Medidas antropométricas orofaciais em recém-nascidos a termo

Medidas antropométricas orofaciais em recém-nascidos a termo

Autores:

Andréa Monteiro Correia Medeiros,
Késsya Crislayne Ferreira Santos,
Vinícius do Nascimento Santi,
Felipe Batista Santos,
Berta Raika de Sousa Sereno,
Alline Rosiane Santos de Santana,
Thalyta Prata Leite de Sá,
Íkaro Daniel de Carvalho Barreto,
Débora Martins Cattoni,
Ricardo Queiroz Gurgel

ARTIGO ORIGINAL

CoDAS

versão On-line ISSN 2317-1782

CoDAS vol.31 no.6 São Paulo 2019 Epub 17-Out-2019

http://dx.doi.org/10.1590/2317-1782/20192018261

INTRODUÇÃO

A antropometria tem por objeto de estudo as medidas de tamanho, peso e proporções do corpo humano(1-4). A mensuração das estruturas craniofaciais, especialmente nos primeiros dias de vida, constitui importante dado complementar sobre o estado de saúde neonatal(5-8), sendo seus resultados já utilizados em pediatria, otorrinolaringologia, cirurgia orofacial e síndromes(9-12).

Embora o estudo antropométrico do crânio seja amplamente utilizado na clínica médica neonatal, inclusive com o padrão regional influenciado pelas diversas etnias(13), as medidas antropométricas faciais e respectivas proporções(1,14-17) ainda são utilizadas de forma tímida pelos profissionais de saúde, em particular pelo fonoaudiólogo que atua na área de Motricidade Orofacial.

A antropometria agrega objetividade à avaliação e fornece dados para o diagnóstico diferencial e complementar das alterações, planejamento terapêutico e visualização do prognóstico(14,15,18,19). A aferição das medidas craniofaciais pode se dar por meio da antropometria direta (uso de paquímetros e/ou fita métrica no rosto do paciente) ou indireta (medidas do traçado cefalométrico ou fotografias)(2,4,20,21).

De modo geral, os trabalhos(9,22) enfocam a antropometria do crânio do recém-nascido (RN). Destaca-se, inclusive, um estudo(13) realizado na região Nordeste do Brasil, o qual obteve medidas do perímetro cefálico, distância biauricular e anteroposterior, índice cefálico e medida da fontanela de 450 RNs a termo.

Em relação às medidas e proporções orofaciais, o estudo de diferentes populações tem sido justificado pela grande variabilidade, conforme aspectos etários, geográficos, de sexo(3) e de raça(1,9,14,23), enfocando-se a população adolescente(2) e adulta(3,23,24). Especificamente no Brasil, existem estudos em diferentes grupos, tais como: crianças saudáveis(1); crianças(15) e adultos(25) com a síndrome do respirador oral; população nipo-brasileira(14); jovens do estado do Rio de Janeiro(2); e crianças com desnutrição(18).

Salienta-se, porém, a lacuna de estudos abordando RNs saudáveis, que poderiam trazer conhecimento sobre a morfologia orofacial nessa população, pois sabe-se que as funções orofaciais estão intrinsecamente relacionadas com esse aspecto do sistema estomatognático(1-4). Dessa forma, destaca-se a importância de o fonoaudiólogo ter referenciais das medidas e proporções antropométricas orofaciais em RNs, visando à avaliação objetiva e detalhada da morfologia orofacial e acompanhamento da motricidade orofacial dessa população.

O presente estudo teve como objetivos descrever e comparar as medidas antropométricas e as proporções orofaciais de RNs a termo saudáveis, segundo o sexo, de uma maternidade pública do estado de Sergipe, Nordeste do Brasil.

MÉTODO

Estudo randomizado descritivo e analítico realizado em uma maternidade pública da cidade de Aracaju (SE), que estabeleceu, com base na idade gestacional e no sexo, as medidas orofaciais de RNs saudáveis. Foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal de Sergipe sob nº CAAE 53611316.0.0000.5546.

Participaram do estudo 46 RNs que estiveram internados na maternidade entre o período de agosto de 2016 e fevereiro de 2017. O estudo envolveu risco mínimo aos participantes, relacionado ao eventual constrangimento. Todos os responsáveis pelos participantes assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Os critérios de inclusão adotados foram: RN a termo, Adequado para a Idade Gestacional (AIG) segundo exame físico, clinicamente estável e internado na maternidade na qual foi feito o estudo. Os critérios de exclusão foram: presença de anomalias craniofaciais, intercorrências graves ao nascer (Apgar no 1º minuto <5 e 5º minuto <7) e ter sido alimentado por via alternativa à oral (sonda nasogástrica e/ou sonda orogástrica).

