Prevalência de tabagismo e fatores que o influenciam em estudantes de medicina e outros universitários em Tbilisi, Geórgia

Prevalência de tabagismo e fatores que o influenciam em estudantes de medicina e outros universitários em Tbilisi, Geórgia

Autores:

Ivane  Chkhaidze,
Nino  Maglakelidze,
Tamaz  Maglakelidze,
Nikolai  Khaltaev

ARTIGO ORIGINAL

Jornal Brasileiro de Pneumologia

versão impressa ISSN 1806-3713

J. bras. pneumol. vol.39 no.5 São Paulo set./out. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S1806-37132013000500008

Introdução

Embora tenha um impacto terrível sobre a saúde, o tabaco é amplamente usado em todo o mundo. Se não forem implantadas intervenções eficazes, o tabagismo causará a morte de até um bilhão de pessoas no século XXI.( 1 )

Atenção especial é voltada ao tabagismo entre os jovens. A maioria dos fumantes começa a fumar na adolescência ou logo após o término do ensino médio.( 2 ) O tabagismo entre os jovens é uma preocupação para países industriais, de média renda e de baixa renda, e não há diferença significativa entre os gêneros quanto à prevalência do tabagismo.( 3 , 4 )

Em 2000, entrou em vigor o Decreto nº 412 ("Das Medidas de Controle e Prevenção do Tabagismo na Geórgia"), emitido pelo Presidente da Geórgia, e, em 2004, foi assinada a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, da Organização Mundial da Saúde (OMS); no entanto, a taxa de tabagismo na Geórgia permanece alta e tende a aumentar, especialmente entre os jovens.( 5 )

Há atualmente cerca de 5.000 alunos de graduação matriculados na Universidade Médica Estadual de Tbilisi (na cidade de Tbilisi, na Geórgia) e cerca de 18.000 matriculados na Universidade Estadual de Tbilisi (também em Tbilisi, Geórgia). Os objetivos do presente estudo foram determinar a prevalência do tabagismo em estudantes de medicina e outros universitários nas universidades supracitadas; determinar se a educação médica tem impacto sobre o tabagismo e identificar os mais importantes fatores de risco de tabagismo em alunos de graduação.

Métodos

A participação no estudo foi voluntária. O objetivo da pesquisa foi explicado aos estudantes, os quais foram posteriormente convidados a preencher questionários anônimos. Tentamos pesquisar todos os alunos disponíveis, sem qualquer esquema de randomização.

Como o presente estudo foi um estudo transversal, realizado durante ou imediatamente após uma palestra geral, aberta a todos, era difícil prever quem estaria assistindo à palestra. Portanto, para fins práticos, foram entrevistados 200 alunos (100 do sexo masculino e 100 do sexo feminino) de cada universidade durante o período de estudo.

Definiu-se o tabagismo conforme os critérios da OMS.( 6 ) Os entrevistados que relataram fumar pelo menos 1 cigarro por dia (todos os dias ou ocasionalmente) foram considerados fumantes. Aqueles que vinham experimentando o tabagismo no momento da pesquisa (tendo fumado menos de 100 cigarros na vida) também foram considerados fumantes. Aqueles que nunca fumaram ou que fumaram menos de 100 cigarros na vida, mas que não haviam fumado nos últimos 30 dias (inclusive no dia da pesquisa) foram considerados não fumantes. Os fumantes responderam a perguntas sobre a média de cigarros fumados por dia, a idade de início do tabagismo e as tentativas de parar de fumar, se é que haviam feito alguma.

A coleta de dados ocorreu nas duas universidades durante o semestre letivo, entre fevereiro e março de 2011. O questionário sobre tabagismo do Projeto de Monitoração Multinacional de Tendências e Determinantes em Doenças Cardiovasculares, da OMS,( 7 ) foi modificado para refletir hábitos e características locais. A versão final do questionário estruturado incluiu questões de múltipla escolha e várias questões abertas sobre tabagismo, dependência de nicotina e fatores que influenciam o comportamento de fumar, bem como sobre conhecimento e percepção do tabagismo.

