O efeito imunomodulatório de células-tronco mesenquimais

O efeito imunomodulatório de células-tronco mesenquimais

Autores:

Luciana Cavalheiro Marti,
Andreza Alice Feitosa Ribeiro,
Nelson Hamerschlak

ARTIGO ORIGINAL

Einstein (São Paulo)

versão impressa ISSN 1679-4508versão On-line ISSN 2317-6385

Einstein (São Paulo) vol.9 no.2 São Paulo abr./jun. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/s1679-45082011rw1843

INTRODUÇÃO

A fonte mais bem caracterizada de células-tronco adultas ainda é medula óssea adulta, que contém uma população heterogênea de células, incluindo células-tronco hematopoiéticas, macrófagos, eritrócitos, fibroblastos, adipócitos, e células endoteliais. Além desses tipos de células, a medula óssea também contém um conjunto de células-tronco não hematopoiéticas com potencial para múltiplas linhagens(1,2). Essas células-tronco são chamadas de células-tronco estromais ou células-tronco mesenquimais, agora, mais comumente, de células estromais mesenquimais (CTMs). As CTMs são células primitivas que se originam da camada germinativa mesodérmica, classicamente, foram descritas como capazes de gerar tecidos conjuntivos, células de músculo esquelético, e células do sistema vascular.

Há mais de 30 anos, Friedenstein et al.(3) fizeram o primeiro relato de evidências de células parecidas com fibroblastos que podiam ser isoladas da medula óssea por meio de aderência ao plástico em culturas. Descreveram uma população de células precursoras estromais multipotentes, fusiformes e clonogênicas em condições de cultura, e a definiram como uma unidade formadora de colônia de fibroblastos (CFU-F).

Mais recentemente, o Comitê de Células-Tronco Mesenquimais e de Tecidos da International Society for Cellular Therapy [Sociedade Internacional para Terapia Celular] propôs critérios mínimos para caracterizar as CTMs humanas(4).

Assim, as CTMs devem aderir ao plástico quando mantidas em condições padrão de cultura. Ademais, devem expressar CD29, CD73, CD90 e CD105, e não ter expressão de CD34, CD45, CD14 e do antígeno leucocitário humano (HLA)-DR na superfície. E ainda devem ter o potencial para se diferenciarem em osteoblastos, adipócitos e condroblastos in vitro. Essas observações foram a base para a maioria dos estudos atuais sobre células estromais derivadas da medula óssea. Entretanto, muitas questões ainda continuam sem resposta quanto à verdadeira natureza e identidade de CTMs, incluindo sua localização, origem e multipotencialidade. O isolamento de CTMs foi descrito a partir de vários tecidos, como medula óssea, tecido adiposo, fígado, músculo, líquido amniótico, placenta, sangue do cordão umbilical e polpa dentária(58).

Efeito imunomodulatório de CTMs

As CTMs humanas (hMSC) são caracterizados pela baixa expressão do complexo principal de histocompatibilidade (MHC) classe I e pela ausência de moléculas coestimulatórias, como CD80, CD86, ou CD40, e são descritas pelo seu efeito imunomodulatório sobre as células do sistema imunológico. Além disso, as hMSC não induzem a proliferação de linfócitos alogênicos ou xenogênicos, causando efeitos sobre a função de linfócitos B, inibindo sua diferenciação em células plasmáticas, e mostraram interferir com a diferenciação, maturação e função de células dendríticas(911).

Impacto das hMSC nas células T

Alguns estudos demonstraram que as CTMs afetam várias propriedades de células T e definitivamente suprimem a proliferação de células T CD4+ e CD8+(12). A redução da proliferação de células T foi evidente mesmo quando as células eram cocultivadas com CTMs separadas por uma membrana transwell, sugerindo que, além da interação célula-célula, existem fatores solúveis envolvidos nesse mecanismo supressor(12).

Além de sua habilidade de dificultar a proliferação de células T ativadas, as CTMs prolongaram a sobrevida de células T em estado quiescente. As CTMs resgataram células T da morte celular induzida por ativação, por meio da regulação negativa do receptor Fas e do ligante Fas na superfície de células T e pela inibição de proteases endógenas envolvidas na morte celular. As CTMs também reduziram a apoptose mediada pelo receptor Fas de células T leucêmicas Jurkat que expressam CD95. Em contraste, o resgate da morte celular induzida por ativação não teve associação com uma alteração significante na expressão de Bcl-2, um inibidor de apoptose induzida por estresse celular(13).

As CTMs inibiram a formação de células T citotóxicas, mas elas não interferem com a lise de células CTLs e NK(14). Quando se aborda a especificidade das células T inibidas por CTMs, os estudos demonstraram que as CTMs exibem diferentes efeitos sobre as respostas celulares de células T específicas de aloantígeno e de vírus [15]. Portanto, a proliferação de células T e a secreção de IFN-γ induzidas por vírus foram menos afetadas pelas CTMs do que a resposta a aloantígenos(15).

