Instrumentos de avaliação cognitiva utilizados nos últimos cinco anos em idosos brasileiros

Instrumentos de avaliação cognitiva utilizados nos últimos cinco anos em idosos brasileiros

Autores:

Núbia Isabela Macêdo Martins,
Priscila Romão Caldas,
Etenildo Dantas Cabral,
Carla Cabral dos Santos Accioly Lins,
Maria das Graças Wanderley de Sales Coriolano

ARTIGO ORIGINAL

Ciência & Saúde Coletiva

versão impressa ISSN 1413-8123versão On-line ISSN 1678-4561

Ciênc. saúde coletiva vol.24 no.7 Rio de Janeiro jul. 2019 Epub 22-Jul-2019

http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232018247.20862017

Introdução

O envelhecimento e o aumento da longevidade da população brasileira e suas consequências é objeto de estudo há anos. De acordo com os resultados do censo realizado pelo IBGE, em 2010, os idosos brasileiros já totalizavam 11% da população e nas próximas décadas, em 2030, estima-se que já serão 13,4% da população1.

O idoso está exposto a perdas funcionais que se originam do processo de envelhecimento em si (senescência) e/ou do acometimento de enfermidades (senilidade). Ademais, algumas doenças possuem uma prevalência maior nessa faixa etária, como é o caso das demências, a mais comum sendo a Doença de Alzheimer, que apresenta déficits cognitivos debilitantes2.

Para que o déficit cognitivo seja detectado e monitorado de forma confiável são necessários dados fornecidos por familiares/cuidadores, a observação do paciente e a identificação da sua história clínica, além da aplicação de testes padronizados3. Esses testes podem ser exames de imagem, exames bioquímicos e/ou instrumentos de avaliação. Em relação à escolha de qual instrumento de avaliação cognitiva utilizar, deve-se ponderar sobre sua confiabilidade e se o resultado do seu escore reflete a real situação do paciente sem influência de outros fatores, como quadro depressivo, delirium, baixa escolaridade ou hipoacusia3.

Com o objetivo de analisar a produção científica recente sobre uso de instrumentos de avaliação cognitiva em idosos brasileiros buscou-se, portanto, nessa revisão integrativa, responder a seguinte pergunta: Quais instrumentos são atualmente utilizados para avaliação cognitiva em idosos brasileiros? Em decorrência dos achados, analisar as características dos instrumentos mais utilizados.

Método

Após definição da pergunta condutora, os instrumentos foram identificados por meio das seguintes etapas: 1) estabelecimento dos critérios de inclusão (artigos originais publicados em inglês e português, de 2012 a 2016, com critério de idade definido para ser considerado idoso e com escore maior que 6 no CASP) e de exclusão (ser resumo de congresso); 2) buscas utilizando os seguintes Descritores em Ciência da Saúde (DeCS) e operadores booleanos: [“cognition” OR “dementia” AND “geriatric assessment”], nas bases de dados: Scopus, Bireme, Pubmed e Web of Science, em novembro de 2016; 3) pré-seleção dos artigos através da leitura dos títulos e resumos e exclusão daqueles em duplicata; 4) avaliação crítica dos artigos após leitura na íntegra e 5) apresentação e discussão dos resultados. As etapas foram realizadas por dois revisores de forma independente, chegando-se a um consenso nos casos de discordâncias a partir da opinião de um terceiro revisor.

A avaliação crítica dos artigos foi feita por meio do uso de dois instrumentos, o Critical Appraisal Skill Programme (CASP) adaptado, que classifica a qualidade do artigo de 0 a 10, sendo o escore a partir de 6 indicador de boa qualidade metodológica e viés reduzido, e o Agency for Healthcare and Research and Quality (AHRQ), que classifica de forma hierárquica o nível de evidência do estudo em: (I) revisão sistemática ou metanálise; (II) ensaios clínicos randomizados; (III) ensaios clínicos sem randomização; (IV) estudos de coorte e de caso-controle; (V) revisão sistemática de estudos descritivos e qualitativos e (VI) estudo descritivo ou qualitativo4,5.

