Existe alteração na função dos músculos do assoalho pélvico e abdominais de primigestas no segundo e terceiro trimestre gestacional?

Existe alteração na função dos músculos do assoalho pélvico e abdominais de primigestas no segundo e terceiro trimestre gestacional?

Autores:

Ana Silvia Moccellin,
Mariana Tirolli Rett,
Patricia Driusso

ARTIGO ORIGINAL

Fisioterapia e Pesquisa

versão On-line ISSN 2316-9117

Fisioter. Pesqui. vol.23 no.2 São Paulo abr./jun. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/1809-2950/14156523022016

RESUMEN

Este estudio compara la función de los músculos del suelo pélvico en el segundo y tercer trimestre de embarazo en primíparas. Se ha llevado a cabo en dos unidades de salud de la familia en la municipalidad de Aracaju (SE, Brasil). Las embarazadas fueron sometidas a tres evaluaciones de la función del músculo del suelo pélvico, a través de la electromiografía de superficie: hasta 16 semanas de embarazo, entre la 24ª-28ª y la 34ª-36ª semana. Se observaron valores de reposo, contracciones voluntarias máximas y contracciones sostenidas. Se analizaron los datos estadísticamente en el programa Statistica de Excel, empleando un nivel de significancia de 5% (p≤0,05). Participaron 19 primíparas, con promedio de edad de 21,74±3,65 años. Los resultados mostraron un aumento de la masa corpórea en el tercer trimestre de embarazo comparado al período antes del embarazo, disminución de la media del signo de los músculos del suelo pélvico durante el reposo al largo de las tres evaluaciones, y en cuanto al músculo abdominal disminuyó la media del signo en reposo y durante la contracción sostenida en las evaluaciones 2 y 3 al compararla con la 1. Se concluye que otros factores, además de los relacionados con el aumento de la masa corpórea materna, pueden asociarse con la sobrecarga en los MAP durante el embarazo, tan pronto en el primer trimestre. Esta sobrecarga le implica a la embarazada un tono muscular cerca al límite de referencia, lo que le altera el estándar de actividad electromiográfica, en especial en el reposo, para mantener sostenible los órganos pélvicos y de continencia.

Palabras clave: Embarazo; Diafragma Pélvico; Electromiografía/métodos

INTRODUÇÃO

Durante a gestação, os incrementos da massa corporal materna e do útero gravídico aumentam a pressão sobre os músculos do assoalho pélvico (MAP). Além disso, as mudanças hormonais, ocorridas principalmente a partir do segundo trimestre gestacional, podem ocasionar modificações nos tecidos conectivos, influenciando no mecanismo de suporte e continência1.

Como consequência dessas modificações pode ocorrer uma diminuição da sustentação do colo vesical e da uretra proximal, predispondo a disfunções do assoalho pélvico (AP)2), (3, que podem se tornar mais prevalentes à medida que a gestação evolui e estarem associadas à pressão exercida pela cabeça fetal sobre a bexiga4), (5.

O'Boyle et al.6 observaram um aumento significativo da mobilidade uretral em primigestas, sugerindo que ocorrem alterações fisiológicas no assoalho pélvico (AP) durante a gestação. Entretanto, pouco se sabe sobre as alterações que ocorrem no padrão de atividade eletromiográfica dos MAP durante a gestação, e não há na literatura estudos que comparem o padrão de atividade eletromiográfica entre os diferentes trimestres gestacionais de primigestas. Essa informação é de extrema importância para a prática clínica do fisioterapeuta, possibilitando a adoção de condutas estratégicas para prevenção das alterações durante o pré-natal, como a prática de exercícios para o fortalecimento dos MAP e orientações a respeito dos sinais e sintomas das possíveis disfunções do AP.

Sendo assim, o objetivo deste estudo foi comparar a função dos MAP no segundo e terceiro trimestres gestacionais de primigestas.

