Ideação suicida apresenta associação com asma e rinite alérgicas?

Ideação suicida apresenta associação com asma e rinite alérgicas?

Autores:

Martín Bedolla-Barajas,
Norma Angélica Pulido-Guillén,
Bolívar Vivar-Aburto,
Jaime Morales-Romero,
José Raúl Ortiz-Peregrina,
Martín Robles-Figueroa

ARTIGO ORIGINAL

Jornal Brasileiro de Pneumologia

versão impressa ISSN 1806-3713versão On-line ISSN 1806-3756

J. bras. pneumol. vol.44 no.1 São Paulo jan./fev. 2018

http://dx.doi.org/10.1590/s1806-37562017000000129

INTRODUÇÃO

A prevalência de ideação suicida (IS) na população geral é de aproximadamente 9%.1 No entanto, essa prevalência parece ser maior em pessoas com doenças crônicas, tais como diabetes, artrite, DPOC e asma.2-4

O comportamento suicida é um processo dinâmico; sua manifestação inicial é a ideação que pode levar à intenção de suicídio e, por fim, à consumação da mesma. Para explicar a propensão ao suicídio, um modelo proposto inclui a vulnerabilidade ao suicídio (história pessoal ou familiar de suicídio), a vulnerabilitade a transtornos de humor (presença de depressão maior ou transtorno bipolar) e a vulnerabilidade a alergias (há relatos de que a produção de IgE específica contra polens apresenta associação com essa propensão).5

As evidências sugerem a existência de uma associação entre IS e doenças alérgicas respiratórias, sendo a maioria desses resultados proveniente de estudos epidemiológicos,4,6,7 e um estudo não encontrou tal associação.8 Portanto, nosso principal objetivo foi verificar se a IS apresenta associação com doenças alérgicas respiratórias no contexto clínico de pacientes de um hospital universitário de ensino.

MÉTODOS

O presente estudo foi realizado em um hospital universitário que presta cuidados de saúde à população da área metropolitana de Guadalajara, México. Neste estudo transversal comparativo, os sujeitos foram recrutados consecutivamente em um ambulatório de imunologia e alergia entre março de 2013 e fevereiro de 2014.

Todos os pacientes foram submetidos a avaliação clínica e física. O diagnóstico de asma foi estabelecido de acordo com os critérios da Global Initiative for Asthma (GINA)9 e resultados de espirometria forçada mostrando obstrução ao fluxo aéreo e melhora significativa do VEF1 (≥ 12% e ≥ 200 ml) após a administração de 400 µg de salbutamol.10 Depois disso, os pacientes foram categorizados segundo a gravidade da asma de acordo com os critérios da GINA.9

A rinite alérgica foi definida como a presença de sintomas típicos: congestão nasal e coriza hialina, assim como espirros ou prurido nasal após exposição a aeroalérgenos. Os pacientes foram então distribuídos segundo sua evolução clínica de acordo com as diretrizes da Allergic Rhinitis and Its Impact on Asthma.11 A condição alérgica da asma e da rinite foi definida pela presença de pelo menos um teste cutâneo de puntura positivo para um painel de aeroalérgenos regionais. A interpretação desses testes foi realizada por um especialista em alergia, o qual interpretou os resultados de acordo com as recomendações da European Academy of Allergy and Clinical Immunology.12

Os pacientes (20-50 anos de idade) diagnosticados com asma alérgica ou rinite alérgica foram divididos em dois grupos. Aqueles com história de diabetes, hipertensão, câncer, doenças reumáticas ou qualquer outra doença crônica foram excluídos. Gestantes e lactantes também foram excluídas. Doadores de sangue saudáveis que vieram ao hospital durante o período de estudo e se voluntariaram para participar do estudo formaram um terceiro grupo (controle). Todos os participantes assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido.

