Imagem corporal de adolescentes do sexo feminino saudáveis e sua associação com a atividade física: revisão sistemática

Imagem corporal de adolescentes do sexo feminino saudáveis e sua associação com a atividade física: revisão sistemática

Autores:

Roberta Luksevicius Rica,
Danilo Sales Bocalini,
Maria Luiza de Jesus Miranda,
Vitor Engrácia Valenti,
Eliane Florêncio Gama

ARTIGO ORIGINAL

Ciência & Saúde Coletiva

versão impressa ISSN 1413-8123versão On-line ISSN 1678-4561

Ciênc. saúde coletiva vol.23 no.11 Rio de Janeiro nov. 2018

http://dx.doi.org/10.1590/1413-812320182311.24312016

Abstract

The aim of this study was to evaluate the related scientific production on body image in healthy female adolescents and its association with physical activity. A systematic review of national and international journals was conducted using the major electronic databases. The following inclusion criteria selection were used: sample of female adolescents, with different results; papers in English, Spanish and Portuguese; papers published from 2005 to 2015. Eighteen studies were included and carefully analyzed. The most published paper concentrations were found in Europe (61.2 %). Several studies (95%) used questionnaires as a research instrument to assess physical activity and 55% studies used scales to analyze the body image. No increase was found in the production of literature involving body image study and physical active behavior in healthy female adolescents. In conclusion, the main findings of this review relate to the lack of parameters for the measurement of physical activity and body image analysis. Thus, although it is a current thematic area in the literature, it is possible to consider that the diversity of methodological design between studies makes it difficult to compare the data, making it imperative to standardize instruments and definitions.

Key words: Physical activity; Body image; Adolescents

Introdução

Sabe-se que durante as duas primeiras décadas da vida, a principal atividade do organismo humano é crescer e desenvolver, sendo que esses fenômenos ocorrem simultaneamente, e a velocidade está associada ao nível maturacional e as experiências vivenciadas1. Ademais, as alterações corporais características dessa fase da vida podem também interferir na imagem corporal. A Imagem corporal é um conceito multidimensional que inclui a dimensão perceptual, atitudinal, afetiva e comportamental2. Slate e Tiggemann3 definem imagem corporal como “uma figura que temos em nossa mente do tamanho e forma do seu corpo e o sentimento com relação às características e as constituições das partes do corpo”. O desenvolvimento da imagem corporal é intimamente ligado à estruturação da identidade no seio de um grupo social4. Sabe-se que, entre mulheres da cultura ocidental, preocupações com a imagem e o peso corporal são comuns5.

Por mais que os estudos demonstrem que a preocupação com o corpo na adolescência é grande, o sedentarismo é tão grave e a prevalência é tão alta, que as organizações científicas e médicas declararam que o sedentarismo e a inatividade física como um dos maiores problemas de Saúde Pública das grandes cidades6. Assim, maiores níveis de prática de atividade física parece ser um fator determinante da saúde, que por sua vez, poderá melhorar a percepção da qualidade vida7.

A análise do papel da atividade física na adolescência pode contribuir na melhor compreensão sobre esta relação, propiciando um melhor direcionamento das ações dos programas de promoção da saúde. Alberto et al.8 demonstraram em uma revisão sistemática sobre nível de atividade física e adolescentes no Brasil, que 81% dos artigos publicados foram de 2009 a 2011, demonstrando o quanto o tema é atual e contemporâneo quando refere-se a publicações. Porém, a relação entre atividade física e imagem corporal em indivíduos saudáveis ainda não é muito difundida na literatura, sendo a imagem corporal pouco utilizada para analisar pessoas saudáveis9. Uma análise sistemática acerca do assunto em questão torna-se de interesse para pesquisadores e clínicos de diversas áreas, no que tange ao progresso de novos tratamentos e desenvolvimento de novos protocolos científicos.

Desta forma, o objetivo deste estudo foi realizar uma revisão sistemática e descrever itens de análise da produção científica relacionada a imagem corporal em adolescentes do sexo feminino saudáveis e sua associação com a atividade física.

Métodos

A revisão sistemática foi conduzida em concordância com o Pre-ferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) Statement10,11.

Estratégia de pesquisa e seleção dos estudos

A revisão sistemática da literatura foi realizada em bases de dados eletrônicas. A busca eletrônica foi conduzida nas seguintes bases de dados: Medline/PubMed, Science Direct, Sports Discus e Scielo. Para selecionar os descritores foi feita uma análise no MeSh terms (“Medical Subject Headings”) do PubMed e nos DeCs (Descritores em Ciência da Saúde). Foram selecionadas as palavras Imagem Corporal e Adolescentes. A princípio, o termo a ser utilizado era atividade motora, por ser um termo utilizado nos DeCs e no MeSh Terms. Porém, foi percebido que quando utilizamos o termo atividade motora, não foram encontrados tantos artigos quanto quando inserimos o termo Atividade Física. Portanto, atividade física foi selecionado por ter uma quantidade maior de artigos nos resultados nas bases de dados do que Atividade Motora. O termo atividade física é um sinônimo nos DeCs e um Entry Terms do PubMed. A busca foi realizada em agosto e setembro de 2015.

