Desempenho funcional e sua associação com variáveis antropométricas e de composição corporal em idosos

Desempenho funcional e sua associação com variáveis antropométricas e de composição corporal em idosos

Autores:

Nathalie de Almeida Silva,
Dixis Figueroa Pedraza,
Tarciana Nobre de Menezes

ARTIGO ORIGINAL

Ciência & Saúde Coletiva

versão impressa ISSN 1413-8123versão On-line ISSN 1678-4561

Ciênc. saúde coletiva vol.20 no.12 Rio de Janeiro dez. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/1413-812320152012.01822015

Introdução

O processo de envelhecimento acarreta redução da reserva fisiológica em diferentes sistemas, contribuindo para perda progressiva da capacidade funcional e modificação do estado nutricional e composição corporal do idoso, expondo-o a um estado de maior vulnerabilidade1,2.

Um importante aspecto ligado à avaliação do idoso concerne ao desempenho funcional, tendo em vista que o declínio da função física pode ser um importante indicador de fragilidade, dependência e maior risco de institucionalização nessa população3. A força muscular, o equilíbrio e a flexibilidade são qualidades físicas diretamente relacionadas à saúde do idoso, envolvidas na capacidade para realizar tarefas diárias4,5.

Com o envelhecimento, há uma redução na habilidade do sistema nervoso, envolvido no processamento sensorial e reflexos adaptativos, gerando situações de instabilidade postural, alterações na coordenação, desequilíbrio e aumento da predisposição a quedas6. Além disso, ocorrem alterações na coordenação nervosa e no sistema musculoesquelético, que levam à hipotrofia muscular e desmineralização óssea, reduzindo a eficiência do aparelho locomotor, influenciando na diminuição da força muscular e da flexibilidade7,8.

Assim como o desempenho funcional, o estado nutricional é um importante indicador da saúde do idoso. Alterações no estado nutricional com o envelhecimento estão ligadas a importantes modificações corporais, como é o caso da redução de massa magra, principalmente de massa muscular e densidade mineral óssea, e aumento na redistribuição da gordura corporal, com maior acúmulo na região do tronco e vísceras, e redução nos membros7. Estudos com idosos vêm utilizando a antropometria como forma de mensurar e acompanhar as modificações corporais, através de variáveis indicativas de acúmulo de gordura e de massa muscular, devido ao seu baixo custo e facilidade de obtenção1,9-11.

Diante das alterações funcionais e na composição corporal, as quais o idoso está exposto, estudos têm buscado verificar a influência de variáveis antropométricas e de composição corporal no desempenho funcional de idosos1,12-16. Entretanto, alguns destes estudos têm verificado o estado nutricional por meio de apenas uma variável indicativa, em geral o IMC, não considerando, como neste estudo, outros indicadores, como os de distribuição (circunferência da cintura e relação cintura-quadril) e percentual de gordura corporal (área de gordura do braço), e indicadores musculares de desnutrição (circunferência da panturrilha), como possíveis influenciadores do desempenho físico do idoso.

Diante do exposto, este estudo buscou verificar a associação do desempenho funcional com variáveis antropométricas e de composição corporal em idosos. Com isso, espera-se que o estudo de diferentes variáveis antropométricas, possa contribuir com a identificação dos indicadores de maior influência sobre o desempenho físico nesta população.

Metodologia

Este estudo caracteriza-se como transversal, de base domiciliar, com coleta de dados primários e é parte de um estudo mais amplo que objetivou realizar uma avaliação multidimensional da saúde dos idosos cadastrados na Estratégia Saúde da Família no município de Campina Grande-PB.

