Estágio Curricular Supervisionado e o desenvolvimento das competências gerenciais: a visão de egressos, graduandos e docentes

Estágio Curricular Supervisionado e o desenvolvimento das competências gerenciais: a visão de egressos, graduandos e docentes

Autores:

Jorge Luiz Rigobello,
Andrea Bernardes,
André Almeida de Moura,
Ariane Cristina Barboza Zanetti,
Wilza Carla Spiri,
Carmen Silvia Gabriel

ARTIGO ORIGINAL

Escola Anna Nery

versão impressa ISSN 1414-8145versão On-line ISSN 2177-9465

Esc. Anna Nery vol.22 no.2 Rio de Janeiro 2018 Epub 09-Abr-2018

http://dx.doi.org/10.1590/2177-9465-ean-2017-0298

INTRODUÇÃO

O estágio compreende o período em que o aluno tem a chance de crescimento pessoal e profissional, mediante o desenvolvimento de ações vivenciadas, crítica e reflexivamente, propiciando maior segurança ao aluno no término do curso de graduação e início da atuação profissional.1,2 Alinhado a isto, destaca-se que a formação de um profissional para o mercado de trabalho não deve ser restrita apenas à teoria, mas também ao conhecimento do discente sobre seu futuro espaço de atuação. Dessa forma, o estágio supervisionado oportuniza ao aluno expandir seus conhecimentos, associando a teoria à prática.3

Contextualmente, o Estágio Curricular Supervisionado (ECS) é uma modalidade de ensino relativamente nova nos cursos da saúde, implantada oficialmente na graduação em enfermagem por meio da Resolução nº 3/2001 das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para os Cursos de Graduação em Enfermagem (CGE). Tal resolução dispõe que os CGE devem contemplar um rol de disciplinas gerais nas áreas biológicas e humanas, assim como aquelas específicas das áreas da saúde e enfermagem. Além disso, de acordo com a grade curricular, verifica-se a obrigatoriedade do Estágio Supervisionado nos dois últimos semestres do curso, sendo que a carga horária mínima do ECS deverá totalizar 20% da carga horária total do CGE proposto.4

Ademais, a Câmara de Ensino Superior (CES) do Conselho Nacional de Educação (CNE), por meio do Parecer nº 213/2008, aprovado em 9 de outubro de 2008, e pela Resolução nº 4, de 6 de abril de 2009, fixou a carga horária mínima para o CGE em quatro mil horas.5,6 Dessa forma, aplicado o percentual de 20% da carga horária total do curso, o ECS deve possuir uma carga horária mínima de 800 horas.

Diante desse aspecto legal, enaltece-se que o ECS pode ser visto como uma ferramenta fundamental para a formação do profissional de Enfermagem, porquanto é nesse período que o aluno utilizar-se-á dos conhecimentos teóricos adquiridos no decorrer da graduação, procurando, por intermédio de uma autoanálise acerca das experiências pessoais e da própria atuação, autodescobrir-se como profissional.3

Acresce-se a essa perspectiva que a experiência do ECS pelo acadêmico possibilita conferir uma identidade à sua atuação, em um processo natural, levando-o a manifestar-se, cada dia mais preparado e competente, na medida em que lida com diversos cenários e situações, enfrentando, desse modo, as exigências e desafios do mercado de trabalho.7 Possibilita, outrossim, ampliar as oportunidades de desenvolvimento e aperfeiçoamento de competências, dentre as quais destaca-se a gerência, por meio da realização de práticas de enfermagem junto a indivíduos, famílias, grupos e comunidade, vivenciando, dessa maneira, situações concretas do mundo do trabalho, interligadas às demandas da população e aos desafios e possibilidades dos serviços de saúde.8

É importante salientar que não se deve encarar o estágio ou atividade prática como mero instrumento de proporcionar ao aluno a aplicação da teoria aprendida em sala de aula, porém como um momento para que ele, por meio do conhecimento teórico, utilize-se da prática na tentativa de modificar a realidade - tanto do local em que o estágio está sendo desenvolvido, como a do próprio estudante - tornando-se, portanto, práxis e rompendo com a dicotomia existente entre prática e teoria, para construção do perfil de um profissional crítico e reflexivo na busca de uma sociedade mais justa.

