Dificuldade funcional em idosos brasileiros: um estudo com base na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS - 2013)

Dificuldade funcional em idosos brasileiros: um estudo com base na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS - 2013)

Autores:

Camila Zanesco,
Danielle Bordin,
Celso Bilynkievycz dos Santos,
Cristina Berger Fadel

ARTIGO ORIGINAL

Ciência & Saúde Coletiva

versão impressa ISSN 1413-8123versão On-line ISSN 1678-4561

Ciênc. saúde coletiva vol.25 no.3 Rio de Janeiro mar. 2020 Epub 06-Mar-2020

http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232020253.19702018

Abstract

The objective of this study was to study the factors that present a high degree of association with functional difficulties among the elderly. A cross-sectional, quantitative study was conducted among individuals aged 60 years or older (n = 23,815). Two dependent variables were considered: Basic Activity of Daily Living and Instrumental Activity of Daily Living, and 42 independent variables related to sociodemographic issues, general health, oral health and the use of health services. For the analysis, the Waikato Environment for Knowledge Analysis software was used. Data set balancing and the dimensionality reduction test were performed through 10-fold cross-validation and lastly, the variables related to the dependent variables were evaluated through logistic regression. Eight variables had a strong association with functional difficulties among the elderly, related to physical aspects, intrinsic factors, social relations, literacy and the use of health services. The results obtained enable the bolstering of planning and execution of strategies in public health, directed to the elderly population, avoiding or minimizing situations of functional difficulty.

Key words Interdisciplinary practices; Elderly people; Functional difficulty; Indicators of services

Introdução

A elevação no número de indivíduos idosos, somada à transição no perfil epidemiológico da população, vem contribuindo para o aumento da demanda no âmbito dos serviços de saúde públicos e privados1-4, além de onerar custos financeiros em nível familiar, comunitário e de sociedade5. Tais mudanças atingem de forma divergente países em situações econômicas heterogêneas, sendo mais recente e intensa naqueles que se encontram em desenvolvimento4.

A exposição a situações de risco, doenças e outros agravos ao longo da vida destes indivíduos, somadas à escassez de ações de prevenção contínuas, colaboram para acelerar o processo fisiológico de envelhecimento1,3-5. O entrelaçado de acontecimentos apontados culmina nas dificuldades atuais enfrentadas pela sociedade em geral, relacionadas ao público idoso1,3,5.

O envelhecimento com qualidade representa um desafio atual, sendo que a exiguidade de doenças não mais confere um parâmetro exclusivo de proteção à saúde. Aspectos funcionais considerando capacidades psicocognitivas e físicas são forte indicador de saúde entre indivíduos idosos6. Desta forma, compreende-se a direta ligação entre idosos e quadros de dificuldade funcional (DF), entendida como a incapacidade de realização de tarefas pertinentes à vida diária, processo dinâmico e progressivo, multidimensional, fortemente influenciado por fatores genéticos e por condições experimentadas ao longo da vida1,3,4,7,8. A DF é subdividida em dois domínios: atividades básicas de vida diária (ABVD), o qual abarca questões relacionadas ao autocuidado, e atividades instrumentais de vida diária (AIVD), que envolve a independência do idoso na comunidade1,3,7,9.

O número de idosos com DF tem aumentado significativamente, entretanto, os estudos, em sua maioria, reportam unicamente taxas de prevalência, eximindo-se da investigação de situações ou de condições que potencializam as chances de tais limitações, e quando o fazem consideram grupos populacionais limitados ou causas específicas3,8. Neste sentido, o presente estudo assume a provocação de uma investigação ampla, inédita e inadiável sobre o conhecimento do processo do envelhecimento humano e de suas relações.

O nexo existente entre a longevidade e as DF requer a frequente avaliação deste parâmetro, permitindo a construção de bases de conhecimento para a sustentação do planejamento de ações e de intervenções focadas em demandas específicas10-12. Usufruindo da significância e da relevância conquistadas pelos inquéritos de saúde nos últimos anos13-15, objetivou-se, conhecer os fatores com alto grau de associação com quadros de dificuldade funcional em idosos brasileiros, considerando condições sociodemográficas, de saúde geral, de saúde bucal e de utilização de serviços de saúde, por meio do estudo da Pesquisa Nacional de Saúde - 2013 (PNS - 2013).

Metodologia

É um estudo exploratório, transversal e quantitativo, com fonte de dados secundários provenientes da PNS-2013, proposto pelo Ministério da Saúde e dirigido, em 2013, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)16. A PNS-2013 foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa para Seres Humanos, do Ministério da Saúde15.

A PNS-2013 contou com uma amostra de 205.546 adultos entrevistados em 60.202 domicílios, conduzida por três formulários para coleta de dados, referentes: ao domicílio, aos moradores e ao indivíduo. No presente estudo foram utilizadas apenas as informações dos indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos (n = 23.815), provenientes dos dois últimos formulários13,14,16. A explicação minuciosa em relação ao processo de amostragem e ponderação, bem como sobre o método para coleta de dados, estão disponíveis no relatório da PNS16.

As duas variáveis desfecho, nomeadas de ABVD e AIVD, resultaram da reunião de sete e cinco questões consecutivamente. A variável ABVD resultou das questões: Em geral, que grau de dificuldade tem para comer sozinho(a) com um prato colocado à sua frente, incluindo segurar um garfo, cortar alimentos e beber em um copo?, Em geral, que grau de dificuldade tem para tomar banho sozinho(a) incluindo entrar e sair do chuveiro ou banheira?, Em geral, que grau de dificuldade tem para ir ao banheiro sozinho(a) incluindo sentar e levantar do vaso sanitário?, Em geral, que grau de dificuldade tem para se vestir sozinho(a), incluindo calçar meias e sapatos, fechar o zíper, e fechar e abrir botões?, Em geral, que grau de dificuldade tem para andar em casa sozinho(a) de um cômodo a outro da casa, em um mesmo andar, como do quarto para a sala e cozinha?, Em geral, que grau de dificuldade tem para deitar ou levantar da cama sozinho(a)?, Em geral, que grau de dificuldade tem para sentar ou levantar da cadeira sozinho?. A variável AIVD é resultante das questões: Em geral, que grau de dificuldade tem para fazer compras sozinho(a), por exemplo de alimentos, roupas ou medicamentos?, Em geral, que grau de dificuldade tem para administrar as finanças sozinho(a) (cuidar do seu próprio dinheiro)?, Em geral, que grau de dificuldade tem para tomar os remédios sozinho(a)?, Em geral, que grau de dificuldade tem para ir ao médico sozinho(a)?, Em geral, que grau de dificuldade tem para sair sozinho(a) utilizando um transporte como ônibus, metrô, táxi, carro, etc.?.

