Perfil epidemiológico dos afogamentos em praias de Salvador, Bahia, 2012

Perfil epidemiológico dos afogamentos em praias de Salvador, Bahia, 2012

Autores:

Arnildo De Santana Só Segundo,
Márcio Cardoso Sampaio

ARTIGO ORIGINAL

Epidemiologia e Serviços de Saúde

versão On-line ISSN 2237-9622

Epidemiol. Serv. Saúde vol.24 no.1 Brasília jan./mar. 2015

http://dx.doi.org/10.5123/S1679-49742015000100004

ABSTRACT

OBJECTIVE:

to describe the epidemiological profile and the frequency of drowning on beaches in Salvador, Bahia, Brazil, covered by the Salvador Maritime Rescue Service (Salvamar) in 2012.

METHODS:

the described data were obtained from the database of Salvamar on drowning accidents.

RESULTS:

733 people drowned in the period; victims were mostly male (65.5%), adolescents (40.8%), students (67.7 %) and inhabitants of Salvador (69.4%). Mean age was 22.2 years. Almost all cases were not fatal (98.9%) and the majority happened between 10 a.m. and 4 p.m. (89.5%) in January (20.9%) and February (16.4%).

CONCLUSION:

this study indicated that Salvador had a high frequency of non-fatal drowning among males, youth and students. Summer time drowning prevention actions. should be focused on these vulnerable subgroups.

Key words: Drowning; Health Profile; Epidemiology, Descriptive

RESUMEN

OBJETIVO:

describir el perfil epidemiológico y la frecuencia de los ahogamientos en playas del municipio de Salvador, estado de Bahia, Brasil, cubiertas por la Coordinación de Salvamento Marítimo de Salvador (Salvamar), en 2012.

MÉTODOS:

se describen los datos obtenidos del banco de informaciones sobre las víctimas atendidas por Salvamar.

RESULTADOS:

se registraron 733 ahogamientos; hubo predominio del sexo masculino (65,5%), adolescentes (40,8%), estudiantes (67,7%) y habitantes de Salvador (69,4%); la edad promedio de las víctimas era de 22,2 años; casi todos los ahogamientos fueron no fatales (98,9%), la mayoría sucedió entre las 10 y las 16 horas (89,5%) y los meses con más ocurrencias fueron enero (20,9%) y febrero (16,4%).

CONCLUSIÓN:

entre las víctimas, predominaron los hombres, jóvenes y estudiantes, y los ahogamientos no fatales; fueron registrados, principalmente, en los meses de verano; las acciones de prevención deberían enfocar a los subgrupos identificados como más vulnerables.

Palabras-clave: Ahogamiento; Perfil de Salud; Epidemiología Descriptiva

Introdução

Traumas são causas importantes de morbidade e mortalidade e ocorrem de forma inesperada. Entre esses agravos, o afogamento ainda é pouco estudado no Brasil.1

O óbito por afogamento refere-se ao afogamento sem chance de ressuscitação, com tempo de submersão ou sinais evidentes de morte por mais de uma hora.2

Considerando-se os diversos tipos de traumas, o afogamento é um dos que mais causa impacto psicossocial.3 A maior parte dos afogamentos ocorre por causas não intencionais. Contudo, em países como Irlanda, Japão e Holanda, umas das principais causas de afogamento é o suicídio.4 Entre os fatores de risco para afogamento encontram-se o uso de álcool, idade inferior a 14 anos, baixo nível econômico, baixa escolaridade, maior exposição ao meio aquático, procedência do meio rural e falta de supervisão.5 , 6

Todos os anos, morrem aproximadamente 500 mil pessoas por afogamento (0,7% dos óbitos) no mundo.7 As estatísticas sobre esse agravo podem ser consideradas de baixa confiabilidade, em razão de um grande número de casos não ser notificado, na forma de desaparecimento sem confirmação de óbito, em casos de inundações e tsunamis.8

O impacto econômico gerado pelos acidentes por afogamento foi calculado em torno de 273 e 228 milhões de dólares dispendidos anualmente, nos Estados Unidos da América (2001) e no Brasil (2008) respectivamente. Trata-se de um ônus econômico - e social - bastante considerável.7 , 9

No mundo, entre 2000 e 2005, o número de óbitos por afogamento em homens foi, aproximadamente, quatro vezes maior do que em mulheres.10 Nos EUA, entre os anos de 2000 e 2009, o afogamento foi a principal causa de morte por trauma em crianças de 1 a 4 anos de idade.11 Considerando-se o tempo de exposição ao risco de acidente, na Austrália, em 2005, o afogamento apresentou risco de óbito aproximadamente 200 vezes superior ao de acidentes de trânsito.12