O aprendizado baseado no contexto do trabalho estimula o desenvolvimento do conhecimento, habilidades e atitudes de forma: autônoma, responsável, liberta, criativa, compromissada, a dominar a prática e seu papel social, aprofundando e contextualizando os conhecimentos, assumindo, dessa forma, uma prática transformadora.7,8

Nesse sentido, observa-se que a vivência no ECS contribui para o acadêmico de enfermagem no desenvolvimento de diferentes competências (gerenciais e relacionadas à assistência) necessárias à sua formação.7,8 Dessa forma, é fundamental apontar a relevância da articulação entre as instituições de ensino superior (IES) e aquelas concedentes de espaço para o desenvolvimento do estágio, visto que no estágio curricular pode ocorrer uma maior interação entre ensino e serviço, por meio da qual os saberes distintos atrelam-se de forma coerente e responsável em benefício do aprendizado do aluno e do bem-estar da população.9,10

As compentências gerenciais presentes nas DCN são: liderança, tomada de decisão, comunicação e administração e gerenciamento dos serviços de saúde.4,7,8 Sob essa última competência, fortalece-se a ideia de que para o seu desenvolvimento no ECS torna-se, por conseguinte, indispensável o conjunto de conhecimentos tanto do contexto macro quanto do micro-organizacional, de maneira a ter subsídios para realizar a gestão de recursos humanos, materiais, físicos e financeiros e poder estabelecer estratégias de planejamento, tomada de decisões, interação e gestão desses recursos.4,7

Disposto da importância do ECS em relação ao desenvolvimento das competências, principalmente das gerenciais, julga-se essencial destacar que os trabalhos exploram pouco esse universo específico do ECS, ou seja, as competências gerenciais ou foram somente citadas, ou constituíam apenas as categorias temáticas dos estudos qualitativos.1,7,8 De um modo geral e tão importante quanto, os artigos publicados sobre o ECS nos CGE abordam o fenômeno em um espectro mais amplo, de forma a evidenciar a vivência, a importância, os desafios e o significado dessa disciplina na formação do futuro profissional, sem preterir as questões que emergem desse processo, como a interação entre os atores envolvidos, e que tramitam entre as instituições de ensino e de serviço.3,10-14 Ademais, é valido destacar que tais pesquisas apresentam a percepção somente de um ou, no máximo, de dois dos atores envolvidos no processo - aluno,1,3,12,14 docente,8,10 profissional de saúde10,11 ou egresso.13

Isto posto, reforça-se a importância de novos estudos sobre o tema sob a óptica dos diversos agentes evolvidos no ECS, de maneira a subsidiar estratégias de intervenções mais assertivas no direcionamento das atividades desenvolvidas, na correção de possíveis falhas e no fomento de novas discussões.

Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo responder à pergunta de investigação: Qual é a percepção dos egressos, concluintes e docentes, de duas IES do estado de São Paulo, acerca do processo de ensino-aprendizagem do ECS dos Cursos de Graduação em Enfermagem e à luz do desenvolvimento das competências gerenciais descritas nas DCN?

MÉTODO

Trata-se de um estudo qualitativo, exploratório, que tem por finalidade compreender a visão de três atores envolvidos no processo de ensino-aprendizagem - egressos, concluintes e docentes - tanto acerca da disciplina ECS, quanto sobre o desenvolvimento das competências gerenciais propostas pelas DCN para os CGE.

O estudo contemplou duas instituições de ensino superior do CGE com cadastros ativos e credenciados junto ao Ministério da Educação, localizadas no interior de São Paulo. Uma instituição é de autarquia estadual, enquanto que a segunda IES possui natureza jurídica privada e sem fins lucrativos. Embora exista diferença entre a natureza jurídica das duas universidades, estas foram selecionadas devido à similaridade de fatores concernentes à disciplina do ECS, sendo eles: a semelhança entre os projetos políticos pedagógicos e ementas da disciplina; o quadro de docentes qualificados; a realização do ECS tanto no contexto da atenção básica quanto no ambiente hospitalar e; por fim, o fato de que, em ambas as instituições, o ECS está igualmente pautado nas DCN.