Todas as questões utilizadas contemplavam as seguintes opções de resposta: 1. Não consegue, 2. Tem grande dificuldade, 3. Tem pequena dificuldade, 4. Não tem dificuldade. Para realizar a análise dos dados a serem utilizados no presente estudo, as opções de resposta foram dicotomizadas em: com dificuldade (1. Não consegue, 2. Tem grande dificuldade, 3. Tem pequena dificuldade) e sem dificuldade (4. Não tem dificuldade)2,17.

A amostra utilizada no grupo de indivíduos com dificuldade funcional para as atividades básicas e as instrumentais foi composta apenas por indivíduos que apresentaram dificuldade independente do grau para todas as atividades investigadas7,17,18. O indivíduo que apresentou limitação em AIVD e ABVD foi incluído no grupo de dificuldade para ABVD. Na sessão de resultados, são apresentadas as frequências absolutas e as relativas da presença de dificuldade em cada variável formadora das variáveis dependentes.

As questões mencionadas foram respondidas em todos os integrantes do domicílio por um único morador, podendo, deste modo, não ter sido respondida pelo idoso. Para o presente estudo foram elencadas questões de interesse para compor as variáveis independentes, relacionadas à: características sociodemográficas (nove variáveis); limitações funcionais e adoecimento (sete variáveis); utilização de serviços de saúde (onze variáveis); internações e urgências médicas (oito variáveis); e condição de saúde bucal (sete variáveis). Nesta etapa todas as variáveis foram tratadas, as numéricas alteradas para categóricas, algumas recategorizadas, enquanto outras dicotomizadas em consonância com o exposto na literatura17. Na sequência são expostas as variáveis independentes, consideradas no estudo, e as categorias formadas.

- Características sociodemográficas: sexo (feminino e masculino); idade (60 a 64 anos, 65 a 69 anos, 70 a 74 anos, 75 a79 anos, 80 a 84 anos, 86 a 89 anos, 90 a 94 anos, 95 a 99 anos e 100 ou mais anos); cor da pele (branca, preta, amarela, parda, indígena e não respondeu); convivência com o cônjuge (sim e não); estado civil [casado (a), separado(a)/divorciado(a), viúvo(a) e solteiro(a)]; alfabetizado (a) (sim e não); nível de educação (não respondeu, alfabetização, nível fundamental, nível médio, graduação ou superior); renda (até 680 Reais, 681 > 1320 reais, 1321 > 2640 reais, mais de 2641 reais e não informou); região de residência (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul).

- Limitações e adoecimento: diagnóstico de alguma doença crônica, física ou mental (sim e não); percepção da condição de saúde geral (boa e ruim); presença de alguma doença crônica, física ou mental que limita de alguma forma suas atividades habituais (sim e não); deixou de realizar quaisquer de suas atividades habituais por motivo de saúde (sim e não); número de dias que deixou de realizar suas atividades habituais por motivo de saúde (1-3 dias, 4-7 dias, 8-11 dias, 12-14 dias e 15 ou mais dias); esteve acamado nas duas últimas semanas (sim e não); número de dias acamado nas duas últimas semanas (1-3 dias, 4-7 dias, 8-11 dias, 12-14 dias e 15 ou mais dias).

- Utilização de serviços de saúde: onde costuma procurar atendimento quanto está doente (farmácia, unidade básica de saúde, centro de especialidades/policlínica pública ou posto de assistência médica/unidade de pronto atendimento, consultório privado, solicitou atendimento no domicílio e outro); costuma procurar o mesmo serviço de saúde sempre (sim e não); já consultou um médico ao longo da vida (já consultou um médico e nunca consultou um médico); número de consultas nos 12 últimos meses (1-3 consultas, 4-6 consultas, 7-9 consultas, 10-14, consultas, 15-19 consultas, 20-29 consultas, 30 ou mais consultas); procurou por algum lugar, serviço ou profissional de saúde para atendimento relacionado à própria saúde nas últimas duas semanas (sim e não); motivo pela procura de atendimento (acidente ou lesão, doença, problema odontológico, reabilitação ou terapia, continuação de tratamento, exame complementar de diagnóstico, vacinação, outro atendimento preventivo, solicitação de atestado de saúde e outro); local onde procurou atendimento nas duas últimas semanas (farmácia, unidade básica de saúde, centro de especialidades/policlínica pública/posto de assistência médica/unidade de pronto atendimento, consultório privado, solicitou atendimento no domicílio e outro); teve medicamentos receitados na última consulta (sim e não); qual foi o principal atendimento de saúde que recebeu no último atendimento (duas últimas semanas) (consulta médica, consulta odontológica, consulta com outro profissional de saúde, atendimento com agente comunitário de saúde, atendimento na farmácia, vacinação, injeção/curativo/medição de pressão arterial, quimioterapia/radioterapia/hemodiálise/hemoterapia, exames laboratoriais/de imagem/exames complementares de diagnóstico, gesso/imobilização, pequena cirurgia ambulatorial, internação hospitalar, marcação de consulta, práticas complementares como acupuntura/homeopatia/fitoterapia, outro atendimento e não respondeu); o serviço de saúde em que procurou atendimento nas duas últimas semanas era (público, privado, não sabe e não respondeu); utilizou de alguma prática integrativa e complementar (sim e não).

- Internações e urgências médicas: precisou de internação hospitalar (por 24 horas ou mais) nos últimos 12 messes (sim e não); número de internações nos últimos 12 meses (1-3 internações, 4-6 internações, 7-9 internações, 10-14 internações, 15-19 internações, 20-29 internações, 30 ou mais internações); motivo pelo qual precisou de internação hospitalar (tratamento clínico, tratamento psiquiátrico, cirurgia, exames complementares de diagnóstico e outro); tempo que permaneceu internado (a) na última vez (últimos 12 meses) (1-3 dias, 4-6 dias, 7-9 dias, 10-14 dias, 15-19 dias, 20-29 dias e 30 ou mais dias); na última vez que foi internado como classifica o atendimento recebido (bom e ruim); nos últimos 12 meses, precisou de atendimento de emergência no domicílio (sim e não); na última vez que teve atendimento de urgência no domicílio, como foi o atendimento recebido (bom e ruim); no último atendimento de emergência no domicílio precisou ser transportado por ambulância (sim e não).