Resultados

O processo de seleção de artigos das bases de dados Web of Science, Pubmed, Scopus e Bireme encontra-se sintetizado na Figura 1. A amostra final foi composta por 100 artigos6-105, destes 80% na língua inglesa e 20% na portuguesa, selecionados de acordo com os critérios estabelecidos e após avaliação crítica.

Figura 1 . Fluxograma relacionado ao processo de seleção dos artigos. 

A maioria dos estudos concentrou-se na região Sudeste (72%), e Sul (12%) com frequência de publicação maior no ano de 2014 (30%) e 2012 (23%). O critério etário predominante para ser considerado idoso foi ≥60 (64%) e o nível de evidência VI (68%), segundo o instrumento AHRQ, destacou-se dentre os demais, seguido do IV (16%).

Quanto aos tipos de desenho dos estudos, a maioria analisada (84%) foi observacional, sendo 68% do tipo Transversal, 14% Coorte e 2% Caso-controle. Dos ensaios clínicos, 9% foi não randomizado e 7% randomizado.

Foram utilizados 61 instrumentos para avaliação cognitiva de idosos brasileiros nos últimos cinco anos (Quadro 1). A maioria são testes breves, com tempo de aplicação menor que 20 minutos.

Quadro 1 Instrumentos de avaliação cognitiva utilizados em estudos com idosos brasileiros entre 2012 e 2016. 

