Prevalência de sintomatologia depressiva em idosos brasileiros: uma revisão sistemática com metanálise

Prevalência de sintomatologia depressiva em idosos brasileiros: uma revisão sistemática com metanálise

Autores:

Joilson Meneguci,
Cíntia Aparecida Garcia Meneguci,
Marlon Martins Moreira,
Kariny Rodrigues Pereira,
Sheilla Tribess,
Jeffer Eidi Sasaki,
Jair Sindra Virtuoso Júnior

ARTIGO ORIGINAL

Jornal Brasileiro de Psiquiatria

versão impressa ISSN 0047-2085versão On-line ISSN 1982-0208

J. bras. psiquiatr. vol.68 no.4 Rio de Janeiro out./dez. 2019 Epub 14-Fev-2020

http://dx.doi.org/10.1590/0047-2085000000250

ABSTRACT

Objective

To estimate the prevalence of depressive symptoms in Brazilian elderly people living in the community.

Methods

We searched the electronic databases Medline (PubMed), SciELO, Web of Science, Scopus and CINAHL, and also selected studies with Brazilian elderly people that identified the prevalence of depressive symptoms. Independently, two researchers selected the studies, extracted the data and assessed the methodological quality. The meta-analysis was performed to estimate the prevalence of depressive symptoms using a random effect model.

Results

We identified 176 articles and 33 were included in the review, which investigated 34 prevalences, with a total of 39,431 elderly people. The geographical distribution of the studies indicated researches in all regions of Brazil. The short version of the Geriatric Depression Scale was the most used. The estimated prevalence of depressive symptoms for Brazilian community-dwelling older adults was 21.0% (95% CI: 18.0-25.0, I2 = 98.3%). Subgroup analyzes revealed high heterogeneity in all categories analyzed. Meta-regression did not identify the causes of heterogeneity.

Conclusion

Despite the heterogeneity between the studies analyzed, the results indicate the need for intervention strategies to reduce the prevalence of depressive symptoms.

Key words: Depressive symptoms; systematic review; meta-analysis; aged; prevalence

INTRODUÇÃO

O envelhecimento populacional aponta para a necessidade de atenção tanto para os indivíduos que possuem transtornos mentais que envelhecem quanto para os transtornos mentais que são mais prevalentes em idosos1. Dados apontam que as doenças mentais ocupam a quinta posição em relação às cargas de doenças para a população idosa1, sendo a depressão considerada um dos transtornos mentais mais prevalentes em diversos países2.

Apresentando um grande ônus econômico, a depressão ocupa a 15ª posição em gastos para a Saúde Pública1, causa redução da capacidade funcional para a realização de atividades básicas da vida diária, gera redução da qualidade de vida e está associada com o aumento da utilização de serviços de saúde e hospitalização3-5. Esses resultados preocupam a Organização Mundial de Saúde e estão inseridos na agenda mundial de saúde6, o que tem levado à realização de estudos, incluindo revisões sistemáticas e metanálises com o objetivo de identificar a prevalência em idosos7,8.

Além da depressão, muitos estudiosos têm se preocupado com o estudo da prevalência dos sintomas que estão presentes nos transtornos depressivos. A sintomatologia depressiva manifesta-se sutilmente com disforia e sintomas somáticos, sendo frequentemente associada a traços de depressão9, estando associada negativamente à saúde de idosos10, aumentando o risco de mortalidade11. Nesse sentido, estudos de prevalência da sintomatologia depressiva em idosos tornam-se importantes, uma vez que podem auxiliar nas tomadas de decisões quanto à implementação de estratégias de intervenção visando à prevenção e ao tratamento.

Assim, diversos estudos têm sido realizado no Brasil com o objetivo de verificar a prevalência de sintomatologia depressiva em idosos12-14. No entanto, os estudos que realizaram a sumarização da prevalência de sintomatologia depressiva na população brasileira foi o de Silva et al.15, realizado com adultos, e o de Barcelos-Ferreira et al.16, que incluiu artigos de estudos realizados com idosos e publicados entre os anos de 1991 e 2009.

Considerando o envelhecimento da população, as consequências advindas da sintomatologia depressiva e a compreensão da prevalência em idosos, o objetivo do presente estudo foi realizar uma revisão sistemática e estimar a prevalência de sintomatologia depressiva em idosos brasileiros residentes na comunidade.