- Saúde bucal: autopercepção de saúde bucal (boa e ruim); tem dificuldade para se alimentar devido a problemas com os dentes ou dentadura (tem dificuldade, não tem nenhuma dificuldade e não respondeu); perdeu dentes na arcada inferior (não, sim, perdi todos, não se aplica e não respondeu); perdeu dentes na arcada superior (não, sim, perdi todos, não se aplica e não respondeu); número de dentes naturais presentes (menos de 10 dentes, mais de 10 dentes); faz uso de prótese dental (não, próteses dentárias totais em uma das arcadas dentárias/ou para substituir determinado número de dentes, próteses dentárias totais para ambas as arcadas); consultou um cirurgião dentista alguma vez na vida (sim e não).

Em sequência, a fase de tratamento do banco de dados foi realizado com o balanceamento de todo o conjunto, objetivando equilibrar as classes da variável dependente e favorecendo o processo de análise. Foram testados todos os algoritmos de balanceamento, sendo o Resample o eleito, visto que apresentou melhor eficiência. O Resample consiste em uma ferramenta para pré-processamento de dados, incorporada ao software de mineração de dados Waikato Environment for Knowledge Analysis (WEKA)19, podendo ser utilizada em outros softwares que possibilitem a inclusão de algoritmos de mineração de dados. Após, foi realizado o teste de redução de dimensionalidade, usando o método de seleção de atributos e empregando a abordagem filtro oportunizada no WEKA (https://www.cs.waikato.ac.nz/ml/weka/index.html). A adequação do software WEKA ao estudo, seu caráter livre e gratuito, corriqueiramente utilizado por profissionais de saúde, devido à eficácia, rapidez e confiabilidade, conduziram a respectiva escolha do mesmo para uso no estudo em questão20.

Na abordagem operou-se com o algoritmo Correlation-based Feature Selection (CFS)19, por meio do método de validação cruzada de 10 Fold, sendo essa a opção que apresentou maior compatibilidade com o presente estudo. Fold corresponde ao poder explicativo da variável em porcentagem conforme apresentado posteriormente nos resultados. O teste aponta quais são as variáveis independentes que têm elevada relação com as variáveis dependentes e baixa entre si, excluindo relações de confundimento, permitindo reconhecer as relações verdadeiras com precisão, trabalhando simultaneamente com todas as variáveis elencadas no estudo19.

A validação cruzada segmenta os dados em subconjuntos, denominados folds, para a aplicação de um algoritmo de indução de conhecimento. Cada um destes folds será usado como conjunto de testes uma vez. Este processo permite, ao final, o cálculo através da média de resultados obtidos em cada etapa onerando a qualidade do conhecimento gerador19.

No modelo final foram apreciadas somente as variáveis que apresentaram grande potencialidade para aclarar a variável desfecho, permitindo autenticar as ligações puras e estritas com as variáveis independentes. Os modelos oriundos do uso desta metodologia são mais fidedignos e explicativos, facultando o conhecimento de aspectos potencialmente úteis e anteriormente inexplorados envolvendo bases de dados19.

A etapa subsequente consistiu na avaliação das variáveis relacionadas com as variáveis dependentes através da regressão logística, para mensurar a amplitude das associações. A regressão logística permite estimar diretamente as chances de ocorrência de determinada questão a partir de uma variável dependente binária e de um conjunto de variáveis independentes preditoras21. As análises procederam-se no software WEKA19.

Resultados

Na Tabela 1 estão expostosos dados quanto à distribuição dos idosos, segundo as variantes formadoras da variável dependente. Considerando as atividades de forma isolada, visualiza-se maior a prevalência de idosos com dificuldade em fazer uso de medicamentos contínuos sem ajuda de terceiros.

Tabela 1 Distribuição dos idosos, segundo as variáveis formadoras das variáveis dependentes 'DF para ABVD' e 'DF para AIVD', DF independente do grau. Brasil. 2013. (n = 23.815). 

Variável dependente e classe n (%)
Variáveis formadoras da variável 'Dificuldades ao realizar Atividades Básicas de Vida Diária'
Presença de dificuldade para comer sozinho com um prato colocado à sua frente, incluindo segurar um garfo, cortar alimentos e beber em um copo 1276 (5)
Presença de dificuldade para tomar banho sozinho incluindo entrar e sair do chuveiro ou banheira 1714 (7)
Presença de dificuldade para ir ao banheiro sozinho incluindo sentar e levantar do vaso sanitário 1555 (7)
Presença de dificuldade para se vestir sozinho 2136 (9)
Presença de dificuldade para andar em casa sozinho de um cômodo a outro da casa 2036 (9)
Presença de dificuldade para deitar ou levantar da cama sozinho 2040 (9)
Presença de dificuldade para sentar ou levantar da cadeira sozinho 1939 (8)
Variáveis formadoras da variável 'Dificuldades ao realizar Atividades Instrumentais de Vida Diária'
Presença de dificuldade para fazer compras sozinho 4265 (18)
Presença de dificuldade para administrar as finanças sozinho 3080 (13)
Presença de dificuldade para tomar os remédios sozinho 6852 (29)
Presença de dificuldade para ir ao médico sozinho 5659 (24)
Presença de dificuldade para sair sozinho utilizando um transporte 5453 (23)
Total de idosos livres de DF para todas as atividades 5668 (24)

Fonte: Dados da pesquisa.

*Foram considerados para compor a variável dependente apenas indivíduos que apresentaram DF para todas as atividades no rol de ABVD e AIVD, entretanto, tiveram indivíduos que apresentaram mais de uma dependência, porém, não todas.

A apresentação da distribuição dos idosos, considerando as variáveis utilizadas no estudo que não apresentaram forte relação com as variáveis dependentes, está exposta na Tabela 2.

Tabela 2 Descrição da amostra, segundo as variáveis dependentes não relacionadas ou menos relacionadas com quadros de DF utilizadas no estudo, segundo idosos independentes, com DF para ABVD, DF para AIVD e total de participantes. Brasil. 2013. (n = 23.815). 