O programa Statistical Package for the Social Sciences, versão 15.0 para Windows (SPSS Inc., Chicago, IL, EUA) foi usado para calcular as frequências de cada variável.( 8 ) O teste do qui-quadrado de Pearson foi usado para comparar as proporções, e o teste t de Student foi usado para examinar as diferenças entre as médias. Análises de regressão logística foram usadas para determinar se o tabagismo se correlacionava com características demográficas e comportamentos de risco à saúde.

Resultados

A razão entre os gêneros masculino e feminino na população do estudo foi de 0,9:1,1 (190 homens vs. 210 mulheres). A média de idade dos fumantes foi de 20,24 anos (variação, 17-27 anos) e a dos não fumantes foi de 20,26 anos (variação, 17-25 anos). Não houve diferenças significativas entre os estudantes no que tange à distribuição de idade, gênero e ano de educação universitária.

Com base no consumo diário de cigarros, os fumantes foram definidos da seguinte forma: fumantes muito pesados (> 20 cigarros/dia); fumantes moderados a pesados (11-20 cigarros/dia); fumantes leves (1-10 cigarros/dia). Dos 195 alunos que responderam a essa pergunta, 45,8% eram fumantes leves, 40,2% eram fumantes moderados a pesados e 14,0 % eram fumantes muito pesados (Tabela 1). O tabagismo apresentou forte relação com o gênero; 65% dos fumantes eram homens e 35% eram mulheres.

Tabela 1  Prevalência e frequência de tabagismo entre os estudantes entrevistados (n = 400). 

Tabagismo n (%)
Não fumantes 205 (51,25)
Fumantes 195 (48,75)
Fumantes leves (1-10 cigarros/dia) 86 (21,50)
Fumantes moderados a pesados (11-20 cigarros/dia) 79 (19,75)
Fumantes muito pesados (> 20 cigarros/dia) 30 (7,50)

Perguntou-se aos fumantes se haviam tentado parar de fumar. Dos 195 fumantes, 122 (62,6%) disseram que nunca haviam tentado parar de fumar. Dentre os que afirmaram ter tentado parar de fumar, os motivos mais comuns pelos quais voltaram a fumar foram o vício de fumar, o consumo de álcool e outros fatores externos (os quais os estudantes não conseguiram especificar).

Também se perguntou aos fumantes se estavam dispostos a parar de fumar. Dos 195 fumantes, 111 (56,9%) disseram que sim, ao passo que 43,1% disseram que não.

Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os estudantes de medicina e os demais universitários no tocante à prevalência do tabagismo (Tabela 2). Além disso, o teste do qui-quadrado não mostrou relação estatisticamente significativa entre o tipo de educação (médica ou não médica) e o tabagismo.

Tabela 2  Prevalência de tabagismo, de acordo com o tipo de educação. 

Você fuma?
Sim Não
Tipo de educação n (%) n (%)
Médica (n = 200) 99 (49,5) 101 (51,5)
Não médica (n = 200) 96 (48,0) 104 (52,0)

Dos estudantes de medicina, 59,5% disseram que tinham vontade de parar de fumar, assim como o disseram 54,2% dos universitários que não estudavam medicina (Tabela 3). A diferença não foi estatisticamente significativa.

Tabela 3  Vontade de parar de fumar, de acordo com o tipo de educação. 

Você gostaria de parar de fumar?
Não Sim
Tipo de educação n (%) n (%)
Médica (n = 99) 40 (40,4) 59 (59,5)
Não médica (n = 96) 44 (45,8) 52 (54,2)

Os principais motivos pelos quais os estudantes de medicina e demais universitários gostariam de parar de fumar eram bastante semelhantes, sem diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos. Na verdade, motivos de saúde foram ligeiramente mais comuns entre os universitários que não estudavam medicina.

