Ordenação temporal e competência leitora de palavras e pseudopalavras: estudo preliminar

Ordenação temporal e competência leitora de palavras e pseudopalavras: estudo preliminar

Autores:

Cintia Alves de Souza,
Andrezza Gonzalez Escarce,
Stela Maris Aguiar Lemos

ARTIGO ORIGINAL

CoDAS

versão On-line ISSN 2317-1782

CoDAS vol.30 no.2 São Paulo 2018 Epub 17-Maio-2018

http://dx.doi.org/10.1590/2317-1782/20182017102

INTRODUÇÃO

O processamento auditivo central refere-se ao conjunto de habilidades que permitem ao ouvinte interpretar a mensagem ouvida(1). Dessa forma, distúrbios nesse processamento têm sido comumente relacionados às dificuldades de aprendizagem e aos transtornos da linguagem (1,2). Destacando-se a leitura como uma importante ferramenta de aquisição de novos conhecimentos, justifica-se a associação da competência leitora com as habilidades auditivas, já que ambas são essenciais para a aprendizagem (3-5).

O processamento temporal relaciona-se à capacidade de reconhecer, identificar e ordenar estímulos acústicos durante determinado período, de acordo com a ordem em que foram apresentados(6). Com base no fato de que essa habilidade auditiva é essencial para a fala e a compreensão da linguagem, sua inadequação pode refletir em dificuldades ortográficas e na codificação/decodificação tanto de palavras como de frases(6-9).

Vale destacar que investigar as inter-relações entre competência leitora e processamento temporal é essencial e pode produzir propostas de intervenção para a população escolar. Deste modo, o objetivo do presente estudo foi analisar a associação entre habilidades de ordenação temporal simples e complexas e tarefas de competência leitora em escolares.

MÉTODO

Trata-se da etapa piloto de estudo transversal com amostra não probabilística composta de 22 escolares na faixa etária de oito a dez anos de uma escola municipal de Belo Horizonte. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais sob parecer CAAE 0672.0.203.000-11 e os responsáveis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Foram incluídos participantes com ausência de evidências ou histórico de alterações cognitivas, neurológicas, neuropsiquiátricas ou motoras e excluídos escolares não alfabetizados, em processo de avaliação ou terapia fonoaudiológica e que apresentaram resultado “falha” no exame de emissões otoacústicas transientes.

A coleta dos dados foi realizada em espaço cedido pela escola, em uma única sessão, com duração aproximada de 40 minutos. Os procedimentos realizados foram:

  • Avaliação auditiva: meatoscopia e exame de Emissão Otoacústica Transiente – EOAT (aparelho AuDX, Bio-Logic®) e, no caso de resultado “falha”, realizou-se exame de Timpanometria (aparelho Titan, Interacoustics).

  • Teste de Competência de Leitura de Palavras e Pseudopalavras – TCLPP (10): avalia a leitura silenciosa de palavras e pseudopalavras e é composto por sete subtestes. Para análise, os escolares que obtiveram pontuações classificadas em muito rebaixada e rebaixada, tanto no resultado global do teste como em cada subteste, foram considerados como desempenho alterado, e os que tiveram as pontuações classificadas em média e elevada, como desempenho normal.

  • Avaliação da habilidade auditiva de ordenação temporal simples(11): aplicação individual dos Testes de Memória para Sons Verbais e Não Verbais em Sequência.

  • Avaliação da habilidade auditiva de ordenação temporal complexa: realizada com os Testes de Padrão de Frequência (TPF) e de Duração (TPD)(12), com grupos de três ou quatro escolares, dispostos a uma mesma distância da caixa de som. Os testes foram realizados em escuta diótica e com apresentação de sequências de três e quatro sons(12).

Para as análises de associação, foi utilizado o teste Exato de Fisher, considerando como associações estatisticamente significantes as que apresentaram valor de p≤0,05. Para entrada e processamento dos dados, foi utilizado o software SPSS, versão 20.0.

RESULTADOS

A amostra foi composta de 22 escolares, a maioria (63,6%) do gênero feminino na faixa etária de oito a dez anos, 11 meses e 29 dias. Em relação à escolaridade, a amostra distribuiu-se do primeiro ao quarto ano do ensino fundamental.