Variáveis Independentes e classes Idosos sem DF n(%) Idosos com DF em ABVD n (%) Idosos com DF em AIVD n (%) Tonal n (%)
N = 22165 (93) N = 649 (3) N = 1001 (4) N = 23815 (100)
Características Sociodemográficas
Sexo
Masculino 12264 (55) 265 (41) 626 (63) 10541 (44)
Feminino 9901 (45) 384 (59) 375 (37) 13274 (56)
Cor da pele
Branca 10266 (46) 311 (48) 440 (44) 11017 (46)
Preta 1996 (9) 62 (10) 103 (10) 2161 (9)
Amarela 229 (1) 5 (1) 6 (1) 240 (1)
Parda 9562 (43) 268 (41) 449 (45) 10279 (43)
Indígena 108 (0) 3 (0) 3 (0) 114 (0)
Não respondeu 4 (0) --- --- 4 (0)
Estado civil
Casado(a) 11691 (53) 215 (33) 310 (31) 12216 (51)
Separado(a) ou Divorciado(a) 1822 (8) 38 (6) 39 (4) 1899 (8)
Viúvo(a) 5317 (24) 285 (44) 465 (46) 6067 (25)
Solteiro(a) 3335 (15) 111 (17) 187 (19) 3633 (15)
Formação
Gradu. Ou > 8174 (37) 239 (37) 369 (37) 2343 (10)
Médio 3744 (17) 86 (13) 104 (10) 3253 (14)
Fundamental 3142 (14) 46 (7) 65 (6) 3934 (17)
Alfabetização 2297 (10) 22 (3) 24 (2) 8782 (37)
Não respondeu 4808 (22) 256 (39) 439 (44) 5503 (23)
Renda familiar mensal
680 Reais 9768 (44) 394 (61) 671 (67) 10833 (45)
681 > 1320 reais 2584 (12) 71 (11) 94 (9) 2749 (12)
1321 > 2640 reais 2575 (12) 82 (13) 110 (11) 2767 (12)
Mais de 2641 reais 2713 (12) 46 (7) 61 (6) 2820 (12)
Não informou 4525 (20) 56 (9) 65 (6) 4646 (20)
Região de Residência
Norte 3811 (17) 94 (14) 162 (16) 4067 (17)
Nordeste 6725 (30) 260 (40) 388 (39) 7373 (31)
Sudeste 6152 (28) 153 (24) 232 (23) 6537 (27)
Sul 2998 (14) 75 (12) 107 (11) 3180 (13)
Centro-Oeste 2479 (11) 67 (10) 112 (11) 2658 (11)
Condição de Saúde
*Esta doença limita de alguma forma suas atividades habituais
Sim 3539 (44) 396 (94) 456 (80) 4597 (51)
Não 4455 (56) 27 (6) 115 (20) 4391 (49)
*Número de dias deixou de realizar suas atividades habituais, por motivo de saúde
1 - 3 dias 663 (31) 11 (4) 34 (14) 708 (26)
4 - 7 dias 594 (28) 46 (15) 41 (17) 681 (25)
8 - 11 dias 98 (5) 4 (1) 5 (2) 107 (4)
12 - 14 dias 785 (37) 237 (80) 156 (66) 1178 (44)
Precisou ficar acamado nas duas últimas semanas
Sim 808 (4) 219 (34) 126 (13) 1153 (5)
Não 1332 (6) 79 (12) 110 (11) 1521 (6)
Não respondeu 20025 (90) 351 (54) 765 (76) 21141 (89)
*Número de dias que esteve acamado nas últimas duas semanas
1 - 3 dias 335 (41) 10 (5) 23 (18) 368 (32)
4 - 7 dias 233 (29) 26 (12) 25 (20) 284 (25)
8 - 11 dias 96 (12) 15 (7) 13 (10) 124 (11)
12 - 14 dias 144 (18) 168 (77) 65 (52) 377 (33)
Utilização de Serviços de Saúde
Local que costuma procurar o primeiro atendimento quando está doente
Farmácia 432 (2) 5 (1) 14 (1) 451 (2)
UBS 8159 (37) 215 (33) 356 (36) 8730 (37)
Centro de especialidades, policlínica pública ou PAM 326 (1) 9 (1) 15 (1) 350 (1)
UPA; Pronto Atendimento Público; Pronto-socorro ou emergência públicos; Hospital público/ambulatório/ Pronto-atendimento ou emergência de hospital privado. 3886 (18) 181 (28) 215 (21) 4282 (18)
Consultório ou clínica privada; Ambulatório ou consultório de empresa ou sindicato. 4332 (20) 90 (14) 169 (17) 4591 (19)
No domicilio de forma pública ou privada 50 (0) 12 (2) 9 (1) 71 (0)
Outro serviço 86 (0) 3 (0) 3 (0) 92 (0)
Não respondeu 4894 (22) 134 (21) 220 (22) 5248 (22)
Costuma procurar o mesmo serviço de saúde sempre
Sim 17271 (78) 515 (79) 781 (78) 18567 (78)
Não 4894 (22) 134 (21) 220 (22) 5248 (22)
Já consultou um profissional médico na vida
Sim 22032 (99) 649 (100) 994 (99) 23675 (99)
Não 133 (1) ---- 7 (1) 140 (1)
Número de consultas no último ano
Até 3 vezes 9535 (43) 195 (30) 349 (35) 10079 (42)
De 4 a 6 vezes 5033 (23) 184 (28) 273 (27) 5490 (23)
De 7 a 9 vezes 898 (4) 41 (6) 68 (7) 1007 (4)
De 10 a 14 vezes 1886 (9) 122 (19) 117 (12) 2125 (9)
De 15 a 19 vezes 226 (1) 16 (2) 28 (3) 270 (1)
De 20 a 29 vezes 296 (1) 25 (4) 27 (3) 348 (1)
30 ou mais vezes 145 (1) 18 (3) 21 (2) 184 (1)
Não respondeu 4146 (19) 48 (7) 118 (12) 4312 (18)
Procurou por algum lugar, serviço ou profissional de saúde para atendimento relacionado à própria saúde nas últimas duas semanas
Sim 5088 (23) 220 (34) 297 (30) 5605 (24)
Não 17077 (77) 429 (66) 704 (70) 18210 (76)
*Motivo pela procura do atendimento nas duas últimas semanas
Acidente ou lesão 187 (4) 13 (6) 11 (4) 211 (4)
Doença 1491 (29) 91 (41) 99 (33) 1681 (30)
Problema odontológico 96 (2) 1 (0) 1 (0) 98 (2)
Reabilitação ou terapia 80 (2) 9 (4) 2 (1) 91 (2)
Continuação do tratamento 1451 (29) ( 70 (32) 114 (38) 1634 (29)
Exame complementar de diagnóstico 765 (15) 12 (5) 34 (11) 811 (14)
Vacinação 18 (0) --- 1 (0) 19 (0)
Outro atendimento preventivo 454 (9) 4 (2) 15 (5) 473 (8)
Solicitação de atestado médico 10 (0) --- 2 (1) 12 (0)
Outro 536 (11) 20 (9) 18 (6) 575 (10)
*Local onde procurou o último atendimento de saúde nas duas últimas semanas
Farmácia 24 (0) --- --- 24 (0)
UBS ou centro de saúde da família 2076 (41) 67 (30) 97 (33) 2240 (40)
Centro de especialidades, policlínica pública ou PAM - Posto de assistência médica. 180 (4) 6 (3) 9 (3) 195 (3)