Perguntou-se aos fumantes se um aumento do preço do tabaco seria um incentivo para parar de fumar. Dos fumantes, 69,2% disseram que não iriam parar de fumar caso o preço dos cigarros aumentasse e 30,8% disseram que iriam (p < 0,001). Não encontramos nenhuma diferença entre os estudantes de medicina e os demais universitários no tocante ao alto preço do tabaco ser uma motivação para parar de fumar.

Do total da amostra, 65% tinham parentes que eram fumantes e 35% viviam com não fumantes. No entanto, o teste do qui-quadrado mostrou que ter fumantes na família não teve influência significativa sobre o hábito de fumar dos estudantes.

Discussão

O presente estudo mostrou alta prevalência de tabagismo em alunos de graduação na Geórgia: 48,75% da população do estudo eram fumantes. Nossos achados também mostram forte associação entre tabagismo e gênero: 65% dos fumantes eram homens e 35% eram mulheres. Na Geórgia, fumantes do sexo masculino e fumantes do sexo feminino representam, respectivamente, 56% e 6% da população geral adulta.( 10 )

Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os estudantes de medicina e os demais universitários no tocante à prevalência de tabagismo (49,5% vs. 48,0%). Um estudo semelhante foi realizado na Grécia, que é o país com o maior consumo de cigarros per capita na União Europeia. A prevalência de tabagismo naquele estudo foi de 26-56% entre os estudantes de medicina e de 44-57 % entre os universitários que não estudavam medicina. Os resultados daquele estudo vão ao encontro dos nossos e sugerem que a educação médica tem pouco impacto na decisão dos estudantes de fumar ou não.( 9 ) Vários outros autores têm relatado resultados que também vão ao encontro dos do presente estudo, com taxas de prevalência de tabagismo de até 47% em estudantes de medicina e ainda maiores em outros universitários.( 11 , 12 ) Embora as tentativas de realização de estudos semelhantes têm sido voltadas exclusivamente a estudantes de medicina,( 12 , 13 ) a maioria desses estudos tem mostrado altas taxas de tabagismo.( 14 ) Isso pode ser visto como um indicador da falta de rigor em fazer cumprir medidas antitabaco em universidades, além de ser um indicador da falta de rigor das políticas governamentais voltadas à redução do consumo de tabaco na população em geral.

Um estudo realizado no Brasil mostrou que a prevalência do tabagismo em estudantes de medicina era alta e que os estudantes de medicina não tinham conhecimento suficiente a respeito do tabagismo.( 15 ) No entanto, vários estudos têm mostrado tendência de queda da prevalência do tabagismo, especialmente em estudantes de medicina.( 16 - 18 ) Os resultados de um estudo realizado na Universidade da Jordânia, na cidade de Amã, na Jordânia, corroboram esses achados, tendo mostrado menor prevalência de tabagismo em estudantes de ciências da saúde.( 16 ) Achados semelhantes foram relatados em um estudo realizado em 1995 com alunos da Universidade de Cambridge, na cidade de Cambridge, na Inglaterra.( 17 ) O estudo em questão mostrou que a prevalência de tabagismo era maior nos estudantes de humanidades do que nos estudantes de medicina (17% vs. 7,7%). Esses dados reforçam a noção de que aqueles que estudam temas relacionados com a saúde estão mais cientes dos perigos do tabagismo.( 18 ) No entanto, é importante mencionar que vários estudos de prevalência de tabagismo realizados em outros países apresentam características que são diferentes das encontradas no Brasil, na Jordânia ou na Inglaterra. No obstante, são poucos os estudos que comparam as tendências do tabagismo em estudantes de medicina e outros universitários. Portanto, é difícil determinar se a tendência de redução da prevalência do tabagismo atribui-se à educação antifumo no currículo de medicina.

