Fisioterapia: a importância da união para a valorização da profissão

Fisioterapia: a importância da união para a valorização da profissão

Autores:

Amelia Pasqual Marques

ARTIGO ORIGINAL

Fisioterapia e Pesquisa

versão impressa ISSN 1809-2950versão On-line ISSN 2316-9117

Fisioter. Pesqui. vol.22 no.3 São Paulo jul./set. 2015

http://dx.doi.org/10.590/1809-2950/00000022032015

Há aproximadamente 60 anos, a Fisioterapia começou sua trajetória no Brasil. Começamos como técnicos em Fisioterapia, evoluímos para auxiliares e conquistamos a autonomia em 1969 como profissionais de nível superior.

Somente para relembrar, o Parecer nº 388, de 1963, do Conselho Federal de Educação diz que

a referida Comissão insiste na caracterização desses profissionais como auxiliares médicos que desempenham tarefas de caráter terapêutico sob a orientação e responsabilidade do médico. A este cabe dirigir, chefiar e liderar a equipe de reabilitação, dentro da qual são elementos básicos: o médico, o assistente social, o psicólogo, o fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional [...].

Não compete aos dois últimos o diagnóstico da doença ou da deficiência a ser corrigida. Cabe-lhes executar com perfeição, aquelas técnicas, aprendizagens e exercícios recomendados pelo médico, que conduzem à cura ou à recuperação dos parcialmente inválidos para a vida social. Daí haver a Comissão preferido que os novos profissionais paramédicos se chamassem Técnicos em Fisioterapia e Terapia Ocupacional (grifos meus) .

O Decreto Lei nº 938, de 13 de outubro de 1969, dispõe em seu art. 2º que "o fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional, diplomados por escolas e cursos reconhecidos, são profissionais de nível superior " (grifos meus), e no art. 3º que "é atividade privativa do fisioterapeuta executar métodos e técnicas fisioterápicas com a finalidade de restaurar, desenvolver e conservar a capacidade física do paciente" (grifos meus).

A nossa realidade mudou muito nos últimos 40 anos: no final da década de 1960, o Brasil tinha pouco mais de 600 profissionais e cinco cursos de fisioterapia. Hoje, temos mais de 500 cursos e somos aproximadamente 200 mil profissionais.

Mas nem tudo mudou, então precisamos fazer algumas reflexões: Como está a valorização da nossa profissão? Como cada um de nós está exercendo a profissão? O que temos feito para melhorar a visibilidade e a qualidade do nosso trabalho? Temos nos unido para conquistar remuneração justa? Temos valorizado nosso trabalho e exercido a atividade privativa do fisioterapeuta ou continuamos aceitando a prescrição médica?

Somos muitos, mas se não nos unirmos e lutarmos pela valorização profissional, nosso caminho será longo e tortuoso. Faça sua parte, valorize a Fisioterapia.

Amelia Pasqual Marques Editora chefe
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