Excesso de peso/obesidade no ciclo da vida e composição corporal na idade adulta: coorte de nascimentos de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 1982

Excesso de peso/obesidade no ciclo da vida e composição corporal na idade adulta: coorte de nascimentos de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 1982

Autores:

Gabriela Callo,
Denise Pretucci Gigante,
Fernando C. Barros,
Bernardo Lessa Horta

ARTIGO ORIGINAL

Cadernos de Saúde Pública

versão impressa ISSN 0102-311Xversão On-line ISSN 1678-4464

Cad. Saúde Pública vol.32 no.4 Rio de Janeiro 2016 Epub 06-Maio-2016

http://dx.doi.org/10.1590/0102-311X00174014

Resumen:

Este estudio tuvo por objetivo evaluar la asociación entre el sobrepeso/obesidad en diferentes momentos del ciclo de vida con la composición corporal en adultos jóvenes. Se utilizaron datos de la cohorte de nacimientos de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 1982, que acompañó en diferentes edades a los nacidos vivos, cuya familia vivía en la zona urbana de Pelotas. A los 30 años, 3.701 participantes de la cohorte fueron entrevistados y la composición corporal evaluada a través del Bod Pod, 2.219 miembros presentaban por lo menos 1 medida de peso y altura en los tres periodos (infancia, adolescencia, etapa adulta), un 24% nunca presentó sobrepeso y un 68,6% nunca fue considerado obeso. Los valores más altos de índice de masa corporal (IMC) y de percemtage de masa grasa a los 30 años fueron observados en aquellos que fue considerados con sobrepeso en los tres periodos o en la adolescencia y adultez, mientras que aquellos con sobrepeso/obesidad sólo en la infancia o adolescencia tuvieron promedios de IMC y percemtage de masa grasa similares de quien nunca tuvo sobrepeso/obesidad. Los resultados indican el beneficio de la interrupción precoz del sobrepeso/obesidad.

Palabras-clave:  Estadios del Ciclo de Vida; Obesidad; Sobrepeso; Adiposidad; Estudios de Cohortes

Introdução

Em 2010, o excesso de peso foi responsável por 3,4 milhões de óbitos no mundo 1. O excesso de peso está associado com maior risco de hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares 2), (3. A prevalência do excesso de peso aumentou de 28,8%, em 1980, para 36,9%, em 2013, nos homens, enquanto que, nas mulheres, o incremento foi de 29,8% para 38% 4.

No que diz respeito aos determinantes precoces do excesso de peso na idade adulta, revisão sistemática que incluiu dados de 25 estudos longitudinais observou que o excesso de peso na infância está positivamente associado com o excesso de peso na idade adulta 5), (6), (7), (8), (9, e esse também seria um fator de risco para hipertensão, diabetes e doença cardiovascular 10), (11), (12. Evidências ainda sugerem que o índice de massa corporal (IMC) na infância encontra-se positivamente relacionado com a massa gorda na adolescência ou na idade adulta 13), (14, e que o acúmulo de gordura corporal na idade adulta está associado com a ocorrência de diabetes mellitus tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares 15), (16), (17. Além disso, Howe et al. 13 observaram que mudanças no IMC na infância estão associadas à maior massa gorda aos 15 anos. Por outro lado, na coorte de Helsinque (Finlândia), observou-se que o rápido ganho no IMC antes dos dois anos de idade aumentou a massa magra no adulto sem acúmulo excessivo de gordura, enquanto o rápido ganho no IMC na infância tardia, apesar do aumento da massa magra, resultou em aumentos relativamente maiores em massa gorda 18.

Os estudos existentes têm avaliado a relação do IMC ou do sobrepeso/obesidade em diferentes momentos da infância e da adolescência sobre o IMC ou prevalência de sobrepeso/obesidade na idade adulta 6), (9. Por outro lado, na revisão da literatura, não identificamos estudos que tenham avaliado a relação do sobrepeso/obesidade na infância e na adolescência com a composição corporal na idade adulta apesar da importância dela nos efeitos na saúde 19. O presente estudo teve por objetivo avaliar a associação entre excesso de peso ou obesidade na infância, adolescência e vida adulta com a composição corporal aos 30 anos dos participantes da coorte dos nascidos em 1982 na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil.

Métodos

Em 1982, as maternidades localizadas na cidade de Pelotas foram visitadas diariamente, os nascimentos, identificados, e os recém-nascidos cuja família residia na zona urbana da cidade foram examinados, e as suas mães, entrevistadas (N = 5.914). Esses indivíduos têm sido acompanhados várias vezes em diferentes idades. Em 1984 e 1986, foram visitados todos os domicílios localizados na zona urbana da cidade em busca de indivíduos nascidos em 1982. Os participantes da coorte foram pesados e medidos, e as suas mães, entrevistadas. Em 1997, foi realizado censo em amostra sistemática de 27% dos setores censitários da cidade de Pelotas em busca de adolescentes pertencentes à coorte, e 1.077 indivíduos foram entrevistados e examinados. Em 2000, durante o exame médico de seleção do serviço militar, os participantes do sexo masculino foram identificados e entrevistados. Em 2001, foi realizado novamente censo nos mesmos setores visitados em 1997, e foram realizadas 1.031 entrevistas com participantes da coorte. Finalmente, em 2012, tentou-se novamente acompanhar toda a coorte, e as entrevistas foram realizadas na clínica de pesquisa. Detalhes da metodologia da coorte foram publicados previamente 20), (21), (22), (23.