No período da coleta, os CGE das IES pública e privada possuíam, respectivamente, 591/158 alunos matriculados na graduação, 3250/484 egressos e 90/30 docentes, os quais compuseram o universo de estudo. Considerando tal população, os critérios de inclusão no estudo foram: alunos egressos que cursaram a disciplina ECS e se graduaram nos anos de 2013, 2014 e 2015; alunos concluintes do Curso de Bacharelado em Enfermagem que cursaram o primeiro semestre da disciplina ECS no ano de 2016; e docentes que atuaram na disciplina ECS por um período mínimo de seis meses. De acordo com os critérios de inclusão, os sujeitos elegíveis para o estudo foram constituídos por: 87 alunos que concluíram a disciplina do ECS no primeiro semestre de 2016 (63 alunos da IES estadual e 24 da IES privada); 280 egressos formados nos anos 2013, 2014 e 2015 (195 egressos da IES estadual e 85 da IES privada); e 48 docentes que atuaram por, no mínimo, um semestre na disciplina do ECS, sendo 42 da IES estadual e 6 IES privada, totalizando 415 possíveis respondentes. A busca pelos sujeitos se deu junto às IES às quais esses sujeitos estavam vinculados, por meio de ofício que solicitava o contato (telefone e e-mails) dos possíveis participantes - egressos e docentes. Após o contato, era enviado o questionário aos participantes por meio de plataforma Google Docs®. Já para os alunos concluintes, verificou-se a data da reunião de conclusão do ECS e, após o consentimento dos discentes, foi aplicado o questionário.

Tal questionário foi aplicado aos sujeitos da pesquisa supracitados no período de abril a junho de 2016. Esse instrumento dispunha de questões objetivas e uma questão discursiva que buscavam analisar a percepção dos alunos, egressos e docentes em relação à disciplina do ECS, bem como ao desenvolvimento das competências gerenciais, com base nas experiências vivenciadas pelos atores. Ainda sobre a pergunta dissertativa, solicitava-se também apresentar propostas de melhorias frente à disciplina do ECS. Soma-se, também, que o instrumento apresentava itens que buscavam identificar os aspectos sociodemográficos. No presente estudo, os dados apresentados correspondem aos dados obtidos por meio da pergunta dissertativa.

A análise dos dados sociodemográficos foi realizada empregando-se frequências absolutas, frequências relativas e a média, por meio do programa SAS® (Statistical Analysis System), versão 9.3. Em relação à pergunta dissertativa, utilizou-se a análise de conteúdo latente descrita por Mayan.15 Segundo esse referencial, a análise de conteúdo latente compreende um processo de identificação, codificação e categorização dos dados, visto que o pesquisador examina os significados do conteúdo e determina categorias apropriadas.15 Ao final da análise, o pesquisador infere e realiza interpretações, inter-relacionando-as com o quadro teórico esboçado inicialmente ou constrói novos caminhos em torno de novas dimensões teóricas e interpretativas sugeridas pela leitura do material, tendo como foco qualificar as vivências do sujeito, e suas percepções sobre determinado objeto e seus fenômenos.16,17

Pautado no referencial citado acima e com a finalidade de identificar significados e obter inferências sobre o material coletado com os sujeitos da pesquisa (docentes, egressos e alunos), percorreram-se as seguintes etapas: 1) Codificação dos dados, na qual o pesquisador familiariza-se com os dados e começa a organizá-los; 2) Categorização dos dados, em que cada categoria deve ser julgada com base em dois critérios: homogeneidade externa (referente à relação entre as diferentes categorias) e interna (concernente às categorias individuais) e; 3) Formação de temas e elaboração das conclusões.15

A etapa de codificação dos dados teve início a partir da identificação dos excertos da questão discursiva, conforme a ordem dos questionários e as categorias dos respondentes. No decorrer de múltiplas leituras do material, trechos dos textos foram destacados, sendo registradas as interpretações, observações e questionamentos sobre tais fragmentos para a organização dos dados. Em seguida, por meio da categorização resultante da codificação, julgou-se pertinente a criação de quatro categorias: olhar dos atores sobre o papel do enfermeiro supervisor no ECS, sua relação com a instituição de ensino e graduandos; a atuação dos docentes no ECS na visão dos egressos, concluintes e docentes; coerência das informações dadas aos estudantes pelos enfermeiros supervisores e docentes do ECS; e a percepção dos egressos, concluintes e docentes em relação ao desenvolvimento das competências gerenciais no ECS.

Por fim, determinou-se a relação existente entre as categorias criadas, implicando na formulação de dois temas que possibilitaram a elaboração das conclusões desta pesquisa: a percepção geral dos atores sobre o ECS e o olhar dos atores sobre o desenvolvimento das competências gerenciais no ECS.

