Lipoma de cavidade oral: um estudo de 101 casos em uma população brasileira

Lipoma de cavidade oral: um estudo de 101 casos em uma população brasileira

Autores:

Rafael L. V. Osterne,
Renata M. B. Lima-Verde,
Eveline Turatti,
Cassiano Francisco W. Nonaka,
Roberta B. Cavalcante

ARTIGO ORIGINAL

Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial

versão impressa ISSN 1676-2444versão On-line ISSN 1678-4774

J. Bras. Patol. Med. Lab. vol.55 no.2 Rio de Janeiro mar./abr. 2019 Epub 23-Maio-2019

http://dx.doi.org/10.5935/1676-2444.20190017

INTRODUÇÃO

Lipomas são os tumores benignos de tecidos moles mais comuns, compostos de adipócitos maduros(1-3). Embora 20% de todos os casos ocorram na cabeça e na área dos ombros, a cavidade oral é um sítio incomum, com apenas 1% a 4% aparecendo nessa localização(1,2). Vários estudos demonstraram que lipomas representam de 0,1% a 5% dos tumores da cavidade oral(1,4). Juliasse et al. (2010)(5) afirmaram que lipomas representavam 0,4% de todas as lesões de cavidade oral em um serviço de patologia oral. Em um estudo anterior em Fortaleza, Ceará, esse neoplasma benigno responde por 2% de todos os neoplasmas benignos de cavidade oral(6).

Na cavidade oral, os lipomas tipicamente se apresentam como nódulos submucosos indolores, solitários, de crescimento lento, bem-circunscritos. O diagnóstico clínico é geralmente óbvio, mas os lipomas podem ser confundidos com outros neoplasmas da cavidade oral(7). A mucosa jugal é o sítio mais afetado, embora o lipoma possa aparecer em várias localizações(5,7,8). Esse neoplasma pode ocorrer em todas as idades, porém é incomum nos mais jovens(5,9). Alguns estudos de séries demonstraram uma discreta predileção pelo sexo feminino(1,3,7).

De acordo com aspectos histopatológicos, os lipomas podem ser classificados em lipomas simples e variantes, como fibrolipoma, condrolipoma, osteolipoma, lipomas intermuscular e intramuscular, angiolipoma, miolipoma, mielolipoma, lipoblastoma benigno, lipoma condroide, lipoma de células fusiformes, lipoma pleomórfico e sialolipoma(8). O lipoma simples e o fibrolipoma são as variantes histopatológicas mais comuns(1,5).

Uma vez que a maior parte das variantes de lipoma é descrita na literatura como relatos de caso, os estudos de séries são úteis para se conhecer a real prevalência dessas variantes histopatológicas de lipomas da cavidade oral. Este estudo analisou as características clinicopatológicas dos lipomas de cavidade oral em uma população brasileira.

MÉTODOS

Os arquivos de 2000 a 2015 do Departamento de Patologia Oral, Universidade de Fortaleza (Unifor), foram revistos, e todos os casos com diagnóstico histopatológico de lipoma da cavidade oral foram recuperados. Informações a respeito de sexo e idade dos pacientes; localização, tamanho e duração das lesões antes do diagnóstico; e o diagnóstico clínico foram obtidas dos registros dos pacientes.

Todas as lâminas coradas com hematoxilina e eosina foram revisadas e classificadas como proposto por Gnepp (2009)(10) e Weiss e Goldblum (2014)(11), e incluíram lipoma, fibrolipoma, condrolipoma, osteolipoma, lipoma intermuscular e intramuscular, angiolipoma, miolipoma, mielolipoma, lipoblastoma benigno, lipoma condroide, lipoma de células fusiformes, lipoma pleomórfico e lipoma da glândula salivar.

A pesquisa foi desenvolvida segundo a Resolução da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP)/Conselho Nacional de Saúde, que lida com pesquisas científicas envolvendo seres humanos, e o Código de Ética Médica (1998). Este estudo transversal foi aprovado pelo Comitê de Ética da instituição (número de aprovação 1104619). Os dados foram coletados e os resultados obtidos no software SPSS Statistics 20.0 foram descritos por meio de estatísticas descritivas simples.