MÉTODOS

Protocolo e registro

O estudo foi registrado na base de dados PROSPERO (International Prospective Register of Systematic Reviews) sob o número de registro CRD42018094473 e estruturado de acordo com o Protocolo PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses)17.

Critérios de elegibilidade

Foram selecionados estudos transversais ou linhas de base de estudos longitudinais que apresentaram a prevalência de sintomatologia depressiva ou ofertaram dados que permitissem o cálculo de tal medida, independentemente se avaliada como variável de exposição ou de desfecho. Para efeito da presente revisão, consideraram-se idosos com idade ≥ 60 anos, residentes em comunidades no Brasil.

Os estudos que avaliaram populações com condições de saúde específicas foram excluídos do estudo. Não houve restrições com relação ao idioma e à data de publicação.

Fontes de informação e estratégia de busca

A busca na literatura foi realizada no dia 23 de janeiro de 2018, nas seguintes bases de dados eletrônicas: Medline (via PubMed), SciELO, Web of Science, Scopus e CINAHL. Para evitar a perda de informações relevantes, foram conduzidas buscas complementares a partir de outras fontes. Foi utilizada a seguinte estratégia de busca no Medline/PubMed:

(prevalence[MeSH Terms] OR prevalen*[Text Word] OR “cross-sectional studies”[MeSH Terms] OR “epidemiologic studies”[MeSH Terms] OR probability[MeSH Terms] OR probabilit*[Text Word] OR “observational studies as topic”[MeSH Terms]) AND (“independent living”[MeSH Terms] OR “community dwelling*”[Text Word]) AND (“brazil”[MeSH Terms] OR brazilian*[Text Word]) AND (depression[MeSH Terms] OR “depressive symptom*”[Text Word] OR “emotional depression*”[Text Word] OR “depressive disorder”[MeSH Terms] OR “depressive neuros*”[Text Word] OR “endogenous depression*”[Text Word] OR “syndrome* depressive”[Text Word] OR “neurotic depression”[Text Word] OR melancholia*[Text Word] OR “unipolar depression*”[Text Word] OR “depressive disorder, major”[MeSH Terms] OR “major depressive disorder*”[Text Word] OR “involutional psycos*”[Text Word] OR “involutional paraphrenia”[Text Word] OR “involutional depression”[Text Word] OR “major depression”[Text Word] OR “depressed elder*”[Text Word] OR “depressive morbility”[Text Word]) AND (“aged”[MeSH Terms] OR “aged, 80 and over”[MeSH Terms] OR elder*[Text Word] OR “functionally impaired elderly”[Text Word] OR “aging”[MeSH Terms] OR “oldest old”[Text Word] OR senescence[Text Word] OR senior[Text Word] OR “older adults”[Text Word] OR “older people”[Text Word] OR old*[Text Word] OR geriatric*[Text Word] OR “late-life”[Text Word]).

Essa estratégia serviu como padrão para a busca nas outras bases de dados. As estratégias foram ligeiramente modificadas baseada nos critérios específicos de cada base de dados.

Seleção dos estudos

A seleção dos estudos foi realizada de modo independente por dois pesquisadores (J. M. e M. M. M.) e as discordâncias foram resolvidas por consenso. Os registros foram primeiramente selecionados com basea em seus títulos e resumos, e aqueles que estavam duplicados foram excluídos. Os textos completos também foram selecionados de modo pareado e independente, e os que obedeceram aos critérios de elegibilidade foram selecionados para este estudo. Publicações que relataram resultados de um mesmo inquérito foram avaliadas, de modo a incluir a publicação que apresentou o dado de forma mais detalhada e excluir as demais.

Extração dos dados

Os dados dos estudos selecionados foram extraídos para uma planilha padronizada do Microsoft Excel 2010, de forma independente, por dois investigadores (J. M. e M. M. M.), e os casos de discordâncias foram resolvidos por consenso. Os dados extraídos incluíram características dos estudos, tamanho de amostras, instrumentos, pontos de corte utilizados e medidas de prevalência da incapacidade funcional.