Instrumento N (%) Uso Domínios que avalia Versões n %
MEEM 90 (90%) . Seleção de amostra . Rastreio . Correlação com escores de outros testes . Avaliar efeito de intervenção . Avaliar associação e risco . Auxiliar em procedimentos diagnósticos . Comparar médias entre grupos . Acompanhar evolução de doença Orientação temporal Orientação espacial Memória imediata e tardia Atenção Cálculo Linguagem Praxia construtiva Brucki et al., 2003 31 34,4
Bertolucci et al., 1994 15 16,7
Lourenço e Veras, 2006a 10 11,1
Folstein et al., 1975 8 8,9
Almeida, 1998 6 6,7
Icaza e Albala, 1999 5 5,6
Herrera et al., 2002 3 3,3
Castro-Costa et al., 2008 2 2,2
Bottino et al., 2001 2 2,2
Kochhann et al. 1 1,1
Nitrini et al., 2007 1 1,1
Nitrini et al., 1994 1 1,1
Seabra et al., 1990 1 1,1
Não cita 4 4,4
Teste de fluência verbal 24 (24%) Seleção de amostra Rastreio Correlação com escores de outros testes Avaliar efeito de intervenção Avaliar associação e risco Auxiliar em procedimentos diagnósticos Comparar médias entre grupos Acompanhar evolução de doença Linguagem Memória semântica Funções executivas Semântica (animais) 16 66,7
Semântica (animaisb e frutasa) 2 8,3
Semântica (animais e supermercado) 1 4,2
Semântica (sem categoria) 3 12,5
Fonológica (FASa) 4 16,7
Fonológica (AF) 2 8,3
Fonológica (sem categoria) 1 4,2
Livre 1 4,2
Não cita 1 4,2
Span de dígitosa 15 (15%) Correlação com escores de outros testes Avaliar efeito de intervenção Auxiliar em procedimentos diagnósticos Avaliar associação Comparar médias entre grupos Atenção Concentração Aprendizagem Memória de trabalho Funções executivas - -
CAMCOG-Rb 13 (13%) Rastreio Correlação com escores de outros testes Avaliar efeito de intervenção Auxiliar em procedimentos diagnósticos Avaliar associação Comparar médias entre grupos Orientação temporal Orientação espacial Memória imediata e tardia Atenção Cálculo Linguagem Funções executivas Praxia construtiva Praxia - -
CDRa 10 (10%) Seleção da amostra Rastreio Auxiliar em procedimentos diagnósticos Classificar severidade de demência Memória Orientação Função executiva (resolução de problemas - -
TDR 10 (10%) Seleção da amostra Rastreio Correlação com escores de outros testes Comparar médias entre grupos Auxiliar em procedimentos diagnósticos Avaliar associação Habilidades visoespaciais Praxia construtiva Funções executivas Atenção Sunderland et al., 1989a 5 50,0
Shulman et al., 1993a 3 30,0
Mendez et al., 1992b 2 20,0
Freedman et al., 1994 1 10,0
Shulman e Silver, 1986 1 10,0
Shulman, 2000 1 10,0
TMTb 9 (9%) Seleção da amostra Rastreio Comparar médias entre grupos Auxiliar em procedimentos diagnósticos Avaliar associação Avaliar efeito de intervenção Avaliar funções executivas Atenção Funções executivas TMT A e B 8
TMT A 1
RAVLTa 8 (8%) Comparar médias entre grupos Auxiliar em procedimentos diagnósticos Avaliar efeito de intervenção Avaliar associação Correlação com escores de outros testes Memória recente Memória episódica Aprendizagem -
MoCAa 8 (8%) Rastreio Avaliar associação Avaliar efeito de intervenção Correlação com escores de outros testes Praxia construtiva Atenção Funções executivas Memória imediata e tardia Linguagem Orientação -
IQCODEa 8 (8%) Seleção da amostra Rastreio Auxiliar em procedimentos diagnósticos Avaliar associação Avaliar efeito de intervenção Correlação com escores de outros testes Não se aplica, pois avalia o declínio cognitivo por meio de entrevista com cuidador -
BBRCa 5 (5%) Rastreio Avaliar associação Auxiliar em procedimentos diagnósticos Linguagem Memória imediata e tardia Cálculo Funções executivas Praxia construtiva -
RBMTa 4 (4%) Rastreio Avaliar associação Avaliar efeito de intervenção Memória -
BNTa 4 (4%) Avaliar associação Avaliar efeito de intervenção Linguagem -
FOMEa 3 (3%) Rastreio Avaliar associação Aprendizagem Memória episódica Linguagem Funções executivas -
WCSTa 3 (3%) Avaliar efeito de intervenção Funções executivas -
Lista de palavras 3 (3%) Avaliar efeito de intervenção Avaliar associação Memória imediata e tardia Aprendizagem -
PCLa 3 (3%) Seleção da amostra Rastreio Avaliar associação Orientação Linguagem Memória imediata e tardia -
Subteste Vocabulário do WAIS-IIIa 3 (3%) Avaliar efeito de intervenção Avaliar associação Auxiliar em procedimentos diagnósticos Linguagem Memória semântica -
Subteste Digit Symbol-Coding do WAIS-IIIa 3 (3%) Avaliar efeito de intervenção Correlação com escores de outros testes Auxiliar em procedimentos diagnósticos Atenção Habilidades visuoespaciais Memória -
Teste dos Cubos de Corsi 2 (2%) Comparar médias entre grupos Avaliar efeito de intervenção Memória de trabalho Funções executivas -
SKTa 2 (2%) Rastreio Avaliar associação Avaliar efeito de intervenção Atenção Concentração Funções executivas Memória imediata e tardia Reconhecimento -
BAFa 2 (2%) Correlação com escores de outros testes Funções executivas -
MAC-Qb 2 (2%) Avaliar associação Avaliar efeito de intervenção Memória prospectiva
MDRSb 2 (2%) Auxiliar em procedimentos diagnósticos Memória de trabalho Funções executivas Atenção Praxia -
MEEMgb 2 (2%) Avaliar associação Praxia construtiva Linguagem Atenção Memória Fluência verbal -
TN-LINa 2 (2%) Comparar médias entre grupos Correlação com escores de outros testes Memória semântica Linguagem -
Pares de Palavras I e II da WMS-Rb 2 (2%) Avaliar efeito de intervenção Avaliar associação Memória imediata e tardia -
PDMT 2 (2%) Avaliar associação e risco Memória imediata e tardia -
Stick Design Testb 2 (2%) Comparar médias entre grupos Correlação com escores de outros testes Habilidades visuoespaciais -
subteste Procurar Símbolos do WAIS-IIIa 2 (2%) Avaliar efeito de intervenção Atenção Funções executivas -
subteste Figura do roubo dos biscoitos do Teste de Boston para o Diagnóstico da Afasia 2 (2%) Avaliar efeito de intervenção Linguagem -
CANSMCI-BRa 1 (1%) Rastreio Memória Linguagem Função executiva -
ADAS-Cogb 1 (1%) Rastreio Avaliar associação Memória imediata e tardia Linguagem Habilidades visoespaciais Praxia ideomotora e construtiva -
Bateria CERADb 1 (1%) Avaliar associação *Inclui os testes de Fluência Verbal; MEEM; Teste de nomeação de Boston; Lista de Palavras: Habilidade visuoconstrutiva -
Bateria Arizona para Desordens de Comunicação e Demência 1 (1%) Avaliar associação Linguagem Memória episódica Habilidade visuoespaciais Praxia construtiva -
TROG-2 1 (1%) Avaliar associação Linguagem -
Community Screening Instrument for Dementia 1 (1%) Rastreio Avaliar associação Linguagem Memória Praxia Orientação -
Metamemory Adulthood Questionnairea 1 (1%) Avaliar efeito de intervenção Memória -
MSEQa 1 (1%) Avaliar efeito de intervenção Memória -
Teste das Matrizes Progressivas Coloridas de Ravenb 1 (1%) Avaliar associação Funções executivas -
Stroopa 1 (1%) Comparar médias entre grupos Funções executivas -
Subteste Semelhanças do WAIS-IIIa 1 (1%) Comparar médias entre grupos Linguagem Função executiva -
Subteste Informação do WAIS-IIIa 1 (1%) Avaliar efeito de intervenção Memória imediata -
Subteste cubos do WAIS-IIIa 1 (1%) Avaliar associação Habilidades visuoespaciais Funções executivas -
Subteste Raciocínio Matricial do WAIS-IIIa 1 (1%) Auxiliar em procedimentos diagnósticos Funções executivas -
Subteste Compreensão do WAIS-IIIa 1 (1%) Auxiliar em procedimentos diagnósticos Funções executivas -
Subteste Aritmética do WAIS-IIIa 1 (1%) Avaliar efeito de intervenção Atenção Cálculo -
Subteste Sequência de números e letras do WAIS-IIIa 1 (1%) Avaliar efeito de intervenção Memória de trabalho -
Subteste Memória Lógica I e II da WMS-Rb 1 (1%) Avaliar efeito de intervenção Memória episódica Capacidade de evocação -
Delay Visual Memory 1 (1%) Avaliar associação Memória episódica -
Forma Abreviada da WAIS-IIIa 1 (1%) Avaliar associação Atenção Funções executivas Memória de trabalho Memória episódica Cálculo Linguagem -
NEUPSILINa 1 (1%) Avaliar efeito de intervenção Atenção Orientação Memória de trabalho Memória episódica, semântica e prospectiva Cálculo Linguagem Praxias Funções executivas -
Groton Maze Learning Test; Set-Shifting test, One-back e Two-back tests 1 (1%) Avaliar efeito de intervenção Atenção Memória de trabalho Funções executivas -
Teste dos Cinco dígitosa 1 (1%) Comparar médias entre grupos Funções executivas -
Teste de Atenção Concentrada de Toulouse-Piéronb 1 (1%) Avaliar efeito de intervenção Atenção -
Teste de Recordação Seletiva de Buschkeb 1 (1%) Avaliar associação Memória episódica -
Teste Token – versão reduzidaa 1 (1%) Comparar médias entre grupos Memória semântica Linguagem -
Teste de evocação tardia de figuras simples 1 (1%) Auxiliar em procedimentos diagnósticos Memória tardia -
Teste de Labirinto 1 (1%) Auxiliar em procedimentos diagnósticos - -
Torre de Hanoib 1 (1%) Avaliar associação Funções executivas -
Teste de variáveis de Atenção Visual 1 (1%) Avaliar associação Atenção -

