Gestão de pessoas: do processo intuitivo ao People Analytics

Gestão de pessoas: do processo intuitivo ao People Analytics

Autores:

Quevellin Alves dos Santos

ARTIGO ORIGINAL

Einstein (São Paulo)

versão impressa ISSN 1679-4508versão On-line ISSN 2317-6385

Einstein (São Paulo) vol.16 no.2 São Paulo 2018 Epub 21-Jun-2018

http://dx.doi.org/10.1590/s1679-45082018ce4398

Caro editor,

Francis Bacon, em 1620, argumentava que o conhecimento científico não deveria ser baseado apenas em hipóteses intuitivas, eventualmente limitadas por estabelecer uma premissa antes de um experimento, restringindo, então, o raciocínio, de forma a corresponder a esta premissa. Atualmente o Big Data desencadeou mudanças em paradigmas passados. As novas pesquisas estão fundamentando-se em uma rede maciça de dados e não apenas em intuições.(1) Quando utilizado na gestão de pessoas, o Big Data tem sido denominado “People Analytics”, consistindo em um processo de levantamento e análise de um grande volume de dados dos trabalhadores de uma organização, para subsidiar o processo decisório relacionado à gestão de pessoas.(2) Seus benefícios estão em promover uma gestão de pessoas mais estratégica e fundamentada em dados objetivos. O perfil dos trabalhadores da área da saúde requer características pessoais e profissionais em consonância com o desenvolvimento atual da saúde, que caminha para inovação tecnológica e prática baseada em evidências.(3) Portanto, a transformação é organizacional e tecnológica, e, por trazer resultados eficazes para as empresas, acaba sendo muito mais extensa do que muitas organizações permeiam.(2)

REFERÊNCIAS

1. Mazzocchi F. Could Big Data be the end of theory in science? A few remarks on the epistemology of data-driven science. EMBO Rep. 2015;16(10):1250-5.
2. Waber B. People Analytics: how social sensing technology will transform business and what it tells us about the future of work. New Jersey: FT Press; 2013.
3. Ward MJ, Marsolo KA, Froehle CM. Applications of business analytics in healthcare. Bus Horiz. 2014;57(5):571-82.