A análise das habilidades auditivas de ordenação temporal simples para sons verbais e não verbais revelou que 68,2% dos participantes apresentaram adequação nos testes. No teste de padrão de frequência, verificou-se adequação em 3,6% dos participantes (três sons) e 17,9% (quatro sons), ao passo que no teste de padrão de duração a adequação foi de 5,4% (três sons) e 19,6% (quatro sons).

Na análise descritiva do TCLPP, observou-se que 95,5% dos participantes apresentaram resultado normal(10). Resultado similar foi verificado nos subtestes rejeição de pseudopalavras estranhas e rejeição de pseudopalavras vizinhas visuais. Já nos subtestes rejeição de palavras vizinhas semânticas, aceitação de palavras corretas regulares e aceitação de palavras corretas irregulares todas as crianças apresentaram resultado normal. Nos subtestes rejeição de pseudopalavras vizinhas fonológicas e rejeição de pseudopalavras vizinhas homófonas, 72,7% e 90,9% apresentaram resultado normal, respectivamente.

Apesar da ausência de significância estatística, nota-se que a maioria dos escolares com normalidade no TCLPP também apresentou desempenho adequado na habilidade auditiva de ordenação temporal simples ( Tabela 1 ).

Tabela 1 Associação entre os resultados da habilidade auditiva de ordenação temporal simples e da competência leitora  

TCLPP Ordenação temporal simples Ordenação temporal simples
MSV p-valor MSNV p-valor
Adequado Inadequado Adequado Inadequado
N (%) N (%) N (%) N (%)
PE 1 1
Alterado 1 (4,5%) 0 (0,0%) 1 (4,5%) 0 (0,0%)
Normal 14 (63,7%) 7 (31,8%) 14 (63,7%) 7 (31,8%)
Total 15 (68,2%) 7 (31,8%) 15 (68,2%) 7 (31,8%)
VS * *
Alterado 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%)
Normal 15 (68,2%) 7 (31,8%) 15 (68,2%) 7 (31,8%)
Total 15 (68,2%) 7 (31,8%) 15 (68,2%) 7 (31,8%)
CR * *
Alterado 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%)
Normal 15 (68,2%) 7 (31,8%) 15 (68,2%) 7 (31,8%)
Total 15 (68,2%) 7 (31,8%) 15 (68,2%) 7 (31,8%)
VV 1 0,32
Alterado 1 (4,5%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (4,5%)
Normal 14 (63,7%) 7 (31,8%) 15 (68,2%) 6 (27,3%)
Total 15 (68,2%) 7 (31,8%) 15 (68,2%) 7 (31,8%)
CI * *
Alterado 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%)
Normal 15 (68,2%) 7 (31,8%) 15 (68,2%) 7 (31,8%)
Total 15 (68,2%) 7 (31,8%) 15 (68,2%) 7 (31,8%)
VF 0,33 1
Alterado 3 (13,6%) 3 (13,6%) 4 (18,2%) 2 (9,1%)
Normal 12 (54,6%) 4 (18,2%) 11 (50,0%) 5 (22,7%)
Total 15 (68,2%) 7 (31,8%) 15 (68,2%) 7 (31,8%)
PH 1 1
Alterado 1 (4,5%) 1 (4,5%) 1 (4,5%) 1 (4,5%)
Normal 14 (63,7%) 6 (27,3%) 14 (63,7%) 6 (27,3%)
Total 15 (68,2%) 7 (31,8%) 15 (68,2%) 7 (31,8%)
TOTAL 1 0,31
Alterado 1 (4,5%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (4,5%)
Normal 14 (63,7%) 7 (31,8%) 15 (68,2%) 6 (27,3%)
Total 15 (68,2%) 7 (31,8%) 15 (68,2%) 7 (31,8%)

* Não foi possível realizar análise de associação em decorrência de todos os escolares terem apresentado resultado normal segundo os critérios de referência para a faixa etária e escolaridade (10)

Teste Exato de Fisher

Legenda: N = número de escolares; MSNV = Teste de Memória de Sons Não Verbais em sequência; MSV = Teste de Memória de Sons Verbais em Sequência; TCLPP = Teste de Competência de Leitura de Palavras e Pseudopalavras; PE = subteste rejeição de pseudopalavras estranhas; VS = subteste rejeição de palavras vizinhas semânticas; CR = subteste aceitação de palavras corretas regulares; VV = subteste rejeição de pseudopalavras vizinhas visuais; CI = subteste aceitação de palavras corretas irregulares; VF = subteste rejeição de pseudopalavras vizinhas fonológicas; PH = subteste rejeição de pseudopalavras homófonas

A associação do TCLPP e seus subtestes com os Testes de Padrão de Frequência e de Duração também não apresentou significância estatística, mas evidenciou que a maior parte dos escolares com resultados normais na competência leitora apresentou inadequação no desempenho na ordenação temporal complexa. Além disso, verificou-se que o desempenho dos escolares foi pior nas tarefas envolvendo frequência e duração com três sons, quando comparado ao desempenho nas tarefas com quatro sons ( Tabela 2 ).

