Revisão sistemática sobre as evidências da associação entre personalidade e zumbido

Revisão sistemática sobre as evidências da associação entre personalidade e zumbido

Autores:

Samantha Mucci,
Luciana Geocze,
Denise Caluta Abranches,
Andrés Eduardo Aguirre Antúnez,
Norma de Oliveira Penido

ARTIGO ORIGINAL

Brazilian Journal of Otorhinolaryngology

versão impressa ISSN 1808-8694

Braz. j. otorhinolaryngol. vol.80 no.5 São Paulo set./out. 2014

http://dx.doi.org/10.1016/j.bjorl.2014.05.031

Introdução

O zumbido é definido como a percepção auditiva na ausência de uma fonte sonora externa.1 , 2 Trata-se de um sintoma que pode estar associado a inúmeras causas biológicas, farmacológicas, nutricionais, psicológicas e, na maioria das vezes, associadas entre si.3 Pavan4 relata que cerca de 20% da população geral sofrem de algum tipo de zumbido. Outros estudos referem incidência de 10% a 32% na população.1 , 5

Na maioria dos casos, o zumbido é um sintoma percebido somente pelo paciente, não sendo possível mensurá-lo objetivamente. O incômodo relacionado ao zumbido é subjetivo e variável em relação à intensidade e frequência, e pode comprometer a vida do paciente de uma forma global, causando prejuízo pessoal, profissional, social e familiar. Dentre os pacientes com zumbido crônico, 20% referem incômodo severo e incapacitante.1 , 6

O zumbido é um sintoma que envolve as dimensões física e psicológica, e sua abordagem global necessita de uma equipe multiprofissional para oferecer avaliação e tratamento adequado a estes pacientes.7 , 8

Muitos pesquisadores sugerem que características psicológicas podem estar associadas ao impacto do zumbido na vida dos pacientes. Os que relatam zumbido severo podem apresentar defesas histéricas, sintomas depressivos e/ou ansiosos, estresse, irritabilidade, dificuldade de concentração e sono, efeitos negativos no humor e prejuízo na execução de atividades diárias.7 - 11

A personalidade pode ser compreendida como características que diferenciam os indivíduos entre si. Alguns teóricos consideraram que a personalidade representa a essência da condição humana.12 A personalidade envolve a totalidade da dinâmica psíquica e constitui-se a partir da interação de fatores genéticos, fisiológicos, emocionais, cognitivos, sociais e culturais. Ela determina o pensamento, as atitudes, as crenças, a forma de apreender o mundo e de se relacionar, tendo também repercussões no processo de saúde e doença.13 , 14 Trata-se de aspectos conscientes e inconscientes, comportamentos, vivências afetivo emocionais, conflitos intrapsíquicos, pensamentos e sentimentos. A estrutura da personalidade é relativamente estável e previsível, e a dinâmica de personalidade determina a forma que o indivíduo se relaciona com o meio.

A avaliação da personalidade pode ser realizada por profissionais de saúde mental utilizando entrevistas clínicas estruturadas ou semiestruturadas, baseadas no DSM-IV-TR,15 ou por psicólogos, utilizando instrumentos de avaliação psicológica. Há uma variedade de instrumentos de avaliação psicológica capazes de avaliar estrutura e dinâmica da personalidade, podendo ser instrumentos objetivos, até mesmo autoaplicáveis, ou métodos expressivos projetivos.16 , 17 A utilização desses instrumentos é restrita ao psicólogo.18 , 19

Na literatura científica, há muitos estudos sobre associação da personalidade ao processo de saúde e doença. Os estudos descrevem as características de personalidade como um fator importante na etiologia e prognóstico de doenças físicas quando associado a outros fatores.20 Welch e Dawes21 comentam que as características de personalidade podem influenciar na percepção do zumbido. É escassa a literatura em relação a estudos sobre as características de personalidade de pacientes com zumbido. Até o momento, no Brasil não foram realizadas pesquisas sobre o tema.

O objetivo deste estudo é verificar as evidências científicas da associação entre zumbido e personalidade.

Métodos

Foi realizada uma revisão sistemática dos artigos publicados sobre zumbido e personalidade e indexados nas bases de dados: PubMed, Web of Knowledge, SciELO e LILACS.

Os critérios de inclusão utilizados foram estudos publicados até 2013 com pacientes maiores de 18 anos, nos idiomas inglês, português ou espanhol, que estabelecessem associação entre zumbido e personalidade. Foram excluídos artigos que correlacionavam sintomas de ansiedade e/ou sintomas depressivos com o zumbido, estudos sobre características de personalidade em pacientes com tontura ou doença crônica, cartas ao editor e estudos teóricos.