RESULTADOS

Cento e seis casos de lipoma foram identificados durante o estudo, mas cinco casos foram excluídos por afetar a região maxilofacial (quatro na região parotídea, um caso na região submandibular), o que resultou em 101 casos de lipoma de cavidade oral, representando 1,01% de todos os espécimes de biópsia armazenados nos arquivos do Serviço de Patologia Oral e Maxilofacial da Unifor. Pacientes do sexo feminino foram acometidas em 64,3% dos casos, com uma razão homem/mulher de 1,8:1. A idade dos pacientes variou de 10 a 84 anos, com um pico de incidência entre a quinta e a sexta décadas de vida, apresentando 56,4% de todos os casos (distribuição etária mostrada na Tabela e na Figura). A mucosa jugal foi a localização mais comum (n = 45; 44,5%), seguida do lábio inferior (n = 12; 11,8%), da área retromolar (n = 10; 9,9%) e da língua (n = 7; 6,9%). Todos os sítios são apresentados na Tabela.

Tabela Sítios anatômicos de lipomas de cavidade oral; Fortaleza, Brasil, 2015 

Lipoma clássico Fibrolipoma Sialolipoma Angiolipoma Condrolipoma Mixolipoma Lipoma intramuscular Total
Mucosa jugal 32 11 - 1 - - 1 45 (44,5%)
Lábio inferior 10 2 - - - - - 12(11,8%)
Região retromolar 4 5 1 - - - - 10 (9,9%)
Língua 4 2 - - 1 - - 7 (6,93%)
Assoalho bucal 4 1 - - - - - 5 (4,95%)
Palato - 3 1 1 - - - 5 (4,95%)
Lábio superior - - - - - 1 - 1 (0,99%)
Outros 8 2 1 - - - - 11 (10,8%)
Desconhecido 2 3 - - - - - 5 (4,95%)

Figura Distribuição por idade e sexo dos lipomas de cavidade oral 

Fibroma/hiperplasia fibroepitelial foi o diagnóstico clínico mais citado, em 43 casos; lipoma foi citado em 35 casos; hiperplasia fibrosa inflamatória, em cinco casos; mucocele, em quatro casos; tumores neurais, em dois casos (neuroma encapsulado e neurofibroma); o diagnóstico não foi informado em oito casos; hemangioma, condiloma, hiperplasia gengival e outros foram citados uma vez cada.

Lipomas clássicos, seguidos de fibrolipoma foram as mais frequentes variantes histológicas de lipoma de cavidade oral, com 64 e 29 casos cada. A idade média para lipoma clássico foi 56,2 anos; para fibrolipoma, 49 anos. Uma preferência pelo sexo feminino foi encontrada tanto para lipoma quanto para fibrolipoma, com uma razão homem/mulher de 1:1,3 para lipomas clássicos e 2,2:1 para fibrolipomas. As outras variantes histológicas foram sialolipoma, com três casos: pacientes com 31, 38 e 70 anos, todas mulheres; angiolipoma, com dois casos: pacientes de 54 e 81 anos, ambas mulheres; condrolipoma com um caso: uma mulher de 68 anos; mixolipoma, com um caso: um homem de 66 anos; lipoma intramuscular, também com um caso: um homem de 24 anos.

DISCUSSÃO

Lipomas e variantes do lipoma são tumores comuns do tecido mole em humanos, mas são lesões infrequentes na cavidade oral, com uma incidência global entre 1% e 44% de todas as lesões benignas orais(1,2,5); apenas um estudo relatou incidência mais alta (7,5%)(3). Um estudo anterior em Fortaleza, Ceará, mostrou que esse neoplasma benigno é responsável por 2% dos neoplasmas benignos de cavidade oral(6). No presente estudo, os lipomas orais representam 1,01% de todas as lesões orais armazenadas nos arquivos do Serviço de Patologia Oral e Maxilofacial da Unifor.

A etiologia dos lipomas permanece desconhecida. Embora alguns autores sugiram que os lipomas sejam mais comuns em indivíduos obesos(2), o metabolismo dos lipomas independe completamente da gordura corporal(3). Alguns autores relatam a ausência de diferença entre os gêneros(4), mas os lipomas orais e maxilofaciais são mais comuns em homens(8,9). Quando considerando somente os lipomas de cavidade oral, esse neoplasma benigno afeta mais mulheres que homens(1,3,5,7), com uma razão mulher/homem de 1,8:1 no presente estudo.

