Editorial/Editorial

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Autores:

Ana Luiza Navas,
Roberta Gonçalves da Silva

ARTIGO ORIGINAL

CoDAS

versão On-line ISSN 2317-1782

CoDAS vol.27 no.3 São Paulo maio/jun. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/2317-1782/20151273

A comunidade brasileira de pesquisa tem buscado uma posição de liderança no cenário internacional; no entanto, esse processo envolve não somente o aumento do número de publicações de alto impacto, mas também a promoção de ações para divulgar e valorizar as boas práticas científicas. Como parte desse esforço, órgãos reguladores e financiadores da pesquisa brasileira têm conduzido análises criteriosas em casos de suspeita de má conduta científica, seja na elaboração de projetos, execução de pesquisas ou divulgação da ciência. O plágio e o autoplágio são formas de má conduta científica que envolvem a apropriação de ideias ou contribuição intelectual de outros, sem o devido reconhecimento em forma de citação. Desde abril, começamos a utilizar um software específico para análise de risco de plágio. Entendemos que o processo de análise para plágio não deve se limitar ao uso de um software, e sim quando se constata alta taxa de coincidência nos trechos do manuscrito; somente após cuidadosa análise manual dos Editores os autores são informados para que tenham a oportunidade de modificar o texto. Nesse contexto, e enquanto Editoras, entendemos ser parte de nossa missão contribuir para a prática da Ciência que reflete a originalidade, o rigor metodológico e a escrita científica.

Dando continuidade ao nosso propósito, neste fascículo 27(3) da CoDAS foram incluídos artigos de três Estados brasileiros e sete instituições distintas. O fascículo consta de cinco artigos na área de Linguagem e três artigos na área de Audiologia, três em Motricidade orofacial e três em Voz. Destes, 12 são artigos originais, uma comunicação breve e um artigo de revisão. Oliveira, Santos, Rabelo e Magalhães estudaram, no artigo "O impacto do ruído em trabalhadores de Unidades de Suporte Móveis", a presença de queixas auditivas e não auditivas em profissionais que trabalham em ambulâncias e concluíram que tais sintomas são frequentes e relacionados com a função profissional. Jacob-Corteletti, Duarte, Zucki, Mariotto, Lauris e Alvarenga, no artigo "A influência da sonda de 226 e 1.000 Hz no registro do reflexo acústico em neonatos", analisaram a ocorrência e o limiar do reflexo acústico em neonatos e verificaram que com o uso da sonda de 1.000 Hz a ocorrência de reflexo acústico foi maior e os limiares menores, tanto para neonatos saudáveis como para os neonatos de risco. No estudo de Vaz, Pezarini, Paschoale Chacon, intitulado "Características da aquisição da ortografia de consoantes soantes em crianças de um município paulista", os autores analisaram os erros ortográficos de consoantes sonantes, ressaltando a importância de se considerar tanto a distribuição de acertos e erros como as relações destes com os aspectos fonético-fonológicos. Freitas, Mezzomo e Vidor, em seu artigo "Discriminação fonêmica e a relação com os demais níveis linguísticos em crianças com desenvolvimento fonológico típico e com desvio fonológico evolutivo", constataram diferença estatisticamente significativa em relação à discriminação fonêmica e ao desenvolvimento morfossintático e semântico/lexical, com melhor desempenho no grupo com Desenvolvimento típico de linguagem DTL. Soares, Cárnio e Wertzner, no artigo "Perfil de aquisição da acurácia de leitura de crianças do ensino fundamental", verificaram que a extensão da palavra é um fator determinante para a aquisição da acurácia de leitura e que crianças com menor tempo de escolarização possuem mais dificuldades de leitura de palavras com estrutura silábica diferente do padrão mais comum da língua portuguesa. No artigo "Disartria e Qualidade de Vida em idosos neurologicamente sadios e pacientes com doença de Parkinson e Disartria", os autores Lirani-Silva, Mourão e Gobbi compararam a fonoarticulação na doença de Parkinson (DP) e um grupo controle (GC) e investigaram o impacto que a disartria acarreta à qualidade de vida (QV) dessa população. Migliorucci, Sovinski, Passos, Bucci, Salgado, Nary Filho, Abramides e Berretin-Felix, no artigo "Funções orofaciais e qualidade de vida em saúde oral em indivíduos com deformidade dentofacial", verificaram que o Padrão Facial influenciou o desempenho das funções orofaciais FOF e a QV em indivíduos com deforminadades dentofaciais DDF, com maior ocorrência de alterações para os Padrões Faciais II e III. O estudo de Rezende, Furlan, de Las Casas e Motta, intitulado "Relação entre as avaliações clínica e instrumental da língua em adultos jovens", investigou a associação entre os aspectos da avaliação clínica da língua e a avaliação quantitativa da força de protrusão da língua, verificando que a associação entre a elevação do assoalho da boca durante sucção de língua no palato e a avaliação quantitativa de força pode indicar maior participação da musculatura supra-hióidea em determinados participantes em ambas as tarefas.

Scarmagnani, Barbosa, Fukushiro, Salgado, Trindadee Yamashita, no artigo "Correlação entre o fechamento velofaríngeo, hipernasalidade, emissão de ar nasal e ronco nasal em indivíduos com fissura de palato reparada", concluíram que houve correlação entre dimensões do orifício velofaríngeo e hipernasalidade. Molini-Avejonas, Estevam e Couto, no artigo "Organização do sistema de referência e contrarreferência de uma clínica-escola fonoaudiológica", descreveram o trabalho em rede entre profissionais da atenção primária, secundária e terciária para garantir o direito à saúde, em relação ao atendimento fonoaudiológico. Martins, Couto e Gama, em seu artigo "Avaliação perceptivo-auditiva do grau de desvio vocal: correlação entre escala visual analógica e escala numérica", estudaram a correlação entre as escalas visual analógica e numérica e constataram correlação. Finalizando a apresentação dos artigos originais, os autores Fabron, Regaçone, Marino, Mastria, Motonaga e Sebastião, no artigo "Autopercepção, queixas e qualidade vocal entre discentes de um curso de Pedagogia", compararam a autopercepção vocal e as queixas vocais reportadas por dois grupos de alunas do curso de Pedagogia. No estudo de revisão "Sistema de Frequência Modulada e percepção da fala em sala de aula: revisão sistemática da literatura", os autores Bertachini, Pupo, Morettin, Martinez, Bevilacqua (in memoriam), Moret, Balen e Jacob tiveram como objetivo verificar os benefícios que crianças usuárias de aparelho de amplificação sonora individual e/ou implante coclear demonstram com o Sistema de Frequência Modulada (FM) na escola. Para finalizar, na sessão Comunicação Breve, as autoras Matta e Befi-Lopes apresentam os resultados preliminares do estudo "Adaptação do Dyslexia Early Screening Test - Second Edition para o Português Brasileiro: resultados preliminares", que teve por objetivo traduzir e adaptar o Dyslexia Early Screening Test (DEST-2).

Ana Luiza Navas
Roberta Gonçalves da Silva
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