Os sujeitos da pesquisa foram identificados pela junção de duas letras, assegurando o anonimato. A primeira letra é relativa ao Egresso (E), Docente (D) e Concluinte (C), enquanto que a segunda é referente à IES de atuação dos participantes, consistindo em Universidade Privada (P) e Universidade Pública Estadual (E). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, em dezembro de 2015, sob o Protocolo CAAE nº 49697415.0.0000.5393, sendo cumpridas todas as exigências da Resolução nº 466/12, do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

De 415 sujeitos elegíveis, 197 (47,5%) participaram da pesquisa. Dos 87 alunos concluintes das IES analisadas, 59 (67,81%) responderam ao questionário. Destes, 35 alunos eram da IES Estadual (55,55%) e 24 da IES Privada (100%), com idade média de 24 anos e três meses. Os alunos concluintes das IES identificaram-se como sendo quatro (6,78%) do sexo masculino e 55 (93,22%) do sexo feminino. Em relação aos 280 egressos, 85 eram provenientes da IES Privada. Destes, 42 (50,58%) responderam ao questionário e, entre os 195 egressos da IES Estadual, 69 (35,38%) responderam à pesquisa. Dos 111 alunos egressos que efetivamente responderam à pesquisa, nove (8,11%) declararam ser do sexo masculino e 102 (91,89%) identificaram-se como do sexo feminino, com idade média de 26 anos e nove meses.

Em relação aos 48 docentes que atuaram e/ou atuavam na disciplina ECS, 27 (56,25%) responderam à pesquisa. Dentre os 42 docentes da IES Estadual, 22 (52,38%) participaram da pesquisa, enquanto entre os seis docentes da IES Privada, cinco (83,33%) integraram o estudo. Entre os 27 profissionais, dois (7,4%) declararam ser do sexo masculino e 25 (92,59%) do sexo feminino. A idade média dos respondentes foi de 48 anos e nove meses.

A seguir, estão dispostas as quatro categorias que sintetizam as percepções gerais dos atores das duas instituições sobre o ECS e, posteriormente, a visão dos mesmos acerca do desenvolvimento das competências gerenciais no ECS. Ressalta-se que os aspectos singulares das instituições não foram evidenciados nas respostas dos participantes da pesquisa, mostrando a similaridade da percepção desses atores. Tal fato pode ser observado mediante o olhar de ao menos um dos atores de cada uma das instituições em todas as categorias estabelecidas.

O olhar dos atores sobre o papel do enfermeiro supervisor no ECS, sua relação com a instituição de ensino e com os graduandos

Nessa categoria, são apresentados os aspectos do papel do enfermeiro supervisor no ECS, bem como a sua interação com a IES e graduandos, identificados por meio dos registros dos seguintes sujeitos da pesquisa: egressos, docentes e concluintes.

É preciso enfermeiros(as) disponíveis para supervisão e que estão realmente dispostos a ficar com o aluno(a) e os orientar, nos dando confiança para o desenvolvimento de atividades assistenciais e melhorar nosso relacionamento interpessoal-equipe (EP24).

É preciso trazer os enfermeiros supervisores para mais perto das Instituições de Ensino a fim de que as atividades sejam desenvolvidas com parcerias mais igualitárias e efetivas (DE12).

O enfermeiro supervisor deve participar, efetivamente das atividades na [escola] (DE8).

Garantir que o profissional da Unidade receptora seja capacitado, além de capacitação técnica, para atender as necessidades dos alunos graduandos e suas funções normais na Unidade. O preparo psicológico do profissional é fundamental para o bom andamento e aproveitamento do ECS (CP14).

Observa-se, pelos trechos acima, que na visão dos três atores envolvidos na pesquisa, o enfermeiro assume um papel importante no ECS, representando, portanto, o elo entre a universidade e o local de estágio. Para tanto, é preciso: maior aproximação com as instituições de ensino; disposição para orientar e ensinar os alunos e; ser capacitado tecnicamente e estar preparado psicologicamente para atender as necessidades dos alunos.

Assim sendo, aponta-se que o enfermeiro supervisor é tido, ou idealizado, como um padrão a ser seguido pelo estudante na atuação prática, podendo ser considerado um modelo profissional a ser alcançado. Desta forma, esse profissional deve ter consciência da sua importância e de seu papel enquanto referência para o graduando, bem como da responsabilidade atribuída à sua posição, fazendo-se necessário rever e atualizar seus conhecimentos.1

Outrossim, devido à característica peculiar do ECS, o profissional enfermeiro adquire grande notoriedade. É preciso que esse profissional se encontre preparado e seguro para transmitir a sua experiência, a qual permitirá ao aluno integrar os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula com a prática que está sendo vivenciada em campo de estágio.16 Complementa-se ainda, que o enfermeiro se configura essencial para a introdução das atividades gerenciais e para o desenvolvimento do processo de trabalho da unidade.1