Avaliação da qualidade metodológica

Dois pesquisadores independentes (J. M. e C. A. G. M.) avaliaram a qualidade metodológica dos estudos selecionados por meio de uma adaptação da ferramenta de Loney et al.18: amostragem apropriada (probabilística ou universo); fonte da lista de amostragem (proveniente de dados censitários); tamanho de amostra previamente calculado; avaliadores sem viés (entrevistadores treinados); mensuração do desfecho por instrumento validado; taxa de resposta adequada (>70%); descrição dos participantes dos estudos. Foi atribuído um ponto para cada item contemplado no estudo.

Dados divergentes foram resolvidos tomando por base os elementos da ferramenta, o que promoveu maior acurácia e evitou vieses. Foram considerados de alta qualidade os inquéritos que atingiram escore igual ou superior a seis pontos, de qualidade moderada aqueles com escore entre cinco e quatro, e de baixa qualidade os com escore igual ou inferior a três pontos18.

Análise dos dados

As medidas sumárias das prevalências de sintomatologia depressiva no Brasil, com o intervalo de confiança de 95% (IC de 95%), foram calculadas por modelos de efeitos aleatórios, sendo a heterogeneidade avaliada pelo teste do qui-quadrado com significância de p < 0,10 e sua magnitude19 quantificada pelo I2. A metanálise foi realizada no software Stata, versão 11, a partir do comando “metaprop ftt”, que foi utilizado para a realização das análises por estabilizar as variâncias entre os estudos.

Para explorar possíveis heterogeneidades entre os estudos, foram realizadas análises em subgrupos e metarregressões. Nas análises em subgrupos, foram incluídos as regiões de realização das pesquisas, os instrumentos utilizados para a coleta dos dados e as faixas do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM)20 para os estudos realizados apenas em um município. As metarregressões foram realizadas pelo método de Knapp-Hartung modificado21, tendo em conta as covariáveis tamanho da amostra, qualidade metodológica e IDHM.

RESULTADOS

Seleção dos estudos

A busca na literatura por estudos que identificaram a prevalência de sintomatologia depressiva em idosos brasileiros resultou em 169 artigos, sendo 79 duplicados. Após a inclusão de sete estudos identificados a partir de outras fontes e a exclusão de estudos que não atenderam aos critérios de inclusão pela leitura do título e resumo, 63 potenciais estudos foram lidos na íntegra. Desses, 18 não apresentaram a prevalência de sintomatologia depressiva e em 12 os resultados eram provenientes de pesquisas com a mesma amostra. Ao final, 33 estudos foram incluídos na revisão sistemática e na metanálise, sendo apresentadas 34 prevalências de sintomatologia depressiva em idosos residentes na comunidade em municípios brasileiros (Figura 1).

Figura 1 Fluxograma do processo de seleção dos estudos para revisão sistemática. 

Características dos estudos incluídos

As características dos estudos incluídos na revisão sistemática são apresentadas na tabela 1. As 33 publicações incluídas na revisão sistemática apresentaram ao todo resultados de 34 estudos, abrangendo ao todo 39.431 idosos. As coletas de dados dos estudos aconteceram a partir do ano de 2000, com exceção de um estudo em que o ano da coleta foi em 1997. No entanto, seis estudos não reportaram a data da coleta de dados.