No Alojamento Conjunto da maternidade foi observado o censo diário do setor e foram selecionados, de forma aleatória, a partir de sorteio, os RNs aptos ao estudo (atendendo aos critérios de inclusão e exclusão).

Logo após a coleta das autorizações pelos responsáveis, procedimentos de lavagem das mãos pelos pesquisadores, e tendo as mãos calçadas em luvas de látex, as medidas antropométricas orofaciais dos RNs foram tomadas, estando esses preferencialmente em sono, posicionados no berço ou cama, em posição supina, com os lábios ocluídos.

O procedimento de tomada das medidas foi realizado por quatro pesquisadores previamente treinados pela autora(26) do Protocolo de coleta de dados. As medidas, que foram tomadas em milímetros (mm), tiveram o respectivo cálculo da média aritmética de cada estrutura mensurada. Todas elas foram transcritas no protocolo adaptado, que teve seu cabeçalho ampliado para a população neonatal, e o item “outras medidas orofaciais” excluído (Anexo 1).

Os pontos orofaciais foram marcados com lápis para olhos de cor preta da marca Make B®. Após o procedimento, deu-se a remoção das marcações com algodão macio umedecido em água.

Foi utilizado paquímetro digital da marca Stainless Hardened®, de aço inoxidável, apresentando mostrador de cristal líquido e indicação do sistema de unidades em mm, com resolução de 0,01mm e precisão de +/- 0,03 mm/0,001mm. A ponta do instrumento foi revestida por esparadrapo como segurança, para não machucar o RN. Feito isso, o paquímetro foi zerado, garantindo o ponto de referência inicial de tomada das medidas, eliminando-se eventual interferência do uso do esparadrapo.

O procedimento de obtenção das medidas foi realizado duas vezes com cada RN, pelo mesmo observador, tendo auxílio de um segundo pesquisador para fazer a contenção da cabeça e evitar riscos para o RN. Após cada procedimento, o paquímetro foi higienizado com álcool etílico hidratado 70º INPM e algodão, friccionando cinco vezes nas hastes do instrumento.

Considerando a natureza do sujeito (neonato), havia eventual risco de acordá-lo ou de ocorrer algum movimento brusco que causasse alguma lesão, caso houvesse muita manipulação no procedimento de tomada de medidas. Assim, cada sujeito foi medido apenas duas vezes. Devido a essas limitações, inerentes às características da população estudada, nenhuma medida foi descartada.

Contudo, devido à ausência de limiares na literatura para erro técnico de medida em medidas orofaciais, optou-se por utilizar o gráfico de Bland-Altman(27) para avaliar possíveis discrepâncias. Observou-se, entretanto, que das variáveis analisadas, os descartes se justificavam em 1 ou 2 ocasiões em cada variável, resultando em no mínimo 95,6% das observações com confiabilidade.

Os pontos que serviram como referência para as medidas antropométricas estão representados na Figura 1, são eles: trichion (tr), que é o ponto localizado na inserção do cabelo, na linha mediana da testa (nos RNs que não tinham cabelo, o tr foi considerado como um ponto correspondente ao que seria a inserção do cabelo, na linha mediana da testa); a glabela (g), que é ponto mais proeminente na linha mediana entre as sobrancelhas; o subnasal (sn), que se situa medialmente no encontro da borda inferior do septo nasal com a superfície do lábio superior; o labial superior (ls), que é localizado medialmente na linha do vermelhidão do lábio superior; o estômio (sto), que é um ponto imaginário situado na região medial da intercessão entre a linha vertical mediana da face e a linha horizontal da rima da boca, quando os lábios estão fechados e os dentes ocluídos; o gnátio (gn), que é o ponto localizado na região mais inferior da borda inferior da mandíbula; o canto externo do olho (ex), que é medialmente situado na borda externa do olho, tomando como referência o tecido duro; e o cheilion (ch), que é o ponto localizado na comissura labial(1,14-17) (Figura 1).

Fonte: Acervo dos pesquisadores

Figura 1 Pontos antropométricos orofaciais 

Foram tomadas as seguintes medidas antropométricas: terço superior da face (tr-g); terço médio da face (g-sn); terço inferior da face (sn-gn); distância entre o canto externo do olho e o cheilion (ex-ch) direito e esquerdo; altura do filtro (sn-ls); altura lábio superior (sn-sto) e altura do lábio inferior (sto-gn)(17) (Figura 2).

Fonte: Acervo dos pesquisadores

Figura 2 Medidas antropométricas orofaciais 

Após a tomada das medidas, foram calculadas as proporções orofaciais: lábio superior dividido pelo lábio inferior (sn-sto/sto-gn); terço superior dividido pelo terço inferior (tr-g/g-sn); e terço médio dividido pelo terço inferior (g-sn/sn-gn)(17).