UPA, Outro tipo de Pronto Atendimento Público; Pronto-socorro, ambulatório ou emergência de hospital público/ Pronto-atendimento ou emergência de hospital privado 1163 (23) 93 (42) 109 (37) 1365 (24)
Consultório particular ou clínica privada; Ambulatório ou consultório de empresa ou sindicato. 1565 (31) 33 (15) 72 (24) 1670 (30)
No domicílio, com profissional da equipe de saúde da família; No domicílio, com médico particular 27 (1) 18 (8) 9 (3) 54 (1)
Outro 53 (1) 3 (1) 1 (0) 57 (1)
*Teve medicamentos receitados na última consulta (duas últimas semanas)
Não 3352 (66) 157 (71) 216 (73) 3725 (66)
Sim 1589 (31) 56 (25) 72 (24) 1717 (31)
Não respondeu 147 (3) 7 (3) 9 (3) 163 (3)
*Qual foi o principal atendimento de saúde que recebeu no último atendimento (duas últimas semanas)
Consulta médica 3815 (75) 138 (63) 217 (73) 4162 (74)
Consulta odontológica 75 (1) 1 (0) 1 (0) 77 (1)
Consulta com outro profissional de saúde (fisio, fono, pscó, nutri, enf, etc.) 329 (6) 19 (9) 19 (6) 367 (7)
Atendimento com agente comunitário de saúde 20 (0) 5 (2) 1 (0) 26 (0)
Atendimento na farmácia 21 (0) --- --- 21 (0)
Vacinação 22 (0) 2 (1) 1 (0) 25 (0)
Injeção, curativo ou medição de pressão arterial 87 (2) 2 (1) 10 (3) 99 (2)
Quimioterapia, radioterapia, hemodiálise ou hemoterapia 34 (1) 3 (1) 8 (3) 45 (1)
Exames laboratoriais ou de imagem ou exames complementares de diagnóstico 274 (5) 8 (4) 10 (3) 292 (5)
Gesso ou imobilização 12 (0) 4 (2) 1 (0) 17 (0)
Pequena cirurgia ambulatorial 46 (1) 2 (1) 3 (1) 51 (1)
Internação hospitalar 52 (1) 16 (7) 13 (4) 81 (1)
Marcação de consulta 13 (0) 13 (6) 1 (0) 19 (0)
Práticas complementares como acupuntura, homeopatia e fitoterapia 11 (0) ---- 12 (4) 11 (0)
Outro atendimento (especifique: 143 (3) --- --- 168 (3)
Não respondeu 134 (3) 7 (3) --- 144 (3)
*O serviço de saúde em que procurou atendimento nas duas últimas semanas era
Público 3036 (60) 156 (71) 194 (65) 3386 (60)
Privado 1913 (38) 57 (26) 93 (31) 2063 (37)
Não sabe 9 (0) --- 2 (1) 12 (0)
Não respondeu 130 (3) 7 (3) 8 (3) 144 (3)
Utilizou alguma prática integrativa e complementar nos 12 últimos meses
Sim 1327 (6) 37 (6) 56 (6) 1420 (6)
Não 20838 (94) 612 (94) 945 (94) 22395 (94)
Internações e Urgências Médicas
*Nos últimos 12 meses, quantas vezes esteve internado (a)
1 - 3 vezes 1847 (95) 170 (80) 193 (86) 2210 (93)
4 - 6 vezes 75 (4) 29 (14) 26 (12) 130 (5)
7 - 9 vezes 9 (0) 3 (1) 1 (0) 13 (1)
10 - 14 vezes 9 (0) 10 (5) 5 (2) 24 (1)
*Qual foi o principal atendimento de saúde que recebeu quando esteve internado (a) (pela última vez) nos doze últimos meses
Tratamento clínico 826 (43) 126 (59) 135 (60) 1087 (46)
Tratamento psiquiátrico 15 (1) 1 (0) 3 (1) 19 (1)
Cirurgia 685 (35) 35 (17) 35 (16) 754 (32)
Exames complementares 117 (6) 14 (7) 19 (8) 150 (6)
Outro 297 (15) 36 (17) 33 (15) 366 (15)
*Quanto tempo ficou internada(a) na última vez
1 - 3 dias 1884 (97) 165 (78) 198 (88) 2247 (95)
4 - 6 dias 11 (1) 22 (10) 15 (7) 48 (2)
7 - 9 dias 5 (0) 4 (2) 2 (1) 11 (0)
10 - 14 dias 6 (0) 1 (0) --- 7 (0)
15 -19 dias --- 1 (0) --- 1 (0)
30 dias ou mais 34 (2) 19 (9) 10 (4) 63 (3)
*Na última vez que foi internado como foi o atendimento recebido
Bom 1687 (87) 164 (77) 183 (81) 2034 (86)
Ruim 253 (13) 48 (23) 42 (19) 343 (14)
*Na última vez que teve atendimento de urgência no domicílio, como foi o atendimento recebido
Bom 374 (87) 106 (87) 109 (87) 589 (87)
Ruim 54 (13) 16 (13) 16 (13) 86 (13)
*Neste atendimento foi transportado por ambulância para um serviço de saúde
Sim 238 (56) 76 (62) 85 (68) 399 (59)
Não 190 (44) 46 (38) 40 (32) 276 (41)
Condição de Saúde Bucal
Autopercepção de saúde bucal
Boa 6486 (29) 74 (11) 174 (17) 6734 (28)
Ruim 4073 (18) 149 (23) 221 (22) 4443 (19)
Não respondeu 11606 (52) 426 (66) 606 (61) 12638 (53)
Dificuldade para comer em decorrência de problemas dentários
Não tem nenhuma dificuldade 8352 (38) 223 (34) 229 (23) 8686 (36)
Tem dificuldade 2207 (10) 118 (18) 165 (16) 2491 (10)
Não respondeu 11606 (52) 308 (47) 607 (61) 12638 (53)
Perda dental inferior
Não 901 (4) 8 (1) 25 (2) 934 (4)
Sim, perdi 5274 (24) 67 (10) 135 (13) 5474 (23)
Sim, perdi todos os dentes de baixo 4384 (20) 148 (23) 235 (23) 4767 (20)
Não responderam 11606 (52) 426 (66) 606 (61) 12640 (53)
Perda dental superior
Não 747 (3) 9 (1) 16 (2) 772 (3)
Sim, perdi 3957 (18) 45 (7) 101 (10) 4104 (17)
Sim, perdi todos os dentes de cima 5855 (26) 169 (26) 278 (28) 6302 (26)
Não respondeu 11606 (52) 426 (66) 606 (61) 12637 (53)
Número de dentes naturais presentes
Menos de 10 dentes 16370 (74) 577 (89) 850 (85) 17797 (75)
Mais de 10 dentes 5795 (26) 72 (11) 151 (15) 6018 (25)
Uso de prótese dentária
Não 2740 (12) 98 (15) 173 (17) 3011 (13)
Próteses dentárias totais em uma das arcadas ou para substituir determinado número de dentes 3983 (18) 52 (8) 79 (8) 4115 (17)
Próteses dentárias totais para ambas as arcadas 3404 (15) 68 (10) 132 (13) 3603 (15)
Não respondeu 12038 (54) 431 (66) 617 (62) 13086 (55)
Consultou um cirurgião dentista alguma vez na vida
Sim 21110 (95) 579 (89) 900 (90) 22589 (95)
Não 1055 (5) 70 (11) 101 (10) 1226 (5)