Além disso, ao observar as atitudes e posturas adotadas pelo profissional enfermeiro, o aluno estagiário pensa e relaciona os conhecimentos utilizáveis às situações vivenciadas. A atuação e a supervisão do profissional enfermeiro no campo de estágio ainda corroboram para orientar o acadêmico na performance de um trabalho de enfermagem com qualidade, por meio da utilização de cenários de problematização, levando-o a consolidar seus saberes e apropriar-se coletivamente dos instrumentos intelectuais.7

A atuação dos docentes no ECS na visão dos egressos, concluintes e docentes

No que concerne à atuação dos docentes no ECS, alguns egressos e concluintes declararam que se o docente estivesse mais presente e mais próximo, várias dificuldades encontradas no decorrer do ECS poderiam ter sido amenizadas e/ou evitadas, visto que a sua presença traria mais confiança e tranquilidade, pois dúvidas poderiam ser esclarecidas mais prontamente. Soma-se à questão da maior presença do docente, o aspecto da capacitação dos mesmos para atuarem no ECS, como descrito na fala de um docente da instituição pública estadual. Tais constatações aparecem nos trechos a seguir transcritos:

Creio que o docente tem que estar mais próximo do aluno no estágio, com mais reuniões ou visitas no campo, pois geralmente o docente aparece só na apresentação de trabalhos e na avaliação final (EP9).

A presença do supervisor de estágio mais frequente no local de estágio para dar suporte na interligação entre o teórico e o prático, os quais divergem muito (EP2).

No meu estágio da atenção básica, só me encontrei com o meu professor supervisor 2 vezes durante todo o período do ECS (EP6).

Comprometimento dos docentes em estar de fato supervisionando os alunos com educação e acolhimento (EP39).

Acho que o docente supervisor poderia nos acompanhar mais de perto, com mais frequência (CE42).

[...] falta melhor capacitação dos docentes para supervisionarem o ECS (DE4).

A solicitação da presença do docente em campo de estágio também foi apontada por estudantes que participaram de um estudo desenvolvido em uma universidade pública do interior de São Paulo. Nesse trabalho, descreve-se que tal desejo dos alunos pode estar refletindo um indício da fragilidade da articulação entre ensino e serviço ou até mesmo ser o resultado do desconforto causado pela ruptura do processo de acompanhamento direto e tutelador, por meio de um acompanhamento a distância, cuja intenção é proporcionar a construção da autonomia pelo aluno.12

Nesse sentido, reforça-se que o papel docente consiste em estabelecer o elo entre os atores envolvidos na disciplina (estudante, enfermeiro e profissionais dos serviços), de maneira a repercutir no sucesso ou insucesso do aprendizado do aluno no estágio.18 Oportuno complementar que o professor do ECS contribui na formação gerencial do futuro enfermeiro, para tanto, necessita repensar seu papel de forma crítico-reflexiva.19 As estratégias a serem adotadas pelos docentes, no sentido de cumprirem o seu real papel de educadores, devam permitir maior aproximação com os estudantes, visto que tal proximidade levará ao conhecimento das individualidades de seus educandos e contribuirá para a melhoria do processo ensino-aprendizagem.

Ainda sobre os aspectos relacionados à atuação do professor, houve sinalizações dos egressos de ambas as IES quanto à necessidade de maior atenção por parte dos mesmos em relação às individualidades dos alunos, pois, dessa forma, sentir-se-iam mais acolhidos em suas dúvidas, conforme denotam os trechos a seguir:

Maior atenção dos docentes supervisores às necessidades dos estudantes [...] (EE52).

Os professores deveriam se abrir para ouvir as dúvidas do aluno de maneira a não puni-lo pelo fato do aluno não saber, mas de dar ferramentas e dicas para que ele possa buscar e encontrar o conhecimento que precisa (EP31).

Cada aluno tem uma visão diferente e afinidades diferentes. Os professores deveriam estar mais atentos às diferentes afinidades e desenvolver isso (EP19).