Para a identificação da IS, todos os sujeitos de cada grupo preencheram a versão em espanhol do Beck Depression Inventory-II (BDI-II),13 uma lista de sintomas de 21 itens, com correspondentes questões de múltipla escolha (cada uma com pontuação variando de 0 a 3). A depressão foi confirmada se a pontuação final fosse maior que 13 pontos. O item 9 do BDI-II avalia a presença de pensamentos ou desejos suicidas nas últimas duas semanas e possui as seguintes opções de resposta: 0) “Não tenho pensamentos de me matar;” 1) “Tenho pensamentos de me matar, mas não os realizaria;” 2) “Gostaria de me matar;” e 3) “Eu me mataria se tivesse chance.” A IS foi definida como qualquer resposta diferente de 0 para esse item.

Os médicos (previamente treinados por um psicólogo) responsáveis pelo atendimento médico dos pacientes aplicaram o BDI-II nos pacientes no mesmo dia em que estes receberam o diagnóstico, assim como nos voluntários quando os mesmos assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.

Para a identificação da proporção de depressão e de IS nos três grupos, calculou-se a frequência relativa; além disso, foram utilizadas estatísticas descritivas. Para estabelecer a associação entre IS e doenças respiratórias atópicas e entre depressão e IS, as odds ratios foram calculadas com um intervalo de confiança de 95%. Considerou-se significativo qualquer valor de p menor que 0,05. As análises foram realizadas por meio do programa IBM SPSS Statistics, versão 20.0 (IBM Corporation, Armonk, NY, EUA).

O presente estudo foi supervisionado e aprovado pelo comitê de ética em pesquisa do hospital universitário. Durante o período de estudo, todos os participantes que apresentaram sintomas de IS ou de depressão foram enviados a um psicólogo para atendimento e cuidados especializados.

RESULTADOS

A amostra foi composta por 322 indivíduos, divididos em três grupos: asma alérgica (n = 115), rinite alérgica (n = 111) e controle (n = 96). A maioria dos sujeitos estava na quarta década de vida (Tabela 1). Observou-se uma significativa predominância do sexo feminino nos dois grupos de estudo. O consumo de álcool foi significativamente maior no grupo controle do que nos grupos asma alérgica e rinite alérgica (p < 0,001). A proporção de fumantes atuais foi maior no grupo controle do que no grupo asma alérgica (p < 0,001), mas foi semelhante entre o grupo rinite alérgica e o grupo controle (p > 0,05). As pontuações do BDI-II foram significativamente maiores nos grupos asma alérgica e rinite alérgica do que no grupo controle; no entanto, apenas os sujeitos com asma alérgica apresentaram uma frequência significativamente maior de depressão quando comparados com o grupo controle (p < 0,001). As proporções de sujeitos que apresentavam IS nos grupos asma alérgica, rinite alérgica e controle foram, respectivamente, de 14,8% (17/115), 11,7% (13/111) e 8,3% (8/96; Tabela 2). Não houve diferença estatisticamente significativa na frequência de IS em relação á gravidade das doenças alérgicas (p > 0,05; Tabela 3).

Tabela 1 Características clínicas da população estudada.a 

Variáveis Grupos
Asma alérgica Rinite alérgica Controle
(n = 115) (n = 111) (n = 96)
Idade, anos 36,2 ± 8,8 32,0 ± 10,4 32,1 ± 9,7
Sexo feminino 100 (87,0)* 82 (73,9)** 37 (38,5)
Tabagismo atual 8 (7,0)* 9 (8,1) 14 (14,5)
Consumo atual de álcool 21 (18,3)* 27 (24,3)** 49 (51,0)
Atividade física, ativo 57 (49,6)* 68 (61,3) 71 (74,0)
Horas de sono 7,3 ± 1,4 7,1 ± 1,7 7,5 ± 1.2
IMC, kg/m2 28,2 ± 6,4 26,1 ± 5,7 26,9 ± 3.7
Pontuação do BDI-II 13,0 ± 8,8* 9,7 ± 8,7* 6,7 ± 7,0
Depressão 52 (45,2)* 29 (26,1) 17 (17,7)

IMC: índice de massa corpórea; e BDI-II: Beck Depression Inventory-II. aValores expressos em n (%) ou média ± dp. *p < 0,001 (asma alérgica vs. controle). **p < 0,05 (rinite alérgica vs. controle).