METODOLOGIA

Trata-se de um estudo observacional transversal realizado no período de julho/2012 a outubro/2013. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da Universidade Federal de Sergipe atendendo à Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, segundo o parecer 76308-2012 (CAAE: 06190112.9.0000.5546).

O cálculo amostral foi realizado no programa G*Power 3.1.3. Utilizou-se como parâmetro os valores encontrados no estudo de Batista et al.7) e Botelho et al.8 para a atividade eletromiográfica dos MAP em gestantes. Para um poder do teste de 0,90 e erro alfa de 5%, sugeriu-se uma amostra de 12 gestantes. Dessa forma, considerando uma possível perda amostral de 40%, foram selecionadas 20 mulheres primigestas que estivessem no 2º trimestre gestacional.

O estudo foi desenvolvido em duas unidades de saúde da família do município de Aracaju (SE). Para isso, estabeleceu-se contato com a Secretaria Municipal de Saúde e foram selecionadas as unidades de saúde da família que realizavam atendimentos a gestantes. Durante a consulta de pré-natal, a gestante era convidada a participar do estudo pela pesquisadora responsável. Tendo ciência do estudo e concordando voluntariamente em participar, agendava-se a primeira avaliação.

Foram incluídas no estudo primigestas com idade entre 18 e 40 anos, índice de massa corporal (IMC) pré-gestacional considerado normal, com base na definição da Organização Mundial de Saúde (OMS)9, idade gestacional de até 16 semanas, gestação de risco habitual e feto único e que estivesse em acompanhamento pré-natal. Os critérios de exclusão do estudo foram: risco de aborto, sangramento uterino, inflamação e/ou infecção urinária, déficit cognitivo que impedisse o entendimento do estudo, uso de drogas ilícitas, tabagismo e etilismo.

As gestantes foram submetidas a avaliações da função dos MAP por meio da EMG em três períodos: até 16 semanas gestacionais, entre as 24ª-28ª e 34ª-36ª semanas gestacionais, de acordo com a data da última menstruação10 e/ou do 1º ultrassom realizado durante a gestação11. O IMC foi avaliado, nos três momentos, com base na Tabela de Atalah12.

Para a avaliação da função dos MAP utilizou-se o sistema de eletromiografia de superfície MyoTrac Infinit(tm) com as seguintes especificações: conversão do sinal original para o valor root mean square (RMS), filtro passa banda de 20 a 500 Hz, taxa do modo comum de rejeição (CMRR) > 130dB e impedância do eletrodo ativo de 1012 GΩ. Os dados foram normalizados pelo valor do pico máximo dentre as três contrações voluntárias máximas realizadas13), (14. Esse aparelho registra a somatória dos potenciais elétricos gerados pela despolarização das fibras musculares em repouso e durante a contração voluntária, sendo que a sua amplitude é registrada em microvolts (µV). É o método mais preciso para mensurar a integridade para a eletromiografia neuromuscular, podendo ser considerada uma medida indireta da força muscular e do nível de pressão dos MAP ao realizarem sua contração15), (16.

As gestantes foram posicionadas em decúbito dorsal com flexão de quadril e joelho, e pés apoiados na maca. Em seguida, o examinador introduziu um sensor vaginal (modelo AS 9572 da marca Thought Technology Ltd.(r), com superfície de captação de aço inoxidável com 27 mm de diâmetro e 69 mm de comprimento), lubrificado com uma colher de gel hidrossolúvel no introito vaginal. Dois eletrodos de referência foram colocados na crista ilíaca ântero-superior direita e no maléolo lateral direito. Foram colocados também eletrodos autoadesivos de contato na região do reto abdominal para medidas simultâneas da atividade da MAP e musculatura abdominal.

Inicialmente, a voluntária foi orientada a permanecer em repouso durante 15 segundos para o registro da atividade basal. Após isso, foram registradas três contrações voluntárias máximas (CVM), mantidas por dois segundos, com intervalo de um minuto entre cada uma e três contrações sustentadas, mantidas por seis segundos, com intervalo de um minuto entre cada uma17.