Os lipomas podem ocorrer em todas as idades, mas são frequentemente diagnosticadas em adultos(3,5,7), com poucos casos diagnosticados em pacientes pediátricos(1,8). Avelar et al. (2008)(9) relataram um caso de lipoma em um paciente de 7 meses. Na presente série, os lipomas ocorreram numa ampla variedade etária, de 10 a 84 anos, sendo quatro casos de lipoma clássico diagnosticados abaixo da idade de 19 anos: dois casos em dois meninos, de 10 e 13 anos, e dois casos em meninas de 17 anos. De todos os casos diagnosticados neste estudo, 86,27% ocorreram em pacientes acima dos 40 anos, com idade mediana de 56,8 anos. Na literatura, a idade mediana para diagnóstico varia de 50,2 a 60 anos(1,3,4,8).

Lipomas intraorais podem ocorrer em qualquer localização da cavidade oral(1,7,9 12), mas a mucosa jugal é o sítio intraoral único mais afetado(7,8). De modo coerente, nesta pesquisa, a mucosa jugal foi o sítio mais frequente para lipomas (44,1%), seguida do lábio inferior, da região retromolar, da língua, do assoalho bucal e do palato. O palato é uma localização não usual do lipoma. Em um estudo de 126 casos de lipomas orais e maxilofaciais, somente seis casos envolviam o palato, sendo três lipomas clássicos e três lipomas de células fusiformes(8). No presente estudo, cinco lipomas afetaram o palato: dois dos casos foram diagnosticados como fibrolipoma; lipoma, sialolipoma e angiolipoma apresentaram um caso cada um.

Os lipomas de cavidade oral geralmente não são um desafio diagnóstico para o clínico quando o tumor está em uma posição superficial e apresenta uma coloração amarelada; ele é principalmente representado como uma massa nodular de superfície suave, solitária e assintomática que pode ser séssil ou pedunculada(1). Lesões de infiltração profunda, ou sem a típica cor amarelada podem representar um desafio diagnóstico, além de ter como diagnósticos diferenciais muitas outras lesões como fibroma, tumor de células granulares, neoplasia de glândulas salivares e outros tumores benignos dos tecidos moles; também cisto dermoide e cisto linfoepitelial oral podem ser incluídos no diagnóstico diferencial. No presente estudo, o diagnóstico clínico mais citado foi fibroma/hiperplasia fibroepitelial (42,2%), seguido de lipoma (33,3%). De acordo com um estudo de Freitas et al. (2009)(7), também numa população brasileira, o lipoma foi mencionado no diagnóstico clínico de 65,8% dos casos e o fibroma, em somente 19,23%. Lipomas intraorais também podem ser confundidos com tecido adiposo herniado(1,5).

Lipomas clássicos, seguidos de fibrolipoma, são a variante histológica mais comum do lipoma encontrado na cavidade oral. A prevalência do lipoma clássico pode variar de 41,5% a 92,86% de todos os lipomas de cavidade oral(1,3,5,7,9). Neste estudo o lipoma clássico representou 63,3% de todas as variantes histológicas. Essa grande diferença em prevalência de variantes histológicas de lipomas pode ser devida a diferenças geográficas e raciais, ou pode representar diferenças em critérios diagnósticos(1). O lipoma clássico é uma lesão bem delimitada composta de lóbulos de adipócitos maduros, que podem mostrar uma leve variação de tamanho e forma. Septos finos de tecido conectivo separam os lóbulos(2,3). Os fibrolipomas se caracterizam pela presença de adipócitos maduros intercalados com largas bandas ou fascículos de tecido conectivo denso(1). Características como serem bem circunscritos e finamente encapsulados ajudam a diferenciar lipoma e fibrolipoma de tecido adiposo herniado e pólipo fibroso com aprisionamento de gordura, respectivamente(10,11).

Lipoma e fibrolipoma ocorreram mais na mucosa jugal. Embora alguns autores relatem uma razão homem/mulher de 1:1 para lipomas(1), na presente pesquisa uma predileção pelo sexo feminino tanto por lipoma quanto por fibroma foi encontrada (razão homem/mulher de 1:1,3 para lipoma clássico e 2,2:1 para fibrolipomas). Uma maior predominância no sexo feminino pelos fibrolipomas (3,6:1) foi encontrada por Juliasse et al. (2010)(5). Neste artigo, a média de idade do lipoma clássico foi 56,2 anos e do fibrolipoma, 49 anos.