Fonte: Dados da pesquisa.

*Calculado percentual baseado no número de indivíduos que necessitaram de determinado atendimento e ou passaram pela situação em questão.

Nos resultados da análise de seleção de atributos, verificou-se quais as variáveis mais fortemente relacionadas com quadros de DF. A porcentagem expressa por meio do método de validação cruzada de 10 Fold possibilitou a mensuração da ligação entre a variável e o atributo. As variáveis fortemente relacionadas às dificuldade para ABVD foram: idade (100%); impossibilidade de realizar quaisquer atividades habituais por motivo de saúde (100%); necessidade de atendimento de emergência no domicílio (100%); internação hospitalar nos últimos 12 meses (60%) e condição de saúde geral (50%). Já as variáveis fortemente relacionadas à dificuldade em AIVD foram: idade (100%); alfabetização (100%); vivência com cônjuge (100%); condição de saúde geral (100%); presença de alguma doença crônica, física ou mental (100%); necessidade de atendimento de emergência no domicílio (100%) e internação hospitalar nos últimos 12 meses (100%).

Na Tabela 3 é realizada a descrição da amostra de acordo com as variáveis independentes que tiveram relação com a dificuldade funcional.

Tabela 3 Descrição das variáveis fortemente com a DF, para idosos independentes, com DF para ABVD, DF para AIVD e totalidade de respondentes. Brasil. 2013. (n = 23.815). 

Variáveis Independentes e classes Idosos sem DF Idosos com DF em ABVD Idosos com DF em AIVD Total de idosos
n % n % n % n %
22165 93 649 3 1001 4 23815 100
Idade
60 a 64 anos 7590 (34) 63 (10) 98 (10) 7751 (33)
65 a 69 anos 5595 (25) 61 (9) 110 (11) 5766 (24)
70 a 74 anos 4022 (18) 86 (13) 119 (12) 4227 (18)
75 a79 anos 2579 (12) 98 (15) 165 (16) 2842 (12)
80 a 84 anos 1433 (6) 120 (18) 222 (22) 1775 (7)
86 a 89 anos 669 (3) 111 (17) 160 (16) 940 (4)
90 a 94 anos 214 (1) 67 (10) 89 (9) 370 (2)
95 a 100 anos 56 (0) 30 (5) 28 (3) 114 (0)
100 ou mais anos 7 (0) 13 (2) 10 (1) 30 (0)
Convive com cônjuge ou companheiro
Sim 12875 (85) 232 (36) 336 (34) 13443 (56)
Não 9290 (42) 417 (64) 665 (66) 10372 (44)
Alfabetizado
Sim 17058 (77) 389 (60) 538 (54) 17985 (76)
Não 5107 (23) 260 (40) 463 (46) 5830 (24)
Avaliação do estado de saúde geral
Bom 10182 (46) 74 (11) 207 (21) 10463 (44)
Ruim 11983 (54) 575 (89) 794 (79) 13352 (56)
Deixou de realizar quaisquer de suas atividades habituais por motivo de saúde nas duas últimas semanas
Não 20025 (90) 351 (54) 765 (4) 21141 (89)
Sim 2140 (10) 298 (46) 236 (9) 2674 (11)
Algum médico já lhe diagnosticou com alguma doença crônica, física ou mental, ou doença de longa duração (superior a seis meses)
Não 7994 (36) 423 (65) 571 (57) 8988 (38)
Sim 14171 (64) 226 (35) 430 (43) 14827 (62)
Nos últimos 12 meses, precisou de atendimento de emergência no domicílio
Não 528 (2) 876 (4) 23140 (97)
Sim 123 (18) 125 (19) 675 (3)
Nos últimos 12 meses, ficou internado (a) em hospital por 24 horas ou mais
Não 20225 (91) 437 (67) 776 (78) 21438 (90)
Sim 1940 (9) 212 (33) 225 (22) 2377 (10)

Fonte: Dados da pesquisa.

A análise descritiva mostra que cerca de 3% e de 4%, respectivamente, dos idosos investigados apresentaram dificuldade para realizar todas as atividades relacionadas às ABVD e AIVD. Os dados ressaltam a elevação na presença de DF envolvendo ABVD na faixa etária acima de 80 anos e AIVD a partir dos 75 anos. Quando o idoso não convive com o cônjuge, a presença de DF eleva-se principalmente na categoria AIVD. Considerando as informações encontradas em relação à escolaridade, destaca-se o montante de idosos não alfabetizados, os quais, quando nesta condição, possuem maior probabilidade de desenvolver DF, com ênfase em AIVD.

O modelo de regressão logística teve capacidade explicativa de 79.90% para ABVD e 76.80% para AIVD. Na Tabela 4 é possível visualizar as razões de chances para o indivíduo relatar presença de dificuldade ao realizar atividades básicas e instrumentais de vida diária, segundo variáveis independentes.

Tabela 4 Razões de chances da presença de dificuldade ao realizar Atividades Básicas e Instrumentais de Vida Diária, segundo variáveis independentes. 

Variável Oddis Ratio (OR)
ABVD
Oddis Ratio (OR)
AIVD
Idade
60 a 64 anos 0,23 0,30
65 a 69 anos 0,33 0,41
70 a 74 anos 0,59 1,00
75 a79 anos 1,00 1,10
80 a 84 anos 2,25 2,81
86 a 89 anos 5,28 4,39
90 a 94 anos 10,07 7,97
95 a 100 anos 11,38 9,55
Mais de 100 anos 66,31 21,76
Alfabetizado
Sim -- 1,00
Não -- 2,23
Convive com o cônjuge ou companheiro
Sim -- 1,00
Não -- 1,85
Percepção da condição de saúde geral
Boa 1,00 1,00
Ruim 4,77 2,86
Impossibilidade de realizar qualquer uma das atividades habituais por motivo de saúde (duas últimas semanas)
Não 1,00 --
Sim 5,56 --
Diagnóstico de alguma doença crônica, física ou mental
Não -- 1,00
Sim -- 1,98
Necessidade de atendimento de emergência no domicílio nos últimos 12 meses
Não 1,00 1,00
Sim 3,39 3,21
Necessidade de internação hospitalar nos últimos 12 meses
Não 1,00 1,00
Sim 2,25 2,42

Fonte: Dados da pesquisa.

