Meaning of the Systematization of Nursing Care for nurse managers

Meaning of the Systematization of Nursing Care for nurse managers

Autores:

Rafaela Mossarelli Penedo,
Wilza Carla Spiri

ARTIGO ORIGINAL

Acta Paulista de Enfermagem

On-line version ISSN 1982-0194

Acta paul. enferm. vol.27 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/1982-0194201400016

Introdução

A sistematização da assistência de enfermagem se caracteriza por um conjunto de ações inter-relacionadas cuja finalidade é o cuidado prestado pela equipe de enfermagem.( 1 ) Pode ser entendida como a organização das condições necessárias à realização do Processo de Enfermagem.( 2 )

O Processo de Enfermagem se constitui em ação revestida de significados, possível de ser utilizada pelos enfermeiros enquanto metodologia para prestação de cuidados; entretanto, apresenta desafios para sua implementação.( 3 )

A enfermagem se utiliza da sistematização da assistência de enfermagem como um modelo de processo de trabalho que possibilita sistematizar a assistência e direcionar o cuidado, contribuindo para a segurança do usuário e dos profissionais no sistema de saúde.( 4 )

Na experiência da graduação, estudantes de enfermagem vivenciam uma prática que prioriza a necessidade de dominar a ciência e construir conhecimentos sustentados por teorias para subsidiar a assistência sistematizada, integral e individualizada, em detrimento da doação profissional, advinda historicamente de uma visão caritativa do cuidado.

A sistematização da assistência de enfermagem é um instrumento científico que proporciona ao enfermeiro o planejamento e a sistematização de suas ações. Como método no processo de trabalho do enfermeiro, acarreta maior visibilidade de suas ações.( 5 )

Sua utilização no cotidiano da enfermagem possibilita melhor planejamento da assistência e garante a responsabilidade junto ao cliente assistido. Permite diagnosticar as necessidades do cliente, fazer a prescrição adequada dos cuidados e pode nortear a tomada de decisões vivenciadas pelo enfermeiro enquanto líder da equipe de enfermagem, promovendo a autonomia da profissão.( 6 )

Assim, o cotidiano de atividades do enfermeiro é bastante diversificado e não são incomuns as queixas de sobrecarga de trabalho, requerendo a priorização de algumas atividades em detrimento de outras. Desse modo, o enfermeiro tende a privilegiar ou se afastar de atividades que não se mostrem a ele como relevantes. Dada a importância da sistematização no contexto atual do enfermeiro e considerando o amplo discurso da literatura sobre o tema e ainda nossos questionamentos pessoais, nossa inquietação se configurou na interrogação: como a realização da sistematização da assistência de enfermagem se mostra aos enfermeiros gerentes de unidades?

O tema é relevante para a prática de enfermagem, visto que a perspectiva abordada possibilitará reflexões sobre o processo de trabalho gerencial em enfermagem. Esperamos contribuir para a avaliação do exercício profissional de enfermeiros gerentes, resgatar a importância da aplicação da SAE no gerenciamento do cuidado e subsidiar o processo educativo no desenvolvimento desta temática.

Portanto, o objetivo deste estudo foi compreender os significados que os enfermeiros gerentes de unidades atribuem à sistematização da assistência de enfermagem realizada em seu cotidiano de trabalho.

Métodos

Trata-se de uma pesquisa conduzida segundo o referencial da fenomenologia, considerada filosofia e um método de pesquisa. Um caminho para compreender a experiência de vida dos indivíduos e o significado que eles atribuem às suas experiências.( 7 )

Este estudo fundamenta-se no método do fenômeno situado cujas etapas são: descrição, redução e compreensão.( 8 , 9 )

A descrição contemplou três elementos: a percepção, a consciência e o sujeito. Em um primeiro momento buscamos ouvir os depoimentos dos sujeitos sobre como percebem a Sistematização em seu cotidiano de trabalho. No segundo, a redução fenomenológica selecionou quais fragmentos da descrição foram considerados essenciais. No terceiro, a compreensão fenomenológica revelou o significado do que é essencial na descrição e na redução, possibilitando compreender o fenômeno da sistematização da assistência de enfermagem no cotidiano de trabalho de enfermeiros gerentes. A partir desse significado, foi realizada a síntese das unidades significativas, possibilitando a construção de categorias temáticas.

