Qualidade de vida em doentes venosos crônicos usuários e não usuários de meias elásticas

Qualidade de vida em doentes venosos crônicos usuários e não usuários de meias elásticas

Autores:

Bruno Vieira Melo,
Priscilla Gabriela Moreira Dantas Tojal,
Flávia de Jesus Leal,
Renata Cardoso Couto

ARTIGO ORIGINAL

Jornal Vascular Brasileiro

versão impressa ISSN 1677-5449

J. vasc. bras. vol.14 no.1 Porto Alegre jan./mar. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/1677-5449.20140070

INTRODUÇÃO

O uso de Meias Elásticas Compressivas na melhora da qualidade de vida (QV) de pacientes com doença venosa crônica (DVC) é de grande significância, na medida em que esta reflete, por meio da sua atuação fisiológica, melhora nos padrões hemodinâmicos venosos, configurando-se, dessa forma, numa boa opção terapêutica1.

Apesar de o efeito das meias compressivas ser completamente abolido 24 horas após a sua retirada2, a terapia elástica resulta em uma regressão parcial das alterações da parede venosa, diminuindo o diâmetro da veia, aproximando os folhetos das válvulas, suprimindo ou atenuando o refluxo, além de diminuir a pressão venosa; dessa forma, reduz-se a sintomatologia, melhorando a QV do indivíduo com DVC3.

A QV é um termo subjetivo, que envolve autopercepção, e é composta por vários aspectos - positivos, negativos e bidirecionais -, como função física, bem-estar emocional e social, sendo sua avaliação considerada um fator preponderante e criterioso para avaliar o impacto de doenças crônicas, como a DVC, no dia a dia da população 4 , 5. O ponto negativo da DVC na QV está mais relacionado aos domínios dor, função física, mobilidade e estado psicológico, sendo relatados também a depressão e o isolamento social como expressão da DVC; estes são comuns em estágios avançados da doença, gerando impacto direto na qualidade de vida, a qual se apresenta inferior nesses pacientes 5 , 6.

Existem muitas definições de qualidade de vida e também várias maneiras de medi-la; no entanto, a ideia-chave que deverá estar implícita e orientar esta pesquisa é a atenção à perspectiva da DVC, bem como a avaliação realista das implicações da doença na vida diária, tendo em consideração os níveis físico, social e psicológico7.

Assim, essa doença relevante pode causar sérios problemas socioeconômicos. É definida como uma disfunção no sistema venoso decorrente da hipertensão venosa, causada por incompetência valvular e/ou obstrução do fluxo venoso, podendo ser congênita ou adquirida e acometendo tanto o sistema venoso superficial como o profundo. Seu diagnóstico é baseado nos aspectos clínicos e em exames complementares, e o tratamento pode incluir o uso de faixas ou meias elásticas, curativos específicos e procedimentos cirúrgicos 1 , 3 , 4 , 7 , 8.

A DVC consiste em uma manifestação generalizada na população do mundo ocidental. As estimativas de prevalência de varizes variam consideravelmente em função de vários aspectos: a população de estudo, a idade, o gênero, a etnia, os métodos de medida e a própria definição da doença. Dessa maneira, estima-se que 2 a 56% de indivíduos do gênero masculino e 1 a 60% do gênero feminino apresentem DVC7.

Dessa forma, as meias elásticas se apresentam como uma boa opção terapêutica para indivíduos com DVC e há carência de estudos sobre o tema, além da existência de um número reduzido de trabalhos publicados sobre o efeito das meias elásticas na qualidade de vida de indivíduos com DVC. Faz-se então necessário responder a seguinte pergunta de pesquisa: como se encontra a QV em indivíduos com DVC usuários e não usuários de meias compressivas?

MATERIAL E MÉTODO

A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa por meio do protocolo n.º 2036, segundo as normas do Conselho Nacional de Saúde (CNS), referentes à Resolução n.º 196/96 sobre pesquisa envolvendo seres humanos.

