Equipment contamination in an intensive care unit

Equipment contamination in an intensive care unit

Autores:

Ana Lúcia Arcanjo Oliveira Cordeiro,
Márcia Maria Carneiro Oliveira,
Josicélia Dumêt Fernandes,
Cláudia Silva Marinho Antunes Barros,
Lívia Magalhães Costa Castro

ARTIGO ORIGINAL

Acta Paulista de Enfermagem

Print version ISSN 0103-2100On-line version ISSN 1982-0194

Acta paul. enferm. vol.28 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/1982-0194201500027

Introdução

Superfícies de equipamentos na unidade de terapia intensiva são fontes potenciais de infecção e veículos de contaminação para a equipe de saúde e o paciente. Estudo em hospitais americanos de cuidados agudos demonstrou que, a cada dia, cerca de um em 25 pacientes tem pelo menos uma infecção associada aos cuidados de saúde.(13)

As unidades de terapia intensiva merecem atenção especial quanto ao rigor na limpeza e desinfecção de equipamentos e da sua estrutura física, que favorecem a disseminação de patógenos, somada à condição clínica desfavorável dos pacientes, com maior risco para aquisição de infecções, agravada pelo uso de ventilação mecânica, cateteres vesicais e dispositivos intravenosos.(4)

Nesse contexto e diante de variadas fontes de infecção e transmissão bacteriana, os equipamentos que não são utilizados em procedimentos invasivos, e que são manipulados coletiva e repetidamente pela equipe que presta cuidado ao paciente grave na unidade de terapia intensiva são potenciais reservatórios de agentes patogênicos, que podem sobreviver ou persistir em suas superfícies por meses, além de serem uma fonte contínua de transmissão, se não houver desinfecção regular desses equipamentos, como: aparelhos telefônicos, bancadas de preparo de medicações, teclados de computadores, glicosímetros, aparelho de eletrocardiograma, escala dos profissionais de saúde, prontuários, entre outros.(5,6)

O procedimento realizado para higienizar esses equipamentos de manipulação contínua e coletiva no ambiente crítico deve ser adequado e eficiente como medida de prevenção e de controle das infecções hospitalares, visando uma melhor qualidade e maior segurança na assistência, tanto para o paciente quanto para os profissionais.(7)

Este estudo teve como objetivo geral analisar a contaminação de equipamentos em uma unidade de terapia intensiva antes e após a rotina de limpeza/desinfecção.

Métodos

Estudo realizado em uma unidade de terapia intensiva de um hospital de médio porte, situado na cidade de Salvador, no Estado da Bahia, Região Nordeste do Brasil. Foram incluídas na pesquisa as superfícies de 12 equipamentos de manipulação rotineira e coletiva dos profissionais do serviço. Foram utilizados 26 swabs assim distribuídos: dois aparelhos telefônicos (quatro swabs), uma bancada de preparo de medicações (dois swabs), seis teclados de computadores (12 swabs), um glicosímetro (dois swabs), um aparelho de eletrocardiograma (dois swabs) e uma escala dos profissionais de enfermagem (dois swabs).

A coleta dos dados foi realizada pelos pesquisadores em um único momento e foram coletados dois swabs de cada equipamento: um antes da aplicação do produto para limpeza/ desinfecção e outro imediatamente após sua secagem, sem tempo de espera definido. Cada swab foi identificado com a denominação de antes e depois, e os equipamentos com mais de uma unidade foram numerados.

Foram utilizados swabs estéreis, umedecidos em soro fisiológico a 0,9% e rolados em seu próprio eixo sobre as superfícies examinadas, antes e após a limpeza/desinfecção.

O procedimento de execução da limpeza/desinfecção seguiu o padrão de aplicação direta do produto, sem preceder limpeza com água e sabão, no sentido único, repetindo várias vezes até limpeza de sujidade aparente. Foi observado, no mínimo, uma média de três vezes consecutivas, sem espera de secagem de cada movimento.

Os equipamentos analisados passaram por rotina de limpeza/desinfecção diariamente, por mais de uma vez ao dia, realizada pelo profissional de limpeza, utilizando uma luva de borracha para todos os objetos; pano padrão de limpeza embebido em álcool 70%, sendo um para cada tipo de equipamento; produto multiuso; e pincel para remoção de poeira.