Tabela 2 Prevalência de ideação suicida em relação ao tipo de doença respiratória. 

Grupo Participantes, n Ideação suicida
n % (IC95%)
Asma alérgica 115 17 14,8 (8,3-21,3)
Rinite alérgica 111 13 11,7 (5,7-17,7)
Controle 96 8 8,3 (2,8-13,8)

Tabela 3 Frequência de ideação suicida em relação ao grau de gravidade da doença alérgica.a 

Grupos Sintomas Ideação suicida
Sim Não p*
Rinite alérgica Frequência
(n = 111) Intermitente 3 (10,7) 25 (89,3) 0,85
Persistente 10 (12,0) 73 (88,0)
Gravidade
Leve 2 (9,1) 20 (90,9) 0,67
Moderada/grave 11 (12,4) 78 (87,6)
Asma alérgica Gravidade
(n = 115) Leve 8 (18,2) 36 (81,8) 0,70
Moderada 6 (12,0) 44 (88,0)
Grave 3 (14,3) 18 (85,7)

aValores expressos em n (%). *Teste do qui-quadrado

A presença de IS não apresentou diferença estatisticamente significativa nos grupos asma alérgica e rinite alérgica (OR = 1,98; p = 0,154; e OR = 1,46; p = 0,424, respectivamente) quando os mesmos foram comparados com o grupo controle (Tabela 4). No entanto, a presença de IS apresentou associação significativa com a presença de depressão nos três grupos (Tabela 5).

Tabela 4 Associação entre doenças respiratórias atópicas e ideação suicida nos grupos estudados. 

Grupos OR IC95% p
Controle 1 (referência) --- ---
Asma alérgica 1,98 0,78-4,64 0,154
Rinite alérgica 1,46 0,58-3,68 0,424

Tabela 5 Associação entre ideação suicida e depressão nos três grupos estudados.a 

Grupos OR IC95% p
Asma alérgica 12,36 2,67-57,15 0,001
Rinite alérgica 6,20 1,66-23,14 0,006
Controle 21,0 3,75-117,36 0,0005

aO grupo de comparação foi composto pelos sujeitos sem depressão.

DISCUSSÃO

Nossos resultados não mostram associação entre IS e doenças alérgicas respiratórias em adultos. No entanto, dão sustentação à associação entre depressão e IS.

A frequência de IS no grupo asma alérgica foi de 14,8%; essa proporção está dentro da faixa de resultados encontrados em dois grandes estudos epidemiológicos, que mostraram discordância quanto à prevalência de IS entre pacientes com asma: Clarke et al.4 relataram uma prevalência de IS (sem intenção suicida) de 12,1%, enquanto Druss et al.14 relataram uma prevalência de IS de 30,4%. Essas diferenças na prevalência de IS podem ser parcialmente explicadas pela forma como IS e asma foram definidas. Quando os resultados são obtidos em contexto clínico (11,5% e 12,6%),15,16 a proporção de pacientes asmáticos com IS é mais compatível com nossos resultados. Em relação à prevalência de IS em pacientes com rinite alérgica, há pouquíssimos estudos disponíveis; assim, nosso estudo fornece informações valiosas, uma vez que 11,7% dos participantes apresentavam IS, o que é semelhante aos resultados de Messias et al.,6 em que 10,5% da população entrevistada estava considerando seriamente suicidar-se.