Os resultados de nosso estudo mostram que a prevalência do tabagismo é alarmantemente alta e indicam que o atual currículo de medicina não enfatiza como deveria os perigos do tabagismo. Com efeito, relatou-se que a educação universitária inadequada a respeito dos riscos à saúde relacionados com o tabaco é um dos principais fatores que contribuem para a perda de oportunidades.( 19 ) Além disso, a maioria dos estudos envolvendo a população geral, bem como a maioria daqueles envolvendo profissionais de saúde( 20 - 22 ) mostra que o consumo de tabaco é mais comum entre os homens. Embora a prevalência do tabagismo venha diminuindo entre os homens e aumentando entre as mulheres, continua a ser significativamente maior naqueles.( 21 )

Nossos resultados a respeito da proporção de estudantes que tentaram parar de fumar pelo menos uma vez parecem ser bastante semelhantes aos do estudo realizado na Grécia,( 9 ) segundo o qual 44% dos estudantes de medicina e 36% dos demais universitários haviam tentado parar de fumar pelo menos uma vez. Esses resultados mostram que os alunos de graduação têm pouco conhecimento dos efeitos negativos do tabagismo sobre a saúde e indicam que há necessidade de programas educacionais mais abrangentes, bem como de programas de cessação do tabagismo para esses alunos.

Procuramos determinar quantos estudantes estavam dispostos a parar de fumar e por que estavam dispostos a parar. Constatamos que 56,9% dos fumantes estavam dispostos a parar de fumar, mais comumente por motivos de saúde e financeiros.

Dos estudantes de medicina, 59,5% disseram que estavam dispostos a parar de fumar, assim como o disseram 54,2% dos universitários que não estudavam medicina. Embora não seja estatisticamente significativa, a diferença sugere que os estudantes de medicina têm melhor compreensão dos efeitos nocivos do tabaco. Não obstante, os motivos pelos quais os estudantes de medicina e demais universitários desejavam parar de fumar eram semelhantes.

A educação médica parece não ter efeito preventivo, ou melhor, não tem qualquer influência sobre as atitudes e comportamentos dos alunos de graduação em relação ao tabagismo. De qualquer forma, é fundamental melhorar a educação antifumo no currículo de medicina e demais áreas. No caso dos estudantes de medicina, deve-se ter em mente que eles se tornarão médicos. Como médicos, espera-se que desempenhem um papel fundamental em campanhas antitabagismo. Isso significa que não apenas aconselharão seus pacientes a respeito do tabagismo, mas também servirão de modelo a eles. Portanto, os anos de graduação proporcionam uma oportunidade perfeita para tornar os estudantes de medicina plenamente conscientes dos efeitos nocivos do tabagismo. A proporção de estudantes que estão realmente dispostos a parar de fumar pode ser um bom indicador de sucesso em parar de fumar.

Nosso estudo mostrou alta prevalência de tabagismo em alunos de graduação na Geórgia. Os resultados indicam que a educação médica atual não torna os alunos conscientes dos riscos do tabagismo e não promove a cessação do tabagismo entre os estudantes.

Embora a proporção de fumantes do sexo masculino seja maior do que a de fumantes do sexo feminino, a proporção de homens e mulheres dispostos a parar de fumar é igual. A ausência de diferença significativa entre os estudantes de medicina e os demais universitários no que tange à vontade de parar de fumar sugere uma falta de conhecimento dos efeitos nocivos do tabagismo e evidencia a necessidade de rever os programas educacionais existentes. Um aumento do preço dos cigarros não é suficiente para reduzir a prevalência do tabagismo. Portanto, são necessárias campanhas antitabaco mais intensivas.

