Relação entre a intensidade de dor lombar crônica e limitações geradas com os sintomas depressivos

Relação entre a intensidade de dor lombar crônica e limitações geradas com os sintomas depressivos

Autores:

Ariel Donatti,
Élen dos Santos Alves,
Mariélli Terassi,
Bruna Moretti Luchesi,
Sofia Cristina Iost Pavarini,
Keika Inouye

ARTIGO ORIGINAL

BrJP

versão impressa ISSN 2595-0118versão On-line ISSN 2595-3192

BrJP vol.2 no.3 São Paulo jul./set. 2019 Epub 23-Set-2019

http://dx.doi.org/10.5935/2595-0118.20190044

INTRODUÇÃO

A população mundial encontra-se em processo de transição demográfica o que acarreta a inversão da pirâmide etária1. Dados evidenciam que esse aumento passou de 62,57 anos em 1980 para 73,17 anos em 2009. Estima-se que essa expectativa poderá chegar a 81,29 anos em 2050, ocasionando um aumento significativo na proporção de idosos na população2.

Apesar do processo de envelhecimento não estar, necessariamente, relacionado a doenças e incapacidades, as doenças crônico-degenerativas são frequentemente encontradas entre o público idoso. Assim, há um crescente número de indivíduos que apesar de viverem mais, apresentam condições crônicas, levando à maior necessidade de aprimorar o conhecimento dos fatores que incidem sobre a prevalência das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) associadas à idade3.

A depressão é um grave problema de saúde na população geral e em idosos, sendo definida e diagnosticada pelo Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-V) como uma doença mental que pode levar a agravos de doenças crônico-degenerativas ou incapacitantes e comprometem a qualidade de vida4,5. Alexopoulos et al.6 descreveram a perda de interesse em atividades habituais, perda de apetite, dificuldade de adormecer, aumento da irritabilidade, da ansiedade e da ideação suicida como os principais sintomas depressivos em idosos.

Lawrence et al.7 apontaram que o conceito de depressão varia em diferentes grupos étnicos e etários, podendo ser confundido na população geral como mau humor, desesperança e estado de preocupação. Um estudo de revisão realizado em 2011 observou que a depressão em idosos está associada à maior incidência de comprometimento cognitivo, que por sua vez, pode ser um preditor de demência8. De acordo com Hayde9, embora os idosos apresentem maior probabilidade de desenvolvimento de depressão, ela não é parte normal do envelhecimento9.

Além da depressão, a dor é uma condição clínica comum na velhice, frequentemente subestimada e subtratada10. A International Association for The Study of Pain (IASP) define dor como uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada à lesão tecidual real ou potencial e definida como dor contínua ou recorrente de duração mínima de três meses. Esse sintoma é uma experiência individual que interfere no bem-estar e pode comprometer de modo direto a capacidade funcional11,12.

Considerando os critérios estabelecidos pela IASP - ausência de base biológica aparente e duração por três meses ou mais, “a prevalência de dor crônica na população geral de países desenvolvidos aponta uma média de 35,5%, variando de 11,5 a 55,5%, sendo de característica intensa em 11% dos adultos”13.

A dor lombar (DL) é definida como uma dor, tensão ou rigidez localizada na região compreendida entre as últimas costelas e a linha glútea13. Classificada como específica, quando os sintomas são causados por condições clínicas definidas, ou como não específica, quando o mecanismo da dor não é claramente definido.

A coluna vertebral é uma das estruturas musculoesqueléticas que mais sofre alterações morfológicas, acarretando limitações físicas com o envelhecimento, sendo a região lombar apontada como causa mais frequente de algias musculoesqueléticas14.

No Brasil, estima-se que cerca de 30 a 40% da população sejam acometidas por dor crônica14, sendo que idosos queixam-se duas vezes mais de dor14, tornando-se esse sintoma um desafio para os profissionais da saúde, especialmente pelo fato de a dor ser um fator subjetivo15.

No idoso é frequente que sintomas depressivos e DL levem à maior suscetibilidade à incapacidade funcional, com prejuízos nas funções do corpo, dificuldades no desempenho das atividades cotidianas e restrição na participação social13. Contudo, estudos têm mostrado que 30 a 60% dos indivíduos com DL apresentam sintomas depressivos que influenciam diretamente o tempo de recuperação13.