A Tabela 4 evidencia a elevação das chances dos idosos apresentarem DF na faixa etária dos 80 anos de idade, com aumento gradativo nos anos subsequentes. Indivíduos não alfabetizados apresentaram OR = 2,23 mais chances de desenvolverem DF para as AIVD. As razões de chances elevaram-se similarmente para ambos os agrupamentos quando o quadro de saúde geral foi considerado ruim. A impossibilidade de realizar qualquer atividade habitual em decorrência do quadro de saúde amplificou em cerca de OR = 5,56 as chances de imposição de DF para as ABVD. A necessidade de atendimento emergencial no domicílio ou internação hospitalar mostrou-se relacionada à maior probabilidade de DF a nível básico (OR = 3,39 e OR = 2,25) e instrumental (OR = 3,21 e OR = 2,42), respectivamente.

Discussão

As demandas em saúde oriundas da população idosa percorrem um caminho inconstante composto por inúmeras barreiras e dificuldades. No campo da saúde, a carência de acesso e apreensão de informações, a falta de estrutura física, de investimento e de capacitação profissional, entre outros, caracterizam-se como responsáveis pela impossibilidade de planejamento e desenvolvimento de estratégias contínuas e efetivas e, consequentemente, pela ampliação das marcas físicas e psicológicas geradas pelo tempo.

Prosseguindo-se nos conhecimentos de saúde da população idosa brasileira, dá-se valor à importação de achados relacionados à presença de DF publicados em estudos prévios. Uma pesquisa, ao analisar 388 idosos com idade média de 71 anos, deparou-se com a presença de DF para realização de ABVD em 12,6% dos participantes, e na execução de AIVD, em 45,6% da população7. Outra análise, realizada com 1.624 idosos residentes na região metropolitana de Belo Horizonte-MG, apontou que aproximadamente um terço dos participantes possuía algum tipo de DF, sendo mais prevalentes as dificuldades para AIVD3.

No presente estudo, os achados demostraram a presença de DF para realização de todas as ABVD e AIVD, com frequências de 3% e 4%, respectivamente. Esta atenuação dos valores da prevalência de DF, considerando-se os dados da PNS vigente e os de literatura brasileira atual, pode estar relacionada à delimitação metodológica diferenciada considerada para o presente estudo2, a qual classifica com DF os indivíduos com dificuldade total para as atividades básicas e instrumentais.

O declínio funcional tem início ainda na terceira década de vida, ganhando velocidade com o passar dos anos, sendo influenciado por aspectos biopsicossociais e pela presença de doenças, principalmente as crônicas não transmissíveis (DCNT)1,7,8,22. Esta aceleração temporal do processo de declínio funcional torna-se evidente a partir dos dados expostos na Tabela 3, com destaque para a ascensão da probabilidade de desenvolver DF a partir dos 80 anos.

Destaca-se que na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), medida instituída pela Organização Mundial de Saúde23, essa abordagem biopsicossocial para a funcionalidade de indivíduos idosos é igualmente considerada. Na referida classificação, dois componentes são destacados: os fatores de funcionalidade e incapacidade, e os contextuais. O primeiro agrupamento refere-se às funções físicas, estruturas corporais, atividades e atuação (no contexto individual e social), e o segundo envolve aspectos ambientais e pessoais6,23.

Estudo demonstra que o surgimento da DF habitualmente percorre o caminho das AIVD em direção às ABVD12, em consonância com os achados da Tabela 2. Ainda, que as primeiras dificuldades que se instauram na rotina do indivíduo são as relacionadas à depredação de sua condição cognitiva, sendo esta pertencente ao rol de AIVD12. Os achados expostos remetem à necessidade de alerta no campo da saúde, valendo-se do indicador relacionado à DF como base para planejamentos específicos, visando à redução dos casos de dependência para desempenhar as atividades instrumentais e básicas. Nesse sentido, ressalta-se a importância de desempenhar ações acessíveis envolvendo a promoção e a prevenção da saúde de indivíduos com 60 ou mais anos, em consonância com o exposto na Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa24.

O contexto abordado no presente estudo mostrou-se influenciado por múltiplos aspectos. O nível de escolaridade apresentou-se como um deles; quando não alfabetizado, o indivíduo idoso possuía mais possibilidades de desenvolver DF para AIVD (OR = 2,23) (Tabela 4). Geralmente indivíduos não alfabetizados são submetidos a condições de trabalho menos favoráveis, além de terem menor oportunização em relação ao acesso a ações preventivas em serviços de saúde7. Os níveis de escolaridade além de contribuírem na oportunização laboral, possuem direta ligação com as condições de vida, situação econômica, moradia, alimentação e lazer, modulando o estilo de vida a ser seguido pelo idoso, as oportunidades e as relações sociais, interferindo concomitantemente em aspectos psicológicos1.

Outro aspecto importante associado à DF nos idosos estudados foi o suporte decorrente da convivência com companheiro(a), apresentando influência direta para o agrupamento de DF para as AIVD. Independente da qualidade desta relação de convívio, quando o idoso não dividia a residência com um(a) companheiro(a), apresentou cerca de OR = 1,85 mais chances de desenvolver DF. A situação relaciona-se com aspectos emocionais, como sentimento de isolamento e dependência7, assim como, com aspectos práticos da vida diária. Como exemplo, sabe-se que entre mulheres idosas, dividir moradia constitui-se um fator influenciador na diminuição da procura por serviços de saúde para o tratamento de doença5. A relação com o cônjuge constitui-se como preferencial no sentido de auxílio e apoio, e estimula a participação social e a manutenção das capacidades funcionais25,26.

A demanda pela busca por serviços de saúde entre idosos cresceu nos últimos anos no Brasil, como mostram os dados de outro inquérito nacional de base populacional, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD). Na PNAD de 1998, 2003 e 2008 evidencia-se que a procura de serviços de saúde por idosos para o tratamento de doenças ou situações agudas passou de 8% para 13%, enquanto a busca por tratamentos preventivos ou de rotina caiu de 9% pra 5%5.

