Expressão imunoistoquímica da endoglina (CD105) e do fator de von Willebrand em carcinoma epidermoide oral e sua relação com parâmetros clinicopatológicos

Expressão imunoistoquímica da endoglina (CD105) e do fator de von Willebrand em carcinoma epidermoide oral e sua relação com parâmetros clinicopatológicos

Autores:

Rodrigo Porpino Mafra,
Marianna Sampaio Serpa,
Salomão Israel Monteiro Lourenço Queiroz,
Ruth Lopes de Freitas Xavier Lima,
Lélia Batista de Souza,
Leão Pereira Pinto

ARTIGO ORIGINAL

Jornal Vascular Brasileiro

versão impressa ISSN 1677-5449versão On-line ISSN 1677-7301

J. vasc. bras. vol.15 no.1 Porto Alegre jan./mar. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/1677-5449.008615

INTRODUÇÃO

O câncer oral é uma das neoplasias malignas mais frequentes em cabeça e pescoço1. O Brasil é um dos países com maior incidência, sendo estimados, para o ano de 2014, 11.280 novos casos em homens e 4.010 em mulheres2. Entre as diferentes formas de câncer oral, o carcinoma epidermoide oral (CEO) representa 90 a 95% dos casos, sendo considerado um problema de saúde pública devido aos seus altos índices de mortalidade, atribuídos principalmente à resposta variada ao tratamento e à falha no diagnóstico precoce3,4.

Em função disso, diversos estudos acerca do uso de biomarcadores vêm sendo conduzidos, visando a uma melhor compreensão do comportamento biológico do CEO. Nessa perspectiva, a angiogênese tem sido associada à progressão de neoplasias malignas, visto que contribui para o crescimento tumoral e permite uma propagação hematogênica das células malignas, por meio de mecanismos celulares regulados por fatores angiogênicos. Entre esses fatores, incluem-se a endoglina e o fator de von Willebrand (FvW)5,6.

A endoglina, também conhecida como CD105, consiste em uma proteína transmembranar componente do receptor do fator transformador de crescimento-β (TGFβR), que é altamente expressa em células endoteliais vasculares humanas. A superexpressão do CD105 tem sido demonstrada na vasculatura tumoral, sendo sugerido o papel da referida molécula como um marcador de células endoteliais em proliferação7,8. O FvW é uma glicoproteína produzida exclusivamente pelas células endoteliais e pelos megacariócitos, sendo a sua imunoexpressão avaliada rotineiramente para a identificação de vasos sanguíneos em cortes histológicos. Tem sido relatado que, em muitos tumores sólidos, ocorre imunomarcação intensa para o FvW, que é correlacionada com prognóstico desfavorável9,10.

Embora haja estudos acerca de marcadores angiogênicos no CEO, existem resultados conflitantes na literatura8,11-15. Sendo assim, a presente pesquisa teve o objetivo de analisar a expressão imunoistoquímica do CD105 e do FvW em uma série de casos de CEO, determinando se os índices angiogênicos apresentam correlação com parâmetros clinicopatológicos do tumor. Pretende-se com isso, contribuir para uma maior compreensão do comportamento biológico do CEO, bem como avaliar o papel das proteínas estudadas como marcadores de progressão do tumor.

MÉTODOS

Para a realização desta pesquisa, foram selecionados 30 espécimes de CEO, arquivados em um hospital de referência em oncologia da cidade de Natal, RN, Brasil. Todos os pacientes foram tratados por excisão cirúrgica, sem radioterapia ou quimioterapia prévia. As informações relativas a idade, sexo, localização anatômica das lesões, estadiamento clínico Tumor, Nodo e Metástase (TNM) e presença ou ausência de metástases nodais foram obtidas dos prontuários arquivados no referido serviço. Como grupo controle, foram selecionados 10 casos de granulomas piogênicos (GPs) com localização em gengiva. O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da referida instituição (parecer nº 029/2007).

A partir dos espécimes selecionados e emblocados em parafina, foram obtidos cortes histológicos com 3 µm de espessura, estendidos em lâminas preparadas com adesivo à base de organosilano. Posteriormente, foram submetidos ao método da imunoistoquímica, pela técnica da estreptavidina-biotina, conforme os passos descritos a seguir: desparafinização; reidratação; recuperação antigênica; bloqueio da peroxidase endógena com solução de peróxido de hidrogênio a 3%; incubação com os anticorpos primários, conforme descrito na Tabela 1. Entre cada etapa da técnica, o material foi imerso em solução tampão Tris, pH 7,4.