a: Possui estudos contendo a acurácia do instrumento para a população idosa brasileira; b: possui estudos contendo a acurácia do instrumento para a população brasileira; MEEM: Mini Exame do Estado Mental; CAMCOG: Cambridge Cognitive Examination-Revised; CDR: Clinical Dementia Rating; TDR: Teste de Desenho do relógio; TMT: Trail Making Test; RAVLT: Teste de aprendizagem auditivo-verbal de Rey; MoCA: Montreal Cognitive Assessment; IQCODE: Informant Questionnaire on Cognitive Decline in the Elderly; BBRC: Bateria Breve de Rastreio Cognitivo; RBMT: Teste Comportamental de Memória de Rivermead; BNT: Teste de nomeação de Boston; FOME: Fuld Object Memory Evaluation; WCST: Teste Wisconsin de Classificação de Cartas; PCL: Prova cognitiva de Leganés; WAIS_III: Escala de Inteligência Wechsler para Adultos; SKT: Short Cognitive Test; BAF: Bateria de avaliação frontal; MAC-Q: Questionário de Queixas de Memória; MDRS: Mattis Dementia Rating Scale; MEEMg: Mini Exame do Estado Mental versão grave; TN-LIN: Teste de Nomeação do Laboratório de Investigações Neuropsicológicas; WMS-III: Escala de Memória de Weschler; PDMT: Picture drawings memory test; CANSMCI-BR: Computer-Administered Neuropsychological Screen For Mild Cognitive Impairment; ADAS-Cog: The Alzheimer’s Disease Assessment Scale-Cognitive Subscale; CERAD: Consortium to Estabilish a Registry for Alzheimer’s Disease; TROG-2: Teste de recepção gramatical; MSEQ: Memory Self Efficacy Questionnaire;

