Produção de sons em Doradídeos e Auchenopterídeos (Siluriformes, Pisces)

Produção de sons em Doradídeos e Auchenopterídeos (Siluriformes, Pisces)

Autores:

Gerald Kastberger

ARTIGO ORIGINAL

Acta Amazonica

Print version ISSN 0044-5967On-line version ISSN 1809-4392

Acta Amaz. vol.8 no.3 Manaus July/Sept. 1978

https://doi.org/10.1590/1809-43921978083455

Resumo

Este trabalho apresenta os diferentes modos da produção de sons em Doradidae e Auchenopteridae (Siluriformes, Pisces). Isso está estreitamente relacionado aos resultados das observações no campo e das investigações eletrofisiológicas realizadas no INPA, Manaus (agosto 1975 — fevereiro 1976). 1 O aparelho tamborilador nos Doradideos: Doras, Megalodoras (Bacu) e Oxydoras (Cuiú-Cuiú) consiste em uma mola óssea (Ramus Mülleri ou Springfeder), dos músculos tamboriladores e da exomembrana. Um ponto interessante destes gêneros é o fato da mola óssea e a exomembrana estarem firmemente ligados por um tendão muito forte Estas partes formam um sistema oscilatório composto. 2. Acanthodoras (Rabeca) e Trachycorystes (Cangati) não têm estes tendões entre a mola óssea e a exomembrana. 3. Os sons tamborilados de Doras e Oxydoras têm a freqüência fundamental de 60-90 Hz. Esta cota corresponde com a freqüência dos miogramas dos músculos tamboriladores durante a estimulação elétrica Um som tamborilado geralmente dura ca. 40-70 mseg 4. Os sons tamborilados de Acanthodoras (Rabeca) têm uma freqüência fundamental que pode exceder 250 Hz. Nas experiências eletrofisiológicas a freqüência dos miogramas não excede 170 Hz durante a estimulação elétrica. As durações dos sons tamborilados (ao serem segurados pela mão) correspondem às durações dos sons tamborilados causados sob estimulação elétrica da medula (100-200 mseg). 5 Os sons tamborilados de Trachycorystes (Cangati) têm a freqüência fundamental de mais ou menos 120 Hz que podem durar alguns segundos.

Summary

This paper is concerned with sound production of Doradides and Auchenopterides (Siluriformes, Pisces). Field observations (hydrofone recordings) near Manaus, Amazonas and electrophysiological investigations in INPA, Manaus have been made. 1. The drumming apparatus of the Doradides Doras, Megalodoras (Bacu) and Oxydoras (Cuiú-Cuiú) consists of the ramus Mülleri (the elastic spring of the so-called "Springfederapparat), the drumming muscles and the exomembrane. A special quality of the drumming apparatus of these genera is the fact that the elastic spring and the exomembrane are firmly connected by a strong ligament. Thus they build up a compound oscillating system. 2. Acanthodoras (Rabeca) and Trachycorystes (Kangati) have no such ligaments between the elastic spring and the exomembrane. 3. The dramming sounds of Doras and Oxydoras show a pulse repetition rate of 60-90 Hz. This rate corresponds to the frequency of the myogram responses of the dramming muscles during the stimulus-induced grunts. A drumming sound generally lasts about 40-70 msec. 4. The drumming sounds of Acanthodoras (Rabeca) show a fundamental frequency which may range over 250 Hz. In the electrophysiological experiments the frequency of myograms did not exceed 170 Hz during stimulus-induced grunts. The duration of the grunts produced under hand-held-conditions corresponds very well to the duration of the stimulus-induced grunts (100-200 msec). 5. The dramming sounds of Trachycorystes (Kangati) show a fundamental frequency of about 120 Hz. They may last several seconds.

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