Cada termo foi inserido nas bases de dados e foram sendo associados a outras palavras chave. Inicialmente foi realizada a análise dos títulos dos manuscritos, seguido da leitura do resumo. Após esta análise, todos os artigos que atenderam os critérios de inclusão foram selecionados.

Os artigos selecionados deveriam preencher os seguintes critérios de inclusão: artigos que discriminam em seus resultados a variável imagem corporal de adolescentes segundo o sexo (masculino e feminino); artigos em inglês, espanhol e português; data de publicação de janeiro de 2005 a 15 de setembro de 2015. Os critérios de exclusão foram: pesquisas realizadas apenas com indivíduos do sexo masculino; adolescentes diagnosticados com patologias; apenas análises qualitativas para imagem corporal, artigos de revisão, dissertações e teses.

Após esta seleção, todos os artigos selecionados foram obtidos na íntegra e posteriormente examinados de acordo com os critérios de inclusão e exclusão estabelecidos. Foram retirados 26 artigos que estavam duplicados (em mais de uma base eletrônica).

Resultados

Foram incluídos artigos de pesquisa de um ou mais domínios da atividade física (lazer, deslocamentos, atividades domésticas e ocupacionais) ou esportes conforme demonstrado no fluxograma (Figura 1).

Figura 1 Fluxograma da seleção de artigos. 

Combinando-se todos os métodos de busca, foram identificados 18 artigos preenchendo os critérios de inclusão conforme visualizado na Tabela 1.

Tabela 1 Distribuição dos artigos elegíveis para a revisão por base de dados segundo aplicação dos critérios de seleção. 

Descritores
Adolescente + IC Adolescente, IC + AF 2005 - 2015 Leitura dos títulos e abstract Após retirada das duplicadas e aplicação dos critérios
Pub Med 7341 569 375 15 5
Med Line 6039 279 214 46 4
Science Direct 40053 18813 8409 169 5
Sport Discus 347 88 81 24 4
Scielo 11 1 0 0 0
Total 53791 19750 9079 254 18

IC: imagem corporal. AF: atividade física.

Na Tabela 2 estão descritos os estudos em relação aos seguintes itens: ano de publicação, periódico e seu fator de impacto, país onde foi realizado o estudo, o tipo de estudo, características da amostra, e os instrumentos que analisaram a Atividade Física e a Imagem Corporal.

Tabela 2 Síntese dos artigos selecionados. 