Diante o exposto, este estudo teve como objetivo averiguar se permanece a relação entre DL e sintomas depressivos em idosos que não têm prejuízos nas atividades básicas de vida diária (ABVD). Outro aspecto interessante seria avaliar e caracterizar, por meio de metodologia específica e padronizada, a incapacidade que a DL crônica traz para o idoso.

MÉTODOS

Estudo descritivo, quantitativo e de corte transversal, realizado na cidade de São Carlos, um município de porte médio, localizado no interior do estado de São Paulo. De acordo com o Censo Demográfico de 2010, o número total de habitantes desse município era de 221.950 e o total de pessoas com 60 anos ou mais era de 28.868, o que correspondia a aproximadamente, 13% da população total16. O município contava com 14 Unidades de Saúde da Família (USF) na zona urbana e duas unidades na zona rural, com uma cobertura de 39.768 habitantes17.

O levantamento dos possíveis participantes foi realizado junto às USF e a coleta de dados foi realizada por integrantes de um Grupo de Pesquisa “Saúde e Envelhecimento”.

Os participantes desta pesquisa foram 46 idosos independentes, segundo o Índice de Katz, que relatavam quadro de dor lombar crônica (DLC) nas regiões 30 e 31 do item “Localização de dor” da Escala Multidimensional de Avaliação da Dor (EMADOR).

Os critérios de inclusão para os idosos foram ter 60 anos ou mais; ser cadastrado em uma das USF do município de São Carlos; conviver com outro idoso independente na mesma casa; ser independente para as ABVD; relatar quadro de DLC; ser capaz de compreender as questões da entrevista; assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

A partir do número total aproximado de idosos atendidos nas USF do município de São Carlos - 5130, calculou-se que 351 idosos constituiriam uma amostra com nível de confiança de 95% e margem de erro de 5,0%. Esse cálculo foi realizado por meio da plataforma Survey Monkey ®, disponível em <https://pt.surveymonkey.com/mp/sample-size-calculator/#>. Dessa forma, dados de 351 idosos foram analisados, porém apenas 46 apresentavam DL crônica e atendiam os critérios de inclusão (Figura 1). O tamanho da amostra corrobora dados da literatura, uma vez que 13,11% dos idosos apresentavam DLC.

Figura 1 Composição da amostraGDS = Escala de Depressão Geriátrica; EMADOR = Escala Multidimensional de Avaliação da Dor. 

A figura 1 representa o esquema de composição da amostra a partir da coleta realizada pelo Grupo de pesquisa “Saúde e Envelhecimento”.

Foi solicitada a cada uma das USF uma relação dos domicílios com dois ou mais idosos cadastrados na área de abrangência com seus respectivos nomes, idade e endereço. De posse dessa lista, as casas foram visitadas e os moradores foram esclarecidos sobre os objetivos da pesquisa.

Todos os participantes foram informados dos objetivos do trabalho, consultados sobre a disponibilidade em participar do estudo e assegurados do sigilo das informações individuais. Os instrumentos escolhidos para a coleta de dados foram validados para a cultura brasileira e são amplamente utilizados no meio acadêmico-científico.

É importante salientar que os indivíduos somente participaram da pesquisa após o TCLE. Não foi observado qualquer tipo de lesão física ou psíquica em se tratando dos procedimentos descritos neste estudo. Foi assegurado ao participante, a qualquer momento durante a coleta de dados, o direito de interromper sua participação sem compromisso de justificativa.

A coleta de dados foi feita por meio de entrevistas realizadas por integrantes do referido Grupo de Pesquisa no domicílio dos idosos, ou em locais previamente combinados segundo conveniência dos participantes.

Um dos instrumentos de coleta utilizado foi a ficha de Caracterização do Idoso. Trata-se de um questionário construído para este projeto que teve como finalidade a coleta de dados demográficos do participante.

