o intuito de obter respostas consistentes e objetivas, possibilitando uma estimativa da audição e confirmação do diagnóstico precoce de perda auditiva( 6 , 8 - 18 ).

Atualmente, vêm sendo estudados os Potenciais Evocados Auditivos de Estado Estável (PEAEE), que, dentre suas grandes vantagens, possuem a característica de estimular várias frequências de forma simultânea em ambas as orelhas, o que influencia de forma positiva no tempo de duração da avaliação. Além disso, há a possibilidade de medir audição residual, pois seu estímulo pode chegar a níveis próximos de 125 dBNA, permitindo também que se avalie uma faixa de frequências maior do que a avaliada pelo Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE), de 250 a 8.000 Hz e há presença de resposta mesmo quando o PEATE está ausente( 6 , 10 , 16 , 19 - 23 ).

Os PEAEE são respostas eletrofisiológicas repetitivas a tons apresentados de forma contínua, modulados em amplitude e frequência. São obtidos por meio da apresentação de estímulos em velocidade rápida, o que não permite que o sistema nervoso volte à condição inicial e esse estímulo específico evoca um ciclo de respostas que se sobrepõe à resposta do próximo estímulo e o sistema nervoso continua a responder. A essa característica de resposta neural contínua se dá o nome de estado estável( 6 , 8 , 19 - 21 ).

Alguns estudos vêm demonstrando a aplicabilidade do PEAEE e uma correlação significante entre o nível mínimo de resposta (NMR), os limiares eletrofisiológicos dos PEATE e os achados da avaliação auditiva comportamental em lactentes e crianças com audição normal( 9 , 10 , 12 , 15 - 17 , 22 , 24 ), porém ainda existem poucos estudos que objetivem descrever seu uso em lactentes com perda auditiva e crianças pequenas e difíceis de avaliar somente pela avaliação comportamental( 9 - 11 , 18 - 20 , 25 ).

Frente a essa questão e visando a contribuir com o avanço das pesquisas na área, este estudo teve por objetivo correlacionar os achados obtidos na avaliação auditiva comportamental com o NMR do PEAEE em lactentes de até seis meses de idade com perda auditiva sensorioneural.

MÉTODOS

Este estudo foi desenvolvido no ambulatório de saúde auditiva do serviço de fonoaudiologia do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), com o qual foi feito convênio com o curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tendo sido aprovado pelo Comitê de Ética do HNSC, sob número de protocolo 11.137, e pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto de Psicologia da UFRGS, sob número de protocolo 2011.039.

Os pais ou responsáveis pelos lactentes foram devidamente informados sobre os objetivos deste estudo e concordaram com a participação mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os autores desta pesquisa comprometeram-se a utilizar as informações coletadas somente para fins científicos, mantendo os dados dos pacientes sob sigilo.

Foram incluídos no estudo 19 lactentes, oito do gênero masculino e 11 do gênero feminino. Totalizaram, portanto, 38 orelhas testadas, que falharam na TANU do HNSC ou que foram encaminhadas pela rede de saúde auditiva do estado do Rio Grande do Sul, por terem falhado na TANU no local de origem, no período de março de 2011 a março de 2012, com idade mínima de 2 meses, máxima de 6 meses e média de 4 meses. Para inclusão no estudo, foram elencados os seguintes critérios: ter realizado avaliação otorrinolaringológica, não apresentar queixas de alterações de orelha externa e/ou média, não apresentar impedimento para realização dos exames, como, por exemplo, secreções, cerume ou corpo estranho na orelha externa, ter realizado previamente Emissões Otoacústicas Evocadas Transientes (EOAET), PEATE e PEATE Frequência Específica (PEATE-FE), ter via aérea e via óssea, com respostas alteradas e apresentar timpanometria com curva do tipo "A", segundo Jerger( 26 ).

As EOAET foram realizadas com equipamento modelo Scout, da marca Biologic, e foram consideradas alteradas quando não obtiveram uma relação sinal/ruído (S/R) maior ou igual a 6 dB em três frequências consecutivas, com reprodutibilidade de 75% em cada frequência e reprodutibilidade geral maior ou igual a 70%( 4 , 5 , 7 ).