Foram incluídos indivíduos com 60 anos ou mais, de ambos os sexos, selecionados para compor a amostra. Foram excluídos idosos que apresentassem debilidade clínica grave, sem possibilidade terapêutica resolutiva, e idosos que estivessem ausentes do município de Campina Grande-PB por um período superior ao da pesquisa de campo na sua UBSF de abrangência. Além disso, foram estabelecidos critérios de exclusão específicos para cada teste funcional: os idosos submetidos a alguma cirurgia no braço ou na mão nos três meses anteriores à coleta foram excluídos do teste de força de preensão manual. Idosos submetidos à cirurgia de catarata ou de retina, nas seis semanas anteriores à entrevista, idosos acamados, cadeirantes ou que, por alguma razão, não pudessem ficar em pé, foram excluídos dos testes de flexibilidade/mobilidade e equilíbrio.

A pesquisa maior da qual este estudo fez parte foi submetida e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Os idosos, ao aceitarem participar da pesquisa, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, segundo Resolução 196/96.

Amostra

De acordo com informações da Secretaria de Saúde, em 2008, existiam, no município de Campina Grande, 23.416 idosos cadastrados nas 63 Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), distribuídos nos seis Distritos Sanitários da cidade. Para seleção da amostra, estimou-se uma prevalência dos desfechos de, no mínimo 25%. O cálculo do tamanho amostral foi realizado a partir da seguinte equação: {[E2 x p (1-p)] x c}/ A2, onde E é o limite de confiança (1,96), c é o coeficiente de correlação amostral (2,1), e A é a precisão aceita para a prevalência estimada (A = 6%). De cada distrito foi sorteada uma UBSF, sendo a amostra proporcional a cada Distrito Sanitário, constituindo 420 idosos.

O trabalho de campo foi realizado por três duplas de entrevistadores, devidamente treinados, no período de agosto de 2009 a maio de 2010. Foram avaliadas informações sobre sexo, grupo etário, desempenho funcional, antropometria e composição corporal.

Desempenho Funcional

Os testes utilizados para avaliar o desempenho funcional foram: força de preensão manual (FPM), flexibilidade/mobilidade e equilíbrio. Antes de cada teste os idosos receberam explicações e uma demonstração prática, de forma a garantir a execução da tarefa de forma correta, sem qualquer risco para o idoso.

A FPM foi aferida com a utilização de um dinamômetro hidráulico manual (Dinamômetro Takei Kiki Kogyo® TK 1201, Japão), ajustado para cada indivíduo de acordo com o tamanho das mãos. O teste foi realizado no membro referido pelo idoso como o de maior força (membro dominante). Durante a execução do teste, o idoso permaneceu sentado, com o cotovelo apoiado em uma mesa, antebraço estendido à frente, palma da mão para cima e, então, solicitou-se que exercesse a maior preensão possível.

O procedimento para aferição da FPM foi realizado duas vezes, com intervalo de um minuto entre as execuções17 e considerada a média como valor final. Para avaliar o desempenho neste teste foi utilizada a classificação utilizada por Barbosa et al.18, que considera os valores (kg) distribuídos em percentis, de acordo com o sexo: ruim (≤ P25), regular (> P25 e ≤ P75) e bom (> P75).

O teste de flexibilidade/mobilidade utilizado neste estudo foi o teste “agachar e pegar uma caneta no chão” proposto por Reuben e Siu19. O idoso foi orientado a ficar em posição ereta, com os pés juntos, e ao ser informado sobre o início do teste, deveria abaixar-se para pegar uma caneta, colocada no chão, 30 centímetros à frente da ponta dos pés. Um cronômetro foi utilizado para verificar o tempo gasto entre abaixar-se e voltar à posição inicial, com a caneta na mão. O teste foi considerado concluído, quando o idoso conseguia terminar o exercício, sem apoiar-se, em tempo ≤ 30 segundos.

Para análise dos dados, foi utilizada a classificação indicada por Barbosa et al.18, que classifica a flexibilidade de acordo com o tempo de execução do teste: ruim (> 6 e ≤ 30 segundos), regular (> 2 e ≤ 6 segundos) e bom (≤ 2 segundos).