Também foi utilizada a Escala Multidimensional de Avaliação da Dor (EMADOR), validada para a língua portuguesa em 2010, com o objetivo de legitimar de forma subjetiva e estatística a avaliação da dor. O instrumento possui descritores que possibilitam analisar as dimensões sensitiva, afetiva e cognitiva da dor. Trata-se de um instrumento rápido, prático, confiável, sensível e válido. O estudo de Sousa et al.18 evidenciou que as mensurações apresentam o rigor metodológico, replicabilidade para a pesquisa científica, possibilidade de acompanhamento e análise dos mecanismos de ação de diferentes fármacos e de outras condutas terapêuticas.

É composto por quatro partes. A primeira, rastreia e caracteriza a dor (ausência ou presença de dor, tipo de dor: crônica ou aguda). A segunda, é a Escala de Intensidade Numérica da Dor na qual o participante indica qual é a intensidade de sua dor numa escala de zero a 10, sendo que zero indica “sem dor”, 10 “dor máxima”. Há uma classificação da dor derivada por esses escores: nenhuma (zero pontos), leve (1 a 3 pontos), moderada (4 a 6 pontos), intensa (7 a 9 pontos) e insuportável (10 pontos).

A terceira parte classifica a dor segundo descritores preestabelecidos. Neste estudo foram utilizados apenas os descritores da dor crônica, a saber: deprimente, persistente, angustiante, desastrosa, prejudicial, dolorosa, insuportável, assustadora, cruel e desconfortável. A última parte do instrumento se refere à localização da dor, utilizada como critério de inclusão para seleção da amostra. Apenas indivíduos com dores nas regiões 30 e 31 participaram deste estudo18.

O Roland Morris Disability Questionnaire (RMDQ), desenvolvido por Roland e Morris em 1983 para avaliar a incapacidade funcional relacionada à dor em indivíduos com lombalgia. O interesse a nível mundial pelo instrumento tem sido crescente, encontrando-se validado em 17 países19.

O questionário é constituído por 24 perguntas de resposta dicotômica (sim ou não) e o resultado corresponde à soma das respostas sim. Esse resultado pode variar entre zero e 24, sendo que a pontuação zero indica uma pessoa “sem limitações”, 24 “limitações muito graves”19.

A Escala de Depressão Geriátrica (GDS) é um dos instrumentos mais frequentemente utilizados para a detecção de sintomas depressivos em idosos. Diversos estudos demonstraram que a GDS oferece medidas válidas e confiáveis para a avaliação de transtornos depressivos. Além disso, versões reduzidas da GDS com 1, 4, 10, 15, e 20 questões (em contraste com as 30 questões da versão original) vêm sendo utilizadas de forma cada vez mais frequente. O uso dessas versões reduzidas na prática clínica é ainda mais atraente, uma vez que o tempo gasto com sua aplicação pode ser substancialmente reduzido20.

Esta pesquisa utilizou a escala de 15 perguntas. As variações de pontuação são consideradas: normal (de zero a 5 pontos), depressão leve (6 a 10 pontos) e depressão grave (11 a 15 pontos)21.

Foram respeitados todos os preceitos éticos da Resolução nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde sobre pesquisas com seres humanos22.

O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), parecer 711.592 e faz parte das atividades de um Grupo de Pesquisa do qual o aluno e o orientador participam23.

Análise estatística

Os dados obtidos foram digitados em um banco de dados no programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS) for Windows para realização de análises descritivas para caracterizar o perfil dos idosos, a dor, as incapacidades causadas pela dor e os sintomas depressivos dos idosos; análise correlacional de Spearman para identificar a relação entre a intensidade da dor, incapacidade gerada pela DL crônica e o número de sintomas depressivos dos idosos.

RESULTADOS

Os 46 idosos entrevistados contavam com apoio social familiar, na figura de outro idoso que morava na mesma casa. Esse recorte foi considerado devido à importância desse tipo de apoio quando se estuda variáveis com componente afetivo como depressão e percepção de dor. Nenhum idoso deste estudo morava sozinho e todos contavam com um idoso independente para lhe fazer companhia.