O PEATE foi realizado com o equipamento Smart EP, da marca Intelligent Hearing Sistems (IHS), com fone de inserção ER-3A, com o estímulo em 80 dBNA para pesquisa da integridade da via auditiva. Com o mesmo equipamento, foi realizada a pesquisa do PEATE-FE nas frequências de 500 e 2.000 Hz, tendo como critério de normalidade os valores de 35 e 30 dBNA respectivamente nessas frequências( 13 , 14 ).

A pesquisa das medidas de imitância acústica foi realizada com sonda de 1.000 Hz, com equipamento modelo AT235H da marca Interacoustcs e foi considerada alterada quando apresentou pico de máxima complacência ou o mesmo duplicado, rebaixado ou deslocado para pressão negativa - padrões sugeridos pela American Speech-Language-Hearing Association (ASHA) e por Alvarenga( 4 , 7 ). A avaliação clínica das condições de orelha externa e média foi realizada pelo médico otorrinolaringologista através de otoscopia.

Para a pesquisa dos PEAEE, também foi utilizado o equipamento Smart EP, da marca IHS, com fone de inserção ER-3A. Foi pesquisado o NMR, estimulado por sinal acústico complexo formado por frequências portadoras de 500 e 2.000 Hz, bilateralmente, moduladas com amplitudes de 77 e 93 Hz na orelha esquerda e de 79 e 95 Hz na orelha direita. Os eletrodos de referência foram dispostos nas mastoides direita (A2) e esquerda (A1) e os eletrodos ativo (Fz) e terra (Fpz) na fronte. Para a colocação dos eletrodos, foi feita a limpeza do local com pasta abrasiva (Nuprep (r)). A impedância foi mantida igual ou menor que 5 kΩ. Os limiares foram determinados com pesquisa descendente de 20 em 20 dB e ascendente de 10 em 10 dB; próximo ao limiar mínimo, foi realizada a pesquisa com variação de 5 em 5 dB. A intensidade inicial foi ao redor de 70 dBNA e a mínima de 0 dBNA( 21 ). Todas as crianças necessitaram realizar a pesquisa dos potenciais evocados auditivos em mais de um atendimento.

Ressaltamos que a pesquisa dos NMR, durante a testagem do PEAEE, foi realizada em dBNPS, sendo os resultados convertidos para dBNA, conforme tabela de conversão do equipamento utilizado, ou seja, menos 26 dB na frequência de 500 Hz e menos 13 dB na frequência de 2.000 Hz.

A audiometria em campo livre por meio da observação das respostas comportamentais frente a estímulos sonoros foi realizada com o audiômetro da marca Interacoustics, modelo AC30, com reforço visual, em cabina acústica, onde o lactente ficou posicionado no colo do responsável ou em cadeira específica, a uma distância de 70 cm do alto falante, 0° azimute, em posição medial às caixas de som e aos estímulos visuais. A observação das respostas comportamentais, com utilização do reforço visual, seguiu um protocolo de aplicação baseado em estudos internacionais( 27 ) e estudos nacionais( 7 , 28 , 29 ). Salientamos que a audiometria em campo livre foi realizada por duas avaliadoras fonoaudiólogas, simultaneamente, e que não tinham acesso aos resultados obtidos na avaliação dos PEAEE, realizado por outras fonoaudiólogas. Além disso, os resultados obtidos na testagem dos PEAEE foram analisados por duas examinadoras fonoaudiólogas. Todos os registros foram analisados por três avaliadores diferentes, em momentos diferentes, sendo duas fonoaudiólogas e uma acadêmica de fonoaudiologia.

Foram pesquisadas as frequências de 500 e 2.000 Hz, com intensidade inicial de apresentação do estímulo em 80 dBNA, ou mais forte, com pesquisa descendente de 10 em 10 dB e ascendente de 5 em 5 dB( 7 ). Foram consideradas - como reação comportamental frente aos estímulos sonoros - as seguintes respostas: reflexo cocleopalpebral, movimento ocular lateral, localização sonora lateral, aumento ou diminuição da sucção da chupeta, sorriso, choro, atenção, susto, franzir a testa, movimentos generalizados do corpo, entre outros, conforme descrito pela literatura consultada( 7 , 27 - 29 ).