A cada contração solicitada observou-se o abdômen e os MAP da voluntária, a fim de identificar a realização de manobra de Valsalva e/ou contração simultânea dos músculos adutores do quadril e glúteos no lugar da contração isolada dos MAP. Quando ocorria a contração de músculos acessórios, a contração dos MAP não era computada.

Os dados foram tabulados no Microsoft Excel e analisados estatisticamente no programa Statistica e por meio de técnicas descritivas (tabelas). Os dados foram analisados por meio de testes não paramétricos, após a verificação de que algumas variáveis não seguiam uma distribuição normal, por meio do teste de Shapiro-Wilk. A comparação entre as três avaliações foi realizada pelo teste de Friedman, e nos casos significantes, utilizou-se o teste de Wilcoxon, com ajuste de Bonferroni para discriminar a diferença. Adotou-se um nível de significância de 5% (p≤0,05). Os dados estão expressos em mediana ± desvio interquartil.

RESULTADOS

Participaram deste estudo 19 primigestas com idade mediana de 20 anos (18 a 30 anos). A Tabela 1 apresenta as características antropométricas e a média da idade gestacional em cada avaliação. Houve aumento significativo da massa corporal e do IMC no 3º trimestre gestacional em relação ao período pré-gestacional. Nas três avaliações, 31,6% das gestantes (n=6) apresentaram valores de IMC acima do limite considerado adequado para a idade gestacional.

Tabela 1 Características antropométricas das primigestas 

Características Pré-gestacional Avaliação 1 Avaliação 2 Avaliação 3 p valor
Idade gestacional (semanas) - 16 ± 2 25 ± 2 35 ± 2 -
Massa corporal (kg) 59 ± 14 59 ± 15,5a 63 ± 15a, b 68 ± 12a, b, c < 0,001
IMC (kg/m2) 23,3 ± 14 24 ± 15,6a 25,5 ± 16,4a, b 27 ± 19,5a, b, c < 0,001

asignificativo em relação ao período pré-gestacional;

bsignificativo em relação à avaliação 1;

csignificativo em relação à avaliação 2

Na Tabela 2 observa-se diminuição significativa da média do sinal dos MAP durante o repouso ao longo das três avaliações. Encontrou-se diminuição significativa da média do sinal no repouso e durante a contração da musculatura abdominal sustentada nas avaliações 2 e 3 quando comparadas à avaliação 1.

Tabela 2 Avaliação funcional dos MAP e da musculatura abdominal de primigestas 

Variáveis (µV) Avaliação 1 Avaliação 2 Avaliação 3 p valor
Repouso
Média MAP 8 ± 4,3 7,6 ± 3,8 6 ± 3,4a, b 0,05
Média abdominal 7 ± 3 4,8 ± 1,8a 4,9 ± 1,8a 0,006
CVM
Média MAP 54,5 ± 12,8 51,2 ± 11,9 53,8 ± 14,3 0,69
Máximo MAP 91,4 ± 7,5 90,9 ± 10,9 92,8 ± 6,4 0,50
Média abdominal 12,2 ± 9,2 9,9 ± 7,4 11,3 ± 7,4 0,14
Contração sustentada
Média MAP 56,2 ± 19,8 54,6 ± 22,2 59,3 ± 18,6 0,95
Máximo MAP 98,3 ± 33 96,4 ± 23,4 93,8 ± 36 0,81
Média abdominal 16 ± 15,3 11 ± 6,3a 13 ± 8,4a 0,04

asignificativo em relação à avaliação 1;

bsignificativo em relação à avaliação 2

DISCUSSÃO

A análise dos dados eletromiográficos indica, ao final da gestação, uma redução significativa do sinal dos MAP durante o repouso. Além disso, ocorreu uma diminuição significativa da atividade elétrica da musculatura abdominal no repouso e durante a contração sustentada no último trimestre gestacional.