Tabela 2 Associação entre os resultados da habilidade auditiva de ordenação temporal complexa e da competência leitora  

TCLPP Ordenação temporal complexa p-valor Ordenação temporal complexa p-valor
TPF3 p-valor TPF4 TPD3 p-valor TPD4
Adequado Inadequado Adequado Inadequado Adequado Inadequado Adequado Inadequado
N (%) N (%) N (%) N (%) N (%) N (%) N (%) N (%)
PE 1,00 0,47 1,00 0,43
Alterado 0 (0,0%) 1 (4,8%) 0 (0,0%) 1 (4,8%) 0 (0,0%) 1 (4,8%) 1 (4,8%) 0 (0,0%)
Normal 2 (9,5%) 18 (85,7%) 7 (33,3%) 13 (61,9%) 3 (14,3%) 17 (80,9%) 8 (38,0%) 12 (57,2%)
Total 2 (9,5%) 19 (90,5%) 7 (33,3%) 14 (66,7%) 3 (14,3%) 18 (85,7%) 9 (42,8%) 12 (57,2%)
VS * * * *
Alterado 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%)
Normal 2 (9,5%) 19 (90,5%) 7 (33,3%) 14 (66,7%) 3 (14,3%) 18 (85,7%) 9 (42,8%) 12 (57,2%)
Total 2 (9,5%) 19 (90,5%) 7 (33,3%) 14 (66,7%) 3 (14,3%) 18 (85,7%) 9 (42,8%) 12 (57,2%)
CR * * * *
Alterado 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%)
Normal 2 (9,5%) 19 (90,5%) 7 (33,3%) 14 (66,7%) 3 (14,3%) 18 (85,7%) 9 (42,8%) 12 (57,2%)
Total 2 (9,5%) 19 (90,5%) 7 (33,3%) 14 (66,7%) 3 (14,3%) 18 (85,7%) 9 (42,8%) 12 (57,2%)
VV 0,74 1,00 1,00 0,38
Alterado 0 (0,0%) 1 (4,8%) 0 (0,0%) 1 (4,8%) 0 (0,0%) 1 (4,8%) 0 (0,0%) 1 (4,8%)
Normal 2 (9,5%) 18 (85,7%) 7 (33,3%) 13 (61,9%) 3 (14,3%) 17 (80,9%) 9 (42,8%) 11 (52,4%)
Total 2 (9,5%) 19 (90,5%) 7 (33,3%) 14 (66,7%) 3 (14,3%) 18 (85,7%) 9 (42,8%) 12 (57,2%)
CI * * * *
Alterado 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%)
Normal 2 (9,5%) 19 (90,5%) 7 (33,3%) 14 (66,7%) 3 (14,3%) 18 (85,7%) 9 (42,8%) 12 (57,2%)
Total 2 (9,5%) 19 (90,5%) 7 (33,3%) 14 (66,7%) 3 (14,3%) 18 (85,7%) 9 (42,8%) 12 (57,2%)
VF 0,91 1,00 0,84 0,66
Alterado 0 (0,0%) 6 (28,6%) 2 (9,5%) 4 (19,0%) 1 (4,8%) 5 (23,8%) 2 (9,5%) 4 (19,1%)
Normal 2 (9,5%) 13 (61,9%) 5 (23,8%) 10 (47,7%) 2 (9,5%) 13 (61,9%) 7 (33,3%) 8 (38,1%)
Total 2 (9,5%) 19 (90,5%) 7 (33,3%) 14 (66,7%) 3 (14,3%) 18 (85,7%) 9 (42,8%) 12 (57,2%)
PH 0,49
Alterado 0 (0,0%) 2 (9,5%) 1,00 1 (4,8%) 1 (4,8%) 1,00 0 (0,0%) 2 (9,5%) 0,55 0 (0,0%) 2 (9,5%)
Normal 2 (9,5%) 17 (81,0%) 6 (28,5%) 13 (61,9%) 3 (14,3%) 16 (76,2%) 9 (42,8%) 10 (47,7%)
Total 2 (9,5%) 19 (90,5%) 7 (33,3%) 14 (66,7%) 3 (14,3%) 18 (85,7%) 9 (42,8%) 12 (57,2%)
TOTAL 1,00
Alterado 0 (0,0%) 1 (4,8%) 0,74 0 (0,0%) 1 (4,8%) 1,00 0 (0,0%) 1 (4,8%) 0,67 0 (0,0%) 1 (4,8%)
Normal 2 (9,5%) 18 (85,7%) 7 (33,3%) 13 (61,9%) 3 (14,3%) 17 (80,9%) 9 (42,8%) 11 (52,4%)
Total 2 (9,5%) 19 (90,5%) 7 (33,3%) 14 (66,7%) 3 (14,3%) 18 (85,7%) 9 (42,8%) 12 (57,2%)