A região de inquérito, de natureza filosófica, consistiu em interrogar a situação vivenciada por enfermeiros, gerentes de unidades de um hospital universitário, no que tange a sistematização da assistência de enfermagem.

A peculiaridade do trabalho desses gerentes é serem os únicos enfermeiros em suas unidades de trabalho, realizando atividades gerenciais e assistenciais. As unidades de atuação dos gerentes consistiram de enfermarias de clínica médica e cirúrgica de uma organização hospitalar.

O hospital, cenário do estudo, possui 415 leitos (gerais e de especialidades) e 52 leitos de UTI para atendimento, majoritariamente, no nível terciário do Sistema Único de Saúde (SUS).

No momento de coleta de dados o departamento de enfermagem possuía 60 enfermeiros, número este insuficiente para ter mais que um enfermeiro nas unidades de clínica médica e cirúrgica.

Foram ouvidos 13 enfermeiros, número definido pela saturação teórica dos dados. Foram realizadas entrevistas audiogravadas, com anuência dos sujeitos, aos quais foi proposta a questão norteadora: Como gerente de enfermagem, qual o significado da sistematização da assistência de enfermagem em seu cotidiano de trabalho?

O primeiro momento consistiu em análise ideográfica, análise individual dos discursos. Estes foram numerados de I a XIII, transcritos, lidos atentivamente e identificadas as unidades de significado para compreensão da essencialidade de cada depoimento. No segundo momento, realizou-se a Análise Nomotética, que envolve a generalidade para apreender e desvelar o fenômeno por meio dos temas e subtemas, interpretando os discursos, buscando as convergências, divergências e idiossincrasias e utilizando como referencial teórico de análise, a literatura sobre o tema gerenciamento em enfermagem e sistematização da assistência de enfermagem. O último passo, a realização da síntese, integrou esta essencialidade e possibilitou conhecer a estrutura do fenômeno: Significados atribuídos à sistematização da assistência de enfermagem por enfermeiros gerentes de unidades.

O desenvolvimento do estudo atendeu as normas nacionais e internacionais de ética em pesquisa envolvendo seres humanos.

Resultados

Foram construídos quatro temas: Os recursos humanos na realização da sistematização da assistência de enfermagem; sua relevância para o trabalho do enfermeiro; as dificuldades na sua implementação; a capacitação para a sua realização.

A categoria revela que os recursos humanos são imprescindíveis para execução da Sistematização da Assistência de Enfermagem. Na Instituição, esses recursos são representados por profissionais de nível superior, enfermeiros, e de nível técnico, técnicos e auxiliares de enfermagem, atuantes no processo assistencial. Técnicos e auxiliares de enfermagem participam da Sistematização da Assistência de Enfermagem atuando na assistência direta ao paciente, executando as prescrições do enfermeiro, realizando anotações sobre os cuidados prestados e executando atividades delegadas pelo enfermeiro.

Os sujeitos consideram a sistematização da assistência de enfermagem de grande importância para o cuidado e, mesmo não conseguindo realizá-la integralmente, atribuem à mesma a responsabilidade em oferecer um cuidado de qualidade aos pacientes. Percebem que têm se distanciado das atividades diretamente relacionadas ao paciente, pois assumem atividades referentes à administração da unidade. Expressaram também insatisfações em relação aos recursos humanos, as quais se concentram na escassez desses recursos na instituição, principalmente de enfermeiros, que necessitam desenvolver ações de competência gerencial e assistencial, sendo que as atividades requeridas pela gerência demandam tempo de trabalho. Em seu cotidiano, necessitam participar de várias reuniões, elaborar escalas de pessoal, relatórios, dentre outras que os afastam das atividades assistenciais.