Para o glicosímetro e a escala dos profissionais, não existiu rotina de limpeza/desinfecção. Os teclados dos computadores foram limpos diariamente com pincel para remoção de poeira. O aparelho de eletrocardiograma foi desinfetado com álcool a 70% após o uso em cada paciente. Na bancada de medicações, foi utilizado um produto multiuso à base de Lauril Éter Sulfato de Sódio e solvente. Nos aparelhos de telefones, foi feita a desinfecção com álcool a 70%.

Após as coletas, os swabs foram encaminhados ao laboratório para cultura automatizada. Foram semeados em placa de petri em meio de cultura ágar sangue e MacConkey, e incubados em autoclave a 37°C por 24 horas. Os resultados foram emitidos em cinco dias úteis.

O desenvolvimento deste estudo atendeu as normas nacionais e internacionais de ética em pesquisa.

Resultados

Os microrganismos encontrados nos equipamentos, antes e após a utilização de procedimentos de limpeza/desinfecção, são apresentados no quadro 1 com a identificação do local de sua instalação e dos profissionais que o manipulavam.

Quadro 1 Microrganismos presentes nos equipamentos da unidade de terapia intensiva (UTI), antes e após a limpeza/desinfecção 

Equipamentos/números Local de instalação Profissionais que manipulavam Bactérias encontradas antes da desinfecção/limpeza Procedimento usado na desinfecção/limpeza Bactéria encontrada após a desinfecção/limpeza
Teclado do computador / 1 Centro da Unidade de terapia intensiva Equipe multiprofissional Staphylococcus epidermidis Remoção de poeira com pincel Staphylococcus coagulase negativo não especificado*
Teclado dos computadores / 2, 3 e 4 Centro da Unidade de terapia intensiva Equipe multiprofissional Staphylococcus coagulase negativo não especificado* Remoção de poeira com pincel Staphylococcus coagulase negativo não especificado*
Teclado dos computadores / 5 e 6 Sala dos médicos Médicos Staphylococcus coagulase negativo não especificado* Remoção de poeira com pincel Staphylococcus coagulase negativo não especificado*
Aparelho telefnico / 1 Posto de Enfermagem Equipe multiprofissional Staphylococcus haemolyticus Uso de álcool 70% Ausência de crescimento bacteriano
Aparelho telefônico / 22 Posto administrativo Técnico administrativo Staphylococcus coagulase negativo não especificado* Uso de álcool 70% Ausência de crescimento bacteriano
Glicosímetro Móvel Equipe de Enfermagem Ausência de crescimento bacteriano Uso de álcool 70% Ausência de crescimento bacteriano
Aparelho de eletrocardiograma Móvel Equipe de Enfermagem Staphylococcus hominis Uso de álcool 70% Ausência de crescimento bacteriano
Bancada de preparo de medicaçães Posto central da Unidade de terapia intensiva Equipe de Enfermagem Staphylococcus hominis Uso de Multiuso à base de Lauril Éter Sulfato de Sódio e solvente Pseudomonas aeruginosa
Escala de serviço Móvel Equipe de Enfermagem Staphylococcus haemolyticus Uso de àlcool 70% Ausência de crescimento bacteriano

*Não foi possível especificar alguns Staphylococcus coagulase negativo pela técnica laboratorial utilizada

Das 12 superfícies analisadas, antes da limpeza/ desinfecção, uma não apresentou bactérias (glicosímetro) e 11 apresentaram crescimento bacteriano, sendo seis com Staphylococcus coagulase negativo não especificado (cinco teclados e um aparelho telefônico), uma com Staphylococcus epidermidis (teclado do computador), duas com Staphylococcus haemolyticus (um aparelho telefônico e uma escala de serviço) e duas com Staphylococcus hominis (um aparelho de eletrocardiograma e uma bancada de preparo de medicações).

Após a limpeza/desinfecção dessas superfícies, sete apresentaram crescimento bacteriano, sendo que seis estavam contaminadas por Staphylococcus coagulase negativo não especificado (os teclados dos computadores submetidos apenas à remoção da poeira com pincel). Na bancada de preparo de medicação em que foi utilizado o produto multiuso, observaram-se a eliminação do S. hominis e a contaminação pós-limpeza/desinfecção com a Pseudomonas aeruginosa.