* Não foi possível realizar análise de associação em decorrência de todos os escolares terem apresentado resultado normal segundo os critérios de referência para a faixa etária e escolaridade (10)

Teste Exato de Fisher

Legenda: N = número de escolares; TPF = Teste de Padrão de Frequência; TPF3 = Teste de Padrão de Frequência com sequência de três sons; TPF4 = Teste de Padrão de Frequência com sequência de quatro sons; TPD = Teste de Padrão de Duração; TPD3 = Teste de Padrão de Duração com sequência de três sons; TPD4 = Teste de Padrão de Duração com sequência de quatro sons; TCLPP = Teste de Competência de Leitura de Palavras e Pseudopalavras; PE = subteste rejeição de pseudopalavras estranhas; VS = subteste rejeição de palavras vizinhas semânticas; CR = subteste aceitação de palavras corretas regulares; VV = subteste rejeição de pseudopalavras vizinhas visuais; CI = subteste aceitação de palavras corretas irregulares; VF = subteste rejeição de pseudopalavras vizinhas fonológicas; PH = subteste rejeição de pseudopalavras homófonas

DISCUSSÃO

Foi observado que nos testes que avaliam a habilidade auditiva de ordenação temporal simples, cerca de dois terços dos escolares apresentaram adequação dos resultados. Tal achado diverge de dados encontrados por outros autores(6), que demonstraram maior porcentagem de escolares com inadequação em tais habilidades. Vale considerar a diferença entre os estudos, pois, enquanto a presente pesquisa foi realizada com crianças sem queixas, o estudo em Minas Gerais trabalhou com mau desempenho escolar. Contudo, a porcentagem de alteração (um terço) do presente estudo é bastante expressiva, visto que as habilidades auditivas são fundamentais para a alfabetização e letramento.

Na associação entre os resultados do TCLPP e a habilidade auditiva de ordenação temporal simples, a maioria dos escolares apresentou adequação nos testes de processamento auditivo e no TCLPP. Apesar da ausência de significância estatística, tal achado corrobora a literatura(13), uma vez que alterações no processamento auditivo estão frequentemente relacionadas a dificuldades na leitura, escrita e aprendizagem(2,9,13-15). Nessa medida, os presentes dados reforçam a importância da interação audição e linguagem.

Ao associar o desempenho dos escolares na competência leitora com a habilidade auditiva de ordenação temporal complexa, observou-se que a maioria com normalidade no TCLPP apresentou inadequação nos Testes de Padrão de Frequência e Duração. Esse dado, contudo, diverge dos encontrados em outros estudos, que relataram a presença recorrente de distúrbio do processamento auditivo, especialmente do processamento temporal, em escolares com transtorno da linguagem, especialmente na leitura, e aprendizagem(1-2,9,15). Além disso, a porcentagem de acertos dos escolares foi maior nas tarefas de três e quatro sons envolvendo duração, quando comparadas às tarefas de frequência, o que corrobora a literatura nacional(12). É importante destacar que aspectos de duração e frequência são essenciais na compreensão e uso da linguagem. Todavia, vale considerar a heterogeneidade dos estudos, visto que a população das pesquisas referenciadas foi composta por escolares com queixas acadêmicas ou alterações fonoaudiológicas e abrange uma faixa etária mais ampla, diferente do presente estudo, que elegeu escolares sem queixas e na faixa etária entre oito e dez anos de idade. Cabe ainda destacar que o estudo citado também foi realizado em escola da rede pública(12) e que as melhores respostas nos testes de padrão de frequência e duração ocorreram em escolares sem alterações fonoaudiológicas, o que diverge do encontrado na presente pesquisa, na qual escolares com normalidade na competência leitora apresentaram mau desempenho nas tarefas de ordenação temporal complexa.