Uma das maiores dificuldades para a implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem são os recursos humanos. A maioria dos sujeitos também revela que a sua falta impossibilita a implantação para todos os pacientes e, portanto, priorizam aqueles que julgam ter mais necessidade.

Por não conseguirem realizar a Sistematização da Assistência de Enfermagem em todos os pacientes devido à falta de enfermeiros, não conseguem registrar o cuidado prestado. Os impressos de Sistematização utilizados na instituição por vezes não são preenchidos, considerando que não há tempo suficiente em razão do excesso de atividades do profissional e da escassez de enfermeiros na unidade de trabalho. O correto dimensionamento de enfermeiros possibilitaria a realização adequada das atividades assistenciais e gerenciais.

Há um paradoxo na concepção quanto ao papel do enfermeiro. Enquanto a maioria compreende que, sendo único e responsável pela unidade, sua função primordial é a gerência, outros, embora reconheçam que há problemas referentes à escassez de recursos humanos, preferem afastar-se das atividades gerenciais, dedicando-se à assistência, a fim de não prejudicar os pacientes.

Há atendentes de enfermagem designados para desenvolverem assistência. Muitos desses profissionais já possuem qualificação formal de Auxiliar de Enfermagem, porém são registrados e recebem salários de atendentes. Tal situação constitui-se em mais um agravante que dificulta a implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem.

Nessa categoria pode ser observado que a Sistematização da Assistência de Enfermagem é um dos principais instrumentos para o planejamento do cuidado e desenvolvimento da competência clínica do enfermeiro.

Nesse sentido, os sujeitos do estudo consideram a Sistematização da Assistência de Enfermagem relevante no cotidiano profissional, por conferir outra dimensão ao cuidado. Proporciona cuidados específicos aos pacientes, permitindo acompanhar a evolução de seu estado clínico desde a internação até a alta.

Os depoimentos revelam ainda que há exigência da Gestão do Serviço Técnico de Enfermagem para a implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem nas unidades. São estabelecidos os impressos padrão, mas há dificuldades para extensão a todos os pacientes. Embora haja necessidade organizacional de estabelecimento de prioridades, ela não deve ser dirigida apenas aos pacientes mais graves, pois os de menor complexidade estariam desassistidos.

Os enfermeiros revelam que a Sistematização da Assistência de Enfermagem proporciona uma visão holística, permitindo um cuidado de qualidade, integral, possibilitando melhor avaliação do paciente por meio da detecção de problemas e patologias importantes. Atribuem relevância por perceberem a satisfação dos pacientes, que são considerados em sua singularidade.

Dentre outras importâncias destaca-se na organização do trabalho da equipe de enfermagem. Para os sujeitos, a sistematização direciona o cuidado, o trabalho do enfermeiro e de toda sua equipe e, assim, constitui-se em respaldo legal do trabalho do enfermeiro. Para o exercício da profissão, a equipe de enfermagem necessita ser assegurada conforme os preceitos éticos e legais e protegida das iniquidades. No entanto, nem sempre o registro das atividades ocorre.

Alguns depoimentos revelam que os enfermeiros recebem apoio da Instituição para a implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem através de impresso padronizado em todos os setores. Acredita-se que esta padronização determine uma forma de compromisso dos profissionais para com a Sistematização.

Um discurso ainda revela que a Sistematização da Assistência de Enfermagem permite a valorização do profissional e, assim, é possível ao enfermeiro mostrar sua competência técnica.

A enfermagem depara-se com muitos desafios que contribuem para o afastamento da Sistematização da Assistência de Enfermagem.