A maioria dos estudos (90%) utilizou pelo menos o Mini Exame do Estado Mental (MEEM) para coleta de dados. A versão mais aplicada foi a de Brucki e colaboradores (2003) (34,4%), mas outras doze versões puderam ser apontadas durante a análise dos artigos. O MEEM foi seguido pelo Teste de Fluência verbal (24%), o Teste Span de dígitos (15%), Cambridge Cognitive Examination-Revised (CAMCOG-R) (13%), Clinical Dementia Rating (CDR) (10%) e Teste de Desenho do relógio (TDR) (10%).

No Quadro 2 é apresentado um resumo dos domínios cognitivos avaliados e quais testes encontrados nessa revisão que os avaliaram.

Quadro 2 Domínios cognitivos avaliados e respectivos instrumentos que os avaliam. 

Atenção MEEM; Teste Span de dígitos; CAMCOG-R; TDR: TMT; MoCA; Subtestes Digit Symbol-Coding, Procurar Símbolos e Aritmética do WAIS-III; SKT; MDRS; MEEMg; CERAD; Forma Abreviada da WAIS-III; NEUPSILIN; Teste de Atenção concentrada de Toulouse-Piéron; Groton Maze Learning Test; Set-Shifting test, One-back e Two-back tests; Teste de variáveis de Atenção Visual
Orientação MEEM; CAMCOG-R; CDR: MoCA; PCL; CERAD; NEUPSILIN; Community Screening Instrument for Dementia
Linguagem MEEM; Teste de Fluência verbal; CAMCOG-R; MoCA; BBRC; BNT; FOME; PCL; MEEMg; TN-LIN; CANSMCI-BR: ADAS-Cog; CERAD; Subteste Figura do roubo dos biscoitos do Teste de Boston para o Diagnóstico da Afasia; Bateria Arizona para Desordens de Comunicação e Demência; TROG-2; Community Screening Instrument for Dementia; Subteste Semelhanças do WAIS-III; NEUPSILIN; Forma Abreviada da WAIS-III; Teste Token
Memória MEEM; Teste de Fluência Verbal; Teste Span de Dígitos; CAMCOG-R; CDR; RAVLT; MoCA; BBRC; RBMT; FOME Lista de palavras; PCL; Subtestes Vocabulário, Symbol-Coding, Informação, Sequência de números e letras do WAIS-III; Teste dos Cubos de Corsi; SKT; MAC-Q; MDRS; MEEMg; TN-LIN; Subtestes Pares de Palavras I e II e Memória Lógica I e II da WMS-III; PDMT; CANSMCI-BR; CERAD; ADAS-Cog; Bateria Arizona para Desordens de Comunicação e Demência; Community Screening Instrument for Dementia; MSEQ; Metamemory Adulthood Questionnaire; Delay Visual Memory; Forma Abreviada da WAIS-III; NEUPSILIN; Groton Maze Learning Test; Set-Shifting test, One-back e Two-back tests; Teste de Recordação Seletiva de Buschke; Teste Token; Teste de evocação tardia de figuras simples
Funções executivas Teste de fluência verbal; Teste Span de dígitos; CAMCOG-R; CDR; TDR; TMT; MoCA; BBRC; FOME; WCST; Teste dos Cubos de Corsi; SKT; BAF; MDRS; Subtestes Procurar Símbolos, Cubos, Compreensão, Raciocínio Matricial do WAIS-III; CANSMCI-BR; CERAD; Forma Abreviada da WAIS-III; NEUPSILIN; Groton Maze Learning Test; Set-Shifting test, One-back e Two-back tests; Teste dos Cinco dígitos; Torre de Hanoi
Praxia MEEM; TDR; CAMCOG-R; MoCA; BBRC; MDRS; MEEMg; ADAS-Cog; CERAD; Bateria Arizona para Desordens de Comunicação e Demência; Community Screening Instrument for Dementia; NEUPSILIN
Habilidade visuoespacial TDR; Subteste Digit Symbol-Coding e Cubos do WAIS-III; Stick Design Test; ADAS-Cog; CERAD;
Cálculo MEEM; CAMCOG-R; CERAD; Subteste Aritmética do WAIS-III; Forma Abreviada da WAIS-III; NEUPSILIN