Este estudo é observacional e de corte transversal. A técnica de amostragem foi não probabilística. Os sujeitos foram selecionados onde é desenvolvido o Projeto de Assistência aos Portadores de Doença Venosa, sendo ainda selecionados pacientes ligados a outros projetos assistenciais que atendem aos portadores da doença em questão. Os pacientes foram submetidos a uma entrevista inicial, obedecendo aos critérios de inclusão e exclusão.

Foram incluídos indivíduos de ambos os sexos, com idade maior ou igual a 18 anos, que tinham DVC. Inicialmente, foram coletados os dados demográficos e, em seguida, os membros inferiores foram examinados, estando os mesmos na posição ortostática, sempre por um mesmo examinador treinado e capacitado que, por inspeção visual, classificou os membros inferiores de acordo com a gravidade da DVC, utilizando a escala clínica da internacionalmente aceita classificação CEAP - Clinical manifestation, etiologic factors, anatomic distribution of disease, pathophysiologic finding (C1-C4). No caso dos dois membros serem acometidos pela DVC, foi considerado o de maior classificação CEAP (clínica).

A Classificação CEAP é um sistema proposto em 1995, baseado na clínica, na etiologia, na anatomia e na fisiopatologia envolvida com a doença, que vem sendo utilizada em inúmeras investigações vasculares para classificar a apresentação clínica da DVC e medir mudança na severidade da doença. Sua parte Clínica estabelece: C0 - sinais de doença não visíveis e não palpáveis; C1 - para telangiectasias e/ou veias reticulares; C2 - para veias varicosas; C3 - para edema; C4 - para alterações da pele, como hiperpigmentação e lipodermatoesclerose; C5 - para úlcera cicatrizada, e C6 - para úlcera ativa9.

Foram excluídos os indivíduos com alterações arteriais e linfáticas associadas; diabéticos; hipertensos; neuropatas; com erisipela, linfangite, trombose venosa profunda aguda, úlcera de origem não venosa, distúrbios psiquiátricos e/ou quadro demencial (de acordo com diagnóstico médico), e indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos com alteração cognitiva, de acordo com o Miniexame do Estado Mental (MEEM).

O estudo teve, como variáveis primárias, os domínios dos questionários SF-36 (Medical Outcomes study short-form 36) e AVVQ- Brasil (Aberdeen Varicose Veins Questionnaire - versão Brasil); as variáveis secundárias foram: idade; sexo; atividade física; escolaridade; profissão; uso de meias elásticas (frequência de uso, pressão e tipo); elevação de membros inferiores; presença de prurido e CEAP.

O SF-36 é um questionário genérico de qualidade de vida, multidimensional, formado por 36 itens distribuídos em oito domínios (capacidade funcional; aspectos físicos; dor; estado geral de saúde; vitalidade; aspectos sociais; aspectos emocionais, e saúde mental) e válido para o Brasil. Apresenta uma pontuação total de zero a 100, em que zero corresponde ao pior estado geral de saúde e 100, ao melhor estado de saúde10.

O questionário AVVQ-Brasil é composto de 13 perguntas (itens) que avaliam a qualidade de vida quando há doença venosa de membros inferiores, como também a gravidade da doença. As perguntas são distribuídas em quatro domínios: dor e disfunção; aparência estética; extensão da varicosidade, e complicações. O resultado de sua aplicação é interpretado por uma pontuação em escala de zero a 100, com zero representando a melhor pontuação (nenhuma evidência da doença) e 100, a pior pontuação (maior gravidade da doença) 9 , 11.

A amostra do estudo foi de 50 pacientes divididos em dois grupos, sendo 25 pacientes que usavam meias elásticas e 25 que não usavam, com distribuição do CEAP 1 ao 4.