O enfermeiro possui muitas atribuições assistenciais e gerenciais. Acaba sendo responsável por atividades que não deveriam ser de sua competência, o que o afasta da Sistematização, por ser o único na unidade. Os demais membros da equipe de enfermagem também têm sobrecarga de trabalho por sofrerem com o déficit de recursos humanos. Esse fator os leva a reorganizar o trabalho por conta própria, retornando aos cuidados funcionais com resistência às ações integrais, afastando-os, assim, de uma proposta holística de assistência.

Um discurso menciona a questão do desrespeito ao cuidado integral, decorrente da divisão de tarefas. O ambiente de preparo de medicações dispõe de espaço para apenas uma pessoa e um só membro da equipe é designado para a administração das medicações, o que remete a uma modalidade funcional de assistência.

Acresce-se uma alta rotatividade dos pacientes, em algumas unidades do hospital, o que é percebido pelos enfermeiros do estudo como prejudicial à implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem e ao registro dos cuidados de enfermagem.

Um depoimento destacou a alta incidência de interrupções no trabalho do enfermeiro, o que se caracteriza como outra dificuldade para a realização da Sistematização da Assistência de Enfermagem. Profissionais, alunos, pacientes e familiares têm livre acesso ao hospital e, assim, é comum que pacientes e familiares interrompam o trabalho dos enfermeiros para solicitarem informações. Uma solução para este caso seria controlar a circulação de pessoas nas enfermarias.

As atividades a serem desenvolvidas são inúmeras e há somente um enfermeiro para se responsabilizar por elas, tornando-se difícil conciliá-las. A competência assistencial abrange a assistência de forma integral, incluindo o cuidado dos familiares, agentes participantes e ativos desse processo. Para outro enfermeiro, a assistência aos familiares insere-se na competência Gerencial e não Assistencial.

Outro discurso expressou que a Prescrição Médica é utilizada para estruturação da Prescrição de Enfermagem, incluindo cuidados médicos mais específicos de forma a facilitar o trabalho da equipe de enfermagem.

Pelas dificuldades que os enfermeiros encontram na Instituição, seus depoimentos mostram ser difícil a implantação, na íntegra, da Sistematização da Assistência de Enfermagem. Por esse motivo, há frustração profissional.

A capacitação foi percebida pelos enfermeiros como elemento crucial. Segundo suas falas, a sistematização da assistência precisa ser ensinada por pessoas competentes. A falta de conhecimento para sua elaboração faz com que alguns enfermeiros transcrevam a prescrição médica na prescrição de enfermagem, por exemplo.

Alguns sujeitos referem-se ainda aos estagiários, aprimorandos, dentre outros aprendizes, como facilitadores do trabalho e da implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem. Referem que dividir as ações de enfermagem com os aprendizes proporciona melhor assistência ao paciente.

Discussão

As principais limitações do estudo referiram-se ao número reduzido de participantes, que não permitem uma generalização dos resultados da pesquisa, e a amplitude do fenômeno pesquisado. No entanto, a pesquisa qualitativa propõe uma análise em profundidade e a discussão dos resultados, de um contexto localizado, em uma perspectiva abrangente.

O estudo contribui para a prática da enfermagem, pois destacou que para implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem é necessário o trabalho integrado e articulado da equipe de enfermagem e o desenvolvimento da competência clínica do enfermeiro. Os desafios referiram-se a sobrecarga do enfermeiro que desenvolve ações assistenciais e gerenciais. O processo educativo foi considerado fundamental para a realização da Sistematização da Assistência de Enfermagem.