Tabela 1 Especificidade, clone, fabricante, diluição, recuperação antigênica e tempo de incubação dos anticorpos primários. 

Especificidade Clone Fabricante Diluição Recuperação antigênica Incubação
CD105 SN6h Dako 1:500 Sem recuperação Overnight (18h)
FvW F8/86 Dako 1:50 Tripsina 0,4% + CaCl2 0,1%
pH 7,9; 37 ºC; 60 min
Overnight (18h)

CD105 = endoglina; FvW = fator de von Willebrand.

Posteriormente, os cortes histológicos foram incubados com o anticorpo secundário e o complexo estreptavidina-biotina (LSAB + System-HRP; Dako, Carpinteria, CA, EUA), por 30 minutos, a temperatura ambiente. Foi feita a revelação da reação com diaminobenzidina a 0,03% (Liquid DAB + Substrate; Dako, Carpinteria, CA, EUA), seguida de contracoloração com hematoxilina de Mayer. Em seguida, procedeu-se a desidratação e diafanização dos cortes histológicos e, por fim, montagem das lamínulas em resina Permount®. Cortes histológicos de GPs orais foram utilizados como controle positivo das reações com os anticorpos anti-CD105 e FvW. Como controle negativo, os anticorpos primários foram substituídos por albumina de soro bovino em solução salina fosfatada tamponada (PBS).

Análise imunoistoquímica

O índice angiogênico dos espécimes de CEO foi determinado através da imunoexpressão dos biomarcadores CD105 e FvW, empregando a técnica de contagem microvascular (MVC), seguindo o método proposto por Maeda et al.16. Em cada corte histológico examinado em microscopia de luz sob aumento de 40x, foram identificados os cinco campos com maior vascularização. Em seguida, sob aumento de 200x, os vasos foram quantificados nas áreas selecionadas. Para cada espécime, a MVC foi expressa como o número médio de vasos imunomarcados por campo microscópico. No processo de contagem, as células endoteliais isoladas e os arranjos celulares endoteliais, com ou sem lúmen conspícuo e corados positivamente, foram considerados vasos unitários.

Os espécimes foram classificados, de forma qualitativa, de acordo com as categorias: 1) ausência de marcação; 2) marcação fraca; 3) marcação intensa. Quanto ao padrão de distribuição dos vasos sanguíneos, foram atribuídos os escores: 1) ausência de marcação; 2) marcação focal; 3) marcação difusa.

Análise estatística

Os resultados foram submetidos a testes estatísticos com o auxílio do software Action 2.7. O teste U de Mann-Whitney foi aplicado com o propósito de verificar possíveis diferenças na MVC, com o uso dos biomarcadores CD105 e FvW, em relação a idade, sexo e estadiamento clínico TNM. Visando a avaliar a relação entre a MVC e a localização anatômica das lesões, foi realizado o teste H de Kruskal-Wallis, com posterior avaliação por pares pelo teste U de Mann-Whitney. Para verificar possíveis associações, foram utilizados os testes de qui-quadrado de Pearson e o teste exato de Fisher. Foi estabelecido um nível de significância de 5% (p < 0,05) para todos os testes estatísticos.

RESULTADOS

Caracterização da amostra

Conforme os dados referentes aos 30 casos de pacientes portadores de CEO estudados, metade era do sexo masculino e metade do sexo feminino. As idades variaram entre 31 a 90 anos, com média de 64,7±14,8 anos. A faixa etária compreendida entre 51 e 70 anos foi a mais acometida, correspondendo a 46,7% dos casos. Foram analisados espécimes de CEO de assoalho bucal, língua e região retromolar, selecionados de forma intencional, seguindo uma proporção 1:1:1. Dessa forma, os indivíduos da amostra foram classificados, conforme a localização anatômica, em três grupos, cada um destes constituído por 10 casos (33,3%) de CEO. Com relação ao estadiamento clínico TNM, predominaram as lesões nos estágios I e II (60%).