Estudos anteriores já mostraram aumento do risco de IS entre pacientes com asma. Druss et al.14 relataram que sujeitos com asma apresentaram aumento de até dois terços na possibilidade de IS (OR = 1,69; p = 0,01). Em 2003, Goodwin et al.16 estudaram pacientes selecionados em unidades de atenção primária e relataram que a asma apresentou associação com a IS (OR = 1,9; IC95%: 1,3-3,4; p < 0,05), mesmo após ajuste para outras condições mentais. Em 2012, Goodwin et al.7 relataram um achado semelhante, uma vez que a asma apresentou associação significativa com aumento do risco de IS (OR = 1,77; IC95%: 1,97-5,39); no entanto, esse mesmo grupo de pesquisadores falhou parcialmente em documentar essa associação por meio de um estudo populacional (OR = 1,09; IC95%: 0,81-1,45), uma vez que só conseguiram encontrá-la quando a IS foi acompanhada pela intenção suicida (OR = 1,98; IC95%: 1,42-2,76).4 Consideramos que a associação positiva entre asma e IS apresentada nesses estudos anteriores possa ser consequência da avaliação diagnóstica inadequada e da falta de categorização dos fenótipos da asma, assim como da ausência de indivíduos livres de doença crônica. Em nosso estudo, não foi encontrada associação entre asma e IS, mesmo após confirmação diagnóstica por meio de testes de função pulmonar; no entanto, o fato de termos incluído apenas pacientes com sensibilização alérgica pode ter influenciado os resultados, uma vez que pacientes atópicos têm evolução clínica menos grave, são mais jovens e apresentam início da doença mais precoce quando comparados com pacientes com asma não alérgica.17 Essa circunstância poderia permitir que eles lidem melhor com a doença e aceitem melhor a mesma, reduzindo a possibilidade de terem pensamentos suicidas. No entanto, não encontramos associação entre a gravidade da asma (de acordo com os critérios da GINA)9 e a frequência de IS; isso dá sustentação ao fato de que nem a asma nem a atopia são fatores relacionados à IS e de que a depressão é a origem mais provável da mesma. Finalmente, o uso de medicamentos para o controle da asma também já foi implicado na etiologia da IS.15 Essa circunstância estava além do escopo do nosso estudo, pois a maioria dos pacientes utilizava broncodilatadores como única medida terapêutica (dados não apresentados).

Em nosso estudo, não conseguimos confirmar a associação entre rinite alérgica e IS. Esse resultado difere dos encontrados em outro estudo, no qual rinite alérgica sazonal apresentou relação estatística com IS (OR = 1,27; IC95%: 1,01-1,59) mas não com história de intenção de suicídio (OR = 1,16; IC95%: 0,89-1,52).6 No entanto, assim como na asma, essa associação deve ser interpretada com cautela, uma vez que o comportamento clínico da rinite alérgica sazonal difere do da rinite alérgica perene; além do mais, a intensidade dos sintomas pode ser um fator interveniente no risco para IS. Em nossa população com rinite alérgica, nem a gravidade nem a frequência dos sintomas apresentaram relação com IS; consequentemente, esse resultado dá mais sustentação ao conceito de que nem a asma nem a atopia são a origem da IS.

Comparando as frequências de IS em nossa amostra com as obtidas em um amplo estudo epidemiológico realizado no México18 (de 7,1% a 11,48% de acordo com a faixa etária), podemos confirmar que os resultados são semelhantes. Parece que, considerando a população mexicana pelo menos, a associação de asma e rinite alérgica com IS é improvável e que outros fatores são a principal fonte desse tipo de comportamento.