Diferente de outros músculos estriados esqueléticos, os MAP se caracterizam por manter sua atividade eletromiográfica constante, exceto durante a micção, defecação e manobra de Valsalva18. Dessa forma, mesmo durante o repouso, os MAP mantêm uma atividade elétrica constante e com baixa frequência. As unidades motoras que disparam potenciais de baixa frequência constituem a atividade tônica dos MAP. Quando ocorre uma ativação muscular mais forte ou um aumento na pressão intra-abdominal, novas unidades motoras com grandes amplitudes do sinal elétrico são recrutadas, caracterizando a atividade fásica19. Isso sugere que o sinal elétrico dos MAP, encontrado no repouso para nosso estudo, é decorrente de atividade elétrica das unidades motoras tônicas.

Entretanto, altos valores de atividade elétrica durante o repouso estão associados a um tônus muscular aumentado por tensão excessiva, podendo ocasionar fadiga ou dor muscular19. No nosso estudo, os valores médios do tônus basal, principalmente nas avaliações 1 e 2, encontram-se acima de 5 µV, considerado o limite superior adequado para a atividade elétrica do músculo durante o repouso18. Segundo Wehbe et al.20, o músculo com tônus elevado, apesar de estar aparentemente no máximo de sua capacidade contrátil, pode não ter força suficiente para resistir a uma carga mínima, como a gravidade. Assim, esse dado indica a presença de um provável tônus muscular elevado, que pode ocorrer devido à sobrecarga e estar associado à redução da atividade elétrica durante a contração, sintomas do trato urinário inferior ou ainda sintomas urogenitais, como dor pélvica e dispareunia.

Durante a gestação, os MAP sofrem sobrecarga progressiva pelo aumento da massa corporal materna e do útero gravídico1), (2. Dessa forma, apesar da musculatura se constituir basicamente por fibras de contração tônica21, resistentes à fadiga, parece que as fibras musculares precisam ter o tônus aumentado para manter a função de suporte e continência e compensar essa sobrecarga progressiva nos MAP.

Os resultados obtidos neste estudo apontam para um aumento significativo da massa corporal materna e IMC ao longo da gestação. Apesar de todas as gestantes apresentarem um IMC pré-gestacional considerado normal9, pode-se notar que durante a gestação, 15,8% apresentaram sobrepeso e 15,8% estavam obesas. Esse dado torna-se importante, visto que a obesidade aumenta a pressão sobre o AP24, ocasionando tensão crônica e enfraquecimento de músculos e nervos e podendo desencadear disfunções22), (23, como a incontinência urinária.

Entretanto, mesmo mantendo valores acima de 5 µV - considerado o limite superior do tônus durante o repouso - no terceiro trimestre as mulheres apresentaram um tônus basal menor do que nos dois primeiros trimestres. Esse dado pode sugerir que o aumento progressivo da massa corporal materna e do útero gravídico não são os únicos responsáveis pelo aumento do tônus muscular durante a gestação, de forma que outros fatores podem estar associados ao tônus elevado, principalmente nos primeiros trimestres gestacionais.

Wijma et al.25 investigaram as modificações na função da MAP ao longo da gestação e encontraram um aumento significativo na mobilidade da junção uretrovesical em repouso e durante a tosse, logo no início da gestação, reforçando que outros fatores, além do aumento da pressão provocada pelo útero, podem desencadear as disfunções no AP. Os autores sugerem que a ação hormonal no tecido conjuntivo do AP parece contribuir para as disfunções dos MAP ao longo da gestação.