A amostra era predominantemente do sexo feminino (89,1%, n=41), branca (78,3%, n=36), casada (95,7%, n=44), aposentada (52,2%, n=24), católica (63,0%, n=29), com baixa escolaridade (80,4% tinham até a 4ª série do antigo primário, n=37; ou média de 3,59 anos de escolaridade - Md=4,00; DP=2,90, xmín = 0, xmáx =12) e sem plano de saúde (84,8%%, n=39).

A média das idades era de 67,02 anos (Md=65,00; DP=5,54, xmín =60, xmáx =81). Os idosos tinham 4,56 filhos (Md=4,00; DP=2,62, xmín = 0, xmáx =4) e renda mensal de R$577,24 (Md=558,50; DP=841,67, xmín =0, xmáx = 4500,00). Valor do salário mínimo em 2014: R$724,00.

As proporções detalhadas das variáveis categóricas dos participantes são apresentadas na tabela 1.

Tabela 1 Distribuição dos idosos segundo as variáveis de caracterização. São Carlos, 2014 

Variáveis Frequência (n) Proporção (%)
Sexo
Feminino 41 89,1
Masculino 5 10,9
Total 46 100,00
Situação conjugal
Com companheiro 44 84,8
Solteiro 1 2,2
Viúvo 1 2,2
Total 46 100,00
Aposentado
Sim 24 52,2
Não 22 47,8
Total 46 100,00
Escolaridade
Nunca foi à escola 12 26,1
Curso de alfabetização 3 6,5
1-4 anos de estudo 25 54,3
5-9 anos de estudo 3 6,5
9 anos e mais de estudo 3 6,5
Total 46 100,00
Religião
Católico 29 63,0
Outros 16 36,9%
Não possui 1 2,2
Total 46 100,00
Etnia
Branca 36 78,3
Preta 5 10,9
Mulata 5 10,9
Total 46 100,00
Renda suficiente
Não 29 63,0
Sim 17 37,0
Total 46 100,00
Plano de saúde
Não 39 84,8
Sim 7 15,2
Total 46 100,00

A intensidade mais frequente de dor percebida pelos idosos foi a intensa (43,5%, n=20), precedida pela moderada (41,3%, n=19). A distribuição dos idosos segundo a intensidade da dor percebida está apresentada na tabela 2.

Tabela 2 Distribuição dos idosos segundo a intensidade da dor percebida. São Carlos, 2014 

Intensidade da dor percebida Frequência absoluta (n) Frequência relativa (%)
Nenhuma (0) 1 2,2
Leve (1 a 3) - -
Moderada (4 a 6) 19 41,3
Intensa (7 a 9) 20 43,5
Insuportável (10) 6 13

No que tange à caracterização da dor, os descritores mais frequentes foram: desconfortável (93,5%, n=43), dolorosa (91,3%, n=42) e persistente (76,1%, n=35). A distribuição dos idosos segundo a caracterização da dor é apresentada na tabela 3.

Tabela 3 Distribuição dos idosos segundo a caracterização da dor. São Carlos, 2014 

Descritores de dor Frequência
Sim (n e %) Não (n e %)
Deprimente 28 60,9 18 39,1
Persistente 35 76,1 11 23,9
Angustiante 30 65,2 16 34,8
Desastrosa 21 45,7 25 54,3
Prejudicial 32 69,6 14 30,4
Dolorosa 42 91,3 4 8,7
Insuportável 28 60,9 18 39,1
Assustadora 20 43,5 26 56,5
Cruel 23 50 23 50
Desconfortável 43 93,5 3 6,5

Dos 46 idosos entrevistados apenas 2,2% (n=1) apresentaram indícios de depressão grave, 28,3% (n=13) apresentaram depressão leve e 69,5% (n=32) obtiveram pontuação considerada normal. O escore total médio obtido por meio da GDS foi de 4,37 pontos (Md=4,00; DP = 2,67, xmín= 0,00, xmáx =11,00). Vale ressaltar que os três itens apresentados com maior frequência foram: 11 (Você acha maravilhoso estar vivo?), 7 (Você se sente feliz a maior parte do tempo?) e 1 (Você está satisfeito com a sua vida?) relacionados à felicidade e satisfação com a vida.

A distribuição dos idosos segundo a percepção da depressão é apresentada na tabela 4.