O teste para verificar o equilíbrio consistiu de quatro medidas de equilíbrio estático, proposto por Guralnick et al.20. Cada medida foi realizada apenas uma vez. Na primeira medida, o idoso deveria permanecer em pé, mantendo os pés juntos e os olhos abertos. Na segunda, o idoso deveria permanecer em pé, colocando o calcanhar de um pé na frente do outro, mantendo os olhos abertos. Na terceira o idoso deveria permanecer em pé, com uma das pernas levantadas, apoiando-se na outra perna, sem utilizar qualquer outro tipo de apoio. Na quarta foi realizado o exercício anterior, mas trocando a posição das pernas. Cada medida foi considerada concluída com êxito, quando o idoso conseguia permanecer 10 segundos na posição mencionada. Caso o idoso não conseguisse realizar a primeira medida, ele não deveria realizar a segunda e assim sucessivamente.

O desempenho foi avaliado por meio da classificação utilizada por Barbosa et al.18, que avalia o idoso a partir da quantidade de medidas realizadas no teste: ruim (uma medida), regular (duas medidas) e bom (três ou quatro medidas).

Antropometria e composição corporal

As variáveis antropométricas e indicativas da composição corporal foram: índice de massa corporal (IMC), circunferência da cintura (CC), razão cintura-quadril (RCQ), dobra cutânea tricipital (DCT), circunferência do braço (CB), área de gordura do braço (AGB), circunferência muscular do braço (CMB) e circunferência da panturrilha (CP).

Para o cálculo do IMC (kg/m2) foram aferidos o peso e a estatura, de acordo com as técnicas descritas em Lohman et al.21. O peso (kg) foi medido em balança digital portátil (TANITA UM080), com capacidade para 150 kg e sensibilidade de 100 g. A estatura (m) foi mensurada em estadiômetro portátil (Altura Exata). As variáveis CC (cm), circunferência do quadril (CQ) (cm), CB (cm) e CP (cm) foram mensuradas utilizando fita métrica inelástica, com precisão de 1mm, segundo as técnicas descritas em Lohman et al.21. A razão cintura-quadril (RCQ) foi obtida por meio da divisão da CC pela CQ.

O cálculo da CMB (cm) e AGB (cm2), foram obtidos a partir da mensuração da dobra cutânea tricipital (DCT) e da circunferência do braço (CB). À DCT chegou-se com a utilização do compasso Lange, que tem pressão constante de 10g/mm2, e mensurada de acordo com as técnicas descritas em Lohman et al.21. A CMB foi calculada por meio da equação de Gurney e Jelliffe22:

Para cálculo da AGB foi considerada a equação proposta por Frisancho23:

Para categorização do IMC foi utilizada a classificação proposta pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS)24, que definiu pontos de corte específicos para a população idosa: baixo peso (< 23 kg/m2), eutrofia (≥ 23 e < 28 kg/m2), sobrepeso (≥ 28 e < 30 kg/m2) e obesidade (≥ 30 kg/m2). A CC e RCQ foram classificadas de acordo com os pontos de corte propostos pela OMS25, sendo considerada inadequada: CC > 102 cm para os homens e > 88 cm para as mulheres; RCQ > 0,99 para homens e > 0,97 para mulheres.

A classificação da DCT, AGB e CMB foi feita com base nos valores descritos por Menezes e Marucci11, os quais são apresentados de acordo com o sexo e distribuídos em percentil (P). A partir desses valores, as variáveis foram classificadas da seguinte forma: CMB [desnutrição (≤ P25) e eutrofia (> P25)], DCT e AGB [insuficiente (≤ P25), eutrofia (> P25 e < P75) e excessivo (≥ P75)]. Para CP foi considerada a classificação proposta pela OMS25, que considera desnutrição CP < 31cm e eutrofia CP ≥ 31cm.