Destaca-se que, entre os casos de óbito por afogamento no Brasil, 90% acontecem a dez metros de algum tipo de medida de segurança, como a presença de guarda-vidas, por exemplo.13 No ano de 2010, foram registradas 1.198 internações hospitalares no país devido a acidentes por submersão, 63% destes ocorridos na região Nordeste, com letalidade de aproximadamente 3%.14

No Brasil, entre os anos de 1999 e 2010, foram registrados em média 6.927 óbitos por afogamento a cada ano, com uma taxa de mortalidade de 3,83/100 mil habitantes.15 O estado da Bahia, no ano de 2010, apresentou uma taxa de mortalidade de 4,47/100 mil habitantes.15

Diante dessas informações demonstrativas do afogamento como um importante problema de Saúde Pública, esse estudo teve por objetivo descrever o perfil epidemiológico e a frequência de afogamentos nas praias de Salvador sob a cobertura da Coordenadoria de Salvamento Marítimo de Salvador (Salvamar), no ano de 2012.

Métodos

Foi realizado um estudo descritivo com dados sobre os atendimentos às vítimas de afogamento em praias onde atuavam os guarda-vidas do Salvamar, no ano de 2012.

A cidade de Salvador, em 2010, era a terceira maior capital do Brasil e sétima região metropolitana. Salvador tem uma extensão de 693,276 km², sendo uma das cidades com maior extensão de área marítima do país. A população do município, naquele mesmo ano, era de 2.675.656 habitantes, com densidade demográfica de 3.859,44 habitantes/km².16

O Salvamar é um órgão municipal, criado em 1981 com a missão de orientar e proteger os frequentadores da orla marítima de Salvador em seus banhos de mar. O Salvamar tem uma cobertura de atuação na extensão costeira desde a praia de Jardim de Alah até a praia de Aleluia (Figura 1). As demais praias da cidade tinham essa cobertura garantida pelo Corpo de Bombeiros que, por não possuir um banco de dados descritivo e organizado de afogamentos, impossibilitou sua inclusão no estudo.

Figura 1 Mapa das praias e localização dos postos de salva-vidas no município de Salvador, Bahia, 2013 

Os dados sobre os afogamentos atendidos pelo Salvamar eram atualizados no sistema de informações da instituição semanalmente, a partir do preenchimento de fichas de atendimento de todas as vítimas pelos salva-vidas.

As variáveis estudadas foram:

  • sexo (masculino ou feminino);

  • faixa etária, em anos (crianças, <12; adolescentes, 12-18; adultos jovens, 19-30; adultos, 31-60; idosos, >60);

  • tipo de ocorrência (afogamento não fatal ou fatal);

  • procedência (Salvador; interior da Bahia; outros estados; outros países);

  • profissão das vítimas (estudante; aposentado; dona de casa; autônomo; outras; não identificada);

  • praia da ocorrência;

  • horário (8-10h; 10-12h; 12-14h; 14-16h; 16-18h); e

  • mês de ocorrência

Os dados foram digitados em planilhas do aplicativo Microsoft Excel 2010. A descrição foi realizada utilizando-se o programa SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) versão 17.0. Os resultados foram apresentados por meio de estatísticas descritivas.

Foi assegurada a confidencialidade e total sigilo dos dados fornecidos para a presente pesquisa. Em nenhuma situação, a vítima de afogamento foi identificada, preservando-se seu anonimato. Os procedimentos e condutas adotados no presente estudo seguiram as recomendações da Resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS) no 466, de 12 de dezembro de 2012. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto Mantenedor de Ensino Superior da Bahia (CEP/IMES) em abril de 2013, sob o Protocolo no 5000.

Resultados

No ano de 2012, foram registrados 733 atendimentos a vítimas de afogamento nas praias de Salvador que fazem parte da área de abrangência do Salvamar. A maior parte dessas vitimas (65,5%) era do sexo masculino. Quanto à faixa etária, predominaram adolescentes (40,8%), seguidos de adultos jovens (27,1%) e adultos (19,8%). Com relação à procedência das vítimas, em sua maioria, eram de Salvador (69,4%); as demais procediam de outros estados do Brasil (15,8 %), do interior da Bahia (12,1%) e 2,6% residiam em outros países. Sobre a profissão das vítimas, observou-se grande heterogeneidade (75 profissões diferentes) embora, em sua grande maioria, fossem estudantes (496 pessoas: 67,7%), seguidos de aposentados (2,5%), donas de casa (1,8%) e profissionais autônomos (1,6%); 146 (21,6%) foram enquadradas em outras profissões (<1% do total) e 48 (6,5%) não estavam identificadas com alguma profissão (Tabela 1).