Tabela 1 Características dos estudos incluídos na revisão sistemática 

Estudo Ano da coleta de dados Desenho do estudo Tamanho efetivo da amostra Idade Local de realização Número de habitantes IDHM Escore de qualidade
Andrade et al., 201625 2010 Transversal 1.280 ≥60 São Paulo (SP) 12.176.866 0,805 6
2000 Transversal 1.862 ≥60 São Paulo (SP) 12.176.866 0,805 6
Barcelos-Ferreira et al., 201229 NR Transversal 1.145 ≥60 Ribeirão Preto (SP) 694.534 0,800 6
Barcelos-Ferreira et al., 201330 2002-2003 Transversal 1.563 ≥60 São Paulo (SP) 12.176.866 0,805 7
Bélanger et al., 201631 2012 Longitudinal 402 65 a 74 Natal (RN) 877.640 0,763 5
Bretanha et al., 201532 2008 Transversal 1.514 ≥60 Bagé (RS) 120.943 0,740 5
Cabrera et al., 200733 NR Transversal 267 60 a 74 Londrina (PR) 563.943 0,778 4
Campos et al., 201434 2012 Transversal 2.052 ≥60 Sete Lagoas (MG) 237.286 0,760 7
Coimbra et al., 201035 2005-2006 Transversal 2.209 ≥60 Amparo (SP) 71.700 0,785 6
da Cruz et al., 201736 2014-2015 Transversal 255 ≥60 Juiz de Fora (MG) 564.310 0,778 6
de Andrade et al., 201226 2006 Transversal 857 ≥60 São Paulo (SP) 12.176.866 0,805 7
de Queiroz et al., 201424 2011 Transversal 290 ≥60 Lafaiete Coutinho (BA) 3.757 0,599 7
Esmeriz et al., 201237 2009 Transversal 371 ≥60 Piracicaba (SP) 400.949 0,785 6
Galli et al., 201638 2009 Transversal 1.006 ≥60 Veranópolis (RS) 25.936 0,773 6
Gomes et al., 201439 NR Transversal 313 ≥65 Natal (RN) 877.640 0,763 5
Hellwig et al., 201640 2014 Transversal 1.394 ≥60 Pelotas (RS) 341.648 0,739 7
Hugo et al., 201241 2004-2005 Transversal 390 ≥60 Carlos Barbosa (RS) 29.409 0,796 5
Lopes et al., 201623 2013 Transversal 11.177 ≥60 Brasil - - 7
Lopes et al., 201628 2009-2010 Transversal 1.629 ≥60 Florianópolis (SC) 492.977 0,847 7
Luiz et al., 200922 NR Transversal 96 ≥65 Amparo (SP) 71.700 0,785 4
Maciel e Guerra, 200642 2002 Transversal 295 ≥60 Santa Cruz (RN) 39.355 0,618 5
Mendes et al., 201343 NR Transversal 200 ≥60 Montes Claros (MG) 404.804 0,770 6
Nascimento et al., 442016 2008-2009 Transversal 2.402 ≥65 Campinas (SP), Belém (PA), Parnaíba (PI), Campina Grande (PB), Poços de Caldas (MG), Ivoti (RS) e Ermelino Matarazzo (SP) - - 6
Pegorari e Tavares, 201445 2012 Transversal 958 ≥60 Uberaba (MG) 330.361 0,772 6
Piani et al., 201646 2014-2015 Transversal 310 ≥60 Passo Fundo (RS) 201.767 0,776 6
Reichert et al., 201147 NR Transversal 379 ≥60 Novo Hamburgo (RS) 246.452 0,747 6
Santos et al., 201712 2010 Transversal 622 ≥60 Uberaba (MG) 330.361 0,772 6
Silva et al., 201713 2015 Transversal 396 ≥60 Manaus (AM), Careiro da Várzea (AM), Iranduba (AM), Itacoatiara (AM), Manacapuru (AM), Novo Airão (AM), Presidente Figueiredo (AM) e Rio Preto da Eva (AM) - - 7
Silveira e Portuguez, 201748 NR Transversal 120 ≥60 Passo Fundo (RS) 201.767 0,776 3
Soares et al., 201227 NR Transversal 303 ≥65 São Paulo (SP) 12.176.866 0,805 7
Soares et al., 201549 2009-2010 Transversal 776 ≥60 Cuiabá (MT) e Barueri (SP) - - 5
Sousa et al., 201250 2009 Transversal 391 ≥65 Santa Cruz (RN) 39.355 0,618 7
Vicente et al., 201551 1997 Longitudinal 1.606 ≥60 Bambuí (MG) 23.757 0,741 7
Vieira et al., 201352 2008-2009 Transversal 601 ≥60 Belo Horizonte (MG) 2.501.576 0,810 6

Quanto ao desenho dos estudos, a maioria foi transversal, e apenas dois mencionaram ser linhas de base de estudos longitudinais. Em relação à amostra estudada, a maioria dos estudos abrangeu idosos com idade igual ou superior a 60 anos e o número de participantes foi desde 9622 até 11.177, sendo este maior pertencente à Pesquisa Nacional de Saúde/Brasil23.

