O Brasil, a geo-história e Pierre Monbeig

O Brasil, a geo-história e Pierre Monbeig

Autores:

Larissa Alves de Lira

ARTIGO ORIGINAL

História, Ciências, Saúde-Manguinhos

versão impressa ISSN 0104-5970versão On-line ISSN 1678-4758

Hist. cienc. saude-Manguinhos vol.26 no.2 Rio de Janeiro abr./jun. 2019 Epub 19-Jun-2019

http://dx.doi.org/10.1590/s0104-59702019000200016

Abstract

This research note is the product of a doctoral thesis defended in January 2017 at the University of São Paulo and the École des Hautes Études en Sciences Sociales. It addresses the trajectory of the French geographer Pierre Monbeig in France and Spain, as well as his participation in a French scientific mission to Brazil which helped shape Brazilian geography. This work will be followed by an article which will situate Monbeig’s intellectual inheritance within the theoretical landmarks of Brazilian geo-history, comparing and contrasting specific details of the geo-history of Fernand Braudel.

Key words: Pierre Monbeig (1908-1987; Brazilian geography; geo-history of knowledge; long duration; geo-history of Brazil

Felipe II e o Mediterrâneo, belo tema. Mas por que não o Mediterrâneo e Felipe II? Um tema com efeito muito mais amplo (Carta de Lucien Febvre a Fernand Braudel citada em Daix, 1999, p.95).

Teria o geógrafo francês Pierre Monbeig desenvolvido uma geo-história do Brasil a partir da experiência de estudos e de docência na Universidade de São Paulo (USP) entre 1935 e 1946? A geo-história do Brasil de Pierre Monbeig não é vista aqui como uma continuidade à obra magistral de outro jovem, historiador, que lhe era contemporâneo e companheiro de trabalho nos anos de fundação da USP: Fernand Braudel.1 Diferentemente da ideia de continuidade de um autor em relação ao outro, nossa hipótese é que Fernand Braudel e Pierre Monbeig se situem ambos na linha de pesquisas anteriormente aberta por Vidal de la Blache, reconhecido pelos dois autores como um mestre na observação geográfica das paisagens e na pesquisa de arquivos sobre a constituição dos territórios e regiões francesas. Essa é a hipótese que será desenvolvida no estudo em preparação e que será aqui discutida em linhas gerais. O conceito de geo-história se define como uma abordagem que procura “identificar as lógicas particulares da configuração do território em suas formas mais duráveis” (Droulers, 2001, p.273).

Assim, aprofundaremos o argumento no sentido de que Pierre Monbeig e Fernand Braudel teriam elaborado abordagens concomitantes da geo-história, com enfoques diferentes, segundo as suas relações com os espaços geográficos (e que também eram objetos de suas teses) a que se ligavam2 intelectualmente. O Brasil, como espaço geográfico e de conceitualização da geografia, participou da conformação do pensamento de Monbeig, dando conotações particulares à geo-história desse autor. A partir do desenvolvimento do argumento acima resumido, espera-se demonstrar como a leitura de Pierre Monbeig sobre o Brasil também procurou (tal como Braudel fizera em O Mediterrâneo e o mundo mediterrâneo na época de Felipe II), formas duráveis do território ao longo do tempo.

Acreditamos que uma das inovações de nossa proposta analítica apareça no uso de uma metodologia geográfica para abordar a construção dos saberes, ou o campo que foi chamado de geografia da ciência (Livingstone, 2004).3 É de ressaltar, ademais, que tais resultados atribuídos a Monbeig foram alcançados tendo como base uma perspectiva metodológica que buscava situar sua trajetória “em tempos longos” da tradição intelectual à qual ele era filiado.

Nos marcos da longa duração, fomos levados a observar a trajetória de Monbeig nos tempos lentos da evolução da tradição geográfica francesa, suas rupturas graduais e, por fim, sob a perspectiva de que o Brasil ajudara a conformar aspectos importantes de seu pensamento, que, em linha com a geo-história de Vidal de la Blache, adquiriu características específicas em relação à geo-história de Fernand Braudel.