O sialolipoma foi descrito pela primeira vez por Nagao et al. (2001)(13) e foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2005; somente alguns casos foram descritos(5,14-16). Essa variante de lipoma caracteriza-se por proliferação lipomatosa contendo estruturas glandulares com variados graus de atrofia acinar e ectasia ductal, envoltas por tecido fibroso fino(13,16). Essa lesão é descrita como afetando todas as idades, de 7 semanas a 84 anos(16). Nesta pesquisa, três casos foram encontrados: um caso numa mulher de 70 anos, diagnosticado na área retromolar. Os outros casos foram numa mulher de 31 anos, diagnosticado na área do palato, e numa mulher de 38 anos, no rebordo alveolar inferior. Uma predominância masculina do sialolipoma foi descrita por alguns autores(14,17), mas Jang et al. (2009)(15), numa revisão de 28 casos não encontraram predileção por gênero. De forma controversa, todos os casos de sialolipoma relatados por Juliasse et al. (2010)(5) foram observados em pacientes femininas. Os sialolipomas são mais comuns nas glândulas salivares maiores: a glândula parótida é o sítio único mais afetado(14,16). Não foi descrita predileção por sítios anatômicos pelos sialolipomas orais(14).

Uma variante vascular do lipoma, o angiolipoma, geralmente aparece como nódulos subcutâneos de adipócitos maduros entremeados de vasos de paredes finas, que podem conter trombos de fibrina(2). Descritos pela primeira vez como entidade distinta por Bowen (1912)(18), o angiolipoma é frequentemente diagnosticado no tronco e nas extremidades(2,19) e é uma lesão rara de cavidade oral(19-21). O angiolipoma oral parece afetar mais os homens que as mulheres, com uma razão homem/mulher de 1,5:1. Essa variante de lipoma é descrita como afetando pacientes dos 4 aos 81 anos, com idade média de 37 anos, sendo a mucosa jugal o sítio mais acometido(19). No presente estudo, um caso ocorreu na mucosa jugal de uma mulher de 81 anos; outro caso, no palato de uma mulher de 54 anos.

O condrolipoma é uma variante rara do lipoma de cavidade oral(22), sendo caracterizado pela proliferação de adipócitos maduros associados à deposição de tecido cartilaginoso maduro(23,24). Afeta especialmente a língua e os lábios, sem predileção por gênero, ocorrendo em pacientes dos 2 aos 72 anos(22-26). O caso no presente estudo ocorreu na língua de uma mulher de 68 anos. Não há consenso se o tecido cartilaginoso é um processo metaplásico em um lipoma ou se os componentes cartilaginosos são derivados de células mesenquimais pluripotentes indiferenciadas(8,11,24). Essa rara variante de lipoma não deve ser confundida com lipoma condroide, uma rara lesão de cavidade oral(8), caracterizada pela presença de lipoblastos, gordura madura e matriz condroide, que pode parecer um lipossarcoma mixoide ou um condrossarcoma mixoide extraesquelético(2).

Outras variantes de lipoma, como osteolipoma, lipoma de células fusiformes, lipoma condroide, lipoblastoma benigno, que podem aparecer na cavidade oral(1,3,5), são lesões extremamente raras e não foram encontradas na presente série. Embora o crescimento dos lipomas orais seja limitado, eles podem atingir grande dimensão, interferindo na fala e na mastigação(27). O tratamento para lipomas de cavidade oral, incluindo todas as variantes histológicas, é a excisão cirúrgica simples conservadora, sendo a recorrência rara(4,9).

Uma limitação desta pesquisa foi o fato de alguns dos formulários de requisição histopatológica não terem sido completamente preenchidos, deixando algumas informações como idade, sexo, diagnóstico clínico e anatômico sem resposta, o que resultou em dados incompletos. Além disso, a informação sobre raça não foi acrescentada nos resultados, pois a OMS recomenda que os pacientes autodeclarem sua raça, o que criaria um falso resultado no estudo da população brasileira, que é miscigenada.

CONCLUSÃO

Os resultados desta pesquisa encontraram que há muitas semelhanças com outros estudos previamente descritos na literatura. Eles confirmaram que o lipoma de cavidade oral é incomum e afeta mais a mucosa jugal de adultos entre a 50ª e a 70ª décadas de vida. Foi encontrada uma predileção pelo gênero feminino, com uma razão homem/mulher de 1:1,8. Os subtipos histológicos mais comuns encontrados foram fibroma clássico e fibrolipoma.

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