A distribuição geográfica dos estudos indicou pesquisas em todas as regiões do Brasil; 16 estudos foram realizados na região Sudeste, 9 na região Sul, 5 na região Nordeste, 1 na região Norte, 1 nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, 1 nas regiões Sudeste, Sul, Norte e Nordeste e 1 de âmbito nacional. Para os estudos realizados apenas em um município, foi verificado que o número de habitantes foi desde 3.757, em Lafaiete Coutinho, BA24, até 12.176.866, em São Paulo, SP25-27. Em relação ao IDHM, foram incluídos estudos com índice entre 0,599, que corresponde ao município de Lafaiete Coutinho, BA24, e 0,847, de Florianópolis, SC28.

A qualidade dos estudos apresentou escore médio de 5,9, e 73,5% (n = 25) foram considerados com alta qualidade. O critério com menor pontuação foi o de fonte da lista de amostragem (proveniente de dados censitários).

Para a medida da sintomatologia depressiva, foram utilizadas sete diferentes escalas, sendo todas previamente validadas. A versão curta da Escala de Depressão Geriátrica (GDS-15) foi utilizada em 73,5% (n = 25) dos estudos. Entre os estudos que optaram pela GDS-15, 80,0% (n = 20) utilizaram o ponto de corte maior que cinco (Tabela 2).

Tabela 2 Instrumentos e pontos de corte utilizados nos estudos incluídos na revisão sistemática 

Autor (ano) Instrumento Ponto de corte Prevalência (%)
Andrade et al., 201625 GDS-15 >5 21,1
GDS-15 >5 21,8
Barcelos-Ferreira et al., 201229 D-10 ≥7 15,7
Barcelos-Ferreira et al., 201330 D-10 ≥7 13,0
Bélanger et al., 201631 CES-D ≥16 20,4
Bretanha et al., 201532 GDS-15 >5 18,0
Cabrera et al., 200733 GDS-15 >5 ou uso de antidepressivo 24,3
Campos et al., 201434 GDS-15 >5 30,2
Coimbra et al., 201035 GDS-15 >5 27,5
da Cruz et al., 201736 PHQ-4 NR 19,2
de Andrade et al., 201226 GDS-15 >5 12,6
de Queiroz et al., 201424 GDS-15 >5 20,0
Esmeriz et al., 201237 GDS-15 NR 20,2
Galli et al., 201638 GDS-15 >5 20,0
Gomes et al., 201439 CES-D ≥16 39,6
Hellwig et al., 201640 GDS-10 ≥5 15,2
Hugo et al., 201241 GDS-15 >5 11,3
Lopes et al., 201623 PHQ-9 ≥10 9,3
Lopes et al., 201628 GDS-15 >5 24,4
Luiz et al., 200922 GDS-15 >5 34,4
Maciel e Guerra, 200642 GDS-15 >5 26,8
Mendes et al., 201343 GDS-15 NR 21,5
Nascimento et al., 201644 GDS-15 NR 20,2
Pegorari e Tavares, 201445 GDS-15 >5 25,3
Piani et al., 201646 GDS-15 >5 7,10
Reichert et al., 201147 GDS-15 ≥5 ou uso de antidepressivo 30,0
Santos et al., 201712 GDS-15 >5 37,1
Silva et al., 201713 PHQ-9 ≥9 9,9
Silveira e Portuguez, 201748 GDS-15 >5 15,8
Soares et al., 201227 GDS-15 >5 20,8
Soares et al., 201549 GDS-15 ≥5 25,0
Sousa et al., 201250 GDS-15 >5 29,4
Vicente et al., 201551 GHQ-12 ≥5 38,5
Vieira et al., 201352 GDS-15 >5 21,8

D-10: Depression Scale; CES-D: Center for Epidemiological Scale – Depression; GDS-15: Geriatric Depression Scale (Short Form); GDS-10: Geriatric Depression Scale (10-item); GHQ-12: 12-item General Health Questionnaire; PHQ-4: The Patient Health Questionnaire-4; PHQ-9: The Patient Health Questionnaire-9.

NR: Não reportado.

Prevalência de sintomatologia depressiva

A prevalência de sintomatologia depressiva para idosos brasileiros residentes na comunidade foi de 21,0% (IC de 95%: 18,0-25,0; I2 = 98,3%). A menor prevalência encontrada foi de 7,1%, no estudo realizado em Passo Fundo (RS)46, e a maior foi de 39,6%, no município de Natal (RN)39 (Figura 2).