MEEM: Mini Exame do Estado Mental; CAMCOG: Cambridge Cognitive Examination-Revised; CDR: Clinical Dementia Rating; TDR: Teste de Desenho do relógio; TMT: Trail Making Test; RAVLT: Teste de aprendizagem auditivo-verbal de Rey; MoCA: Montreal Cognitive Assessment; IQCODE: Informant Questionnaire on Cognitive Decline in the Elderly; BBRC: Bateria Breve de Rastreio Cognitivo; RBMT: Teste Comportamental de Memória de Rivermead; BNT: Teste de nomeação de Boston; FOME: Fuld Object Memory Evaluation; WCST: Teste Wisconsin de Classificação de Cartas; PCL: Prova cognitiva de Leganés; WAIS_III: Escala de Inteligência Wechsler para Adultos; SKT: Short Cognitive Test; BAF: Bateria de avaliação frontal; MAC-Q: Questionário de Queixas de Memória; MDRS: Mattis Dementia Rating Scale; MEEMg: Mini Exame do Estado Mental versão grave; TN-LIN: Teste de Nomeação do Laboratório de Investigações Neuropsicológicas; WMS-III: Escala de Memória de Weschler; PDMT: Picture drawings memory test; CANSMCI-BR: Computer-Administered Neuropsychological Screen For Mild Cognitive Impairment; ADAS-Cog: The Alzheimer’s Disease Assessment Scale-Cognitive Subscale; CERAD: Consortium to Estabilish a Registry for Alzheimer’s Disease; TROG-2: Teste de recepção gramatical; MSEQ: Memory Self Efficacy Questionnaire;

Do valor total de 100 artigos, 39 citou no método apenas o uso do MEEM com três objetivos: rastreio, seleção de amostra e avaliação de associação. Os pontos de corte do MEEM variaram principalmente de acordo com o nível de escolaridade do sujeito, segue os três mais usados:

Brucki e colaboradores (2003): < 20 pontos para analfabetos; 25 pontos para pessoas com escolaridade de 1 a 4 anos; 26,5 para 5 a 8 anos; 28 para aqueles com 9 a 11 anos e 29 para mais de 11 anos;

Bertolucci e colaboradores (1994): < 13 para analfabetos (s: 82,4%; e: 97,5%), 18 de 1-8 anos de escolaridade (s: 75,6%; e: 96,6%) e 26 a partir de 9 anos de escolaridade (s: 80%; e: 95,6%);

Lourenço e Veras (2006): <18/19 para sujeitos analfabetos (s: 73,5%; e: 73,9%) e < 23/24 para sujeitos com um ano ou mais de escolaridade (s: 75%; e: 69,7%)

Uma parte dos estudos foi além e adaptou esses pontos de corte, propostos pelos autores citados acima, de acordo com suas necessidades (desenho, população estudada, objetivo, etc.), diferenciando-os ainda mais e aumentando a quantidade de versões. Quanto ao TFV e o Span de Dígitos, o segundo e terceiro testes mais utilizados, o TFV apresentou diversas formas de uso, sendo a que se destacou, nessa revisão, a do TFV Semântica, categoria animais. O Span de dígitos não tem outras versões, mas pode ser aplicado na ordem direta e/ou inversa. Outro instrumento que variou de versões, seis indicadas, e que devesse ser destacado é o TDR, as mais aplicadas foram a de Sunderland e colaboradores (1989) e a de Shulman e colaboradores (1993).