O peso ao nascer foi aferido pela equipe do hospital, utilizando balanças pediátricas que eram calibradas semanalmente pela equipe de pesquisa. Nos acompanhamentos na infância e adolescência, a antropometria foi realizada com equipamentos portáteis, por entrevistadores previamente treinados. As medidas de peso e altura na infância tiveram o IMC calculados e foram convertidas em escores-z usando a população de referência da Organização Mundial da Saúde (OMS) 24.

O acompanhamento aos 30 anos, conforme previamente mencionado, foi realizado na clínica de pesquisa entre junho de 2012 e fevereiro de 2013. Nessa visita, o peso foi aferido pela balança acoplada ao Bod Pod (COSMED, Chicago, Estados Unidos) ‒ pletismografia por deslocamento de ar ‒, e a altura foi aferida por estadiômetro desmontável (alumínio e madeira) com precisão de 0,1cm.

A composição corporal foi avaliada com o uso do Bod Pod. O aparelho encontrava-se numa sala com temperatura estável e controlada (21-24oC), e a calibração dele era realizada semanalmente pelos responsáveis previamente treinados. Mulheres grávidas ou provavelmente grávidas com mais de dois meses de atraso menstrual foram excluídas. Para a obtenção das medidas, a sala era mantida com a porta fechada para evitar qualquer fluxo súbito de ar. Os entrevistados utilizavam roupa padrão (bermuda e blusa de malha justa no corpo), touca de natação e estavam descalços e sem objetos de metal (pulseiras, brincos etc.). Para a medida da composição corporal, era necessário que o participante permanecesse imóvel dentro do aparelho (uma câmara fechada) por alguns segundos. Uma vez obtida a densidade corporal, estimou-se o percentual de gordura corporal por meio da equação para população geral 25. O percentual de massa livre de gordura foi estimado pela diferença.

O sobrepeso e obesidade na infância e na adolescência foram definidos de acordo com os pontos de corte específicos para sexo e idade (IMC/idade), conforme definido pela OMS 24. Aos 30 anos, o excesso de peso foi definido pelo IMC igual ou maior a 25kg/m2, e a obesidade, pelo IMC maior ou igual a 30kg/m2 (26. Com base nessas definições, os participantes foram divididos em oito grupos de acordo com a presença de excesso de peso ou obesidade na infância, adolescência e idade adulta.

Na análise de dados, os desfechos foram avaliados de forma contínua, e a regressão linear foi usada para avaliar as associações entre diferentes padrões de excesso de peso (sobrepeso/obesidade; obesidade) e cada desfecho (peso, altura, IMC, percentual de massa gorda e percentual de massa livre de gordura). As análises foram ajustadas para peso ao nascer, renda ao nascer, escolaridade materna e tabagismo materno na gestação.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Pelotas (protocolo: Of.16/12), e obteve-se o consentimento informado, por escrito, dos participantes em cada acompanhamento.

Resultados

Entre os 2.219 membros da coorte com, pelo menos, uma medida de peso e altura na infância (2 ou 4 anos), adolescência (18 ou 19 anos) e idade adulta (30 anos), cerca de um em cada quatro (24%) nunca apresentou excesso de peso, e a maioria (68,6%) nunca foi obesa. Por outro lado, 11,9% dos participantes sempre apresentaram excesso de peso, e 1,7% foi considerado como sendo obeso na infância, adolescência e idade adulta (Tabela 1).

Tabela 1: Características dos participantes da coorte de 1982 incluídos na presente análise. Coorte de nascimentos de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 1982. 

A Tabela 2 mostra que as maiores médias de IMC foram observadas naqueles que sempre foram considerados como tendo sobrepeso ou que apresentaram sobrepeso na adolescência e na idade adulta. Aqueles que apresentaram sobrepeso apenas na infância ou na adolescência tiveram médias de IMC discretamente maiores do que o grupo de referência (nunca classificado com sobrepeso), porém o intervalo de confiança englobou o valor de referência. Resultado similar foi observado ao analisarmos a presença de obesidade em diferentes momentos do ciclo da vida.