Após este resultado da bancada de preparo de medicações, acreditou-se ser necessário repetir a coleta nessa superfície para confirmação. Foram utilizados mais três swabs, sendo dois na bancada de medicação, antes e após desinfecção com álcool 70%, e um no produto multiuso (Lauril Éter Sulfato de Sódio e solvente) usado para realizar a desinfecção da bancada. Essas amostras foram processadas com a mesma técnica laboratorial e houve confirmação dos dados.

A ausência de crescimento bacteriano ocorreu no glicosímetro, que era bastante manipulado por todos os profissionais e que não foi submetido à rotina de limpeza/desinfecção no momento da coleta, pois não estava em uso.

As superfícies dos aparelhos telefônicos, do aparelho de eletrocardiograma e da escala de serviço, que antes estavam contaminadas, não apresentaram crescimento bacteriano após a limpeza/desinfecção com álcool a 70%.

Discussão

As limitações deste estudo foram o pequeno número da amostra, o período restrito de coleta e a falta de dados moleculares mais específicos acerca dos Staphylococcus coagulase negativo (para melhor comparação dos resultados), além do escasso recurso disponível para o uso dos swabs e para a realização das culturas laboratoriais.

A aplicabilidade desta investigação ocorreu no âmbito do hospital do estudo, com mudanças imediatas na rotina dos procedimentos de limpeza/desinfecção das superfícies de equipamentos, de forma ampliada para os diversos setores de assistência aos pacientes e com treinamento do pessoal de limpeza. Além disso, oportunizou maior conhecimento e alerta das autoridades da organização hospitalar e dos profissionais que trabalhavam na unidade de terapia intensiva sobre a importância da limpeza e da desinfecção dos equipamentos manipulados pelos profissionais, assim como da higiene das mãos, antes e após qualquer contato com os pacientes ou com equipamentos, para o controle das infecções hospitalares.

Os equipamentos analisados neste estudo, comumente, estão presentes na unidade de terapia intensiva e servem de apoio para o processo de trabalho das equipes assistenciais e administrativas, sendo utilizados frequentemente na prestação de cuidados ao paciente. Observaram-se, nesses equipamentos, antes da limpeza/desinfecção, bactérias do tipo Staphylococcus coagulase negativo das espécies epidermidis, haemolyticus e hominis. Essas bactérias podem ser disseminadas por meio das mãos de profissionais para os pacientes, para outros equipamentos e para outros ambientes no hospital, de forma constante, pelo alto nível de uso destes, e pela circulação dos profissionais.

O S. hominis e o S. haemolyticus estiveram presentes antes da limpeza/desinfecção no aparelho de eletrocardiograma, na bancada de preparo de medicações, em um aparelho de telefone situado no posto de enfermagem e na escala de serviço, que são manipulados apenas pela equipe de Enfermagem. Essas bactérias merecem destaque, pois estudos indicam que elas fazem parte da flora normal da pele humana e são as mais presentes nas infecções em pacientes internados em unidades de terapia intensiva, que normalmente estão fragilizados pela baixa imunidade, pelo uso de dispositivos invasivos que permitem maior exposição a contaminações e pela suscetibilidade à bacteremias nosocomiais em vários sítios do organismo. A presença da espécie S. haemolyticus nos equipamentos foi preocupante porque ela é responsável por várias complicações, como endocardites, sepses, peritonites, infecções do trato urinário, osteoarticulares e infecções de ferida cirúrgica, conforme estudos divulgados.(810)

Dessa forma, as superfícies em que foram encontrados esses patógenos, mesmo sendo equipamentos não utilizados no cuidado direto ao paciente, como telefones, bancadas e computadores, constituíram fontes potenciais e capazes de colonizar e infectar o paciente por meio das mãos dos profissionais.