Os desafios postos por uma geografia da ciência, ou uma geo-história dos saberes

Um dos principais desafios surgidos no processo de construção deste artigo foi o de adaptar as intuições gerais da geografia à história da ciência. Para desenvolver uma história dos saberes de longa duração e que fosse ao mesmo tempo geográfica, que se poderia também denominar geo-história dos saberes, foram necessários alguns procedimentos intelectuais: primeiro, diluir as fronteiras corporativas das disciplinas; depois, entendê-las como saberes, como dimensões mais ou menos fechadas às histórias social, econômica, política e das civilizações; em seguida, foi preciso entendê-las como dinâmicas de construção do saber superficiais sob uma camada de movimentos mais lentos de ideias que se desenvolviam no plano de mentalidades, das sociedades e das culturas. Por fim, entender a formação dessas ideias como condicionadas por espaços.

Não queríamos, contudo, aplicar um determinismo geográfico estreito. Não era apenas a dimensão espacial que condicionava o movimento das ideias.4 Assim, tentamos desenvolver uma história intelectual mais abrangente que apontasse para determinada evolução dos saberes, que estivesse condicionada pelos deslocamentos, pela circulação das ideias e pelas características dos espaços, mas que também remetesse ao plano individual da construção da trajetória do cientista. Nesse sentido, desenvolvemos dimensões de análise que partiam dos espaços e das tradições geográficas, com “enraizamentos regionais” (pensar, por exemplo, que a tradição geográfica francesa se desenvolveu de maneira específica em relação à alemã), passavam pelas mediações “dos contextos históricos” e pelas “disposições coletivas dos grupos”, e terminavam por “escolhas individuais”, ainda que num quadro de “possibilidades limitadas pelas outras esferas”.

O peso da tradição

Pierre Monbeig ingressara no curso de geografia e história da Sorbonne no ano letivo de 1924-1925.5 Após a retomada da Alsácia-Lorena, a crise de 1929 e a descoberta de novas paisagens pelos geógrafos devido aos deslocamentos de guerra, logo após, também, a morte de Vidal de la Blache em 1918, a disciplina geográfica vivia um momento singular. Os caminhos possíveis que a geografia poderia trilhar tendiam a uma renovação epistemológica, e duas vias se mostravam as mais prováveis, sendo que a adoção de uma terceira via era implicação de um passo para fora da disciplina. Esses caminhos estavam postos ao jovem Monbeig devido ao conflito travado pelos catedráticos das instituições francesas, Albert Demangeon e Jean Brunhes,6 e às dissidências sofridas pela geografia.

De um lado, podia-se continuar o estudo do efeito da resistência que as paisagens do Antigo Regime ainda representavam na estrutura agrária francesa, a exemplo do que Paul Vidal de la Blache fizera no seu célebre Tableau de géographie de la France. Um de seus discípulos, Jean Brunhes, seguira essa via. De outro lado, outro viés possível era deixar-se seduzir pelo modo como a modernização econômica transformava essa estrutura agrária. Seguindo essa via, Albert Demangeon fora um estudioso do Império inglês, dos regimes agrários e da crise de 1929. Para ele, porém, as mudanças deveriam estar inseridas nessa camada de resistências da estrutura agrária, pois, caso contrário, seria como saltar do legado de Vidal. Um terceiro caminho foi seguido pelo jovem Pierre Vilar (1962), que concluía, como estudante de geografia com tese de doutorado em andamento na Espanha, que a modernização espanhola não dependia em quase nada da geografia do meio físico espanhol.

Vivendo na Espanha, onde encetou sua primeira tentativa de elaborar uma tese de doutorado após os estudos parisienses e, por isso, convivendo com Pierre Vilar, o jovem Pierre Monbeig não seguira os passos de Vilar, mas sim o caminho aberto por Albert Demangeon, ou seja, uma linha de modernização da disciplina que não significava o abandono da geografia de Vidal de la Blache. O trabalho de finalização do curso de Pierre Monbeig (1929) sobre o efeito da metrópole parisiense no pays d’Yvelines, que marca a entrada de Monbeig na comunidade científica, é um exemplo dessa atitude intelectual sobre como a geografia poderia continuar a evoluir.

Dessa maneira, o trabalho de Pierre Monbeig (1929) sobre o pays d’Yvelines, área metropolitana de Paris, tratou de estudar o desaparecimento gradativo da pequena propriedade ou, em outras palavras, de uma resistência “à francesa” à modernização, sob pressão da metropolização parisiense. Essa atitude quanto à atualização disciplinar se repetirá quando entabular uma primeira tentativa de desenvolver uma tese de doutorado na Espanha: uma geografia humana das ilhas Baleares (Monbeig, 1932).