Análise imunoistoquímica

A reatividade celular observada para ambos os marcadores foi restrita ao citoplasma das células endoteliais perivasculares, isoladas e em grupos proliferantes, com ou sem lúmen distinto. Com relação à imunoexpressão do CD105, em 36,7% dos casos foi classificada como ausente, em 23,3% como focal e em 40% como difusa. Na avaliação para o FvW, a maioria (80%) foi difusa, com 16,7% sendo focal e apenas 3,3% sendo ausente. Quanto à intensidade, para o CD105, em 26,7% dos casos foi classificada como intensa, em 36,7% como ausente e em 36,7% como fraca. Para o FvW, na maioria dos casos a intensidade se apresentou como fraca (66,7%), enquanto que em 30% como intensa e em apenas 3,3% como ausente (Figuras 1 e 2). Na avaliação da relação entre os índices angiogênicos e idade, sexo e estadiamento clínico TNM, não foi observada diferença estatisticamente significativa.

Figura 1 Fotografia demonstrando a imunoexpressão do CD105 nas células endoteliais do CEO. Marcação intensa e focal (LSAB, 400x). 

Figura 2 Fotografia demonstrando a imunoexpressão do FvW nas células endoteliais do CEO. Marcação fraca e focal (LSAB, 400x). 

Na análise da localização anatômica das lesões estudadas, foi encontrada diferença significativa na imunomarcação para o FvW (Tabela 2). Na avaliação por pares da MVC com o marcador FvW, foi verificada diferença significativa entre o assoalho bucal e a região retromolar (p = 0,004). Contudo, nas comparações entre língua e região retromolar, bem como entre assoalho bucal e língua, não foi encontrada relação estatística (p = 0,151 e 0,112, respectivamente). A diferença referida na Tabela 2 é atribuída à comparação entre assoalho bucal e região retromolar. Quanto à expressão do CD105, não houve diferença significativa; porém, na avaliação por pares entre língua e região retromolar, tal diferença foi evidenciada (p = 0,042). Não houve diferenças significativas nas comparações entre assoalho bucal e região retromolar, tampouco entre assoalho bucal e língua (p = 0,081 e 0,790, respectivamente).

Tabela 2 Avaliação dos marcadores CD105 e FvW de acordo com a localização anatômica da lesão e o estadiamento clínico TNM. 

CD105 p FvW p
Média Med Q25-75 Min-Max Média Med Q25-75 Min-Max
Localização anatômica
Assoalho bucal 16,8 9,6 0,0-32,2 0,0-53,6 0,096 17,5 18,3 10,8-22,2 7,6-29,6 0,013
Língua 10,2 11,4 0,6-16,6 0,0-27,6 11,6 12,7 6,0-14,6 0,0-27,6
Região retromolar 3,2 0,0 0,0-7,0 0,0-13,2 7,4 5,7 3,4-9,2 1,2-21,2
Estágio TNM
I / II 8,9 2,8 0,0-13,8 0,0-43,2 0,664 12,5 13,1 5,8-21,0 0,0-27,6 0,735
III / IV 11,7 8 0,3-13,7 0,0-53,6 11,7 10,3 6,6-13,6 3,4-29,6

CD105 = endoglina; FvW = fator de von Willebrand; Med = mediana; Q25-75 = Quartis 25 e 75; Max = máximo; Min = mínimo.

DISCUSSÃO

O fenômeno da angiogênese, também conhecido como neoformação vascular, consiste na formação de vasos sanguíneos a partir de outros vasos pré-existentes. Em razão desse fenômeno ser fundamental em diversos processos patológicos e fisiológicos, incluindo inflamação, reparo e crescimento tumoral, pesquisas vêm sendo desenvolvidas no sentido de estimular ou inibir a angiogênese, ou mesmo quantificá-la17-19. Tendo em vista que os vasos neoformados oferecem um aporte nutricional para as células tumorais e estabelecem condições favoráveis para a disseminação metastática, alguns estudos têm buscado melhor esclarecer a relação entre a angiogênese e a progressão de neoplasias malignas6,20-22.