O hormônio relaxina, secretado em maior quantidade no segundo trimestre gestacional, provoca o remodelamento dos tecidos conectivos, reduzindo suas forças de tensão, além das forças de outras estruturas, como o corpo e colo uterinos, as articulações pélvicas e os tecidos perineais, aumentando ainda mais a pressão sobre o AP26. Isso pode justificar os maiores valores de atividade elétrica dos MAP no repouso encontrados nas duas primeiras avaliações, realizadas no início do segundo e início do terceiro trimestres gestacionais. Tincello et al.27, porém, não identificaram associação entre a concentração do hormônio relaxina no segundo trimestre gestacional e a presença de disfunções do AP.

Outro resultado importante a ser destacado é a redução significativa nos valores da média do sinal da musculatura abdominal, no repouso e durante a contração sustentada. O aumento da circunferência abdominal na gestação ocasiona uma alteração no ângulo de inserção do músculo reto abdominal - e de todo o grupo muscular abdominal - provocando uma redução na habilidade de estabilizar a pelve e de sustentar o AP28), (29.

Sapsford et al.30 notaram que, quando a parede abdominal encontra-se relaxada ou com frouxidão, há uma diminuição na atividade eletromiográfica dos MAP, destacando que existe uma sinergia entre os MAP e os músculos abdominais. Dessa forma, considerando a coativação muscular dos MAP com a musculatura abdominal, esperava-se encontrar uma diminuição da atividade eletromiográfica dos MAP durante a contração sustentada, principalmente no terceiro trimestre. Entretanto, nossos resultados não mostraram diferença significativa da atividade elétrica dos MAP durante a CVM e a contração sustentada.

Assim, apesar da ação sinérgica entre os MAP e a musculatura abdominal estarem bem definidas na literatura, outros fatores podem influenciar no padrão de atividade eletromiográfica dos MAP durante a contração. Hodges et al.31 mostraram um aumento da resposta dos MAP durante a contração do músculo deltoide como parte do ajuste postural antecipatório. No presente estudo, observou-se cada contração de músculos acessórios solicitada, como os músculos adutores do quadril e glúteos, no lugar da contração isolada dos MAP. Nos casos em que a contração simultânea desses músculos ocorria, a contração dos MAP não era computada.

Algumas limitações metodológicas devem ser consideradas para os resultados deste estudo. Por se tratar de um estudo observacional transversal com avaliações apenas durante a gestação, a exata compreensão de fatores que podem ocasionar alterações no padrão de atividade elétrica dos MAP pode estar, em parte, comprometida. Estudos que avaliem os MAP de mulheres antes de engravidarem e também no período pós-parto podem contribuir para elucidação desses fatores.

CONCLUSÃO

O tônus basal do MAP e da musculatura abdominal se apresentou menor no terceiro trimestre, sugerindo que outros fatores além dos analisados nesse estudo, relacionados ao aumento da massa corporal materna, podem estar associados à sobrecarga nos MAP durante a gestação no primeiro trimestre. Essa sobrecarga pode fazer que as gestantes apresentem um tônus muscular alto, em relação ao limite superior apresentado na literatura, alterando o padrão de atividade eletromiográfica, principalmente no repouso, a fim de manter sua função de sustentação dos órgãos pélvicos e de continência. Para prevenir essa alteração, torna-se essencial que o fisioterapeuta avalie a função do MAP, principalmente durante o repouso e a contração sustentada, além de orientar sobre a importância da realização de exercícios que fortaleçam sua função neuromuscular, prevenindo a fadiga e suprindo o déficit muscular de maneira mais efetiva.

Cabe destacar que embora exista uma preocupação com políticas de ações voltadas à saúde da mulher, como a Rede Cegonha, esses programas não contemplam orientações específicas durante o pré-natal e puerpério quanto aos cuidados com o AP32. Para isso, é necessário que as equipes de profissionais de saúde envolvidos com a atenção pré-natal, incluindo o fisioterapeuta, possam se capacitar quanto a esses cuidados, a fim de viabilizar ações efetivas para a prevenção de queixas urinárias e possíveis disfunções do AP durante a gestação e no período pós-parto.

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