Apesar de os resultados indicarem viabilidade de realização do estudo, há necessidade de estratificação por gênero, idade e ano escolar para a obtenção de evidências mais robustas, segundo os parâmetros de cronicidade de desenvolvimento.

CONCLUSÃO

O estudo demonstrou um terço dos escolares com alteração de ordenação temporal simples e complexa e 4,5% com alteração no TCLPP. Contudo, não houve evidência de associação com significância estatística entre aspectos temporais e competência leitora.

REFERÊNCIAS

1 Machado CSS, Valle HLBS, Paula KM, Lima SS. Caracterização do processamento auditivo das crianças com distúrbio de leitura e escrita de 8 a 12 anos em tratamento no Centro Clínico de Fonoaudiologia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Rev CEFAC. 2011;13(3):504-12. .
2 Santos TSL, Câmara CC, Moreira DR, Borges LL. Processamento Auditivo Central em crianças com dificuldades acadêmicas: revisão bibliográfica. Estudos. 2015;42(3):327-43.
3 Machado AC, Capellini AS. Dados preliminares de um programa de intervenção para compreensão leitora por meio da técnica de Cloze. Rev Psicopedagogia. 2016;33(101):144-53.
4 Gabriel R, Morais J, Kolinsky R. A aprendizagem da leitura e suas implicações sobre a memória e a cognição. Ilha Desterro. 2016;69(1):61-78. .
5 Uvo MFC, Germano GD, Capellini AS. Desempenho de escolares com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade em habilidades metalinguísticas, leitura e compreensão leitora. Rev CEFAC. 2017;19(1):7-19. .
6 Rezende BA, Lemos SMA, Medeiros AM. Aspectos temporais auditivos de crianças com mau desempenho escolar e fatores associados. CoDAS. 2016;28(3):226-33. . PMid:27462731.
7 Mourão AM, Esteves CC, Labanca L, Lemos SMA. Desempenho de crianças e adolescentes em tarefas envolvendo habilidade auditiva de ordenação temporal simples. Rev CEFAC. 2012;14(4):659-68. .
8 Murphy CFB, Moore DR, Schochat E. Generalization of auditory sensory and cognitive learning in typically developing children. PLoS One. 2015;10(8):e0135422. . PMid:26267275.
9 Chaubet J, Pereira L, Perez AP. Temporal resolution ability in students with dyslexia and reading and writing disorders. Int Arch Otorhinolaryngol. 2014;18(2):146-9. . PMid:25992081.
10 Capovilla FC, Varanda C, Capovilla AGS. Teste de Competência de Leitura de Palavras e Pseudopalavras: normatização e validação. Rev Psicol. 2006;7(2):47-59.
11 Corona AP, Pereira LD, Ferrite S, Rossi AG. Memória sequencial verbal de três e quatro sílabas em escolares. Pró-Fono Rev de Atual Cient. 2005;17(1):27-36.
12 Nascimento LS, Lemos SMA. A influência do ruído ambiental no desempenho de escolares nos Testes de Padrão Tonal de Frequência e Padrão Tonal de Duração. Rev CEFAC. 2012;14(3):390-402. .
13 Amaral MIR, Martins PMF, Colella-Santos MF. Temporal resolution: assessment procedures and parameters for school-aged children. Braz J Otorhinolaryngol. 2013;79(3):317-24. . PMid:23743747.
14 Bueno GJ, Rossi SG, Appezzato MM, Chang EM, Carvalho CAF, Kida ASB, et al. Interferência do transtorno fonológico na leitura de itens com diferentes características psicolinguísticas. Audiol Commun Res. 2017;22(0):1-7. .
15 McDermott EE, Smart JL, Boiano JA, Bragg LE, Colon TN, Hanson EM, et al. Assessing auditory processing abilities in typically developing school-aged children. J Am Acad Audiol. 2016;27(2):72-84. . PMid:26905528.