A respeito do CEO, considera-se que as lesões diagnosticadas em língua possuem prognóstico desfavorável, em decorrência de seu elevado potencial de desenvolvimento de metástases linfonodais regionais, o que se deve, em parte, ao rico suprimento de vasos sanguíneos e linfáticos nesse sítio anatômico23-25. No entanto, de acordo com nossos resultados, o assoalho bucal seria a região de maior preocupação, tendo em vista os achados da MVC, tanto para CD105 como para o FvW, sendo seguida pela língua.

Em concordância com estudos prévios20,26, a presente pesquisa não constatou nenhuma diferença estatisticamente significativa entre o índice angiogênico e a idade, em casos de CEO. Benevenuto et al.26, embora não tenham encontrado relações estatisticamente significativas entre os índices angiogênicos e a idade dos pacientes, argumentam que não se pode desconsiderar a possibilidade de haver variações qualitativas na vascularização entre pacientes jovens e mais velhos.

Quando avaliada a imunomarcação para os anticorpos CD105 e FvW nos casos de CEO, foi observado que as mulheres apresentaram um ligeiro aumento na contagem microvascular quando comparadas aos homens, embora não tenha sido evidenciada diferença estatisticamente significativa. Isso poderia sugerir que a angiogênese no CEO seria influenciada pelos hormônios femininos.

Neste estudo, assim como no de Shivamallappa et al.12, em relação ao estadiamento clínico TNM, não foi observada diferença estatisticamente significativa quando comparado aos marcadores angiogênicos. Porém, conforme visto na Tabela 2, quando comparado às médias da MVC do CD105 para os casos de estágio I-II (8,9 vasos imunomarcados) e III-IV (11,7 vasos imunomarcados), foi observado que houve um discreto aumento. Isso pode sugerir que há, de fato, um aumento do número de vasos com a evolução do tumor. Eshghyar et al.6 e Nair et al.8 afirmam que a imunoexpressão de CD105 é maior em estágios avançados do CEO do que em estágios iniciais e, ainda, que o referido marcador pode auxiliar na avaliação do potencial metastático da lesão.

Não há consenso na literatura sobre a designação do marcador imunoistoquímico que melhor oferece resultados na avaliação da angiogênese. Diversos autores6,19,27,28 afirmam que o CD105 é um excelente imunomarcador para a angiogênese. No entanto, em outros estudos11,29, o uso do anticorpo anti-FvW é recomendado para análise da vascularização. Nossos resultados sugerem que o FvW seria o marcador mais apropriado para a avaliação da angiogênese em casos de CEO, uma vez que apenas um caso teve marcação ausente para essa proteína, enquanto que onze casos não apresentaram imunomarcação para o CD105. Foi evidenciada uma imunorreatividade granular no citoplasma das células endoteliais perivasculares, marcadas positivamente pelo anti-FvW. Segundo Mitchell e Sohoen30, isso está relacionado aos corpos de Weibel-Palade, organelas exclusivas das células endoteliais, que são responsáveis por armazenar o FvW. A imunomarcação do FvW ocorreu com intensidade mais fraca que a verificada com o anticorpo anti-CD105, também em nível de citoplasma das células endoteliais perivasculares27,28. Frente a esse achado, pode-se sugerir que, durante a angiogênese, as células endoteliais expressam a endoglina em níveis superiores aos do FvW.

A localização anatômica é considerada um importante parâmetro relacionado à progressão e ao prognóstico do CEO24,31. Conforme verificado no presente estudo, os casos de CEO em assoalho bucal apresentaram maiores índices angiogênicos que as lesões em outros sítios, corroborando a influência da localização anatômica na agressividade do tumor.

A imunopositividade do CD105 e do FvW ocorreu na maioria dos casos estudados, o que corrobora a participação da angiogênese no desenvolvimento do CEO. Contudo, a despeito da importância desse fenômeno, os índices angiogênicos com os biomarcadores CD105 e FvW não revelaram relações significativas com o estadiamento clínico TNM. De forma semelhante, Benevenuto et al.26 não encontraram diferenças significativas entre o índice angiogênico (avaliado através da expressão do FvW) e o estadiamento clínico e a gradação histológica de malignidade do CEO.

Com base nos achados do presente estudo, sugere-se que a angiogênese contribui para o desenvolvimento do CEO, embora a análise quantitativa dos vasos sanguíneos no tecido neoplásico não tenha evidenciado associação com o estágio clínico da lesão.

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