No que diz respeito à composição corporal, similar ao observado para peso e IMC, aqueles indivíduos que apresentaram sobrepeso ou obesidade somente na infância ou na adolescência tiveram percentual de massa gorda similar ao observado naqueles que nunca foram considerados como tendo sobrepeso ou obesidade. Enquanto que aqueles que apresentaram sobrepeso nos três momentos avaliados (infância, adolescência e idade adulta) e aqueles com sobrepeso na adolescência e na idade adulta apresentaram os maiores percentuais de massa gorda. Por outro lado, quando analisamos a presença de obesidade, observou-se que o percentual de massa gorda naqueles que foram obesos apenas na idade adulta ou na infância e na idade adulta foi similar ao observado nos grupos anteriormente mencionados como tendo maiores percentuais de massa gorda (Tabela 2).

Em relação à massa livre de gordura, aqueles indivíduos que apresentaram sobrepeso nos três momentos ou na adolescência e na idade adulta tiveram valores de massa livre de gordura significativamente menores em relação àqueles que nunca apresentaram sobrepeso. Resultados similares foram observados nas análises relativas à presença de obesidade (Tabela 2).

Tabela 2: Índice de massa corporal (IMC), massa magra e massa livre de gordura aos 30 anos de idade de acordo com o sobrepeso e obesidade * em diferentes momentos do ciclo vital. Coorte de nascimentos de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 1982. 

IC95%: intervalo de 95% de confiança.

* Sobrepeso/obesidade (IMC/idade) segundo as curvas da Organização Mundial da Saúde (OMS) 24;

** Ajustados para peso ao nascer, renda ao nascer, escolaridade materna e tabagismo materno na gestação;

*** Para adulto, sobrepeso ≥ 25kg/m2; obesidade ≥ 30kg/m2.

Discussão

Em uma população que tem sido prospectivamente acompanhada desde o nascimento, os maiores valores de IMC e de percentual de massa gorda aos 30 anos foram observados naqueles que apresentaram sobrepeso ou obesidade persistente, ou na adolescência e idade adulta, enquanto que aqueles que foram considerados como nunca tendo sobrepeso ou obesidade ou apenas na infância ou adolescência apresentaram os menores valores do IMC e percentuais de gordura corporal. Em relação à massa livre de gordura, aqueles indivíduos que sempre foram classificados com sobrepeso ou obesidade no ciclo da vida apresentaram percentuais de massa livre de gordura significativamente menores.

Nossos resultados estão em concordância com estudos prévios. Guo et al. 6), (27 relataram, no Estudo Longitudinal de Fels, que indivíduos com percentis elevados de IMC na infância apresentavam maior risco de ter IMC elevado aos 35 anos. Além disso, quanto mais cedo a criança apresentava sobrepeso, maior era a chance de continuar com sobrepeso em períodos posteriores, e quanto maior o valor de IMC na infância, maior o valor do IMC na idade adulta. No mesmo sentido, no estudo de Field et al. 9, as crianças que se encontravam na parte superior da faixa de peso normal ou saudável (ou seja, as crianças entre os percentis 50 e 84 do IMC para idade e sexo) também mostraram risco aumentado de se tornarem adultos com sobrepeso ou obesos quando comparados com aqueles abaixo do percentil 50.

Em relação à composição corporal, Howe et al. 13 observaram que mudanças de IMC na infância tardia estavam também fortemente associadas com aumento da massa gorda na adolescência. Já outros estudos observaram que mudanças de IMC durante a adolescência e posteriormente eram importantes para a determinação da gordura corporal total e a porcentagem de massa gorda na idade adulta 5), (28. Recente revisão encontrou evidência que a perda de peso na idade adulta pode levar a mudanças positivas relacionadas à saúde. Especificamente, a revisão observou que adultos obesos eram mais propensos a apresentar perfis metabolicamente saudáveis se eles também eram obesos na infância e reduziam o IMC na idade adulta 18.

Levando em consideração os achados do presente estudo, as evidências sugerem que a exposição continuada ao sobrepeso ou obesidade está associada ao aumento na massa gorda na vida adulta. Por outro lado, os indivíduos que tiveram apenas um episódio de excesso de peso na infância ou adolescência apresentaram composição corporal (IMC e percentual de massa gorda) similar àqueles que nunca foram considerados com sobrepeso ou obesidade.

Uma limitação no presente estudo poderia ser o viés de seleção. Por outro lado, a ocorrência desse viés é pouco provável, pois a renda familiar e o IMC dos indivíduos que foram ou não incluídos na análise são similares (dados não apresentados). Alguns pontos metodológicos a serem salientados são: a trajetória de sobrepeso e obesidade avaliada em três momentos do ciclo de vida e o uso de uma medida acurada da composição corporal na idade adulta.

As evidências do presente estudo sugerem que a exposição continuada ao sobrepeso ou à obesidade está associada a valores elevados de IMC, massa gorda e menor massa livre de gordura em adultos jovens. Os achados destacam os benefícios da interrupção precoce do sobrepeso ou obesidade para reverter as repercussões na composição corporal na idade adulta.

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