Tabela 1 Distribuição da incidência de afogamento fatal e não fatal, por sexo e procedência, nas praias com cobertura do Salvamar,a município de Salvador, Bahia, 2012 

a) Salvamar: Coordenadoria de Salvamento Marítimo de Salvador

A média de idade foi de 22,2 anos (desvio-padrão: 12,1), e a mediana, 16 anos. A idade mínima encontrada foi de 4 anos, e a idade máxima, 83. Em relação ao desfecho dos afogamentos, 725 foram não fatais (98,9%). Dos 8 afogamentos fatais (1,1%), apenas 1 era do sexo feminino (dados não apresentados em tabela).

As praias onde ocorreram mais afogamentos foram Jardim Alah (14,3%), Aleluia (11,9%), Piatã (11,3%), Stella Maris (11,1%), Patamares (10,9%) e Jaguaribe (9,8%). Os demais 168 casos (22,9%) foram englobados em outras praias, pela baixa frequência.

A maioria dos afogamentos aconteceu entre 10 e 16 horas: 31,2% das ocorrências referiam horário entre 12 e 14 horas, 30,3% entre 14 e 16 horas, e 28% entre 10 e 12 horas. Menores frequências de casos foram encontradas nos seguintes intervalos do dia: 16 a 18 horas (8,0%); 8 a 10 horas (2,2%); e 6 a 8 horas, período este de menor ocorrência, com 0,3% dos casos. Ainda com relação ao horário das ocorrências, entre as crianças observou-se maior número de casos no período das 10 às 12 horas. Entre os adolescentes, houve heterogeneidade em relação ao horário, sendo o intervalo das 12 às 14 horas o de maior frequência de afogamentos. Nas faixas de adultos jovens e adultos, também se observou heterogeneidade em relação ao horário, com maior frequência de afogamentos no intervalo entre 14 e 16 horas. Idosos representaram a menor frequência dessas ocorrências. A maioria das afogamentos envolvendo maiores de 60 anos aconteceu entre as 12 e as 14 horas (Tabela 2).

Tabela 2 Relação entre o horário da ocorrência de afogamento e sua incidência por faixa etária nas praias com cobertura do Salvamar,a município de Salvador, Bahia, 2012 

a) Salvamar: Coordenadoria de Salvamento Marítimo de Salvador

Em relação ao mês de ocorrência dos afogamentos, janeiro apresentou 20,9% dos casos, fevereiro 16,4%, outubro 12,3% e setembro 11,2%. Os meses com menos afogamentos registrados foram junho com 2,9%, agosto com 3,4% e novembro com 3,5% (Figura 2).

Figura 2 Distribuição do número de afogamentos por mês de ocorrência nas praias sob cobertura do Salvamar a no município de Salvador, Bahia, 2012 

Discussão

Entre os afogamentos ocorridos no ano de 2012 na área de cobertura do Salvamar, predominaram vítimas do sexo masculino, adolescentes, estudantes e moradores de Salvador. As ocorrências concentraram-se no período entre 10 e 16 horas, nos meses de janeiro e fevereiro.

Em relação aos afogamentos fatais, a presente pesquisa identificou 8 casos no ano de 2012, diferindo bastante dos dados epidemiológicos de Szpilman,15 que encontrou 36 óbitos por afogamento em Salvador no ano de 2009. Essa grande disparidade entre os dados e resultados de estudos sobre afogamentos, no Brasil e no mundo, está relacionada à falta de um registro unificado e descritivo.15 Além disso, os dados obtidos neste trabalho referem-se a afogamentos fatais apenas em água salgada, ocorridos no ambiente do afogamento.

Com relação ao sexo das vítimas de afogamento, o masculino representou a maioria dos casos (65,5%), especialmente dos afogamentos fatais (87,5%), em forte concordância com diversas publicações no Brasil e no mundo.4 , 10 , 12 , 16 - 19 Atribui-se ao homem uma personalidade mais agressiva e aventureira, superestimando sua capacidade natatória, além de ele consumir mais bebidas alcoólicas. A distribuição dos casos de afogamento por faixas etárias observada neste trabalho corrobora os resultados de alguns estudos que identificaram maior incidência de afogamentos entre adolescentes.13 , 15 , 20 , 21 Outras pesquisas encontraram maior incidência desses eventos na idade de 30-39 anos,18 , 19 faixa etária correspondente a parte da faixa definida pelo presente estudo como de 'adultos', representada por 27,1% dos casos.

Salvador é uma cidade costeira, contemplada com muitas praias e clima propícios ao banho de mar, de forma a se esperar que a população residente tivesse maior contato com águas salgadas, estando mais propensa a afogamentos. Em contrapartida, essa maior exposição poderia trazer alguma experiência com o mar e, nesse sentido, atuaria como um fator protetor. Neste estudo, identificou-se uma grande parcela das vítimas de afogamento procedente de Salvador (69,4%), enquanto o interior da Bahia foi o terceiro na frequência de casos (12,1%). Destaca-se a presença de muitos casos de afogamentos entre pessoas de outros estados do Brasil (15,8%), possivelmente relacionados a falta de conhecimento das praias locais e/ou pouca experiência de contato com o mar. A sinalização insuficiente sobre os riscos de se banhar nas praias de Salvador, como presença de bancos de areia ou forte correnteza, pode ter dificultado a prevenção dos afogamentos.