O fator mais significativo associado com IS em pacientes com doenças alérgicas respiratórias foi a depressão. Um achado semelhante foi relatado por Botega et al.19 utilizando uma coorte de pacientes admitidos nos serviços de doenças infecciosas, oncologia e hematologia de um hospital universitário (OR = 9,1; IC95%: 6,4-12,9; p = 0,0001). Em outro estudo,20 os resultados foram conflitantes, uma vez que a pesquisa mostrou que problemas de tireoide, convulsões, síncope e doenças hepáticas apresentaram associação com IS independentemente da idade dos pacientes e da presença de depressão. No entanto, os autores não encontraram associação entre IS e eventos mais graves de acidente vascular cerebral (OR = 1,63; IC95%: 0,78-3,40; p = 0,19), em que a depressão foi o fator gerador de IS.20 Com base nos resultados encontrados em nossa amostra, acreditamos que a doença em si não é o mais importante fator de promoção da IS, uma vez que constatamos que a depressão foi o componente que explicou esse comportamento; isso ficou ainda mais estabelecido, uma vez que os sujeitos do grupo controle apresentaram esse achado semelhante. Ademais, outros fatores, tais como desemprego, tabagismo, consumo de álcool, depressão, hospitalização, baixa renda, história de crise financeira, dor crônica, história de doenças psiquiátricas e distúrbios do sono, entre outros, devem ser considerados como fatores que também intervêm no desenvolvimento da IS.1,21-23

Um estudo de base populacional realizado na Dinamarca mostrou que pessoas com história de doenças atópicas apresentavam maior risco de suicídio.24 Ademais, há regiões no mundo onde se relata um aumento substancial do número de suicídios durante a primavera. Uma possível explicação para esses fenômenos tem a ver com as concentrações de pólen no ar.25 No entanto, esse não é o caso de todos os tipos de pólen, e, aparentemente, só foi observado em mulheres.26 Além disso, um estudo recente não conseguiu replicar esses achados.8 Até onde sabemos, estudos sobre a relação entre IS e doenças alérgicas são escassos, e, nesse sentido, nosso estudo fornece informações relevantes.

Do ponto de vista molecular, há cada vez mais evidências de que diversos mediadores de inflamação desempenham um papel importante na fisiopatologia da depressão maior e do comportamento suicida, uma vez que foi documentada uma associação positiva entre tendências suicidas e níveis séricos de L-2, IL-6, IL-8, TNF-α e VEGF.27 Os neuropeptídeos, tais como o fator de liberação de corticotropina, a substância P, a colecistoquinina e o neuropeptídeo Y, também já foram implicados.28

Quanto às limitações do nosso estudo, a identificação de IS e depressão não foi confirmada por meio de um instrumento preciso. Utilizamos o BDI-II, que já foi validado em múltiplas ocasiões; no entanto, essa ferramenta só determina a presença de IS nas últimas duas semanas, e isso pode refletir a presença de fatores psicológicos desencadeantes além da influência da alergia na IS. Com o propósito de não superestimar a freqüência de IS, excluímos adolescentes e adultos idosos de nosso estudo, uma vez que a proporção relatada de IS nessas faixas etárias é maior. Portanto, nossos resultados devem ser interpretados com cautela em relação à idade. Da mesma forma, destacamos o fato de que os resultados deste estudo refletem o comportamento de indivíduos altamente selecionados que também foram recrutados em um hospital que atende a população geral de uma área onde a maioria dos pacientes tem baixo nível socioeconômico. Outra limitação foi a desproporção de gênero dos grupos rinite alérgica e asma alérgica quando comparados com o grupo controle. Outros tipos de variáveis, tais como desemprego, tabagismo, consumo de álcool, perda recente de entes queridos e distúrbios do sono, não foram considerados na análise de dados. Entretanto, entre os pontos fortes do presente estudo, devemos destacar que o diagnóstico de asma alérgica não foi feito com base em questionários ou revisão de prontuários médicos; o mesmo foi estabelecido pela história clínica, exame físico e testes de função pulmonar compatíveis com obstrução reversível das vias aéreas, enquanto atopia foi definida por um resultado positivo no teste cutâneo de puntura para um painel de aeroalérgenos regionais.

Em resumo, nossos achados contradizem a hipótese de associação entre doenças alérgicas respiratórias ou a gravidade das mesmas e IS; na verdade, nossos resultados mostram que a IS é outro componente do espectro de sintomas da depressão.

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