É recomendada atenção especial para os teclados dos computadores hospitalares, bastante utilizados coletivamente pelos profissionais durante todo o período de prestação da assistência nas unidades de terapia intensiva. Sugerem-se o uso de cobertura transparente nos teclados, confeccionada com material resistente aos produtos que são utilizados na desinfecção periódica; o uso de luvas durante a digitação; a higienização das mãos; e o estabelecimento de políticas de uso de computadores pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, de forma a dificultar a disseminação de bactérias.(11)

Quanto à contaminação dos dois aparelhos de telefone, instalados no posto de Enfermagem e posto administrativo, foram encontrados o S. haemolyticus. O telefone foi mais uma fonte de elevado potencial de contaminação, por ser de uso coletivo e também frequente, principalmente pela equipe de Enfermagem, que realiza a maioria dos procedimentos terapêuticos. Estudo em cem telefones móveis demonstrou que todos os aparelhos apresentavam uma contagem média de bactérias de 9.915x107 cfu/mL, com um total de 11 bactérias patogênicas do grupo das Pseudomonas isoladas, sendo, desse modo, potenciais fontes de transmissão de contaminação e exigindo a aplicação de higiene adequada como método preventivo.(12)

A escala do pessoal de Enfermagem, muito manipulada pela equipe, também apresentou S. haemolyticus. Observou-se que o papel pode ser contaminado por bactérias e servir como veículo de contaminação cruzada de bactérias em ambientes de assistência a saúde, especialmente se as atuais recomendações sobre a higiene das mãos não forem meticulosamente seguidas. As bactérias podem sobreviver por 72 horas e ainda serem cultiváveis após 7 dias. Vale ressaltar que, em estudos com organismos de teste, estes foram transferidos para o papel, sobreviveram e foram retransferidos de volta para as mãos.(13)

O glicosímetro de uso coletivo em todos os pacientes não apresentou bactérias, porém não é viável afirmar que tal material não pode ser colonizado, posto que seu uso ocorre próximo ao leito do paciente. Para esse ponto, cabe um estudo com um número maior de amostras.

Na bancada de preparo de medicação, foi utilizado um produto multiuso (Lauril Éter Sulfato de Sódio e solvente), eliminando a bactéria S. hominis, presente na cultura antes da desinfecão, mas apresentando, após seu uso, a P. aeruginosa, bactéria Gram-negativa residente, comum na pele e em membranas mucosas, que se espalha por contato direto e que representa um grande risco de infecção para pacientes imunodeprimidos. Complementar, foi realizada cultura desse produto e não foi identificada a presença de bactérias. Dessa forma, outras possibilidades de contaminação não podem ser desconsideradas, como o pano ou a luva utilizados no processo.

O uso do álcool a 70% para a desinfecção das superfícies dos equipamentos, neste estudo, foi eficaz e eliminou as bactérias presentes, imediatamente após sua utilização, mesmo sem ser realizada a limpeza prévia, com água e sabão, antes da aplicação. Outros estudos apontam a eficiência do álcool a 70% utilizado em desinfecção de estetoscópios, aparelhos de telefones e teclados de computadores. (14)Vale ressaltar que os alcoóis são compostos químicos, orgânicos, utilizados como agente bacteriano em procedimentos de antissepsia e desinfecção de artigos ou superfícies nas organizações de saúde, com ação antimicrobiana por desnaturação de proteínas, apresentando efeito bactericida, fungicida, virucida e tuberculocida, porém não são esporocidas. A solução aquosa do álcool é mais eficaz em relação ao álcool absoluto, pois promove a redução da tensão superficial da célula bacteriana, sendo mais indicado o álcool a 70%, que é hidratado e elimina, em 10 segundos, bactérias Gram-negativas e Gram -positivas e, em 30 segundos, vírus lipídicos e não lipídicos, além de micobactérias. O álcool a 70% é indicado para desinfecção de nível intermediário e baixo. Recomenda-se sua fricção por 30 segundos, após a superfície ser submetida previamente ao processo de limpeza.(15)

Torna-se importante destacar que o controle adequado das infecções hospitalares depende também de estratégias de ações que promovam a adesão às práticas baseadas em evidência, a educação e investimentos em medidas para melhorar o conhecimento, desenvolver pesquisas básicas, epidemiológicas e avaliar continuamente as melhorias implementadas. Diversos estudos comprovaram que fatores determinantes para a infecção surgem da microbiota normal e da interação do paciente com o meio ambiente em que se encontra, no qual destacamos os equipamentos utilizados no cuidado com a saúde na unidade de terapia intensiva, que, devido às condições do próprio paciente e do ambiente, e à inadequação dos processos de limpeza/ desinfecção, implicam no desenvolvimento de infecção em vários sítios, além da comprovação de que a higienização adequada do ambiente hospitalar e das mãos dos profissionais contribuem, de forma determinante, para a prevenção das infecções hospitalares.(16,17)

Conclusão

A contaminação de equipamentos na unidade de terapia intensiva foi comprovada, assim como a eficiência do álcool a 70% na desinfecção.