Tabela 4 Dados descritivos de depressão dos idosos. São Carlos, 2014 

Itens da Escala de Depressão Geriátrica FA (n) FR (%)
Sim Não Sim Não
1. Você está satisfeito com sua vida? 39 7 84,8 15,2
2. Você deixou muitos dos seus interesses e atividades? 25 21 54,3 45,7
3. Você sente que sua vida está vazia? 15 31 32,6 67,4
4. Você se aborrece com frequência? 17 29 37,0 63,0
5. Você se sente de bom humor a maior parte do tempo? 39 7 84,8 15,2
6. Você tem medo de que algum mal vá lhe acontecer? 26 20 56,5 43,5
7. Você se sente feliz a maior parte do tempo? 40 6 87,0 13,0
8. Você sente que sua situação não tem saída? 8 38 17,4 82,6
9. Você prefere ficar em casa ao invés de sair e fazer coisas novas? 24 22 52,2 47,8
10. Você se sente com mais problemas de memória do que a maioria? 17 29 37,0 63,0
11. Você acha maravilhoso estar vivo? 44 2 95,7 4,3
12. Você se sente um inútil nas atuais circunstâncias? 9 37 19,6 80,4
13. Você se sente cheio de energia? 30 16 65,2 34,8
14. Você acha que sua situação é sem esperanças? 7 39 15,2 84,8
15. Você sente que a maioria das pessoas está melhor que você? 15 31 32,6 67,4

FA = frequência absoluta; FR = frequência relativa.

O escore médio de incapacidades (limitações) relacionadas à DL, nas regiões 30 e 31, obtido por meio do RMDQ foi de 11,391 pontos (Md=10,500; DP = 7,188, xmín=0,00, xmáx =24,00). Vale ressaltar que os três itens de maior frequência relacionados à interrupção de tarefas básicas por causa da dor foram: 15 - meu apetite não é muito bom por causa das minhas dores (82,6%, n= 38); 19 - por causa da dor me visto com ajuda de outras pessoas (80,4%, n=37) e 20 - fico sentado a maior parte do dia por causa da minha dor (76,1%, n=35) (Tabela 5).

Tabela 5 Dados descritivos de incapacidade/limitação relacionada a dor lombardos idosos. São Carlos, 2014 

Itens do Questionário de Incapacidade Roland-Morris FA (n) FR (%)
Sim Não Sim Não
1. Fico em casa a maior parte do tempo por causa da minha dor 29 17 63,0 37,0
2. Mudo de posição frequentemente tentando ficar mais confortável com minha dor 13 33 28,3 71,7
3. Ando mais devagar que o habitual por causa da dor 17 29 37,0 63,0
4. Por causa da dor eu não estou fazendo alguns dos trabalhos que geralmente faço em casa 21 25 45,7 54,3
5. Por causa da dor eu uso o corrimão para subir escadas 19 27 41,3 58,7
6. Por causa da dor eu me deito para descansar frequentemente 24 22 52,2 47,8
7. Por causa da dor eu tenho que me apoiar em algumas coisas para me levantar de uma poltrona 21 25 45,7 54,3
8. Por causa da dor tento com que outras pessoas façam as coisas para mim 32 14 69,6 30,4
9. Eu me visto mais devagar do que o habitual por causa das minhas dores 19 27 41,3 58,7
10. Eu somente fico em pé por pouco tempo por causa da dor 23 23 50,0 50,0
11. Por causa da dor tento não me abaixar ou me ajoelhar 14 32 30,4 69,6
12. Tenho dificuldade em me levantar de uma cadeira por causa da dor 26 20 56,5 43,5
13. Sinto dor quase todo o tempo 23 23 50,0 50,0
14. Tenho dificuldade em me virar na cama por causa da dor 21 25 45,7 54,3
15. Meu apetite não é muito bom por causa das minhas dores 38 8 82,6 17,4
16. Tenho dificuldade para colocar minhas meias por causa da dor 33 13 71,7 28,3
17. Caminho apenas curtas distancias por causa das minhas dores 23 23 50,0 50,0
18. Não durmo tão bem por causa das dores 26 20 56,5 43,5
19. Por causa da dor me visto com ajuda de outras pessoas 37 9 80,4 19,6
20. Fico sentando a maior parte do dia por causa da minha dor 35 11 76,1 23,9
21. Evito trabalhos pesados em casa por causa da minha dor 14 32 30,4 69,6
22. Por causa da dor estou mais irritado e mal-humorado com as pessoas do que em geral 23 23 50,0 50,0
23. Por causa da dor subo escadas mais vagarosamente do que o habitual 15 31 32,6 67,4
24. Fico na cama (deitado ou sentado) a maior parte do tempo por causa das minhas dores 34 12 73,9 26,1

FA = frequência absoluta; FR = frequência relativa.