Diante dos registros dos entrevistados, é pertinente apontar que cabe ao professor e ao aluno - nessa forma de organização curricular para formação do profissional enfermeiro -, enfrentarem o desafio de ensinar e aprender de forma ativa e contextualizada. Do primeiro espera-se que seja capaz de planejar os recursos, orientar e acompanhar atividades que promovam situações que possibilitem uma aprendizagem significativa e crítica-reflexiva; já do estudante, espera-se o posicionamento como sujeito ativo e crítico, responsável por construir o próprio conhecimento, de forma a habilitar-se a desenvolver competências para resolução de problemas em sua área de atuação e, assim, exercer sua cidadania e assumir seu papel social na construção de sua realidade.20

Nesse mesmo caminho, destaca-se o docente como responsável pelo ato pedagógico, cabendo a esse ator buscar a capacitação para desenvolvê-lo com competência, comprometendo-se, desta forma, com o próprio aprendizado, de forma a incentivar o aluno a dedicar-se ao processo de aprender. Nessa perspectiva, a introdução de estratégias pedagógicas inovadoras - que rompam com o paradigma tradicional - pode promover um maior envolvimento do discente no processo ensino-aprendizagem.21

Sendo assim, pode-se afirmar que o educador seria o sustentador do processo de ensino-aprendizagem, devendo conhecê-lo profundamente, além de ter experiência, vontade e gostar daquilo que faz. Da mesma forma, deve saber educar, aproximando-se, ouvindo, respeitando, interagindo e dialogando com o educando. Esse novo papel exigiria que o docente assumisse, no processo ensino-aprendizagem, como mediador da aprendizagem ativa do estudante, transformando a escola em um ambiente de práticas inter e transdisciplinares e integradas à vida cotidiana, conhecendo e aplicando estratégias e metodologias ativas de ensinar-aprender a pensar, a aprender, a cuidar e avaliar.22

A partir dessa ótica, entende-se que o docente supervisor de estágio poderia ser definido como mediador do processo de ensino-aprendizagem, uma vez que oferece suporte teórico, emocional e psicológico para o futuro profissional.13 Paralelamente, se o foco de interesse dos professores dos CGE forem, de fato, as reais necessidades dos graduandos e a sua formação enquanto indivíduos críticos-reflexivos, é imprescindível o comprometimento desse docente com o estudante.23

Coerência das informações dadas aos estudantes pelos enfermeiros supervisores e docentes do ECS

Essa categoria foi estabelecida tendo em vista a identificação, pelos participantes da pesquisa, da necessidade de uma maior aproximação e entrosamento entre docentes e enfermeiros, com o propósito de tornar mais claro o direcionamento do ECS. Além disso, esses dois profissionais devem envolver-se nas atividades referentes ao estágio, principalmente naquelas ligadas ao planejamento da disciplina, visto que é nesse momento que serão estabelecidas as normas e orientações para o desenvolvimento do ECS, conforme mostra alguns fragmentos:

[...] alinhamento entre docente e enfermeiro sobre atuação do aluno no setor (EP28).

[...] melhor articulação com o enfermeiro responsável no cenário de prática (EE103).

Uma maior integração da instituição de ensino (não somente dos professores) e serviços de saúde (DE7).

[...] os enfermeiros deveriam participar mais do planejamento da disciplina para não haver dissonâncias entre o que os docentes exigem e o que eles exigem do aluno [...]; caso houvesse maior interação entre a disciplina, seus docentes e os enfermeiros da prática, possivelmente alguns problemas que ocorrem durante os estágios envolvendo os alunos não aconteceriam (DE5).

Em concordância com pesquisa sobre o ECS no ensino superior brasileiro, verifica-se a partir dos fragmentos a primordialidade da articulação entre as instituições de ensino e instituições concedentes de espaço para o desenvolvimento do estágio,9 prevista nas DCN dos CGE4 e na Lei nº 11.788/2008,5 as quais explicitam a necessidade da participação das organizações cedentes na elaboração da programação e no processo de supervisão do estudante, sendo tal disposição essencial para o objetivo seja atingido. Entretanto, nem sempre isso ocorre integralmente.

A discussão sobre a formação dos profissionais de saúde é responsabilidade tanto da educação, como dos setores saúde, devendo haver uma parceria intersetorial, a partir da qual o ensino se responsabilize por um processo de ensino-aprendizagem significativo, criativo e comprometido com as necessidades de saúde locorregionais, além de incentivar a autonomia e autogestão do próprio aprender. Quanto ao sistema de saúde, compete disponibilizar o cenário de prática, cuja organização dos serviços de saúde, atividades, gestão e formulação/implementação de políticas são essenciais para os processos de formação e educação permanente do profissional enfermeiro.24