Um banco de dados foi montado no programa Microsoft Excel, a partir dos protocolos utilizados. Foi utilizado o teste de Wilcoxon para realizar a comparação dos achados das duas avaliações. Na análise dos coeficientes de correlação entre os limiares obtidos na pesquisa dos PEAEE, os limiares da audiometria em campo livre e os graus de perda auditiva, foi utilizado o teste de McNemar.

Para a realização das análises, foi utilizado o programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 17.0, e o nível de significância adotado foi de 5% (p≤0,05). Os dados categóricos foram apresentados em frequência relativa e os dados quantitativos, pela média.

RESULTADOS

No período de realização deste estudo, foram avaliados os 19 lactentes que se encaixaram nos critérios de inclusão, totalizando 38 orelhas analisadas e a caracterização da casuística se encontra na Tabela 1. Todos os lactentes apresentaram perda auditiva sensorioneural bilateral.

Tabela 1 Caracterização da casuística 

Características n=19
Idade (meses)
Média (mín–máx) 4 (2–6)
Gênero – n(%)
Masculino 8 (42)
Feminino 11 (58)

Legenda: mín = valor mínimo; máx = valor máximo

Houve correlação significante entre os achados do PEAEE e da audiometria em campo livre, conforme Tabela 2.

Tabela 2 Comparação dos limiares obtidos no PEAEE e na audiometria comportamental em campo livre, nas frequências de 500 e 2.000 Hz 

Frequência
testada (Hz)
PEAEE
Md (mín–máx)
Audiometria
comportamental
Md (mín–máx)
Valor de p*
500 70 (35–110 ) 70 (40–↓) 0,002
2.000 80 (50–↓) 85 (50–↓) 0,013

*Teste de Wilcoxon

Legenda: Md = média; mín = valor mínimo; máx = valor máximo; ?: ausência de resposta na intensidade máxima do equipamento

Não observamos correlação significante entre os gêneros (p=0,615), bem como entre as orelhas (p=0,532).

A análise dos coeficientes de correlação encontrados entre os limiares obtidos na pesquisa do PEAEE e os limiares da audiometria em campo livre está apresentada na Tabela 3. Observamos maior correlação entre os graus de perda auditiva severo e profundo.

Tabela 3 Coeficientes de correlação encontrados entre os limiares obtidos na pesquisa dos Potenciais Evocados Auditivos de Estado Estável, os limiares da audiometria em campo livre e os graus de perda auditiva 

Intensidade (dB) Coeficiente*
35 a 40 0,52
41 a 55 0,58
56 a 70 0,72
71 a 90 0,83
Superior a 90 0,95

*Teste de McNemar

Os achados da audiometria em campo livre por meio da observação das respostas comportamentais frente a estímulos sonoros foram correlacionados com os achados do PEAEE da melhor orelha.

Em nossa proposta inicial, seriam pesquisadas as frequências de 500, 1.000, 2.000 e 4.000 Hz em ambas as testagens, porém alguns lactentes não concluíram a avaliação do PEAEE no período da coleta. Portanto, foram consideradas as respostas obtidas nas frequências de 500 e 2.000 Hz, visto que foram as frequências testadas em todos os lactentes.

DISCUSSÃO

A utilização de métodos cada vez mais objetivos para a avaliação de lactentes, menores de 6 meses de idade, e crianças muito pequenas é de suma importância para a detecção precoce da perda auditiva, diminuindo, assim, o tempo de privação auditiva e evitando possíveis déficits no seu desenvolvimento.

Dentre os procedimentos utilizados para a avaliação audiológica infantil, o PEAEE tem se destacado e cada vez mais estudos vêm sendo desenvolvidos devido às suas grandes vantagens, entre as quais podemos citar a objetividade de suas respostas, fornecendo um limiar eletrofisiológico( 6 , 7 , 19 - 21 ).

Os resultados apresentados neste estudo indicam a existência de forte correlação entre os achados do PEAEE e dos limiares obtidos na audiometria em campo livre com observação das respostas comportamentais na população estudada. Esses resultados corroboram os achados descritos em estudos semelhantes encontrados na literatura, publicados nos últimos anos( 6 , 11 , 12 , 15 , 18 , 22 , 25 ).