As análises correlacionais evidenciaram que existe uma relação significativa e diretamente proporcional entre a intensidade da DL e o número de sintomas depressivos de magnitude fraca (rho=0,302, p=0,041) (Figura 2).

Figura 2 Relação entre intensidade da dor lombar e o número de sintomas depressivos de idosos 

As análises correlacionais evidenciaram que existe uma relação significativa e diretamente proporcional entre o número de incapacidades/limitações provocadas pela DL e o número de sintomas depressivos de magnitude moderada (rho=0,403, p=0,005) (Figura 3).

Figura 3 Relação entre a o número de incapacidades/limitações provocadas pela dor lombar e o número de sintomas depressivos de idosos 

DISCUSSÃO

A predominância do sexo feminino da amostra era esperada, uma vez que a literatura aponta que as mulheres tendem a apresentar maior prevalência de dor quando comparada aos homens. Alguns autores supõem que as mulheres têm maior predisposição às lombalgias devido a particularidades anátomo-funcionais, tais como: menor estatura, menor massa muscular; menor densidade óssea, fragilidade articular e menor adaptação ao esforço físico23.

O significado da dor pode ser influenciado por questões culturais e sociais que acabam por permitir à mulher uma expressão ou manifestação mais aberta ou de aceite da dor, enquanto encorajam os homens a subvalorizá-la24.

Uma vez que a amostra era constituída por idosos com apoio social familiar na figura de outro idoso que morava na mesma casa, era esperado que a maioria fosse casada. Pode-se dizer que o perfil dos idosos da amostra era típico da literatura: mulher, com menos de 75 anos, casada, com baixa renda e pouca escolaridade. Estudos recentes sobre idosos atendidos em USF relatam esse mesmo perfil25,26.

O predomínio acentuado do sexo feminino ocorre em consequência da mortalidade masculina, caracterizando a feminização do envelhecimento. A baixa escolaridade, sobretudo entre as mulheres, é uma realidade uma vez que no passado, a valorização da educação feminina era voltada para os cuidados e afazeres domésticos27.

A etnia branca, a aposentadoria e a religião católica predominantes estão em consonância com os dados demográficos dos idosos brasileiros e de caracterização da literatura28,29. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), em 2015, a maioria dos brasileiros (45,22%) se declaravam como brancos e, dentre os idosos, 75,6% eram aposentados e/ou pensionistas1.

Sendo a religião católica predominante no Brasil30, a amostra se alinhou a esse dado e 97,80% dos idosos afirmaram ter alguma religião, fato apontado como positivo pela literatura. Segundo Nunes et al.29, existe relação entre religiosidade, bem-estar e qualidade de vida. Uma revisão sistemática conduzida por Amorim et al.31 evidencia que a religiosidade está associada de forma significativa e positiva à capacidade funcional de idosos.

O fato observado de não possuir plano de saúde, somado à renda considerada insuficiente, reafirmam a importância do Sistema Único de Saúde, especialmente da atenção básica para o atendimento dos idosos com queixas de DL que necessitam de um acompanhamento contínuo32,33.

A DL foi percebida pela maioria dos idosos como intensa ou moderada. Dados provenientes do estudo Saúde, Bem-estar e Envelhecimento (SABE), que teve como objetivo identificar as condições de vida e de saúde de idosos residentes na América Latina e Caribe, evidenciaram resultados semelhantes dos idosos com dor crônica, 45,8% relataram sentir dores moderadas e 27,55% sentiam dores intensas12.