A participação do profissional enfermeiro é prevista nas DCN para os CGE, porém nem sempre é de fato observada. Esse fato prejudica a interação ensino-serviço, visto que os enfermeiros e os docentes são tidos como agentes impulsionadores do diálogo entre os projetos assistenciais e de ensino.10 Entende-se, ainda, que há carência de estratégias que busquem a integração docente/discente-serviço-comunidade como condição sine qua non para sustentar o processo de mudança na formação acadêmica do enfermeiro, mesmo com a inserção do estudante na realidade dos serviços e das comunidades.25

Soma-se a isso, a parceria professor-enfermeiro-aluno é bastante rica, uma vez que permite ao acadêmico o contato com profissionais experientes nas diferentes áreas de atuação da enfermagem e levar a reflexão crítica individual e em grupo.7 A não observância dessa interação implica em demasiado prejuízo para o estudante, uma vez que pode acarretar em uma formação acadêmica deficiente e comprometer, dessa maneira, o perfil do futuro profissional. Essa deficiência de integração evidencia um grande desafio a ser enfrentado pelos sujeitos envolvidos no ECS.

A percepção dos egressos, concluintes e docentes em relação à contemplação do desenvolvimento das competências gerenciais no ECS

A relevância do ensino das competências mencionadas encontra-se descrita nas DNC.4 Com base nisso, as percepções dos concluintes, egressos e docentes associadas à apropriação das competências gerenciais no ECS também foram registradas, conforme destacado nas declarações que seguem, competências essas:

[...] o tempo de ECS deve ser maior, pois é durante este período que mais aprendemos a como ser e atuar como profissionais; adquirimos confiança, mais habilidade técnica e aprendemos a lidar com os recursos humanos e materiais, além de aprender a liderar uma equipe (EE73).

É fundamental que o aluno tenha experiência na prática assistencial com todas as idades e, além disso, aprender a parte burocrática da enfermeira também e, assim, sair mais preparado para mercado de trabalho (EE92).

Em algumas ocasiões o aluno assumir o plantão todo com o enfermeiro, inclusive passagem de plantão (EP37).

Deve haver estágio de gestão na atenção básica. E não apenas na hospitalar (EE52).

[...] Também penso que os alunos deveriam apresentar um estudo de caso clínico, mas também um estudo mais abrangente de um problema identificado no serviço [...] de modo que o aluno possa buscar, planejar, implementar e avaliar os resultados de intervenções baseadas em evidência voltadas para a resolução desse problema [...] de modo a fomentar discussões mais aprofundadas (DE3).

Baseado nos trechos acima, nota-se que é na inserção do aluno no ECS que se possibilita a criação de vínculos com a população e a continuidade do desenvolvimento de atividades que contribuem para o fortalecimento da autonomia e do desenvolvimento de conhecimento, habilidades e atitudes do futuro profissional.26 Embora um dos egressos tenha descrito que o período do ECS deveria ser maior, como no trecho do egresso EE73, ambas as instituições contemplam a carga horária estabelecida pelas DCN.4 Essa observação do egresso justifica-se pelo fato de o referido ator ter ciência de que o período do estágio proporciona ao aluno a oportunidade de resolver questões éticas, políticas, técnicas e cognitivas, bem como promover o desenvolvimento de suas competências e qualidades, principalmente, as administrativas e gerenciais.26

No fragmento do depoimento do egresso EE73 é possível verificar, também, a necessidade do desenvolvimento das competências gerenciais, em especial, da liderança. Tal competência, presente nas DCN,4 tem sido cada vez mais exigida, pois o mercado de trabalho atual e globalizado - caracterizado pela adoção de inovações tecnológicas, novos modelos de gestão e por exigências mercadológicas contínuas - enseja a necessidade de aprendizagem de novos papéis e o desenvolvimento de competências, dentre elas, a liderança.27

Corroborando esse aspecto, estudo desenvolvido com docentes na região Sul do país apontou a relevância do ensino desta competência, muito embora alguns educadores narrem a dificuldade de oportunizar essa vivência ao aluno. Destaca, outrossim, que a liderança está atrelada ao incentivo permanente do graduando, de forma a mantê-lo motivado e, assim, apto a desenvolver suas ações com criatividade e inovação. Ademais, salienta que a liderança foi relacionada com a competência da comunicação, entendendo que esta permeia todas as demais competências.28