Figura 2 Metanálise da prevalência de sintomatologia depressiva em idosos residentes na comunidade no Brasil (2007-2017). 

Análises de subgrupos e metarregressões

As análises de subgrupos revelaram elevada heterogeneidade em todas as categorias analisadas, não possibilitando resultados mais homogêneos. Quando analisada a sobreposição dos intervalos de confiança nas categorias dos subgrupos, foi verificado que a prevalência de sintomatologia depressiva foi menor no estudo realizado na região Norte13 e maior com a utilização do instrumento Questionário de Saúde Geral (GHQ-12)51. De acordo com a análise pelas faixas do IDHM, foi possível verificar que houve a tendência de menores prevalências serem encontradas em municípios com maiores índices (Tabela 3).

Tabela 3 Prevalência de sintomatologia depressiva, por subgrupos, em idosos brasileiros 

Subgrupo Número de pesquisas Total de participantes Prevalência (IC 95%) I2 p-valor (qui-quadrado)
Regiõesa
Nordeste 5 1.691 27,0 (20,0-34,0) 90,3 <0,001
Norte 1 396 10,0 (7,0-13,0) - -
Sul 9 7.009 18,0 (14,0-22,0) 94,1 <0,001
Sudeste 16 15.980 23,0 (19,0-27,0) 97,2 <0,001
Instrumento
GDS-15 25 21.180 22,0 (20,0-25,0) 93,8 <0,001
GDS-10 1 1.394 15,0 (13,0-17,0) - -
D-10 2 2.708 14,0 (13,0-15,0) - -
CES-D 2 715 28,0 (25,0-32,0) - -
PHQ-4 1 255 19,0 (15,0-24,0) - -
PHQ-9 2 11.573 9,0 (9,0-10,0) - -
GHQ-12 1 1.606 38,0 (36,0-41,0) - -
IDHMb
Baixo/Médio 3 976 25,0 (20,0-31,0) - -
Alto 19 14.464 23,0 (20,0-27,0) 96,7 <0,001
Muito Alto 8 9.240 19,0 (15,0-22,0) 94,3 <0,001

D-10: Depression Scale; CES-D: Center for Epidemiological Scale – Depression; GDS-15: Geriatric Depression Scale (Short Form); GDS-10: Geriatric Depression Scale (10-item); GHQ-12: 12-itemGeneral Health Questionnaire; PHQ-4: The Patient Health Questionnaire-4; PHQ-9: The Patient Health Questionnaire-9; IDHM: Índice de Desenvolvimento Humano Municipal.

a Estudos realizados em apenas uma região.

b Faixas de desenvolvimento humano de acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (2018) em estudos realizados em apenas um município.

Nas análises de metarregressões, nenhuma das covariáveis incluídas (IDHM, tamanho da amostra e qualidade do estudo) explicou estatisticamente a heterogeneidade existente entre os artigos (p > 0,05).

DISCUSSÃO

No Brasil, a prevalência média estimada de sintomatologia depressiva para idosos residentes na comunidade foi de 21,0% (IC de 95%: 18,0-25,0), com uma variação de 7,10% em estudo realizado no Sul do país e de 39,6%, na região Nordeste.

Esse resultado evidencia que a prevalência de sintomatologia depressiva, em geral, tende a ser superior em idosos quando comparados a adultos53,54. De acordo com o estudo de revisão sistemática e metanálise realizada para adultos brasileiros por Silva et al.15, a prevalência de sintomatologia depressiva foi de 14,0% (IC de 95%: 13,0-16,0).

Quando comparada a outras metanálises realizadas com idosos, a prevalência estimada no Brasil foi similar a um estudo realizado com chineses, que identificou prevalência de 23,6%55, e menor que um estudo realizado com idosos iranianos (43,0%)8.

Por outro lado, a prevalência encontrada no Brasil foi superior à do estudo de Luppa et al.56, que estimaram uma prevalência de 17,0% ao realizarem uma metanálise, a fim de identificar a prevalência em idosos com idade igual ou 75 anos, com estudos predominantemente em países desenvolvidos. O mesmo pode ser verificado ao comparar o resultado obtido com estudos de caráter nacional representativos, realizados nos Estados Unidos e Inglaterra, que identificaram prevalências de 14,6% e 17,6%, respectivamente5.