É sabido que a DLC pode levar a deficiências tanto no desempenho funcional quanto na capacidade física, restringindo principalmente as atividades ocupacionais e de lazer, e ameaçando a independência do idoso para realizar suas atividades de vida diária23. Sendo a amostra composta em sua totalidade por idosos com DL, esperava-se uma grande prevalência das intensidades insuportável e intensa. Porém, os resultados mostraram que a dor intensa precedida pela moderada foram as mais prevalentes.

Foram encontrados poucos estudos que utilizavam os descritores do EMADOR, o que dificultou a comparação dos dados. Nessa pesquisa, os idosos classificaram a dor principalmente como desconfortável (93,5%), dolorosa (91,3%) e persistente (76,1%)34, sendo avaliados 46 idosos residentes em Instituições de Longa Permanência, que classificaram a dor como intensa (30,43%) e o descritor mais citado pelos participantes foi “dolorosa”.

Dos 46 idosos entrevistados, apenas 2,2% apresentaram indícios de depressão grave, 28,3% apresentaram depressão leve e 69,5% obtiveram uma pontuação considerada normal. A literatura destaca a associação dos sintomas depressivos com as variáveis sociodemográficas, indicando que as desigualdades sociais influenciam as condições de vida e de saúde e podem contribuir para o aparecimento desses sintomas. Baixa escolaridade, idade e perda econômica foram as variáveis sociodemográficas associadas aos sintomas depressivos35. Indivíduos com baixa escolaridade têm maior risco à sintoma depressivo, sinalizando que a alta escolaridade é um fator protetor. O nível educacional possibilita que o indivíduo amplie os recursos de enfrentamento às situações estressantes da vida35.

Em indivíduos de faixa etária mais elevada, há um decréscimo nas condições físicas, sobretudo naqueles que apresentam problemas de coluna. Além disso, estudos comprovam que indivíduos com mais de 60 anos se queixam duas vezes mais que indivíduos com menos de 60 anos de idade24.

A DL é um problema muito comum. Um estudo realizado na Holanda relatou, para DL ciática, uma incidência de 11,6 por 1.000 pessoas por ano, estando a sua ocorrência associada à idade, aptidão física, tabagismo, excesso de peso corporal e força das costas e dos músculos abdominais, fatores psicológicos como a depressão, fatores ocupacionais e psicossosiais36. Outro estudo com a finalidade de analisar a relação entre presença e gravidade da depressão e lombalgia em uma população geral na Coreia, concluiu que a prevalência de depressão é significativamente superior em coreanos com lombalgia em comparação a indivíduos sem lombalgia (20,3 e 4,5%, respectivamente) e que esse tipo de dor pode ser considerado fator de risco para depressão37.

Sobre as incapacidades/limitações relacionadas à DL, 82,6% dos idosos relataram sofrer perda de apetite devido à dor; 80,4% disseram que devido à dor é necessário a ajuda de outras pessoas com a vestimenta e por fim; 76,1% ficam sentados a maior parte do tempo devido à dor. Contudo, concluiu-se que a dor afeta diretamente a vida do indivíduo, e que sua intensidade pode dificultar as realizações das atividades cotidianas, podendo gerar incapacidade funcional e depressão13. Outro trabalho realizado com uma amostra heterogênea com média de idade de 59,1 anos, demostrou que indivíduos com DL inespecífica apresentam risco mais elevado para incapacidade com o avanço da idade38.

Uma metanálise realizada no ano de 2004 teve como objetivo identificar a epidemiologia da dor na depressão. Observou que cerca de 75% dos indivíduos deprimidos que compuseram as amostras queixavam-se de sintomas físicos dolorosos, como dores de cabeça, epigástricas, no pescoço e nas costas, bem como apontaram a presença de dor generalizada não específica. Contudo, a presença de sintomas álgicos foram preditores de maior gravidade quanto aos desfechos da depressão39.