Os trechos apresentados pelos egressos EE92 e EP37 e pelo docente DE3 discorrem sobre o aprendizado das ações administrativas desempenhadas pelos enfermeiros - função burocrática, passagem de plantão e planejamento, implementação e avaliação de ações estratégicas - e que correspondem às competências gerencias, assim como, as percepções descritas nas categorias denominadas: Descrição de atividades administrativas relativas à equipe de enfermagem e Críticas dos estudantes ao cuidado realizado (o cuidado burocratizado), ambas presentes em um estudo desenvolvido no interior paulista.1 A imprescindibilidade do ensino das competências gerenciais está destacada em uma revisão integrativa que, dentre suas conclusões, aponta o ensino de gerência em enfermagem como fundamental para a formação e desenvolvimento do acadêmico como futuro enfermeiro.29

O trecho da resposta do EE73 assinala sobre a gestão de recursos humanos e materiais. Sobre esse ponto, cabe citar estudo desenvolvido em uma universidade do sul do país, relatando que, por intermédio do ECS, possibilita-se ao aluno a capacidade de desenvolver competências gerenciais como a tomada de decisão, gestão e gerência de recursos humanos, materiais, medicamentos e insumos, consequentemente qualificando o seu processo de trabalho e uma formação empenhada com o outro e com a assistência em enfermagem.14

Ademais, o trecho do relato pelo egresso EE52 revela uma necessidade de desenvolvimento da competência gerencial na atenção básica, semelhante ao estudo desenvolvido com docentes no estado do Paraná, que expõe que a competência do gerenciamento deve ser desenvolvida tanto no cenário hospitalar, quanto na atenção básica. Esse mesmo trabalho apresenta que o ECS deve envolver as questões assistenciais e gerenciais, como citado no trecho do docente DE3.28

Por fim, observa-se que a formação do acadêmico de enfermagem pode intervir positiva ou negativamente na construção de saberes gerenciais necessários à sua atuação profissional. Portanto, nos quatro trechos das repostas nota-se que o Estágio Curricular é significativo na construção das competências de gestão e gerenciamento, porém com ressalvas, como a necessidade de maior ênfase no estágio na atenção básica, de identificação das fragilidades da unidade e de realização um diagnóstico gerencial, viabilizando a proposição de estratégias para a promoção de melhorias no cuidado prestado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Sob o olhar dos três atores envolvidos neste estudo, foram identificadas quatro categorias, das quais três apresentam a percepção geral dos participantes da pesquisa acerca do ECS e uma abrange o desenvolvimento das competências gerenciais por meio do ECS. Nesse sentido, os atores apontaram que o enfermeiro supervisor presente no campo de estágio desempenha um papel fundamental no processo de ensino-aprendizagem da prática profissional. Todavia, o referido profissional carece de capacitação para desenvolver esse papel, além da necessidade de uma participação mais ativa e de maior proximidade com as instituições de ensino.

Em relação à presença dos docentes em campo de estágio, egressos e concluintes referiram que diversos obstáculos deparados no ECS podem ser mitigados mediante a presença do educador, figura que possibilitaria ao graduando uma educação resoluta e perseverante. Constatou-se, outrossim, a necessidade de articulação entre enfermeiro (representante da instituição de estágio) e docente (figura relacionada à instituição de ensino), com objetivo de ter ressonância entre esses dois profissionais e proporcionar melhor aprendizado ao discente. No que se refere ao desenvolvimento das competências gerenciais no ECS, a percepção de alguns sujeitos da pesquisa enfatizou a liderança, a gestão e gerenciamento de recursos e o desempenho das funções burocráticas como competências gerenciais essenciais a serem desenvolvida no ECS. Outras necessidades identificadas foram: o aprimoramento dessas competências no âmbito da atenção básica, não se restringindo ao contexto hospitalar; e atrelar, também, o aperfeiçoamento das competências assistenciais.

O presente estudo tem uma grande relevância na esfera das pesquisas sobre educação em enfermagem, tendo em vista que exibe o olhar de três atores envolvidos nesse processo: concluintes, docentes e egressos dos CGE de duas IES. Entretanto, como limitação do estudo, julga-se relevante apresentar o olhar do enfermeiro supervisor do ECS, haja vista sua importância nesse contexto.

De acordo com os resultados da pesquisa e considerando a singularidade do processo de ensino-aprendizagem no ECS, faz-se indispensável fortalecer o vínculo entre as instituições de ensino e de saúde onde ocorrem as práticas dessa disciplina e, ao mesmo tempo, estimular o engajamento dos atores envolvidos nesse processo. Dessa forma, os resultados possibilitariam ao estudante de enfermagem um ambiente propício ao aprendizado da profissão e ao desenvolvimento de suas competências no decorrer do ECS.

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