Em um primeiro momento, os pacientes receberam informações sobre o estudo para a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), a partir dos critérios de inclusão e exclusão. Após a compreensão e a aceitação de participar do estudo, foram orientados quanto ao preenchimento dos questionários SF-36 e AVVQ-Brasil.

No caso do analfabeto funcional, todos os questionários foram lidos em voz alta pelo pesquisador, seguindo rigorosamente as instruções dadas pelo autor do AVVQ, a partir de um roteiro de entrevista que incorporava uma forma fixa de colocar as questões, sem interferir no processo de resposta do questionário.

A análise estatística foi efetuada sem o mascaramento dos itens avaliados. Os cálculos foram realizados com o auxílio do programa Microsoft Excel (Microsoft Excel 2003 para Windows, Microsoft Inc., Redmond, WA) e SPSS (Statistical Package for Social Sciences), versão 17.0.

Foi feito o Teste de Normalidade de Shapiro-wilk, verificando-se que todos os domínios do AVVQ e os domínios dor, estado geral de saúde e saúde mental do SF-36 não apresentaram distribuição normal. Por isso, para comparação entre os grupos, foi utilizado o Teste não Paramétrico de Mann-Whitney. Para os demais domínios do SF-36, foi utilizado o teste t de Student. Utilizou-se o valor de alfa (α) igual ou maior que 0,05 no teste estatístico, para rejeitar a hipótese de nulidade. Para todos os testes, foi adotado o nível de significância de 5% (0,05).

RESULTADOS

Foram coletados os dados de 50 pacientes. Dentre estes, apenas 5 (10%) eram do gênero masculino e 45 (90%) do gênero feminino, com idade variando entre 22 e 80 anos, com média de 50,3 (±14,8) anos. A distribuição por CEAP teve: C1- 13 (26%); C2- 11 (22%); C3- 15 (30%), e C4- 11 (22%). Não houve desvio da amostra.

A maioria dos indivíduos - 35 (70%) - tinha mais que nove anos de escolaridade e 38 (76%) da amostra total não realizavam atividade física. Com relação à profissão, 13 (26%) estavam aposentados; nove (18%) eram domésticas/diaristas; seis (12%) eram dona de casa; três (6%) eram funcionários públicos, e três (6%) exerciam outras profissões.

Dos pacientes do gênero masculino, quatro (80%) eram usuários de meias elásticas, enquanto que, do gênero feminino, 21 (46,6%) as usavam. Observou-se que 25 (50%) pessoas da amostra utilizavam diariamente as meias elásticas, dentre as quais 15 (60%) realizavam a elevação dos membros inferiores antes de calçar as meias e sentiam prurido antes ou após o uso delas. A pressão de maior frequência entre os usuários foi de 20/30 mmHg, representando 23 (92%) dos indivíduos, sendo o tipo de meias mais utilizado, a meia três quartos, com 21 (84%) indivíduos.

No que diz respeito à qualidade de vida específica, houve diferença estatística significante entre os usuários e não usuários de meias elásticas, para a pontuação total do AVVQ-Brasil e o domínio Extensão da Varicosidade. Os demais domínios não apresentaram diferenças significativas (p< 0,05) (Tabela 1).

Tabela 1.   Médias de pontuações do AVVQ por grupos (usuários e não usuários de meias compressivas) e por domínios. 

NUME UME Valor de p*
DOMÍNIO M DP M DP
ESCORE AVVQ 28,8 12,4 22,00 11,5 0,028
Dor e Disfunção 32,8 26,0 24,6 23,1 0,224
Aparência Estética 59,1 35,7 53,0 30,7 0,416
Extensão da Varicosidade 44,0 12,9 20,8 12,6 0,000
Complicações 9,7 11,0 9,8 15,5 0,652

*Significância estatística (p<0,05). NUME: Não usuários de meias elásticas. UME: Usuários de meias elásticas. M: Média. DP: Desvio padrão.