No que concerne à profissão das vítimas de afogamento, dois terços delas correspondiam a estudantes, algo esperado, dada a faixa etária predominante dos casos: adolescentes e adultos. Esses resultados estão em concordância com estudos19 , 22 que encontraram o estudante como a vítima mais frequente entre os casos de afogamento.

As praias de Salvador fazem parte dos pontos turísticos da cidade, além de significarem uma das poucas opções de lazer para sua população. A maior frequência de afogamentos nas praias de Jardim de Alah, Aleluia, Piatã e Stella Maris, praias turísticas bastante frequentadas, reafirma a importância desses achados.

Em relação ao horário, verificou-se maior número de ocorrências no período da tarde, em concordância com o estudo de Sales,19 realizado entre os anos de 2002 e 2007, que apresentou 22,3% dos afogamentos no município de Fortaleza ocorridos no intervalo das 14 às 16 horas. Foi observado que os horários entre 10 e 16 horas (89,5%) apresentaram a maioria dos casos de afogamento por ser este o período de tempo quando as praias reúnem mais frequentadores. A manhã concentrou maior frequência dos afogamentos entre crianças, possivelmente porque é o horário quando, normalmente, os pais as levam à praia.

Pelo clima favorável, período de férias escolares e maior presença de turistas, espera-se para o verão uma grande contribuição nos casos de afogamento, comprovada neste estudo: os meses de janeiro e fevereiro apresentaram as maiores proporções dessas ocorrências. Esses resultados encontram concordância quando comparados aos do estudo de Sales19 em Fortaleza, onde 80% dos afogamentos ocorriam em dias de sol ou poucas nuvens, condições características dos meses de verão em Salvador. A relação de maior frequência de afogamentos no verão também foi observada por um estudo realizado em Portugal,23 sobre dados de 2002 a 2010, que encontrou 43% das ocorrências de afogamentos em julho e agosto, meses do verão europeu. Os meses de julho e dezembro tiveram expressivo número de casos, possivelmente por serem períodos de férias escolares.

A falta de dados unificados entre as diversas instituições, tanto de resgate e salvamento (Salvamar e Corpo de Bombeiros) como de saúde (postos de saúde e hospitais), dificulta uma análise mais precisa sobre o tema e resulta em subestimação do número total de afogamentos na cidade. As vítimas de afogamento não fatal encaminhadas para o serviço de saúde e que foram a óbito no trajeto (pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU ou por ambulância de outro serviço) ou em alguma instituição de saúde, não foram registradas, sendo esta mais uma das limitações deste estudo. O não preenchimento de dados no boletim de salvamento, como a causa do afogamento e o efetivo de guarda-vidas presente nas diferentes praias e horários, abre campo para outros estudos mais específicos e detalhados. Outro ponto a destacar é a inexistência de dados sobre o afogamento não fatal. As principais bases de dados para os diversos estudos sobre saúde no Brasil são as do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), que registram, respectivamente, os casos de internações e óbitos, deixando de fora os demais casos de afogamento - justamente a maioria.

Esse estudo mostra-se pioneiro ao trazer resultados específicos sobre afogamento em água salgada em Salvador, diferenciando os afogamento não fatal e fatal. Isto é de grande importância: conhecer o perfil epidemiológico da conclusão do afogamento pode auxiliar as ações de prevenção da morbidade e da mortalidade por esse tipo de agravo.

Os resultados apresentados aqui devem ser utilizados na definição de programas de prevenção e conscientização da população e dos turistas sobre os riscos do afogamento. Devido à grande parcela de estudantes identificados entre as vítimas desse trauma, é imprescindível que programas de prevenção ao afogamento e de capacitação natatória sejam implementados no ambiente escolar, significando, consequentemente, uma grande possibilidade de redução dessas ocorrências. Essas medidas preventivas, capazes de evitar mais de 85% dos casos de afogamento,24 têm ação tanto na redução da mortalidade quanto da morbidade entre suas vítimas.

Para uma cidade turística como Salvador, é fundamental reduzir e manter baixa a frequência de afogamentos em suas praias. Esse objetivo implica uma maior preocupação dos órgãos públicos, além da percepção da prevenção como a melhor forma de lidar com o problema. Se a análise dos resultados desta pesquisa comprova que se trata de uma importante questão de Saúde Pública, fica evidente a necessidade de ações de prevenção focadas nos subgrupos mais vulneráveis aos afogamentos.

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