A Sistematização da Assistência de Enfermagem tem seu aspecto legal e está inserida no processo de trabalho da enfermagem de forma a propiciar autonomia e visibilidade da profissão.( 10 )

O conhecimento propiciado pela Sistematização da Assistência de Enfermagem é fundamental para concretizar a autonomia profissional. O enfermeiro tem sua competência assistencial, atuando na sua realização, e sua competência gerencial, atuando na gestão no âmbito técnico, hospitalar, da equipe, de recursos humanos, tomada de decisão, liderança, educação permanente, comunicação, entre outros. No entanto, tem se afastado de seu objeto de trabalho - o cuidado - e cada vez mais têm realizado e assumido atividades vinculadas à administração de recursos materiais e de pessoal.( 5 , 11 , 12 )

Nesse sentido o enfermeiro torna-se um ser invisível na representatividade da equipe de saúde, pois enfoca sua atuação na administração do serviço hospitalar e não no gerenciamento da assistência. Com essa perda de identidade profissional, a aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem acaba sendo frequentemente subestimada.( 13 )

Uma outra abordagem da literatura, também encontrado nesse estudo, é o déficit de conhecimento como um fator que dificulta o processo de implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem, pois está relacionado com a prática fragmentada das fases do processo de enfermagem, com a falta do referencial teórico-filosófico e com a dificuldade para desprender-se do modelo biomédico/cartesiano.( 14 )

Portanto, é importante que os enfermeiros compreendam a Sistematização da Assistência de Enfermagem não como uma receita pronta, mas como um método que pode contribuir para o cuidado, para isso torna-se necessário a compreensão da equipe e um programa de educação permanente bem estruturado, visando a sistematização como metodologia científica na atuação da enfermagem.( 15 )

A grande demanda de pacientes sobrecarrega o trabalho da equipe de enfermagem. Por esse motivo, é importante que as chefias dos serviços de enfermagem estejam habilitadas a gerenciar, alocar e controlar os recursos humanos nas instituições de saúde.( 16 )

Como já explicitado alguns desafios integram o caminho de construção da Sistematização da Assistência de Enfermagem nas organizações: o conhecimento, o número de enfermeiros nos serviços, o envolvimento deles com o processo, a valorização por parte da administração da instituição, bem como os indicadores de resultado da assistência. Ao mesmo tempo, realizar este processo requer do profissional base científica, conhecimento, habilidades e atitudes pautadas no compromisso ético, na responsabilidade e no assumir o cuidar do outro.( 4 )

Experiência e conhecimento são habilidades utilizadas pela enfermagem para o alcance de uma assistência de qualidade. Assim, o saber prático associado ao suporte teórico, promove um cuidado mais fundamentado.

A implantação/implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem requer trabalhar com estratégias provindas de um planejamento elaborado que permita participação da equipe, construção de instrumentos e aplicação das etapas embasadas nas Teorias de Enfermagem.( 4 )

Ressalta-se também que o Processo de Enfermagem melhora a qualidade dos registros de enfermagem, favorecendo a avaliação do cuidado e direcionando as ações da assistência. Imprime maior qualidade ao cuidado pela possibilidade de avaliação sistemática e individualizada e contribui para a continuidade da assistência, engendrando satisfação, reconhecimento profissional e vínculo enfermeiro-usuário. Possibilita o processo decisório e norteia o raciocínio do enfermeiro no planejamento da assistência de enfermagem.( 4 , 16 )

Ressalta-se assim que o enfermeiro gerente é o profissional responsável pela coordenação do trabalho da equipe de enfermagem. Esse trabalho envolve ações de cuidado direto e indireto, possibilitando o desenvolvimento de uma prática profissional diferenciada, ressaltando assim a pluralidade de ações do enfermeiro na dimensão gerencial de seu processo de trabalho.( 15 )

Conclusão

Os significados atribuídos pelos enfermeiros gerentes à Sistematização da Assistência de Enfermagem relacionam-se aos aspectos legais da prática profissional, ao trabalho em equipe, ao dimensionamento adequado de recursos humanos. Os desafios desvelados referem-se a resistência para implementação, sobrecarga de trabalho da equipe de enfermagem, escassez de recursos humanos, número excessivo de pacientes e dicotomia entre as funções gerenciais e assistenciais.

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