Em fins do século XVIII, a Europa ainda possuía suas zonas pioneiras internas, embora sua colonização estivesse praticamente concluída frente à lenta transição da economia medieval para uma economia de mercado. As ilhas Baleares constituíam uma dessas zonas pioneiras. Monbeig recua ao século XVIII para demonstrar que a modernização econômica comandada pelas forças do mercado ocorria em uma ilha espanhola já naquele século, em contraposição ao arcaísmo que Jean Brunhes (1911) fizera questão de ressaltar em pleno século XX nessas mesmas ilhas.

Mas, diferentemente do que concebia em Yvelines, as ilhas Baleares não se constituíam apenas como uma zona pioneira interna comandada por um forte capitalismo local. Eram também uma zona de colonização política, com um centro que lhe era externo, inglês e metropolitano. Nesse espaço, Monbeig percebe um hiato entre uma lógica econômico-política que vinha de fora e a dinâmica local de uma economia natural, cuja reprodução material se dava em termos de respostas culturais de rimo lento e pressões da vida biológica dos indivíduos sobre o meio, estando as trocas econômicas em situação superficial e periférica. Na Espanha, ele compreendeu as diferentes lógicas de uma economia natural e de uma economia de mercado, sem as dissociar.

Nesse sentido, o estudo de Yvelines posicionara Monbeig no campo intelectual como um jovem interessado na modernização e que, pari passu, “modernizava” a disciplina geografia lentamente. Assim, Monbeig não via as lógicas modernas dissociadas dos ritmos de desenvolvimentos naturais e das resistências das paisagens e das estruturas agrárias, retomando a forte intuição da importância das permanências de Vidal de la Blache.

O espaço brasileiro

No momento de sua chegada ao Brasil, os dispositivos teóricos disponíveis a Monbeig respondiam à necessidade de explicar o mundo a partir de um ponto de vista francês, desenvolvidos pelo geógrafo Paul Vidal de la Blache a partir do estudo das regiões francesas: salientavam-se a importância das estruturas e dos gêneros de vida, um lento desenvolvimento cultural de uma civilização que se organizara em situação de fechamento econômico, uma península que se conformara a partir da pressão exercida pelo comércio marítimo vindo de fora, forças econômicas, portanto, que reverteram sua situação de forças periféricas para fazer transferir o centro da Europa do sul para o norte. De toda maneira, uma posição dominante ressaltava a harmonia de uma sociedade em situação de isolamento relativo.

Todavia, ainda em face de um novo contexto, Pierre Monbeig não teve uma postura radical do ponto de vista epistemológico nem deixou de compreender os processos internos do país novo. O Brasil foi visto como um espaço cuja compreensão exigia inverter os nexos espaciais e evolutivos dos modelos europeus. Ao contrário da França medieval, o Brasil era prioritariamente colonizado pelas forças do mercado, que vinham de fora. Mas Monbeig não deixou de perceber que essas forças se apropriavam da vida desenraizada dos gêneros de vida sertanejos e tropicais, que se esforçavam por aproveitar-se de solos com parcos recursos e potencializavam mobilidades nômades em função do aumento das margens de lucro dos produtos tropicais no mercado internacional. Apesar de ter desenvolvido uma visão cíclica do movimento da franja pioneira, segundo já apontava uma historiografia local, Monbeig procurou aprofundar intuições geográficas sobre o entendimento do espaço brasileiro, elaborando concepções que não priorizavam o raciocínio da descontinuidade dos ciclos econômicos, mas do sôcle (base) geográfico comum sob o qual eles atuavam. Poder-se-ia afirmar que Pierre Monbeig via a epistemologia da geografia como um equilíbrio desejado entre sua tradição intelectual e a lógica imposta pela observação do terreno. Ele tinha um espírito aberto à rearticulação dos pressupostos científicos da geografia a partir de uma lógica interna que pudesse explicar os movimentos particulares do Brasil, para depois voltar a associá-los a movimentos mais gerais. Preferiu aprimorar teorias parciais, com o objetivo de torná-las melhores, do que abandoná-las e perder com isso acúmulos teóricos essenciais que já lidavam com problemas importantes da história das civilizações. Por outro lado, fora necessário adaptar essas teorias à compreensão do espaço brasileiro com suas injunções específicas.