REFERÊNCIAS

1. World Health Organization [homepage on the Internet]. Geneva: World Health Organization [cited 2012 Sep 19]. Tobacco. Fact Sheet. Nº 339, May 2012. Available from: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs339/en/index.html
2. Precioso J, Samorinha C, Macedo M, Antunes H. Smoking prevalence in Portuguese school-aged adolescents by gender: can we be optimistic? [Article in Portuguese]. Rev Port Pneumol. 2012;18(4):182-7. PMid:22542095
3. World Health Organization [homepage on the Internet]. Geneva: World Health Organization [cited 2012 Sep 19]. About Youth and tobacco. Available from: http://www.who.int/tobacco/research/youth/about/en/index.html
4. World Health Organization [homepage on the Internet]. Geneva: World Health Organization [cited 2012 Sep 19]. Health Effects of Smoking Among Young People. Available from: http://www.who.int/tobacco/research/youth/health_effects/en/index.html
5. Bakhturidze G, Kobeshavidze G. Tobacco Consumption and Health Damages in Georgia. Available from:
6.World Health Organization. Guidelines for Controlling and Monitoring the Tobacco Epidemic. Geneva: World Health Organization; 1998.
7. World Health Organization [homepage on the Internet]. Geneva: World Health Organization. [cited 2012 Sep 19]. MONICA Project. Smoking Questionnaire. Available from: http://www.ktl.fi/publications/monica/manual/index.htm
8. SPSS Inc. SPSS Base 15.0 User's Guide. Chicago: SPSS Inc.; 2006.
9. World Health Organization [homepage on the Internet]. Geneva: World Health Organization [cited 2012 Sep 19]. WHO report on the global tobacco epidemic, 2011: warning about the dangers of tobacco. Available from: http://www.who.int/tobacco/global_report/2011/en/
10. Alexopoulos EC, Jelastopulu E, Aronis K, Dougenis D. Cigarette smoking among university students in Greece: a comparison between medical and other students. Environ Health Prev Med. 2010;15(2):115-20. PMid:19802656 PMCid:PMC2824102
11. Mammas IN, Bertsias GK, Linardakis M, Tzanakis NE, Labadarios DN, Kafatos AG. Cigarette smoking, alcohol consumption, and serum lipid profile among medical students in Greece. Eur J Public Health. 2003;13(3):278-82. PMid:14533734
12. Xiang H, Wang Z, Stallones L, Yu S, Gimbel HW, Yang P. Cigarette smoking among medical college students in Wuhan, People's Republic of China. Prev Med. 1999;29(3):210-5. PMid:10479609
13. Yang G, Fan L, Tan J, Qi G, Zhang Y, Samet JM, et al. Smoking in China: findings of the 1996 National Prevalence Survey. JAMA. 1999;282(13):1247-53. PMid:10517427
14. Vakeflliu Y, Argjiri D, Peposhi I, Agron S, Melani AS. Tobacco smoking habits, beliefs, and attitudes among medical students in Tirana, Albania. Prev Med. 2002;34(3):370-3. PMid:11902854
15. Botelho C, Silva AM, Melo CD Smoking among undergraduate health sciences students: prevalence and knowledge. J Bras Pneumol. 2011;37(3):360-6. PMid:21755192
16. Haddad LG, Malak MZ. Smoking habits and attitudes towards smoking among university students in Jordan. Int J Nurs Stud. 2002;39(8):793-802.
17. Willcox ML. Tobacco control programmes for universities: a feasibility study. J Public Health Med. 1997;19(1):37-44. PMid:9138215
18. Baska T, Straka S, Mad'ar R. Smoking habits in university students in Slovakia. Cent Eur J Public Health. 2000;8(4):245-8. PMid:11125981
19. Steptoe A, Wardle J, Cui W, Bellisle F, Zotti AM, Baranyai R, et al. Trends in smoking, diet, physical exercise, and attitudes toward health in European university students from 13 countries, 1990-2000. Prev Med. 2002;35(2):97-104. PMid:12200093
20. Öztürk C, Bektaş M, Yilmaz E, Salman F, Şahin T, İlmek M, et al. Smoking status of Turkish nursing students and factors affecting their behavior. Asian Pac J Cancer Prev. 2011;12(7):1687-92. PMid:22126545
21. Monteiro CA, Cavalcante TM, Moura EC, Claro RM, Szwarcwald CL. Population-based evidence of a strong decline in the prevalence of smokers in Brazil (1989-2003) Bull World Health Organ. 2007;85(7):527-34. PMid:17768501 PMCid:PMC2636372
22. Musmar SG. Smoking habits and attitudes among university students in Palestine: a cross-sectional study. East Mediterr Health J. 2012;18(5):454-60. PMid:22764431
Termos de Uso | Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.