Os dados coletados foram tabulados em uma planilha do programa Microsoft Excel 2016® e tratados com nível de significância de 5% (p<0,05).

Os dados foram descritos por meio de frequências simples e percentuais, quando categóricas, além de média e desvio-padrão quando contínua. As diferenças de média foram avaliadas através do Teste de Mann-Whitney, e as associações através do teste Exato de Fisher. A concordância entre as medidas foi calculada por meio da correlação de Pearson.

Devido à disponibilidade de dados, todas as significâncias foram avaliadas de forma exata. Foram calculados tamanhos de efeitos D de Cohen, sendo interpretados conforme proposto por Sawilowsky(28): Muito pequeno (0,01), Pequeno (0,20), Médio (0,50), Grande (0,80), Muito Grande (1,20) e Enorme (2,0).

RESULTADOS

Os resultados deste estudo seguem apresentados na Tabela 1. Na totalidade dos participantes, quanto à idade gestacional ao nascimento (IGN), não houve diferença entre os grupos, sendo que a mesma variou entre 36,43 e 42,57 semanas, sendo a idade média dos RNs estudados de 39,24 (DP: 1,51) semanas.

Tabela 1 Média da idade gestacional, medidas e proporções antropométricas orofaciais em recém-nascidos, pareados por idade e sexo. Aracaju, 2017 

Sexo
Geral
Média (DP)
Feminino
Média (DP)
Masculino
Média (DP)
p-valor D
IG (semanas) 38,84 (1,33) 39,55 (1,59) 0,086 -0,245
Terço superior (mm) 30,37 (4,46) 30,13 (4,45) 30,55 (4,56) 0,818 -0,046
Terço médio (mm) 28,17 (2,60) 27,26 (1,72) 28,87 (2,96) 0,030 -0,362
Terço inferior (mm) 32,24 (3,50) 30,92 (3,25) 33,26 (3,40) 0,039 -0,355
Canto externo do olho lado direito (mm) 35,91 (2,46) 35,48 (1,96) 36,25 (2,78) 0,438 -0,160
Canto externo do olho lado esquerdo (mm) 35,69 (2,36) 35,30 (2,34) 36,00 (2,38) 0,406 -0,151
Lábio superior (mm) 11,96 (1,58) 11,23 (1,33) 12,52 (1,55) 0,007 -0,449
Lábio inferior (mm) 21,34 (3,30) 20,32 (3,66) 22,12 (2,83) 0,013 -0,285
Filtro (mm) 8,26 (1,10) 7,83 (0,77) 8,60 (1,21) 0,007 -0,404
Lábio Superior / Lábio Inferior 0,56 0,56 (0,08) 0,57 (0,08) 0,706 -0,065
Terço Superior / Terço Médio 1,07 1,11 (0,17) 1,06 (0,13) 0,240 0,166
Terço Médio / Terço Inferior 0,87 0,89 (0,09) 0,87 (0,08) 0,520 0,101

Legenda: IG = Idade Gestacional; mm = Milímetro; DP = Desvio-padrão; D = tamanho de efeito D de Cohen; Teste de Mann-Whitney.

Legenda: tr = trichion; g = glabela; sn = subnasal; ls = lábio superior; sto = estômio; ch = cheilion; gn = gnátio; ex = canto externo do olho

Quanto à concordância entre as medidas, foi utilizada a correlação de Pearson. As correlações foram significativas para todas as medidas faciais e superiores a 0,8 para terço superior (tr-g) (0,863), terço médio (g-sn) (0,821), terço inferior (sn-gn) (0,833), canto externo do lado direito (ex-ch) (0,800), lábio superior (sn-sto) (0,813) e lábio inferior (sto-gn) (0,820). O filtro (sn-ls) obteve concordância de 0,727, e o canto do olho esquerdo (ex-ch) de 0,549.

Em relação à média das medidas faciais, foram encontradas diferenças para terços médio e inferior da face, com valores maiores no sexo masculino. Também houve diferenças nas médias das medidas de lábio superior, inferior e filtro, novamente maiores no sexo masculino. Todas as diferenças observadas foram classificadas entre pequena e média magnitude, segundo o critério de Cohen. As demais medidas, incluindo as proporções, não apresentaram diferenças significativas entre os sexos (Tabela 1).

Em relação aos valores gerais encontrados para as proporções orofaciais, a saber, lábio superior e lábio inferior (sn-sto/sto-gn), terço superior e terço médio (tr-g/g-sn) e terço médio e terço inferior (g-sn/sn-gn), não houve diferenças entre os grupos (Tabela 1).