Recentemente, vários estudos investigaram o impacto de CTMs sobre células T regulatórias, que desempenham um papel importante na indução de tolerância periférica e na inibição de respostas imunes pró-inflamatórias(16). É interessante notar que as CTMs promovem de forma significativa a expansão e a capacidade inibitória das células T regulatórias(16).

Várias moléculas associadas à membrana celular e moléculas solúveis foram identificadas na contribuição da inibição mediada por CTMs da proliferação e atividade de células T. Elas incluem prostaglandina E2 (PGE2), fator de crescimento transformador -β(TGF-β), indoleamina 2,3-dioxigenase (IDO), e ácido nítrico (NO)(1720).

Efeito de hMSC nas células B

As CTMs expandidas em cultura consistentemente suprimiram a diferenciação terminal de células B em plasmócitos. Investigações anteriores mediram os efeitos de CTMs mediante a captação de 3H-timidina de células B estimuladas por vários outros antígenos (2123), e todos esses estudos, com uma exceção (22), mostraram o efeito inibitório de CTMs sobre a proliferação de células B.

Entretanto, estudos recentes relataram dois efeitos opostos sobre a diferenciação de células B. Dois estudos mostraram “supressão de diferenciação de células B” (22, 24) e os outros dois mostraram “aumento” (25, 26).

Por outro lado, mesmo em estudos posteriores, Rasmusson et al. identificaram a supressão de diferenciação de células B estimulada por LPS por fatores humorais secretados por CTMs (25). Essas discrepâncias podem ser devidas a vários fatores e condições, incluindo diferentes vias de sinalização iniciadas por estímulos por meio das moléculas BCR, TLR, ou CD40, via contato célula-célula ou fatores humorais, potência dos estímulos, linhagem de origem das CTMs, pureza de células B, e/ou CTMs. Asari et al. mostraram que a supressão da proliferação de células B estimuladas por LPS in vitro requer uma proporção de CTM para célula B maior que aquela requerida para suprimir a diferenciação de células B. E esse estudo sugeriu que o menor número de plasmócitos diferenciados em coculturas B/CTM não é mediado por apoptose(27).

Efeito das CTMs nas células dendríticas

As células dendríticas (DC) exibem uma ampla capacidade de induzir respostas de células T e de produzir citocinas pró-inflamatórias, como o fator de necrose tumoral (TNF)-α, IL-1β, e IL-6(28). Devido essas propriedades, as DC desempenham um papel vital na iniciação e manutenção da DECH e de várias doenças autoimunes(28).

Estudos recentes investigaram se as CTMs são capazes de modular o fenótipo e função de DC. Demonstrou-se que as CTMs inibem a capacidade imunoestimulatória de DC humanas que são diferenciadas de monócitos sanguíneos após alguns dias na presença de várias citocinas(29). Assim, as CTMs impedem de forma acentuada a diferenciação de monócitos sanguíneos humanos em DC imaturas, assim como a maturação das DC por meio de interação célula-célula, já que o sobrenadante das culturas de CTMs não interfere na maturação das DC. Ainda, as CTMs inibiram a endocitose e a produção de IL-12 pelas DC. As CTMs também suprimiram, de forma eficaz, a capacidade das DC de estimular a proliferação de células T, reduziram a polarização mediada por DC de células T CD4+ em células pró-inflamatórias Th1 e promoveram a indução das respostas de células Th2(29).

Todos esses achados mostram que as CTMs conduzem as DC humanas em direção a um fenótipo tolerogênico. Quando são focados os mecanismos dos efeitos de CTMs sobre as propriedades imunomodulatórias das DC, alguns estudos demonstraram que a prostaglandina E2 contribui para uma diminuição de liberação de citocina por DC(30). Outros fatores solúveis foram também descritos, como IL-6 e fator estimulante de colônia de macrófagos (M-CSF), além do contato célula-célula, e desempenham um papel na inibição mediada por CTMs da diferenciação, produção de citocinas e capacidade das DC em estimular células T(31).

Uso de CTMs para tratar doença do enxerto contra hospedeiro (DECH)

As propriedades imunomodulatórias de CTMs foram demonstradas em vários modelos animais relacionados à DECH e rejeição de enxerto após transplante de células ou órgãos. A administração sistêmica de CTMs derivadas de medula óssea alogênica de babuínos prolongou a sobrevida de enxertos de pele(32). E alguns estudos documentaram que a coadministração de CTMs derivadas de medula óssea autóloga e medula óssea de doador melhorou a sobrevida de enxertos de pele e reverteu a DECH em ratos(33).

Estudos adicionais analisaram o potencial de CTMs para o tratamento de DECH. Yañez et al. demonstraram que a infusão de CTMs derivadas de tecido adiposo em camundongos transplantados com enxertos hematopoiéticos haploidênticos foi capaz de controlar a DECH(34). Mostraram que apenas infusões precoces de CTMs após o transplante são eficazes para controlar a DECH, e repetidas aplicações de CTMs são necessárias para a melhora da DECH(34).

