Estudos epidemiológicos entre populações indígenas da Amazônia. II. Prevalências da microfilaremia de Mansonella ozzardi: comparação de dois métodos de diagnóstico ()

Estudos epidemiológicos entre populações indígenas da Amazônia. II. Prevalências da microfilaremia de Mansonella ozzardi: comparação de dois métodos de diagnóstico ()

Autores:

Dale N. Lawrence,
Bernardo Erdtmann,
Jennifer W. Peet,
José A. Nunes de Mello,
George R. Healy,
James V. Neel,
Francisco M. Salzano

ARTIGO ORIGINAL

Acta Amazonica

Print version ISSN 0044-5967On-line version ISSN 1809-4392

Acta Amaz. vol.10 no.4 Manaus Dec. 1980

https://doi.org/10.1590/1809-43921980104763

Resumo

Foi determinada a prevalência de microfilaremia em uma amostra representativa de adolescentes e adultos, em 13 aldeias, de índios amazônicos brasileiros em julho-agosto de 1976. Através de esfregaço de sangue periférico corados com Giemsa e de preparações de culturas de linfócitos de sangue periférico, ou ambas, foram testadas 533 pessoas com idade acima de 10 anos e 68 crianças com menos de 10 anos. A Mansonella ozzardi foi a única espécie de microfilária encontrada. A prevalência foi altamente aldeia-específica. Em quatro (4) das 13 aldeias, houve casos de não detecção de microfilaremia pelos métodos usados. Em quatro (4) outras aldeias, as prevalências encontradas para os residentes de 10 anos e mais velhos foram em excesso de 60% para cada método utilizado. Em aldeias onde a microfilaremia foi documentada, apenas cinco (13%) do total de 38 crianças testadas foram positivas. Houve uma tendência geral da prevalência aumentar com o aumento da idade, A razão de prevalência de microfilaremia entre homens e mulheres foi de aproximadamente 1,4:1 para o teste de esfregaço de sangue periférico e exatamente 1:1 para o outro. Em cada 5 aldeões com microfilaremia-positiva testados com ambos os métodos, detectamos uma mais alta prevalência da microfilaremia com as preparações feitas de cultura de linfócitos.

Summary

The prevalence of microfilaremia among a representative sample of the adolescents and adults in 13 Brazilian Amazon Indian villages was determined for July-August, 1976. With Giemsa-stained peripheral blood smears, preparations from peripheral blood lymphocyte cultures, or both, 533 persons aged 10 years and older and 68 children below age 10 were tested. Mansonella ozzardi was the only blood-borne microfilarial species found. Prevalence was highly village-specific. In four of 13 villages persons tested had no detectable microfilaremia by the methods used. In four other villages the overall prevalences for residents aged 10 years and older were in excess of 60% by one of the methods used. In villages where microfilaremia was documented only five (13%) of the total 38 children tested were positive. There was a general trend for prevalence to rise with increasing age. The ratio of the prevalence of microfilaremia among males to that among females was approximately 1.4:1 with peripheral blood smear test results but exactly 1:1 with the other method. In each of the five microfilaremia-positive villages tested using both methods, we detected a higher prevalence of microfilaremia with the preparations made from the lymphocyte culture studies.

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