Procedimentos estatísticos

Para fins estatísticos, as variáveis de desempenho funcional foram dicotomizadas e classificadas em bom e ruim. Para a FPM boa, foram considerados os idosos que apresentaram desempenho regular (> P25 e ≤ P75) e bom (> P75). Do mesmo modo, para a classificação de flexibilidade/mobilidade boa, foram considerados os idosos com desempenho regular (> 2 e ≤ 6 segundos) e bom (≤ 2 segundos). Para o equilíbrio bom, foram considerados os idosos que tiveram desempenho bom (realizaram três ou quatro medidas). Os demais foram classificados como desempenho ruim, tendo em vista que idosos com equilíbrio regular também apresentam certo grau de instabilidade, que pode contribuir para desequilíbrios.

Os dados são apresentados sob a forma de frequências. Para verificar a associação das variáveis de desempenho funcional com o sexo, o grupo etário (60 a 69 anos, 70 a 79 anos e 80 anos ou mais) e as variáveis antropométricas e de composição corporal, foi utilizado o teste qui-quadrado de Pearson (X2). Inicialmente, foram estimados modelos de regressão logística simples para cálculo da odds ratio (OR) bruta. Para o modelo múltiplo, foram consideradas as variáveis que apresentaram valor de p < 0,20 (teste de Wald) obtido na análise simples. Considerou-se o método de entrada stepwise forward para cálculo da OR ajustada, com intervalo de confiança de 95% (IC95%). No modelo final, foram consideradas significativas as variáveis que permaneceram no modelo com valor de p < 0,05. A avaliação do ajuste do modelo logístico foi realizada por meio do teste de Hosmer-Lemeshow. Os dados foram analisados utilizando o pacote estatístico SPSS 17.0 (IBM Corp., Armonk, Estados Unidos).

Resultados

Participaram deste estudo 420 idosos (68,1% mulheres), com média etária de 71,57 anos (± 9,19), cuja idade variou entre 60 e 104 anos. Os idosos que por algum motivo não puderam realizar os testes de desempenho funcional, não foram incluídos nos resultados. Deste modo, do total de idosos entrevistados: 417 realizaram o teste de FPM, 368, o teste de flexibilidade e 393, o teste de equilíbrio.

Após serem testadas as associações de todas as variáveis antropométricas com a FPM, foram selecionadas no teste de regressão logística simples: CP (p < 0,0001), CMB (p = 0,006), IMC (p = 0,04), AGB (p = 0,009), DCT (p = 0,06) e CC (p = 0,19), ajustadas por sexo (p = 0,71) e grupo etário (p = 0,67). Na Tabela 1 é apresentado o modelo final de regressão múltipla para FPM. Os idosos desnutridos apresentaram maior chance de apresentarem FPM ruim (OR 2,21; IC95% 1,15 – 4,25), quando comparados com os idosos eutróficos. O modelo foi ajustado por CMB, CC, sexo e grupo etário.

Tabela 1 Modelo final de regressão logística múltipla para FPM. Campina Grande, Paraíba, Brasil. 2010. 

FPM: força de preensão manual; CP: circunferência da panturrilha; p: nível de significância; IC95%: Intervalo de Confiança de 95%;(a) Modelo ajustado por CMB (circunferência muscular do braço), CC (circunferência da cintura), sexo e grupo etário;* Qui-quadrado de Pearson; ** Qui-quadrado de Wald (Regressão Logística Simples)

No teste de regressão simples, apenas o sexo apresentou associação com a flexibilidade/mobilidade (p = 0,02), sendo selecionado o grupo etário e a AGB como variáveis de ajuste para o teste múltiplo. No modelo final, ajustado por grupo etário, o sexo feminino foi fator de proteção para flexibilidade boa (OR 0,35; IC95% 0,14–0,86) (Tabela 2). Não foi observada associação significativa entre as variáveis antropométricas e de composição corporal com a flexibilidade/mobilidade dos idosos deste estudo.

