O JBP que vivi

O JBP que vivi

Autores:

Geraldo Lorenzi-Filho

ARTIGO ORIGINAL

Jornal Brasileiro de Pneumologia

versão impressa ISSN 1806-3713versão On-line ISSN 1806-3756

J. bras. pneumol. vol.41 no.5 São Paulo set./out. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/S1806-37132015000500005

A história do nosso Jornal me remete à imagem de uma longa corrida de revezamento com bastões. Tenho profundo orgulho de fazer parte dessa história. Tudo começou com o estímulo do Professor Carlos Carvalho para que os residentes escrevessem uma revisão. Publicar no Jornal de Pneumologia era um sonho. O dia que recebi pelo correio a carta de aceite do artigo, que foi precedida por uma minuciosa reformulação exigida pelos revisores, me é clara na memória. Quanta alegria participar de tão seleto grupo. O leitor atento logo perceberá que aí se vão 25 anos.(1) Passaram-se os anos, me encantei pela pesquisa, fiz meu doutorado e, depois, meu pós-doutorado no Canadá e passei a publicar em outras revistas. No entanto, o Jornal de Pneumologia continuou a ocupar um lugar especial na minha pequena biblioteca. Uma noite, o Dr. Pereira me liga em casa. O convite para ser editor do Jornal de Pneumologia foi embriagante. Não me dei conta que o tempo tinha passado e que agora era a minha vez de liderar. A experiência que acumulei na minha meteórica passagem como Editor (de 2003 a 2004) foi única e marcou a minha vida. Peguei meu carro e fui aprender em Botucatu tudo que podia com a grande professora Thaís Queluz. Me dediquei de corpo e alma ao meu novo trabalho e, nesse período, percebi a grande quantidade de pessoas que fazem a diferença e o enorme potencial de nossa Sociedade. Me envolvi com todos os aspectos do Jornal, desde a editoração, propaganda, financeiro, revisão do português, tradução para o inglês, confecção de um estatuto próprio para o Jornal e mudança do estatuto da Sociedade, com definições claras das funções do Editor. O Jornal mudou de formato e até de nome. Após uma ampla pesquisa com todos os associados, passamos a nos chamar Jornal Brasileiro de Pneumologia. A passagem de bastão para o Professor Baddini-Martinez, que trabalhou ativamente durante a minha gestão, me deu a certeza que o nosso querido filho continuaria bem cuidado e crescendo. A história hoje mostra que eu estava certo.

REFERÊNCIAS

1. Lorenzi-Filho G, Barbas CSV, Carvalho CRR, Capelozzi VD, Gonçalves CR, Saldiva PHN, et al. Manifestações intratorácicas da doença de Behçet. J Pneumol. 1990;16(3):155-60.
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