Os indivíduos que não usavam meias elásticas apresentaram uma média de 28,8 pontos para pontuação total do AVVQ-Brasil, enquanto os que usavam meias, uma média de 22,0 pontos. Para a extensão da varicosidade, a média dos indivíduos que não usavam meias elásticas foi de 44,0 pontos e os que usavam tiveram média de 20,8 pontos (p< 0,05). Demonstrou-se, assim, que os usuários de meias elásticas obtiveram uma qualidade de vida melhor que os não usuários, para esses domínios (Tabela 1).

No que diz respeito à qualidade de vida geral, houve diferença estatística significante entre os usuários e não usuários de meias elásticas, para os domínios Capacidade Funcional e Aspectos Emocionais do SF-36 (p< 0,05) (Tabela 2).

Tabela 2.   Médias de pontuações do SF-36 por grupos (usuários e não usuários de meias compressivas) e por domínios. 

NUME UME Valor de p*
DOMÍNIO M DP M DP
Capacidade funcional 13,0 7,4 38,0 7,4 0,000
Aspecto Físico 49,8 29,3 58,2 23,6 0,270
Dor 42,0 43,1 57,0 41,8 0,207
Estado Geral de Saúde 73,8 9,2 79,0 11,8 0,059
Vitalidade 60,2 24,2 68,7 18,7 0,170
Aspectos Sociais 56,2 19,2 60,6 20,6 0,439
Aspectos Emocionais 48,5 22,3 63,5 20,7 0,017
Saúde Mental 48,0 47,2 53,3 39,7 0,647

*Significância estatística (p<0,05). NUME: Não usuários de meias elásticas. UME: Usuários de meias elásticas. M: Média. DP: Desvio padrão.

Para Capacidade Funcional, os indivíduos que não usavam meias obtiveram média de 13 pontos, enquanto os que usavam tiveram média de 38 pontos, o que indica uma melhor qualidade de vida para os que usavam meias, neste quesito, em relação aos que não as usavam. Para Aspectos Emocionais, os indivíduos que não usavam meias obtiveram média de 48,5 pontos, enquanto os que usavam tiveram média de 63,5 pontos, indicando que o uso de meias proporciona uma melhor qualidade de vida nos aspectos emocionais. Os demais domínios não apresentaram diferenças significativas (p> 0,05) (Tabela 2).

DISCUSSÃO

A DVC constitui um grave problema de saúde pública, com maior prevalência no gênero feminino12 e em indivíduos na terceira década de vida (31-40 anos)13. Nesta pesquisa, houve uma concordância em relação ao gênero, uma vez que 90% eram do gênero feminino; porém, a média de idade foi mais alta, pois os indivíduos acometidos tinham média de idade na quinta década, de 50,3 anos.

Ainda, ao caracterizar a amostra, observou-se prevalência de 76% de indivíduos sedentários em ambos os sexos, o que difere do encontrado no estudo de Bertoldi et al.14, que analisou 4.030 funcionários de uma universidade, demonstrando a prevalência de sedentarismo de 47,8% no sexo masculino e de 59,2% no sexo feminino.

A maior parte da amostra do estudo apresentou, como escolaridade, o Ensino Fundamental incompleto, assemelhando-se com alguns estudos que também revelam indivíduos com DVC com baixa escolaridade 14 , 15, nos quais se demonstra predomínio de Ensino Fundamental I (o antigo Primeiro Grau) incompleto no gênero feminino e de analfabetismo funcional no sexo masculino, podendo isto interferir na compreensão dos cuidados pertinentes à sua saúde 13 , 14.

Os questionários de qualidade de vida podem elucidar aspectos não expostos pelos pacientes, permitindo interpretar dados que devem ser trabalhados com maior ênfase 16 , 17. De acordo com a pesquisa de Smith et al.18, a associação do AVVQ com o SF-36 pode medir a qualidade de vida com maior efeito em pacientes com varizes, sendo estes dados importantes para a escolha dos questionários utilizados no presente estudo.