O Informant Questionnaire on Cognitive Decline in the Elderly (IQCODE), utilizado em 8 artigos, não avalia diretamente o paciente, é um teste aplicado com o cuidador, ou alguém próximo do indivíduo. Destaca-se também, a Prova Cognitiva de Leganés (PCL), por ter sido empregada na avaliação de função cognitiva apenas em um estado brasileiro, o Rio Grande do Norte.

Dois estudos citaram o uso da Avaliação Geriátrica Ampla (AGA), um com idosos hospitalizados e o outro com idosos frequentadores de um ambulatório geriátrico. Na AGA ambos utilizaram o MEEM, porém um deles o associou com o IQCODE.

Discussão

Um número considerável de estudos foi incluído nessa revisão, o que revela que o tema cognição em idosos está sendo altamente abordado na literatura brasileira. A região Sudeste centralizou a maioria (72%) da origem das publicações. A distribuição, em 2015, dos cursos de pós-graduação stricto sensu no Brasil, aponta para a concentração dos mesmos na região Sudeste (45,6%), o Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte concentram 21,4%, 19,9%, 8,1% e 5%, respectivamente106. Isso influencia as desigualdades regionais referentes à produção científica brasileira.

Sobre o critério etário para ser considerado idoso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) define como idoso todo indivíduo com idade igual ou superior a 60 anos de países em desenvolvimento ou 65 anos, no caso dos desenvolvidos107. A maioria dos estudos utilizou o critério ≥60 e aqueles que utilizaram uma idade superior derivaram do Sudeste, Norte e Nordeste do país não sinalizando um padrão de uso por região.

Uma ampla quantidade de instrumentos foi identificada variando de breves testes, até baterias. O uso também variou desde rastreio até auxílio em procedimentos diagnósticos. A aplicação para monitoramento de tipos de intervenção, não apenas cognitiva, mas também motora, medicamentosa, esclarece, por exemplo, sobre os possíveis benefícios de determinada estimulação física para a cognição de idosos.

Na prática clínica, propõe-se que deve ser realizada uma avaliação inicial do idoso com um instrumento que forneça uma medida de base para acompanhamento da função cognitiva e/ou que alerte para necessidade de uma investigação mais aprofundada108. Por meio de uma revisão sistemática, autores identificaram taxas de erros diagnósticos em idosos acima de 10% em 16 doenças, dentre elas as demências, nas quais o subdiagnóstico foi mais comum em idosos com idade mais elevada, reduzido acesso a serviços de saúde e menor nível socioeconômico e escolaridade109. Um estudo brasileiro apontou que apenas um terço de idosos diagnosticados com demência por especialista, possuía diagnóstico prévio de demência moderada a grave110. Não foram indicadas as causas da baixa detecção.

Em relação ao campo da pesquisa, a escolha adequada do instrumento e do seu ponto de corte é necessária para evitar erros por obtenção nos resultados de falsos positivos e falsos negativos. O pesquisador, por meio de consulta a estudos publicados com amostras contendo perfis afins, pode encontrar um ponto de corte que melhor se adeque à sua amostra111, levando em consideração, também, a especificidade e a sensibilidade do teste.

Na análise do teste mais utilizado nas pesquisas brasileiras com idosos, o MEEM, observa-se que ainda não há uma padronização de seu uso, as diversas versões e pontos de corte apresentadas corroboram isso. Essas questões expõem o viés cultural, educacional e etário que influencia na pontuação do teste e apesar desses diferentes pontos de corte serem criados para minimizar o viés e se estabelecer critérios de normalidade para a população brasileira, a escolaridade é uma variável que influencia a pontuação do MEEM, podendo gerar um falso negativo em pessoas com alta escolaridade94,112.

Ressalta-se que apesar do MEEM não avaliar todos os domínios cognitivos, ele possui rápida aplicação e é o instrumento de rastreio cognitivo global mais estudado, não só no Brasil como em todos os países e usado também como padrão-ouro e referência na validação de outras avaliações, com a primeira adaptação brasileira realizada há quase 23 anos atrás108.