Tabela 2  Modelo final de regressão logística para flexibilidade/mobilidade. Campina Grande, Paraíba, Brasil. 2010. 

p: nível de significância; IC95%: Intervalo de Confiança de 95%;(a) Modelo ajustado por grupo etário; *Qui-quadrado de Pearson; ** Qui-quadrado de Wald (Regressão Logística Simples)

Para associação com o equilíbrio, foram selecionados no teste de regressão simples: grupo etário (p < 0,0001), CP (p = 0,001) e CMB (p = 0,007). O sexo foi considerado como variável de ajuste. O modelo final para o equilíbrio é apresentado na Tabela 3. Idosos com idade entre 70 e 79 anos (OR 3,69; IC95% 2,17–6,27) e 80 anos ou mais (OR 12,1; IC95% 4,59–32,18); e desnutridos (OR 3,00; IC95% 1,20–7,51) apresentaram maior chance de apresentarem equilíbrio ruim. O melhor ajuste considerou, além do sexo, a DCT, sendo, portanto, incluída no modelo (Hosmer-Lemeshow = 0,84).

Tabela 3  Modelo final de regressão logística para equilíbrio. Campina Grande, Paraíba, Brasil. 2010. 

CP: circunferência da panturrilha; p: nível de significância; IC95%: Intervalo de Confiança de 95%; (a) Modelo ajustado por DCT (dobra cutânea tricipital) e sexo; * Qui-quadrado de Pearson; ** Qui-quadrado de Wald (Regressão Logística Simples)

A variável RCQ não apresentou associação significativa com nenhuma das variáveis de desempenho funcional, não sendo considerada, portanto, nos modelos logísticos. A área muscular do braço corrigida (AMBc) não foi considerada neste estudo devido à sua forte associação com a CMB (p < 0,0001). Portanto, como ambas as variáveis são indicativas de reserva de massa muscular, optou-se pela CMB, tendo em vista que a mesma apresentou associação mais forte com as variáveis de desempenho físico.

Discussão

A capacidade funcional constitui um indicador de saúde e qualidade de vida para o idoso, pois considera aspectos como independência e desempenho nas suas atividades4. O idoso, mesmo sem diagnóstico clínico de doença crônica, apresenta algum grau de perda funcional relacionada à redução das funções de órgãos e sistemas corporais, inerentes ao envelhecimento26. O declínio físico, em especial, está relacionado com maior predisposição à perda da autonomia e fragilidade, maior frequência e duração de hospitalizações e maior risco de mortalidade3.

Este estudo se propôs a avaliar a associação conjunta de diferentes variáveis antropométricas e de composição corporal no desempenho funcional de idosos, mensurado por meio de testes físicos de força muscular, flexibilidade/mobilidade e equilíbrio. Estudos objetivando verificar a associação entre desempenho funcional e variáveis antropométricas e de composição corporal, têm comumente utilizado o IMC, tendo em vista ser uma variável de simples obtenção e fácil acesso1,12,13,16. Outros estudos têm considerado a avaliação antropométrica por meio de variáveis como a circunferência da panturrilha1,14, circunferência muscular do braço12 e área muscular do braço12,16para avaliação da composição corporal.

A avaliação da função muscular vem sendo utilizada como um indicador de capacidade funcional em idosos27. Nesse aspecto, a força de preensão manual tem sido a medida mais comumente mensurada na avaliação muscular, pois reflete a força máxima derivada da contração dos músculos da mão e tem uma boa relação com outros grupos musculares. Além disso, é uma medida de fácil obtenção, tornando viável sua utilização em pesquisas e na rotina clínica com idosos28.

Neste estudo, observou-se associação independente do IMC, variáveis indicativas de gordura (AGB) e de reserva muscular (CMB e CP) com a FPM, contudo a CP foi a variável com melhor associação, permanecendo no modelo final. Idosos desnutridos apresentaram maior chance de FPM ruim, independente do ajuste por outras variáveis antropométricas (CMB e CC), sexo e grupo etário, indicando que a redução da massa muscular está associada com a diminuição da força muscular.