DISCUSSÃO

O estudo da antropometria em Motricidade Orofacial, com o estabelecimento de valores de referência para diversas populações, além de trazer vantagens para a avaliação, facilita a comunicação interdisciplinar, uma vez que o fonoaudiólogo pode basear suas evidências e demonstrá-las aos demais profissionais a partir de dados objetivos(17).

A presente pesquisa é pioneira no sentido de investigar as medidas e proporções orofaciais em RNs nascidos na região Nordeste do Brasil. O estudo demonstrou que é possível realizar a avaliação morfológica facial objetiva e quantitativa em RNs, utilizando-se parâmetros de medidas a partir da contenção da cabeça, preferencialmente durante o estado comportamental de sono, em posição supina, atentando-se à segurança na utilização do paquímetro.

Uma vez que alterações na morfologia facial impactam nas funções orofaciais(1-4), destaca-se a aplicabilidade da avaliação das medidas e proporções antropométricas orofaciais em idade precoce (junto aos RNs). A realização de pesquisas nessa área, como o presente estudo, visa agregar conhecimentos sobre as medidas orofaciais na população estudada, estabelecendo referenciais, para que se possa avaliar possíveis variáveis que comprometam o desenvolvimento e amadurecimento das funções orofaciais.

Tendo em vista a realização dessa avaliação objetiva, da morfologia facial em RNs aqui proposta, acredita-se que, com a intervenção precoce, será possível minimizar eventuais interferências morfológicas nas funções orofaciais, procurando garantir o adequado desenvolvimento das mesmas em RNs.

O atual estudo evidenciou que, já no período inicial de vida, em RNs a termo e saudáveis, existem diferenças entre os sexos para algumas medidas antropométricas orofaciais, coincidindo com o padrão descrito na literatura(14,22) sobre a média de medidas, sempre maiores no sexo masculino.

Na face do adulto, a literatura(29) traz como valores de referência uma altura do lábio superior com média de 19 a 22 mm e do lábio inferior de 38 a 44 mm, com valores maiores no sexo masculino. O presente estudo também corrobora essa relação entre os RNs, com maiores valores no sexo masculino, conferindo o disformismo sexual na população estudada para algumas medidas coletadas.

Os resultados do presente estudo também vão ao encontro de pesquisas que indicam existir diferenças estatísticas das medidas antropométricas orofaciais entre os sexos, porém essas diferenças não foram encontradas entre as proporções orofaciais(1,15). Futuros estudos são necessários para que haja melhor compreensão dessas variáveis na população estudada, esclarecendo o impacto clínico desses achados.

Na população neonatal, um estudo(30) no norte da Índia apontou os valores de 8,85 mm para o filtro de RNs do sexo masculino e 7,75 mm para sexo feminino, tendo como média 8,30 mm, valor muito semelhante ao encontrado na população aqui estudada (8,26 mm).

Entretanto, a escassez de estudos específicos das medidas antropométricas orofaciais na população de RNs dificultou a comparação detalhada dos achados deste estudo com outras pesquisas envolvendo essa faixa etária. Como limitação do presente estudo, inerente às características da população, houve, por exemplo, a ausência de cabelo do RN, levando à necessidade de suposição sobre a localização do trichion (tr), o que pode comprometer a exatidão dos dados.

Outra limitação foi a impossibilidade de múltiplas aferições das medidas faciais do neonato, quando houvesse discrepância entre valores, o que levou ao não descarte de medidas com relativa concordância, tal como canto do olho esquerdo. Por outro lado, todos os resultados significativos entre os grupos referiram-se a medidas e proporções que obtiveram alta concordância.

Esta pesquisa contribuiu para a caracterização de medidas antropométricas e proporções orofaciais em RNs saudáveis de uma maternidade do estado de Sergipe. Tendo em vista a variabilidade regional, esses valores não podem ser generalizados para RNs de outras regiões, sendo fundamental a ampliação do estudo em diferentes estados.

CONCLUSÃO

O estudo estabeleceu as medidas e proporções orofaciais em RNs saudáveis de uma maternidade do estado de Sergipe, evidenciando as diferenças existentes entre os sexos logo ao nascimento, sempre maiores no sexo masculino.

De modo geral, é possível apontar a presença de disformismo sexual para as medidas da face ao nascimento, enquanto não há evidências desse achado quando se trata das proporções orofaciais na população estudada.

Devido à variação regional, faz-se necessária a ampliação do estudo com populações de outras localidades, através de um estudo multicêntrico, para criar um perfil antropométrico do recém-nascido brasileiro.

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