O aspecto em debate remete a inexoráveis limitações de saúde apresentadas para a população idosa brasileira, sobre as quais o sistema público de saúde não vem suprindo a sólida demanda existente, ocasionando grande parcela de indivíduos insatisfeitos com a própria condição de saúde. Conforme os dados, quando o idoso relatou a saúde geral como ruim, a possibilidade de desenvolver DF para ABVD (OR = 4,77) e para AIVD (OR = 2,86) elevou-se.

A presença de doenças está associada a piores condições funcionais e consequente percepção negativa da própria situação27,28. A autopercepção em relação à saúde é modulada por inúmeras questões, incluindo as dimensões biológica, psicológica e social, sendo muitas vezes ignorada por profissionais e pesquisadores. A falta de conhecimento sobre a integração dinâmica entre essas dimensões, e o entendimento de que o estado geral de saúde admite igualmente a influência de questões físicas e da subjetividade do indivíduo, podem, então, impactar negativamente em tomadas assertivas de decisão para a população idosa.

A capacidade funcional é considerada um processo dinâmico, configurando-se como elemento chave na saúde do idoso1,3,29. Por outro lado, a DF é associada a quadros negativos de saúde ou torna-se propulsora destes entre idosos1,3,29, culminando em maior necessidade de busca e de uso de serviços de saúde1,3,30,31.

A impossibilidade de realizar quaisquer das atividades habituais devido a algum motivo de saúde elevou as chances do idoso apresentar DF para ABVD (OR = 5,56), enquanto que a presença de alguma doença crônica (física ou mental) adicionou probabilidades de conviver com DF para as AIVD (OR = 1,98).

Outra associação pertinente com quadros de DF foi a necessidade de atendimento emergencial domiciliar. Ao vivenciar uma situação dentro desse agrupamento temático, o idoso apresentou OR = 3,39 e OR = 3,21 mais chances de apresentar DF para ABVD e AIVD, respectivamente. Estudos mencionam a associação de quadros de DF com a necessidade de atendimento no domicílio devido a restrições de locomoção, a qual pode ocasionar em quedas1,3 e em situações críticas de saúde, expondo o indivíduo a maiores riscos e, consequentemente, a cuidados de maior complexidade32. Na presença de doenças, com destaque para as crônicas, existe maior propensão de uso de serviços de emergência, em decorrência da evolução do caso e das restrições originadas, como a impossibilidade de realizar atividades habituais e dificuldades funcionais para ABVD e AIVD33.

Os dados considerados mostraram ainda que os idosos que estiveram internados expuseram uma conjuntura mais propícia para desenvolver DF, para ambos os grupos: ABVD OR = 2,25 e AIVD OR = 2,42. A principal justificativa para tal resultado consiste no agravamento do desempenho funcional do idoso durante o período de internação34-36. As limitações decorrentes da DF para ambas as categorias (ABVD e AIVD) oneram maior utilização dos serviços de saúde e indicam quadros mais complexos, os quais podem culminar na internação hospitalar1.

Culturalmente, a população brasileira associa idosos a restrições físicas e psicológicas, interpretando-as como consequência natural do envelhecimento. A ascensão da expectativa de vida e do número de idosos deve ser estrategicamente aguardada com medidas que incluam atividades físicas, recreativas e hábitos saudáveis na rotina de vida desses sujeitos, e com medidas propulsoras de relações sociais, da preservação de capacidades físicas e psíquicas, evitando agravamento de condições limitantes instauradas e declínio funcional. Com base nas recomendações dos achados do presente estudo e em consonância com as normativas nacionais para a pessoa idosa, destacam-se ações promotoras de saúde que já vêm sendo desenvolvidas no país, como: academias da saúde, criação de ambientes de ensino para a terceira idade, espaços de convivência intergeracional (incluindo jogos, danças, e outras ações) e estímulo para a busca preventiva por serviços de saúde37.

Finaliza-se afirmando que o processo fisiológico do envelhecimento não pode ser evitado, entretanto, ações voltadas à prevenção e promoção da saúde podem retardar o seu desenvolvimento e minimizar suas expressões nos níveis físico e psicológico, oportunizando ao sujeito idoso qualidade em múltiplos aspectos da longevidade. Fomenta-se a importância do conhecimento, das investigações, da constante necessidade de inovação na forma de desenvolver ações na área da saúde e da demanda imediata de efetivação do trabalho em equipe de forma interdisciplinar.

Limitações do estudo

Considerando inicialmente a fonte deste estudo, ou seja, os dados da Pesquisa Nacional de Saúde vigente, uma primeira restrição refere-se ao fato de que as informações poderiam ter sido fornecidas por moradores distintos do domicílio, e não necessariamente pelo próprio idoso. Entretanto, estudos prévios publicados reforçam a premissa de que tal situação não desvaloriza os dados38.

As questões abordadas no questionário da PNS relacionadas às ABVD e AIVD não contemplavam todos os parâmetros frequentemente investigados através dos renomados instrumentos como: Índice de Katz para investigar a capacidade funcional relacionada às ABVD e a Escala de Lawton e Brody para AIVD1.

Especificamente, em relação ao estudo proposto, deve-se ter um olhar cauteloso junto aos dados conformadores das variáveis dependentes, uma vez que foram considerados como indivíduos portadores de DF apenas aqueles que a apresentavam em todas as variáveis formadoras das variáveis dependentes, independente do grau de acometimento. Deste modo, não foi possível reconhecer as associações relacionadas aos indivíduos que perderam apenas algumas das funções e em graus definidos. Contudo, esta limitação não minimiza a importância do estudo, uma vez que se buscou demonstrar a avaliação de cenários mais desfavoráveis possíveis, para ambas as DF em AIVD e ABVD, uma vez que esses cenários exigem o maior número de esforços possíveis perante a família, a sociedade e o governo.

Conclusões

A interpretação dos dados extraídos reforça associações já consolidadas pela literatura pertinente, as quais permitem o fortalecimento do planejamento e da execução de estratégias às demandas relacionadas à população idosa brasileira, além da orientação de investimentos para ações voltadas à preservação e à manutenção de capacidades físicas e biopsicossociais emocionais de idosos, possibilitando o seu empoderamento e protagonismo em relação à própria saúde.

Desta forma, os resultados do presente estudo devem contribuir de forma significativa para o planejamento e o desenvolvimento de um conjunto articulado e contínuo de ações e serviços preventivos e curativos de saúde direcionados, por gestores de políticas públicas, aos sujeitos idosos no Brasil. Ainda, os dados evidenciam a necessidade da priorização de ações destinadas a indivíduos acima de 80 anos, com fomento à participação social, familiar e de aporte profissional multidisciplinar no campo da saúde.

REFERÊNCIAS

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