A circunferência da panturrilha é considerada uma medida sensível de massa muscular no idoso, pois reflete mudanças na massa livre de gordura, portanto, recomendada para avaliação de desnutrição nessa população25. Dados do Invecchiamento e Longevità nel Sirente Study, estudo populacional na Itália, observou relação significativa da circunferência da panturrilha com a FPM (p < 0,001), ajustada por sexo e idade. Idosos desnutridos apresentaram pior valor médio de FPM (24,4 ± 1,4 kg) em relação aos eutróficos (35,2 ± 1,1 kg). Essa diferença manteve-se mesmo com ajuste por sexo e idade (26,5 ± 1,2 kg e 33,7 ± 1,0 kg)14.

No Brasil, um estudo com idosos na cidade de Campina Grande-PB avaliou a relação de variáveis antropométricas indicativas de massa muscular com a FPM. Observou-se correlação positiva e significativa da CMB (r = 0,30; p < 0,01) e AMBc (r = 0,29; p < 0,01) com a FPM12. Outro estudo realizado, em Lafaiete Coutinho-BA, observou resultados semelhantes para correlação da AMB com FPM, em ambos os sexos16.

Com as alterações no estado nutricional, que ocorrem com o processo de envelhecimento, há redução das fibras musculares e remodelamento das unidades motoras e, consequentemente, diminuição da força muscular dos membros8,10,13, o que pode justificar a associação encontrada em estudos12,14,16, inclusive neste, entre desnutrição e força muscular.

Além da quantidade de massa magra, outros fatores parecem ter associação com a redução da força muscular. Um estudo comparando um grupo de homens idosos e jovens observou força muscular 25% menor nos idosos em relação aos mais jovens, entretanto não foi observada diferença significativa na quantidade de massa muscular29. Os autores observaram, ainda, redução do número de unidades motoras e proteína muscular nos idosos em relação aos jovens. Esses resultados indicam que não apenas a redução da quantidade de massa, mas a qualidade muscular possa ter relação com a diminuição da força2.

Aspectos que ocorrem com o envelhecimento, como a redução do número de fibras musculares, as alterações na sua estrutura e a redução da eficiência do sistema neurológico em recrutar unidades motoras, levam ao comprometimento do desempenho neuromuscular. Desse modo, há aumento da fraqueza muscular, lentidão dos movimentos e fadiga precoce, contribuindo para limitações para caminhar, levantar-se, manter o equilíbrio, entre outras atividades do cotidiano, aumentando o risco de quedas e dependência funcional1,30.

Quanto à flexibilidade/mobilidade, o teste utilizado para avaliar os idosos deste estudo foi o “agachar e pegar uma caneta no chão”, com o qual é possível avaliar a mobilidade da coluna vertebral e de músculos do quadril, que comumente sofrem redução na sua função com o avanço da idade, determinando prejuízos na flexibilidade31. As mulheres apresentaram melhor desempenho no teste de flexibilidade/mobilidade, com menor chance de ter flexibilidade/mobilidade ruim em relação aos homens. Essa associação permaneceu significativa mesmo após ajuste por grupo etário.

Estudos têm observado melhor desempenho do sexo feminino em testes de flexibilidade31-33. Uma coorte no Brasil, com indivíduos de cinco a 92 anos, acompanhou por 18 anos as modificações na flexibilidade em sete seguimentos corporais, totalizando 20 movimentos articulares. As mulheres apresentaram melhor desempenho que os homens em todas as faixas etárias (p < 0,0001), com menor percentual anual de redução (0,6% /ano) em relação aos homens (0,8% /ano) (p < 0,0001). Os autores verificaram, ainda, que, com o envelhecimento, houve redução da flexibilidade, em ambos os sexos, contudo, esta não ocorreu em igual proporção em todos os segmentos. Observou-se, por exemplo, maior comprometimento nas articulações do ombro e tronco, enquanto no cotovelo e joelho a flexibilidade manteve-se preservada34. Estudo populacional multicêntrico realizado com idosos, na Espanha, observou desempenho superior do sexo feminino nos testes de flexibilidade, tanto na parte superior como inferior do corpo, bilateralmente33.