Autor Periódico Fator de impacto Tipo de estudo Amostra feminina Idade Faixa etária Instrumento de Análise da AF Instrumento de análise de IC
Slater e Tiggemann, 20113 (Australia) J Adolescence (Inglaterra) 1,957 Não relatado pelo autor 332 14,47 ± 0,62 12 a 16 anos Questionário próprio Body Shame Scale, uma subscala do Objectified Body Consciousness Scale
Abbot e Barber, 201112 (Australia) Psychol Sport Exerc (Dinamarca) 1,900 Transversal 1002 14,6 ± 1,08 12 a 16 anos Questionário próprio Embodied Image Scale
Altintas et al., 201413 (Turquia) Ann Hum Biol (Inglaterra) 1,273 Transversal 1012 15,01 ± 1,88 11 a 18 anos Weekly ActivityChecklist Body Image Satisfaction Scale (BIS)
Burgess et al., 200614 (Inglaterra) Body Image (Holanda) 2,042 Não relatado pelo autor (intervenção de 6 semanas de aeróbica) 50 13,5 ± 0,3 13 a 14 anos Intervenção de 6 semanas de aeróbica e aplicação de CY-PSPP (antes, durante e depois) The Body Attitudes Questionnaire (BAQ)
Dyremyhr et al., 201415 (Noruega) J Environ Public Health (Suiça) 2,063 Transversal 1291 NM NM Questionário próprio (baseado na Organização Mundial da Saúde) Questionário próprio (baseado na Organização Mundial da Saúde)
Finne et al., 201116 (Alemanha) IJBNPA (Alemanha) 4,110 Não relatado pelo autor 3238 NM 11 a 17 anos Questionário próprio Body dissatisfaction (BDS), perguntaram se eles se acham: “magra demais”, “um pouco magra demais”, “exatamente o peso certo”, “um pouco gorda demais”, ou “muito gorda demais”
Haugen et al., 201317 (Noruega) Pediatr Exerc Sci (EUA) 1,452 Transversal 889 NM 15 anos Questionário próprio Physical Appearance (APP)
Jankauskiené e Kardelis, 200418 (Lituania) Medicina (Kaunas) (Lituania) 0,494 Não relatado pelo autor 405 16,9 ± 0,4 NM Questionário próprio Questionário próprio
Kantanista et al., 201519 (Polonia) Body Image (Holanda) 2,042 Não relatado pelo autor 1702 15,05 ± 0,82 14 a 16 anos Physical Activity Screening Measure Feelings and Attitudes Towards the Body Scale
Kirchengast e Marosi, 200820 (Austria) Coll Antropol (Croacia) 0,610 Transversal 354 14,6 ± 2,3 11 a 18 anos Entrevista própria Entrevista baseada no questionário de Buddeberg-Fischer (2000)
Kololo et al., 201221 (Polonia) Hum Movement Sci (Holanda) 1,598 Não relatado pelo autor 1191 NM 15 anos MVPA indicator Body Image Subscale –sub escalas que compõem o Body Investment Scale.
Markland, Ingledew, 200722 (Inglaterra) Psychol Sport Exerc (Dinamarca) 1,900 Transversal 48 16,88 ± 0,79 NM Behavioral Regulation in Exercise e Leisure Time Exercise Questionnaire (LTEQ) Questionnaire-2 (BREQ-2) Figure Rating Scale
Niven et al., 200723 (Escocia) Pediatr Exerc Sci (EUA) 1,452 Transversal 208 11,83 ± 0,39 NM Physical Activity Questionnaire for children (PAQ-C) Children and Youth’s Physical Self-Perception Profile (CY-PSPP)
Ryan et al., 200924 (EUA) I J Fitness (India) x Não relatado pelo autor 485 NM 11 a 16 anos Questionário modificado por Hallinanand Schüler (1993) Escala de Silhueta já utilizada em dois artigos anteriores, porém não especificam os autores
Savage et al., 200925 (EUA) IJBNPA (Alemanha) 4,110 Longitudinal 166 15 ± 0,8 15 a 16 anos The Leisure-Time Exercise Questionnaire (LTEQ) The Body Areas Satisfaction Scale (BASS)
Wahida et al., 201126 (Malasia) Mal J Nutr (Malásia) 0,068 Transversal 197 NM 13 a 14 anos The Physical Activity Questionnaire for Older Children (PAQ-C) Contour Drawing Rating Scale Knowledge Inventory (WMKI)
Wang et al., 200927 (EUA) BMC Public Health (Inglaterra) 2,26 Transversal 252 11,9 ± 1,0 NM Questionário adaptado de Girls Health Enrichment Multi-Site Studies (GEMS) Avaliada através de dois perguntas: a) “Como você descreveria seu peso” (baixo peso, peso normal, um pouco acima do peso, muito acima do peso) e b) “Eu me sinto mal sobre mim por causa do meu peso?” (muito verdade, um pouco de verdade, não é verdade, não posso dizer)
Zach et al., 201328 (Israel) Eur J Sport Sci (inglaterra) 1,550 Transversal 3457 15,20 ± 1,60 NM National Health and Nutrition Survey Uma foto com cinco silhuetas diferentes.

NM: não mencionado pelos autores.

Os estudos selecionados possuíam uma amostra de 11 a 17 anos, com idade média de 14 ± 2 anos. Sobre as revistas em que foram publicados, podemos dizer que houve grande variação na seleção de periódicos com poucos estudos publicados em periódicos especializados ao tema. Foram encontradas 14 revistas com os artigos, sendo a maior proporção de 2 artigos por revista (Figura 2).

Figura 2 Revistas publicadas. PES: Pedriatric Exercise Science, IJF: International Journal Fitness, IJBNPA: International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity, MJN: Malays J Nutri, PH: BMC-Public Health, EJSS: Eur J Sport Exer, AHB: Ann Hum Biol, BI: Body Image, JEPH: J Environ Public Health, MK: Medicine Kaunas, CA: Coll Antropol, HMS: Hum Movement Science. 

Foi observada uma disparidade continental nas publicações, a maioria dos estudos foram realizados na Europa (61,2%) e os demais foram distribuídos entre os continentes Americano (16,6%), Asiático (11,1%) e Oceania (11,1%). Porém, quando analisamos qual país pertence a revista de publicação, a diferença ainda é maior, sendo 83,33% de revistas europeias, 11,11% de revistas americanas (sendo todas dos EUA) e 5,56% asiáticas. Não foi encontrado nenhum estudo em revistas brasileiras e nenhuma revista da Oceania considerando os bancos de dados e o período analisado neste estudo. Sobre o fator de impacto das revistas encontradas, 5% não havia fator de impacto. A média da pontuação foi de 1,81 ± 1,02. Até 1 ponto obtivemos 3 revistas (18%), de 1 a 2 pontos 8 revistas (47%) e mais de 2 pontos 6 revistas (35%).