No estudo de Figueiredo et al.19, em que esses autores avaliaram - através da plestimografia a ar, antes e após o uso das meias elásticas - 29 membros de 16 pacientes com DVC, concluiu-se que as meias elásticas foram eficazes na melhora do volume venoso, do índice de enchimento venoso, da fração de ejeção e da fração de volume residual, principalmente nos pacientes com insuficiência venosa crônica primária, mostrando, assim, efeitos benéficos durante o uso das meias elásticas. Dessa forma, no referido estudo, os pacientes usuários de meias elásticas foram beneficiados no quesito extensão da varicosidade, o que reforça a importância da meia elástica para a qualidade de vida.

Comparando-se a qualidade de vida no pré e no pós-operatório de 145 indivíduos com doença venosa sintomática, utilizaram-se o AVVQ e o SF-36 antes e após o tratamento, demonstrando, assim, no pós-operatório, uma tendência de maior pontuação para o domínio Capacidade Funcional. Concluiu-se, dessa forma, que o tratamento da doença venosa pode aumentar a qualidade de vida20. Na presente pesquisa, foi encontrada significância estatística para o domínio Capacidade Funcional, esclarecendo, assim, que o uso da meia elástica se configura como uma terapêutica eficaz, melhorando a qualidade de vida, o que corrobora com o estudo de Klem et al.20

Estudos têm verificado a associação significativa entre Qualidade de Vida e DVC, nos quais, utilizando o SF-36, tem-se verificado que a doença, em fases incipientes, proporciona impacto substancial na dimensão física da saúde, traduzida por limitações funcionais e nas atividades diárias21. Nos dados referentes ao presente estudo, houve diferença significativa entre os grupos para o domínio capacidade funcional do SF-36, em que os pacientes usuários de meias obtiveram média maior que os não usuários, indicando uma melhor qualidade de vida relacionada a este quesito.

Estudo realizado com o objetivo de determinar a prevalência e a severidade da DVC, utilizando o SF-36, concluiu que a DVC afetou negativamente a qualidade de vida em 3,3% dos homens e 8,4% das mulheres de sua amostra22. Isto corrobora com o estudo presente, no qual foi verificado que os não usuários de meias elásticas tiveram uma qualidade de vida pior que os usuários, mesmo os usuários não tendo, em sua maioria, uma excelente qualidade de vida.

A DVC pode reduzir de forma significativa a qualidade de vida dos acometidos por essa patologia e provocar alterações psicológicas, como tristeza, depressão, irritabilidade, preocupação com a aparência e isolamento social 4 , 13 , 23. Segundo Franks et al.24, utilizando-se o Nottigham Health Profile (NHP), que avalia problemas emocionais, sociais e físicos, verificou-se que os parâmetros atividade física e social, dor e saúde mental são melhorados pela terapia compressiva. Neste estudo, para os aspectos emocionais, os pacientes não usuários de meias obtiveram média menor que os usuários, indicando que o uso das meias proporciona uma melhor qualidade de vida com relação a esse aspecto.

A meia elástica terapêutica é considerada como a melhor opção de tratamento para a insuficiência venosa, podendo ser vista como primeira opção de tratamento25 . No entanto, são necessários mais estudos que correlacionem as meias com a qualidade de vida, principalmente utilizando-se o AVVQ, o qual, por sua vez, é um questionário com recente validação e adaptação ao contexto brasileiro.

É importante ressaltar que, devido ao fato de este estudo ser um dos primeiros a serem realizados no Brasil utilizando o questionário AVVQ, percebe-se carência de estudos, com pouca disponibilidade de trabalhos na literatura para o enriquecimento das informações.

CONCLUSÃO

O uso de meias elásticas apresenta-se como uma terapêutica eficaz na DVC, melhorando a qualidade de vida específica, principalmente no aspecto Extensão da Varicosidade, havendo também ganho na qualidade de vida geral e nos aspectos funcionais e emocionais.

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