A flexibilidade/mobilidade maior entre as mulheres é observada em diversas fases do desenvolvimento. As mulheres apresentam tecidos menos densos que os homens. Acredita-se que isto ocorra devido à concentração de estrogênio, hormônio feminino, que induz a uma maior retenção de água e maior acúmulo de tecido adiposo, favorecendo o melhor desempenho das mulheres no teste de flexibilidade. Além disso, em geral, a coluna lombar das mulheres é proporcionalmente mais longa e possui melhor capacidade de estiramento muscular, o que gera maior mobilidade desta região32.

De uma forma geral, com o envelhecimento, as cápsulas articulares e ligamentos tornam-se mais rígidos, devido à perda de fibras elásticas e aumento de colágeno. Desse modo, pode haver interferência na realização dos movimentos e no desempenho dos receptores articulares, tornando os movimentos mais lentos ou descoordenados, comprometendo a amplitude do movimento do idoso30.

Neste estudo, não foi verificada associação significativa das variáveis antropométricas e de composição corporal com o desempenho nos testes de flexibilidade/mobilidade, sugerindo que não há uma influência dessas variáveis no desempenho motor dos idosos estudados.

Para este estudo, na avaliação do equilíbrio, foi considerado o equilíbrio estático. Idosos de grupos etários mais avançados (70 a 79 anos, 80 anos ou mais) e desnutridos apresentaram maior chance de ter equilíbrio ruim, considerando diferenças entre os sexos e acúmulo de gordura. O percentual de indivíduos com equilíbrio ruim foi de três a seis vezes maior nesses grupos em relação aos de referência.

Estudos têm observado maior prevalência de alterações de equilíbrio em grupos etários mais avançados33,35,36. Estudo realizado em Sydney avaliou o equilíbrio estático e dinâmico de idosos e jovens, por meio de sete testes físicos de mobilidade. Os idosos apresentaram pior desempenho em relação aos jovens, em todos os testes (p < 0,001). Além disso, os idosos dos grupos etários mais avançados apresentaram piores valores, em todos os testes, em ambos os sexos37. Um estudo de coorte com idosos na Suécia verificou, em 10 anos, redução no equilíbrio de -0,95% a -2,41%/ano, entre os homens e de -1,61% a -2,11%/ano, entre as mulheres. O equilíbrio dinâmico, verificado por meio da marcha, apresentou declínio mais pronunciado a partir dos 70 anos, em ambos os sexos35.

Para que ocorra o controle do equilíbrio, é necessária a manutenção do centro de gravidade, sobre uma base de sustentação, seja em situações estáticas ou dinâmicas. Os sistemas visual, vestibular e somatossensorial atuam em conjunto na manutenção do equilíbrio, administrando as variações do centro de gravidade. Com o processo de envelhecimento, ocorre uma redução no rendimento desses sistemas, diminuindo a capacidade de compensar as variações do centro de gravidade, levando a instabilidades posturais38

A desnutrição vem sendo associada, ainda, ao pior desempenho em testes de equilíbrio1,13,36, indicando que a redução na quantidade de massa muscular tem influência na ocorrência de instabilidade corporal e, consequentemente, no equilíbrio. As alterações musculoesqueléticas que ocorrem com o envelhecimento, promovem atrofia na musculatura que, associada a deformidades ósseas, alteram a base de apoio, podendo levar a alterações no equilíbrio postural39.

Dados semelhantes ao deste estudo foram observados em uma pesquisa com idosos em Vitória de Santo Antão-PE, Brasil, no qual se observou relação significativa da circunferência da panturrilha com testes de equilíbrio estático e dinâmico1. Estudo realizado no Japão verificou relação significativa da redução de massa muscular no quadríceps e do acúmulo de gordura visceral com o equilíbrio estático e dinâmico em idosos36. Neste estudo, a associação entre CP e grupo etário foi ajustada por DCT, tendo em vista que a presença de gordura pode interferir na avaliação muscular por meio de circunferências1. Desse modo, observa-se a necessidade de avaliar a função muscular em idosos de uma forma geral, considerando além da quantidade e da qualidade da massa muscular, o acúmulo de gordura.

