Dental Press Journal of Orthodontics: um ano depois, e mais crescimento

Dental Press Journal of Orthodontics: um ano depois, e mais crescimento

Autores:

David Normando

ARTIGO ORIGINAL

Dental Press Journal of Orthodontics

versão impressa ISSN 2176-9451versão On-line ISSN 2177-6709

Dental Press J. Orthod. vol.22 no.4 Maringá jul./ago. 2017

http://dx.doi.org/10.1590/2177-6709.22.4.009-010.edt

Yoko Ono, artista japonesa

Em junho deste ano, a base SCImago publicou o novo cites per doc dos periódicos que compõem a sua base bibliográfica. Tal qual o fator de impacto, esse índice bibliométrico é calculado a cada ano e baseia-se no número médio de citações dos artigos publicados em um determinado periódico. A despeito das críticas recebidas por essa metodologia bibliométrica, acredita-se que, quanto mais vezes um artigo recentemente publicado for citado, maior seria o impacto do periódico no contexto científico.

Embora venha crescendo efusivamente nos últimos anos, a Ortodontia não está entre as especialidades de maior impacto na Odontologia. Porém, em 2016, graças ao aumento do número de citações de alguns periódicos, entre eles o Dental Press Journal of Orthodontics (DPJO), estamos entre as especialidades com maior crescimento na área odontológica.

O DPJO, indexado na base SCIMago da Scopus, recebeu o seu primeiro cites per doc em 2009, quando ainda era publicado somente em português. A partir de 2010, os artigos do DPJO passaram a ser publicados em inglês.1 Em junho de 2016, recebemos os dados referentes às citações no ano de 2015, quando observamos um índice de 0.44 - um aumento de 130% em relação ao ano anterior. Esse aumento expressivo é ratificado pelos dados divulgados em 2017, segundo os quais apresentamos um cites per doc/2 anos de 0.72, o que representa um aumento de 64% em relação a 2016 (Fig. 1) e de quase 7 vezes para o último triênio.

Além da cooperação inestimável de pesquisadores, revisores e do corpo editorial, há outros três motivos fundamentais para justificar um crescimento contínuo tão expressivo. O primeiro é o ajuste no fluxo de publicação, reduzindo o tempo entre a submissão e a publicação de um artigo e, principalmente, publicando um número menor e mais seletivo de artigos. Enquanto em 2013 publicamos 137 artigos, em 2014 foram 108, 93 em 2015 e 78 em 2016, uma redução média de 17% ao ano, no último triênio. Dessa forma, reduzimos o denominador da equação, por meio de um processo seletivo mais rigoroso.

Figure 1 Citations per document in the SCImago database for the Dental Press Journal of Orthodontics. 

O segundo motivo foi a indexação do DPJO na base PubMed em 2013, tornando-o de mais fácil acesso a pesquisadores do mundo todo. Essa inserção ampliou as chances de citações, aumentando o numerador da equação, e foi corroborada pela indexação do DPJO pelo PubMed Central, uma terceira conquista. Essa base permite o acesso direto e gratuito aos artigos publicados a partir de 2014 através dolinkwww.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/journals/2644/. Em conjunto, essas conquistas possibilitaram um salto de 70 citações em 2013 - antes da indexação no PubMed - para 136 em 20152 e 232 em 2016, um aumento médio de 77% ao ano para os últimos 3 anos. Esses números, segundo a base SCImago, indicam que, atualmente, o DPJO é um dos 5 periódicos da Ortodontia mundial com maior número de citações/3 anos. Para 2018, o objetivo é estarmos entre os 4 primeiros, superados apenas pelos clássicos American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, The Angle Orthodontist e The European Journal of Orthodontics.

Esses números podem surpreender a muitos, mas não aos que trabalham compulsivamente pelo crescimento desse importante veículo de comunicação da ciência ortodôntica. Ele é fruto do sonho de muitos e de um planejamento minucioso, já reportado em um editorial previamente publicado2. Além de estarmos, atualmente, entre os 5 periódicos com maior número de citações na Ortodontia mundial, o ranking SJR da base SCImago - que pondera o número médio de citações recebidas em 2016 pelo número de artigos publicados nos três anos antecessores (2013, 2014 e 2015) - coloca o DPJO como o 2o periódico da Odontologia brasileira e o 37o de toda a ciência brasileira, entre os 344 periódicos brasileiros indexados na base. Há 3 anos, éramos o 4o periódico da Odontologia brasileira e ocupávamos a 173ª posição entre os periódicos brasileiros.

A pergunta seguinte é se ainda há espaço para crescimento. Para 2018, não há expectativa de redução do número de artigos publicados (o denominador da equação); porém, se seguirmos a expectativa de aumento médio do número de citações nos últimos dois anos, o cites per doc/2 anos do DPJO deverá estar em torno de 1.01. Precisão demais? Não, para a razão científica. Sim, para os nossos sonhos, pois queremos mais.

Estamos trabalhando em ajustes finos para novas conquistas, mas sempre com o olhar voltado para a missão que nasceu com esse periódico: divulgar a ciência ortodôntica voltada para o ortodontista clínico. Se no meio do caminho tinham tantas pedras, muitas já haviam sido removidas pelos três editores que nos antecederam. Continuamos no encalço deles. Entre as pedras, há números, importantes para animar os nossos sonhos. Mas é quando estamos acordados que eles se materializam, mais facilmente se existem tantas mãos e cérebros a nos ajudar.

David Normando - editor-chefe (davidnormando@hotmail.com)

REFERÊNCIAS

1 Normando D. Dental Press Journal of Orthodontics and QUALIS. Dental Press J Orthod. 2015 Sept-Oct;20(5):12-3.
2 Normando D. Science and impact: the challenge faced by Dental Press Journal of Orthodontics. Dental Press J Orthod. 2016 July-Aug;21(4):12-3.
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