Sobre os anos de publicação (Figura 3), podemos perceber que nos 10 anos pesquisados houve uma estabilidade nas publicações, havendo apenas uma elevação em 2011 com 4 artigos publicados.

Figura 3 Ano das publicações. 

Para mensurar a imagem corporal, 5 artigos criaram métodos próprios, sendo 40% escalas e 60% questionários. Em relação aos demais (13 artigos) 55%utilizaram escalas e 34% utilizaram questionários.

Em relação ao método de mensuração de atividade física, quase todos os estudos (95%) utilizaram questionários. Entre os 17 estudos que utilizaram questionários, 41% foram conduzidos com instrumentos criados pelos autores, 11,7% adaptaram questionários já existentes e apenas 1 artigo (5%) realizou intervenção.

Discussão

Esta revisão analisou a literatura a respeito dos instrumentos de avaliação do nível de atividade física e da imagem corporal e suas relações em adolescentes do sexo feminino. Essa análise poderá auxiliar no planejamento de novas pesquisas referente as escolhas de instrumentos adequados para análises da imagem corporal, pois oferece um panorama sintético das variáveis e instrumentos utilizados nesses estudos.

Alguns aspectos metodológicos da presente revisão devem ser considerados. A definição operacional adotada foi a exclusão de monografias, dissertações e teses. Apesar de fazerem parte do escopo do conhecimento científico da área, seria inviável logisticamente realizar uma busca sistemática desse material.

A análise dos domínios da atividade física também diferiu entre os estudos. Seguindo a tendência da literatura internacional, o lazer é o domínio mais frequentemente investigado. Entretanto, observa-se crescente interesse pelas atividades físicas realizadas como meio de deslocamento, trabalho e atividades domésticas, analisadas de forma separada ou formando um escore geral de atividades físicas29. Na presente revisão, 17 artigos avaliaram exclusivamente a atividade física realizada durante a semana, contabilizando a sua frequência e não especificando onde qual atividade física foi realizada, apenas 1 estudo realizou intervenção.

Os dados da presente revisão não indicam crescimento da pesquisa em imagem corporal, atividade física em adolescentes saudáveis, o que é um achado importante. Por outro lado, discrepâncias são evidentes quando nos referimos a região de origem dos estudos. Como exemplo, citamos a maior concentração de estudos europeus, tornado carente a compreensão do fenômeno nas demais regiões é preocupante, visto que a imagem corporal, os níveis de atividade física e fatores associados podem variar de acordo com a localização geográfica, limitando a generalização dos resultados das pesquisas. Curiosamente, não foi encontrado nenhum estudo nacional sobre imagem corporal, nível de atividade física em adolescentes saudáveis. Tal investigação seria importante para que fosse possível comparar com outros países.

Outro aspecto a ser destacado é que a maior parte dos estudos avaliou a atividade física de forma descritiva ou transversal, mostrando carência de estudos com outros delineamentos – coorte, caso-controle e intervenção, resultados similares foram encontrados por outros estudos30,31.

Nesta perspectiva é possível considerar que a alta predominância da utilização de questionários deve-se a facilidade na coleta bem como ao baixo custo do instrumento. Por outro lado, esses apresentam limitações quanto a precisão na lembrança da duração, freqüência e intensidade, sendo mais suscetíveis a viés mesmo que alguns estudos apresentem evidências de validade e confiabilidade para esse método32-35.

Também são necessários estudos sobre os efeitos em longo prazo da prática de atividade física sobre a imagem corporal. Com relação aos instrumentos de mensuração de atividade física e imagem corporal, os questionários e escalas subsequentes foram os métodos mais utilizados. Apesar de vantagens importantes, como o baixo custo e a rapidez na obtenção dos dados, os questionários e escalas são métodos subjetivos e, portanto, com maior margem de erro quando comparados a medidas mais diretas. Além disso, os questionários empregados deveriam ser preferencialmente validados, para minimizar erros de mensuração. Outro ponto de extrema importância corresponde a validação dos instrumentos utilizados pelos estudos analisados, a maioria destes estudos utilizaram questionários não validados, e os dados sobre validade e reprodutibilidade dos instrumentos são raramente apresentados e discutidos nos artigos.

Considerações finais

Os principais achados da presente revisão refere-se a falta de padrão na mensuração da atividade física e na análise da imagem corporal analisados simultaneamente, onde muitos artigos criaram métodos próprios, sem validações científicas. Apesar da relevância desses estudos, a comparação com dados de outros estudos se torna inviável. Dessa forma, é possível considerar que a diversidade de delineamento metodológico entre os estudos dificultam a comparação entre os dados, tornado imperativa a padronização de instrumentos e definições essenciais para o avanço científico da área.

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