Diante do exposto, observa-se que diferenças de sexo, de idade, bem como alterações do estado nutricional e de composição corporal, podem ter implicações no desempenho físico de idosos, levando a um comprometimento de sua capacidade funcional. A desnutrição mostrou-se um dos principais fatores associados com o baixo rendimento dos idosos nos teste de força e equilíbrio.

Nesta perspectiva, e por meio das recomendações da Política de Envelhecimento ativo e saudável proposto pela OMS40, recomenda-se: a adoção de ações que incentivem a alimentação em quantidades adequadas, bem como de qualidade nessa população; monitorização de fatores que possam influenciar na desnutrição, como acompanhamento da saúde oral, tratamento de alterações cognitivas e físicas; incentivo à prática de atividade física, bem como a implantação de programas de atividade física em unidades de saúde, com planos de treinamento para manutenção ou recuperação da força muscular, flexibilidade e equilíbrio. Em idosos já fragilizados e com maior comprometimento funcional, é aconselhável a realização de ações individuais para tratamento específico e reabilitação.

O monitoramento das condições de saúde de uma dada população, assim como dos fatores associados a essas condições, é um instrumento-chave para orientar estratégias que conduzam a abordagens qualificadas para assegurar um envelhecimento saudável5. Uma vez detectada a limitação, é possível optar-se por qual medida seria a mais conveniente para eliminar o fator de risco ou reduzir a sua progressão26. A promoção e prevenção, nos três níveis de atenção à saúde, mobilizam discussões de políticas mundiais para o envelhecimento saudável, de modo a buscar possíveis soluções para os fatores intervenientes no desempenho funcional, e a contribuir com a redução de gastos públicos com aposentadorias precoces e assistência médica e social5,26.

O presente estudo apresenta limitações inerentes a estudos transversais, pois embora tenha sido observada a associação e a chance na ocorrência dos desfechos (FPM, flexibilidade/mobilidade e equilíbrio), não estabelece a direção de causa e efeito entre antropometria e desempenho funcional. Outra possível limitação deve-se ao fato de não ter sido avaliado o nível de atividade física dos idosos, tendo em vista que este pode ser um possível fator de confusão no comportamento das associações, quando considerados idosos ativos e não ativos.

Essas limitações, contudo, não comprometem os resultados obtidos, referentes à associação da composição corporal e antropometria no desempenho funcional dos idosos. Além disso, foram utilizados testes que abrangem diferentes domínios físicos, o que contribui para uma avaliação mais abrangente sobre as condições funcionais e quais indicadores antropométricos têm maior influência sobre eles.

Conclusões

Diante dos resultados expostos, observou-se que idosos desnutridos (menor CP) apresentaram maior chance de FPM ruim. Não foi verificada associação significativa das variáveis antropométricas e de composição corporal com o desempenho nos testes de flexibilidade/mobilidade. Os resultados mostraram ainda que o sexo feminino apresentou melhores níveis neste teste. Idosos de grupos etários mais avançados e desnutridos (menor CP) apresentaram maior chance de ter equilíbrio ruim.

Este estudo utilizou uma maior diversidade de variáveis antropométricas e de testes funcionais abrangendo diferentes domínios, para melhor compreensão de aspectos do estado nutricional associados com a redução da função física no idoso. Acredita-se que isso possa incentivar a realização de programas de saúde pública voltados para manutenção ou mesmo recuperação de morbidades, como a desnutrição e outros problemas nutricionais. Além disso, auxiliar os profissionais de saúde na elaboração de condutas que possibilitem retardar a ocorrência de dependências, favorecendo um envelhecimento saudável e com qualidade de vida.

REFERÊNCIAS

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