REFERÊNCIAS

1. Rutala WA, Weber DJ. Disinfectants used for environmental disinfection and new room decontamination technology. Am J Infect Control. 2013; 41(5 Suppl):S36-41.
2. López-Cerero L. [Role of the hospital environment and equipment in the transmission of nosocomial infections]. Enferm Infecc Microbiol Clin. 2014; 32(7):459–64. Spanish.
3. Ramphal L, Suzuki S, McCrachen IM, Addai A. Improving hospital staff compliance with environmental cleaning behavior. Proc (Bayl Univ Med Cent). 2014; 27(2):88–91.
4. García-Vázquez E, Murcia-Payá J, Canteras M, Gómez J. Influence of a hygiene promotion programme on infection control in an intensive-care unit. Clin Microbiol Infect. 2011; 17(6):894–900.
5. Uneke CJ, Ogbonna A, Oyibo PG, Onu CM. Bacterial contamination of stethoscopes used by health workers: public health implications. J Infect Dev Ctries. 2010; 4(7):436–41.
6. Halton K, Arora V, Singh V, Ghantoji SS, Shah DN, Garey KW. Bacterial colonization on writing pens touched by healthcare professionals and hospitalized patients with and without cleaning the pen with alcohol-based hand sanitizing agent. Clin Microbiol Infect. 2011; 17(6):868–9.
7. Chen K-H, Chen L-R, Wang Y-K. Contamination of medical charts: an important source of potential infection in hospitals. PLoS One. 2014; 9(2):e78512.
8. Lestari T, Ryll S, Kramer A. Microbial contamination of manually reprocessed, ready to use ECG lead wire in intensive care units. GMS Hyg Infect Control. 2013; 8(1):Doc07.
9. Williams MM, Armbruster CR, Arduino MJ. Plumbing of hospital premises is a reservoir for opportunistically pathogenic microorganisms: a review. Biofouling. 2013; 29(2):147–62.
10. El- Masri MM, Oldfield MP. Exploring the influence of enforcing infection control directives on the risk of developing healthcare associated infections in the intensive care unit: a retrospective study. Intensive Crit Care Nurs. 2012; 28(1):26–31.
11. Manning ML, Davis J, Sparnon E, Ballard RM. iPads, droids, and bugs: Infection prevention for mobile handheld devices at the point of care. Am J Infect Control. 2013; 41(11):1073–6.
12. Tagoe DN, Gyande VK, Ansah EO. Bacterial contamination of mobile phones: when your mobile phone could transmit more than just a call. WebmedCentral Microbiology. 2011; 2(10):WMC002294.
13. Hübner NO, Hübner C, Kramer A, Assadian O. Survival of bacterial pathogens on paper and bacterial retrieval from paper to hands: preliminary results. Am J Nurs. 2011; 111(12):30–4 quiz 35-6.
14. Messina G, Ceriale E, Lenzi D, Burgassi S, Azzolini E, Manzi P. Environmental contaminants in hospital settings and progress in disinfecting techniques. Biomed Res Int. 2013;2013:429780.
15. Rutala WA, Weber DJ. Sterilization, high-level disinfection, and environmental cleaning. Infect Dis Clin North Am. 2011; 25(1):45–76.
16. Havill NL. Best practices in disinfection of noncritical surfaces in the health care setting: Creating a bundle for success. Am J Infect Control. 2013; 41(5 Suppl):S26-30.
17. Cardo D, Dennehy PH, Halverson P, Fishman N, Kohn M, Murphy CL, Whitley RJ; HAI Elimination White Paper Writing Group, Brennan PJ, Bright J, Curry C, Graham D, Haerum B, Kainer M, Kaye K, Lundstrom T, Richards C, Tomlinson L, Skillen EL, Streed S, Young M, Septimus E. Moving toward elimination of healthcare-associated infections: a call to action. Infect Control Hosp Epidemiol. 2010; 31(11):1101–5.