Os diferentes anos de realização dos estudos, instrumentos utilizados e pontos de corte para a definição de sintomatologia depressiva dificultam a comparação dos resultados entre os países. No entanto, é possível perceber uma tendência de os países desenvolvidos apresentarem prevalências inferiores em relação aos países em desenvolvimento. Uma possível explicação para essas diferenças entre as prevalências pode ser devida às condições de saúde e aos hábitos de vida entre os países1,57.

Ao verificar a distribuição dos estudos incluídos na presente revisão, em relação à localização geográfica, todas as regiões foram contempladas com pelo menos uma pesquisa. No entanto, há uma concentração de estudos realizados na região Sudeste, seguida pela região Sul. Possivelmente, esse fato se dá por essas regiões possuírem um maior número de grupos de estudos com linhas de pesquisa sobre envelhecimento58.

Na análise por subgrupos, a prevalência na região Norte foi a menor encontrada quando comparada às outras regiões. No entanto, o resultado deve ser interpretado com cautela, dado que na região Norte foi incluído apenas um único estudo.

No que diz respeito aos instrumentos para medida da sintomatologia depressiva, foi verificada a utilização de sete diferentes escalas. Apesar da análise por subgrupos em relação ao instrumento não explicar a elevada heterogeneidade, a escala 12-item General Health Questionnaire foi a que evidenciou maior prevalência. No entanto, assim como anteriormente abordado, esse resultado deve ser analisado com cautela, uma vez que apenas um estudo utilizou a escala.

A maioria dos estudos analisados utilizou a versão curta da Escala de Depressão Geriátrica (GDS-15), que é um instrumento composto por 15 itens e que tem sido amplamente utilizado59. A GDS-15 é uma versão reduzida da escala original de 30 itens, que foi desenvolvida especificamente para idosos, levando em consideração suas particularidades60. De acordo com recente estudo de revisão, que buscou sintetizar todos os instrumentos para a medida da sintomatologia depressiva em idosos, foi verificado que as escalas GDS e GDS-15 têm sido as mais utilizadas61.

A prevalência de sintomatologia depressiva tem causado diversas consequências para a saúde62,63, aumentando o risco de mortalidade11,64. Nesse sentido, considerada a prevalência de sintomatologia depressiva estimada no presente estudo, devem ser investigados os possíveis fatores associados à sintomatologia depressiva em idosos brasileiros e criadas estratégias para a redução dessa prevalência e prevenção65,66.

Adicionalmente, destaca-se que há necessidade de novos estudos com o objetivo de identificar a prevalência de sintomatologia depressiva em municípios do Brasil. Apesar de serem verificados 34 diferentes resultados de prevalências no presente estudo, no estudo realizado por Li et al.55, com idosos chineses, o número de pesquisas incluídas foi de 81 estudos. Assim, é possível perceber que ainda temos uma produção incipiente na identificação da prevalência de sintomatologia depressiva em idosos brasileiros.

O presente estudo apresenta limitações que devem ser levadas em consideração. Não foi possível identificar as possíveis fontes da elevada heterogeneidade, tanto por análises de subgrupos quanto de metarregressões, o que demanda cautela na extrapolação dos resultados. Não foi possível realizar a análise de acordo com outros subgrupos, principalmente pelo fato de os estudos incluídos apresentarem objetivos distintos e não demonstrarem a proporção de idosos com sintomatologia depressiva por sexo ou condições de saúde, por exemplo. Os pontos fortes do estudo incluem a realização de uma pesquisa bibliográfica abrangente, com registro prévio e avaliação da qualidade metodológica dos estudos.

CONCLUSÕES

No Brasil, a prevalência média estimada de sintomatologia depressiva para idosos residentes na comunidade é de 21,0% (IC de 95%: 18,0-25,0). As análises de subgrupos revelaram elevada heterogeneidade em todas as categorias analisadas, e a metarregressão não identificou as causas dessas heterogeneidades. Os resultados indicam a necessidade de estratégias de intervenção para reduzir a prevalência de sintomatologia depressiva.

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