A Bateria Consortium to Estabilish a Registry for Alzheimer’s Disease (CERAD) contempla todos os domínios cognitivos, porém só foi utilizada em apenas um estudo. Ela requer um tempo maior de aplicação, o que pode ser um fator negativo para seu uso no campo da pesquisa e não possui critérios de normalidade referentes ao nível de escolaridade do indivíduo.

Sobre os demais instrumentos mais utilizados, o Teste de fluência verbal (TFV) e o Teste Span de dígitos não avaliam a cognição global e são mais específicos para determinadas funções. O TFV é mais direcionado para avaliação das funções executivas e consiste em evocar o maior número de palavras geralmente durante o tempo estabelecido de um minuto, o escore é calculado contando-se o total de palavras registradas. No teste de fluência fonológica pede-se a evocação de palavras que iniciam com determinada letra, por exemplo: “F, A, S”. A fluência semântica exige a evocação dentro de uma categoria como, por exemplo, “animais”. Estudos mostram que é um instrumento com boa acurácia na detecção de déficit cognitivo em idosos113-115.

Nos artigos apresentados, a tarefa de fluência verbal semântica, categoria animais foi a mais empregada em conjunto com outros instrumentos. A versão semântica além de avaliar funções executivas e linguagem, possui a vantagem de acessar também a memória declarativa semântica. Os pontos de corte das versões brasileiras variam de acordo com a escolaridade e a idade116,117.

O subteste Span de dígitos da Escala Wechsler de Inteligência para Adultos (WAIS-III) consiste em duas tarefas de repetição de uma sequência de números em ordem direta e inversa empregadas na avaliação principalmente da atenção. Apesar das duas tarefas poderem ser aplicadas isoladamente, estudos incluídos nessa revisão utilizaram ambas. A versão de ordem inversa é amplamente usada para avaliar também a memória de trabalho. Não foi citado o ponto de corte. O TFV e o Span de dígitos podem ser utilizados junto com o MEEM para uma avaliação cognitiva ampliada, se esse for o objetivo do profissional, pesquisador. O uso combinado de instrumentos pode ser beneficial para evitar falsos diagnósticos de idosos118.

O TDR é um instrumento de rastreio cognitivo utilizado para avaliar funções executivas, praxia e habilidades visuoespaciais. Ele também apresenta varias versões, com escores diferentes e a forma mais usada é a qual é solicitado verbalmente ao paciente que desenhe um relógio, marcando com ponteiros um horário específico, por exemplo, 11h10min119. Combinado com o MEEM ele tem uma sensibilidade de 84,9% e especificidade de 90.4% no rastreio de comprometimento cognitivo de idosos120. Mas indivíduos que tenham sintomas, como tremor, déficit de coordenação motora, podem pontuar menos, ou até não conseguirem executar a tarefa devido a essas questões motoras.

Em relação ao tempo de aplicação dos instrumentos, idosos frágeis ou com poli morbidades podem necessitar de um período maior para completar uma avaliação e aqueles que necessitam de aparelhos auditivos, óculos, prótese dentária devem estar utilizando-os no momento da avaliação121.

Como limitação do estudo, cita-se o fato de que com a aplicação dos critérios de elegibilidade nem toda a literatura brasileira foi avaliada, dissertações e teses não foram incluídas, o que poderia ter aumentado a variação de instrumentos utilizados.

Conclusão

A variabilidade de déficits cognitivos decorrentes do envelhecimento, ou de algum processo patológico associado, aponta para a necessidade de questionar como identificar precocemente esses déficits e se essa identificação precoce influencia no curso da doença e na qualidade de vida do indivíduo e de seus familiares.

Esta revisão integrativa apresenta o uso de instrumentos cognitivos na pesquisa brasileira, suas diferentes versões e quais domínios são avaliados. O número de instrumentos presentes na literatura recente foi amplo. Os mais utilizados foram o MEEM (versão de Brucki e colaboradores), o Teste de Fluência Verbal (categoria animais) e o Teste Span de dígitos (ordem direta e inversa). Os achados apresentados nessa revisão são relevantes não apenas para área da pesquisa observacional e experimental, mas também para a prática clínica.

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