Verificamos que o valor de p na frequência de 500 Hz indicou maior correlação do que o obtido na frequência de 2.000 Hz, fato também apresentado por outros autores( 6 , 20 ). Porém, esse fato contraria alguns estudos que relataram maior correlação nas frequências altas, devido à tonotopia coclear e à maior concentração de energia dos estímulos se encontrar nessa faixa( 8 , 9 , 11 ).

Na análise dos coeficientes de correlação encontrados entre os limiares obtidos na pesquisa do PEAEE, os limiares da audiometria em campo livre e os graus de perda auditiva, constatamos correlação significante em todos os graus. Observamos correlação mais forte nos graus severo e profundo, fato este que vai ao encontro dos achados descritos na literatura pesquisada, inclusive maior do que o encontrado em normouvintes, provavelmente, segundo descrito por outros autores, pela presença de recrutamento( 6 , 10 , 15 , 18 , 20 , 25 , 30 ), o que facilitaria a identificação do estímulo.

Na comparação das respostas do PEAEE entre as orelhas em separado e entre os gêneros, não houve correlação significante e esse achado corrobora o descrito por outros autores( 19 , 30 ).

Percebemos que a diferença entre os limiares de ambas as avaliações foi, em média, de 10 dB na frequência de 500 Hz e de 15 dB na frequência de 2.000 Hz. Diferenças semelhantes foram encontradas em outros estudos( 6 , 8 , 9 , 12 , 15 , 18 , 19 , 25 , 30 ). Alguns autores relataram que essas diferenças tendem a diminuir com o avanço da idade, quanto maior o grau da perda auditiva e de acordo com a frequência testada, sendo menor nas frequências altas( 11 , 12 , 15 , 17 , 20 , 22 ). Podemos supor que, muito provavelmente, devido à idade máxima da casuística ser de 6 meses de idade, obtivemos diferenças tão expressivas entre os resultados das avaliações realizadas. Além disso, o fato de a maior diferença encontrar-se na frequência de 2.000 Hz não corrobora os achados de outros estudos que referem diferenças maiores na frequência de 500 Hz( 8 , 11 ); entretanto, nossos achados são similares a alguns estudos que apontam diferenças maiores nas frequências mais altas( 22 , 30 ). Essa diferença pode ser atribuída à metodologia empregada, visto que existem outros equipamentos, protocolos, softwares para a análise dos dados e outros tipos de estímulos utilizados. Pode ser atribuída, também, às configurações das perdas auditivas dos lactentes avaliados e à diferença de idade dentro do grupo analisado. Além disso, acreditamos que o número de participantes possa ter sido um limitador do estudo.

Embora haja essa diferença, as respostas comportamentais observadas foram consistentes e a correlação significante entre as duas testagens indica que o PEAEE, quando realizado em lactentes menores de 6 meses de idade, pode fornecer dados importantes de forma objetiva, que garantem a melhor intervenção a cada caso e de forma precoce. Além disso, devido às suas grandes vantagens frente a outros exames audiológicos realizados em crianças pequenas, este fornece subsídios importantes para a seleção, a adaptação de aparelhos auditivos e a indicação do implante coclear. No entanto, os resultados não devem ser utilizados de forma isolada e nem devem excluir a realização da avaliação auditiva infantil com observação das respostas comportamentais frente a estímulos sonoros.

CONCLUSÃO

Ao final deste estudo, verificamos que houve correlação significante entre os limiares do PEAEE e os obtidos na audiometria em campo livre em lactentes com perda auditiva sensorioneural. Observamos, também, correlação significante entre os limiares e os graus de perda auditiva, sendo esta mais forte nos graus severo e profundo. Não houve correlação significante entre os valores do PEAEE nas variáveis orelha e gênero.

Podemos afirmar, portanto, que o PEAEE é um exame viável, capaz de predizer o grau e a configuração da perda auditiva em lactentes com até seis meses de idade e pode ser um procedimento incluído na rotina clínica da avaliação audiológica infantil, haja vista a importância de métodos mais objetivos que visem à detecção precoce da perda auditiva e garantam a conduta mais adequada a cada caso. Contudo, entendemos que mais estudos devam ser feitos sobre essa temática com um número maior de participantes, a fim de padronizar e caracterizar esse procedimento.

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