Nessa linha, Pierre Monbeig viu um Brasil profundo nos termos seguintes: “de gênero de vida nômade, sendo tropical, longínquo, exuberante, vazio, vasto e fronteiriço”, em comparação com os espaços conceitualizados na França e na Espanha. Ademais, o contexto intelectual do Brasil era de uma intelectualidade militante, preocupada com diferentes retratos da nacionalidade (Miceli, 2001), o que foi para ele fundamental. Tanto as disposições pessoais de Monbeig como o fato de ter herdado uma tradição, bem como sua ideologia, seu círculo de relações, o contexto, o deslocamento e a busca por incorporar as características próprias do espaço brasileiro nas redes explicativas da geografia francesa, agiram para conformar a mudança que se operaria nessa geografia a partir do Brasil. Dando continuidade ao cerne do raciocínio de Vidal de la Blache, intelectual que fora historiador de formação e geógrafo de vocação, Monbeig desenvolveu no Brasil uma geo-história do espaço brasileiro com base em raciocínios sistêmicos. Esse tipo de raciocínio, que se associava à herança histórica de Vidal, considerava a resistência dos gêneros de vida indígenas nômades, a circulação interna, o movimento expansivo das forças econômicas e a entrada específica desse espaço aberto nas redes de uma economia mundial.

Considerações finais

Tal como o Mediterrâneo de Braudel, onde as margens serão o centro dinâmico de uma economia mundo, o Brasil de Monbeig é também um espaço marginal no limiar do século XX. Neste país, Pierre Monbeig enceta um estudo sobre as franjas pioneiras de São Paulo e do norte do Paraná. As zonas pioneiras são zonas recentes de colonização pelas forças do mercado. Estão associadas a problemas mais gerais da economia mundial, como a transição de um sistema de menor produtividade para um sistema de maior produtividade, com o auxílio de zonas externas. Esse processo apresentou-se de maneira paradigmática na transição do feudalismo para o capitalismo na Idade Média europeia, cujo modelo foi elaborado por Henri Pirenne (1963) e já havia influenciado outros historiadores. O modelo de Pirenne também fora importante para a geo-história de Monbeig do ponto de vista do dinamismo da relação entre centro e periferia, assim como para Braudel na tônica ao papel do comércio e da circulação.

Apesar de grandes semelhanças entre a geo-história de Fernand Braudel e a geo-história de Monbeig, aparecem diferenças importantes. A mais saliente delas é que Monbeig sugeriu maior espaço para atuação dos atores e das mentalidades na sua proposição (Salgueiro, 2006). Estudando um país em pleno século XX, em um momento de formação do Estado nacional, Monbeig não deixou de considerar o papel dos atores, ao contrário de Braudel que, em tom de ironia, apelidou Felipe II de “o rei papeleiro”, porque não tinha compreensão do peso do espaço mediterrâneo e embaralhava-se em papéis (Braudel, 1983).

Monbeig se esforça por situar o estudo da zona pioneira brasileira como um dos exemplos típicos de transição de um sistema econômico pouco produtivo para um sistema econômico mais produtivo, considerando o papel de “mentalidade bandeirante”. O estudo da zona pioneira brasileira é mais um sobre o processo de nascimento do capitalismo em situação de marginalidade na historiografia geral. A comparação entre o Brasil atual e a Europa medieval foi feita explicitamente por Monbeig.7

Ainda tal como Braudel, a geo-história do Brasil de Monbeig levou em consideração não apenas o estudo dos processos marginais, nos marcos do problema do desenvolvimento, mas também uma evolução estrutural apoiada em características geográficas específicas e que determinava a forma de entrada do Brasil em uma economia mundial. Esse ritmo relativo de desenvolvimento colocou o Brasil na posição de ser compreendido com base em raciocínios comparados e sistêmicos, mas Monbeig o fizera com um raciocínio mais sistemático do que Braudel. Com os polos do sertão, da zona pioneira e da metrópole paulista envolvidos em uma estrutura de interpenetrações internas que levavam o capitalismo a continuar o seu avanço, Monbeig praticamente criou um modelo com um desequilíbrio estrutural interno que condizia ao movimento de expansão do capitalismo em espaços vazios e abertos como o Brasil. O contexto territorial do Brasil ajudou a conformar uma certa geo-história do espaço brasileiro, que partiu de suas estruturas duráveis para descortinar como se dá o avanço do capitalismo em situação de marginalidade da economia mundial.

REFERÊNCIAS

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