Estudos que avaliaram a incapacidade relacionada à DL, por meio do RMDQ, não foram específicos para a avaliação da população idosa, e evidenciaram menores escores de incapacidade. Nogueira e Navega40 avaliaram 31 trabalhadores do setor administrativo com idade média de 31,81±8,33 anos e constataram que os escores de incapacidade foram de 1,06±1,65 pontos. Outros autores, ao analisarem indivíduos com DL crônica não específica, com idade entre 18 e 75 anos evidenciaram índices de incapacidade de 7,77±5,5 pontos41. Um trabalho analisou prontuários de 244 pacientes com lombalgia crônica com idade média de 46,8±11,90 anos, variando de 18 a 73 anos, e os índices de incapacidade foram de 6,9±3,942. Visto que os escores de incapacidade dessa pesquisa foram expressivamente superiores (M=11,39 pontos; =DP=7,19), pode-se inferir o ônus da DL em idosos43.

A relação significativa e diretamente proporcional entre DL, número de incapacidades/limitações provocadas e o número de sintomas depressivos corroboram a existência de um modelo de depressão no idoso relacionado à dor. Idosos que não eram deprimidos antes do quadro, passam a apresentar o sintoma depressivo por causa da dor crônica. O relato ruim/muito ruim sobre a própria saúde pode ser entendido como sintoma depressivo em alguns casos. A depressão é importante marcador de incapacidade do idoso, pois afeta a saúde de modo geral e, consequentemente, a capacidade funcional35.

Por sua vez, componentes emocionais envolvidos no processo de dor crônica podem expressar-se, algumas vezes, de maneira mais significativa que os componentes sensitivos. Emoções e valores simbólicos influenciam a percepção da dor, descaracterizando a proporcionalidade entre estímulo doloroso e a dor percebida pelo indivíduo. Depressão, ansiedade e estresse, associados à mudança de tônus muscular e fatores hormonais, acarretam fadiga e, consequentemente, aumento do quadro doloroso. Isso justifica a importância de se investigar, além das questões meramente físicas e objetivas, os aspectos emocionais e as características de personalidade do indivíduo24.

Segundo Trivedi42 depressão e dor compartilham a mesma via neuroquímica mediada pelos neurotransmissores serotonina e norepinefrina, indicando que a depressão e os sintomas físicos dolorosos devem ser tratados em conjunto. O autor, no entanto, afirma não ser recomendada uma abordagem única que pode resultar em remissão incompleta e mau prognóstico. É necessário escolher intervenções eficazes que promovam a eliminação dos sintomas físicos dolorosos associados à depressão, a fim de garantir a remissão e o retorno ao pleno funcionamento do indivíduo.

Desse modo, é de suma importância a atenção da família, fonte da principal rede de apoio, e de profissionais qualificados no processo de acompanhamento da dor crônica, uma vez que o estudo mostra relação entre essa variável e a depressão. Fatores esses que quando não dada a devida atenção, pode afetar a qualidade de vida e desencadear ainda, outros fatores numa espiral descendente.

Estudos aprofundados no tema permitiriam maior racionalização das medidas terapêuticas e elaboração de estratégias de prevenção e controle da dor. O prolongamento da vida com manutenção da capacidade funcional reduz os custos com cuidados médicos, diminui o uso de serviços hospitalares e de cuidados domiciliares44.

Esta pesquisa não permitiu fazer generalizações e extrapolações gerais devido a algumas limitações metodológicas. Trata-se de uma experiência pontual, com a participação de idosos de uma única cidade do interior do estado de São Paulo, atendidos especificamente nas USF. O número relativamente pequeno de participantes se deu pela rigidez dos critérios de inclusão e exclusão que garantem minimização dos vieses, mas reduzem o tamanho da amostra. Seria interessante contemplar idosos da comunidade de forma geral, em amostras robustas e análises comparativas, além das correlacionais apresentadas. Além disso, a inespecificidade da DL precisa ser considerada e pesquisas futuras poderiam abordar dores lombares com origens patológicas específicas.

CONCLUSÃO

Existiu uma relação significativa e diretamente proporcional entre a intensidade da dor crônica na região lombar e o número de sintomas depressivos. Em consonância, existe também uma relação significativa entre a quantidade de incapacidades/limitações provocadas pela dor e os sintomas depressivos.

Os idosos, em sua maioria, descrevem a DL como dolorosa persistente e desconfortável. Os resultados apontam que maiores intensidades da dor afetam negativamente o apetite, as relações interpessoais e a mobilidade.

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