Além disso, Nauta et al. relataram que a infusão de células de medula óssea de doadores em combinação com CTMs murinas do hospedeiro realça a enxertia em um modelo murino de transplante de medula óssea alogênica(35). Entretanto, eles também observaram que o cotransplante de células de medula óssea de doadores e de CTMs murinas resulta em aumento da rejeição de células de medula óssea e que as CTMs de doadores infundidas são capazes de induzir resposta de células T de memória(35).

Com base nas capacidades imunomodulatórias de CTMs in vitro e in vivo usando modelos animais, vários estudos clínicos foram realizados para avaliar potenciais tratamentos de DECH com CTMs. As CTMs derivadas de medula óssea foram administradas em coinfusão com células-tronco hematopoiéticas de gêmeos idênticos para HLA de medula óssea ou sangue periférico em 46 pacientes após um regime de condicionamento mieloablativo(36). No dia zero, as CTMs foram administradas por via endovenosa (1,0–5,0 × 106 por kg de peso corpóreo), 4 horas antes da infusão de células-tronco hematopoiéticas. O tratamento foi bem tolerado e nenhuma formação óssea ou cartilaginosa ectópica foi encontrada. Observou-se DECH aguda graus II a IV em 28% dos pacientes e DECH crônica em 61% dos pacientes que sobreviveram pelo menos 90 dias(36).

Le Blanc et al. relataram a administração de CTMs em um menino de 9 anos de idade com DECH aguda severa resistente ao tratamento após transplante alogênico de células-tronco(37). Até o dia 70, o paciente desenvolveu DECH aguda grau IV, com diarreia de até 20 vezes ao dia e uma alta concentração de bilirrubina. As CTMs foram administradas por via endovenosa (2,0 × 106 por kg de peso corpóreo) no dia 73, e dentro de alguns dias após a infusão de CTMs, a frequência da diarreia caiu para duas vezes ao dia, e observou-se um declínio da concentração de bilirrubina. Nenhuma toxicidade relacionada ao tratamento foi notada após a infusão(37).

Em outro estudo clínico, oito pacientes com DECH aguda graus III e IV refratária a esteroide foram tratados com CTMs (38). Os pacientes receberam CTMs derivadas de medula óssea na dose mediana de 1,4 × 106 por kg de peso corpóreo. Respostas clínicas completas foram observadas em seis dos oito pacientes. A DECH aguda do intestino desapareceu completamente em seis pacientes, e no fígado e na pele, em um paciente. Nenhum efeito colateral ou formação de tecido ectópico foi observado(38).

Mais recentemente, Le Blanc et al. realizaram um estudo de fase II que incluiu 55 pacientes com DECH aguda severa, graus II a IV, resistente a esteróides(39). As CTMs foram infundidas na dose mediana de 1,4 × 106 por kg de peso corpóreo. Trinta pacientes apresentaram resposta completa e 9 pacientes, uma resposta parcial. Dezesseis pacientes apresentaram doença estável ou progressiva. A sobrevida de pacientes com resposta completa foi significantemente maior do que a daqueles com resposta parcial ou sem resposta. Nenhum efeito colateral foi observado(39).

Em mais um estudo clínico, 13 pacientes com DECH aguda refratária a esteroide foram tratados com CTMs derivados de medula óssea expandida sem soro bovino, em um meio contendo lisado de plaquetas na dose média de 0,9 × 106 por kg de peso corpóreo(40). Dois pacientes apresentaram respostas clínicas.

Além disso, foi feito um estudo clínico que incluiu 32 pacientes com DECH aguda. Pacientes com DECH graus II a IV foram randomizados para receber dois tratamentos de CTMs na dose de 2 ou 8 × 106 por kg de peso corpóreo em combinação com corticoseroide. Setenta e sete por cento de respostas completas e 16% de respostas parciais foram relatadas. Nenhuma toxicidade relacionada à infusão de CTMs ou formação de tecido ectópico foi encontrada. Na comparação das doses baixa e alta de CTMs, não houve diferença em termos dos resultados de segurança e eficácia(41).

CONCLUSÕES

Os dados atuais indicam que as CTMs representam uma ferramenta atraente para aplicações clínicas. As CTMs inibem de forma eficiente a expansão e ativação de diferentes componentes celulares de imunidade inata e adaptativa. Também surgem como uma ferramenta promissora para o tratamento de transtornos mediados pela imunidade, incluindo DECH, rejeição a enxerto e doenças autoimunes.

Alguns estudos preliminares usando CTMs para o tratamento de pacientes com DECH apresentaram respostas clínicas encorajadoras na ausência de efeitos colaterais severos ou de formação de tecido ectópico. Entretanto, estudos adicionais relativos a técnicas de preparo de CTMs, imunogenicidade, potencial tumorigênico, sua migração, alojamento, e sobrevida in vivo, além de dose ótima, frequência, e via de administração, devem melhorar a eficácia e segurança de estratégias terapêuticas com base nas CTMs.

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