Na estratégia de busca para o PubMed, foram utilizados os descritores do Medical Subject Headings (MeSH terms) e a estratégia realizada foi: Tinnitus [Mesh] AND (Personality [Mesh] OR Personality Disorders [Mesh] OR MMPI[Mesh]) AND (English [lang] OR Spanish [lang] OR Portuguese[lang]) AND adult [MeSH Terms].

Na base de dados Web of Knowlodge, a estratégia realizada foi: (TS = personality AND TS = Tinnitus) AND Language = English OR Portuguese OR Spanish AND Document Types = Article OR Review Databases = SCI-EXPANDED, SSCI, A&HCI, CPCI-S, CPCI-SSH Timespan = All years.

Nas bases de dados SciELO e LILACS foram utilizados os descritores indexados no Descritores em Ciências da Saúde (DeCS terms) e foi realizada a seguinte estratégia: zumbido AND personalidade OR determinação da personalidade OR transtornos da personalidade OR testes de personalidade OR MMPI (Minnesota Multiphasic Personality Inventory).

Resultados

O acesso aos artigos foi realizado pela distribuição online via Portal CAPES, pelo comparecimento dos pesquisadores à BIREME para acesso aos periódicos impressos e compra de artigos da biblioteca de saúde pública.

Foram encontrados 43 estudos no PubMed e 45 no Web of Knowledge, sendo 11 artigos comuns às duas bases de dados. Não foram encontrados estudos nas bases de dados LILACS e SciELO, totalizando 77 artigos do período de 1968 a 2012.

A escolha da seleção dos artigos que participaram do estudo de revisão foi realizada por dois revisores após leitura dos mesmos. Foram selecionados 1721 - 37 artigos que preencheram os critérios para inclusão, e 60 foram excluídos por não realizarem associação entre personalidade e zumbido. Em sua maioria, associavam sintomas psicopatológicos, como ansiedade e depressão, ao zumbido. Foram excluídos 10 artigos por estudarem associação entre personalidade ou características psicológicas e doenças crônicas não otológicas ou doenças otológicas, exceto zumbido, e um artigo foi excluído por ser estudo teórico e não se tratar de pesquisa científica (fig. 1).

Figura 1 Resultados. 

Os dois revisores tabularam os dados dos artigos selecionados utilizando as seguintes informações: autores, ano de publicação, tipo de estudo, tamanho da amostra, instrumentos para avaliação da personalidade utilizados e principais resultados da associação entre zumbido e personalidade (tabela 1).

Tabela 1 Descrição dos artigos que demonstram associação entre personalidade e zumbido em relação aos instrumentos utilizados 

Autores e ano Tipo de estudo Amostra Instrumentos de avaliação Principais resultados associados
da personalidade a pacientes com zumbido
e conclusão
Reich GE & Transversal 146 MMPI 168 (Minnesota Multiphasic Altos escores de neuroticismo
Jonhson RM, 1984 Personality Inventory – (histeria, hipocondria e
168 short version) depressão) e nas escalas de
esquizofrenia e paranoia
Gerber K, Nehemkis AM, Transversal 45 MMPI (Minnesota Multiphasic Níveis patológicos nas escalas
Charter RA, Jones HC, Personality Inventory) de hipocondria e depressão
1985-1986
O’Connor S, Transversal 105 EPQ (Eysenck Personality 9,5% apresentaram altos escores
Hawthorne MR, Questionnaire) de neuroticismo, mas não houve
Britten SR, Webber P, correlação significante com o
1987 incômodo severo do zumbido
Collet l, Moussu MF, Longitudinal 27 MMPI Houve diferenças
Dubreuil C, Disant F, Prospectivo estatisticamente significativas
Ahami T, Chanal JM, associadas a escalas de
Morgon A, 1987 depressão, esquizofrenia
e psicastenia
Collet L, Moussu MF, Transversal 100 MMPI Homens apresentaram índices
Disant F, Ahami T, elevados na escala de depressão.
Morgon A, 1990 Psicastenia está associada à perda
auditiva e hipocondria a um longo
tempo do sintoma
Mckee GJ, Transversal 37 Crown-crisp experiential index Altos escores de neuroticismo
Stephens SDG, 1992
Russo J, Katon W, Transversal 224 Structured Psychiatric Diagnostic Escores mais elevados de
Sullivan M, Clark M, Interview Schedule baseada pessimismo, preocupação,
Buchwald D, 1994 no DSMIIIR; Cloninger´s impulsividade, neuroticismo e
Tridimensional Personality afetividade negativa
Meric C, Gartner Transversal 281 MMPI Destacam-se escores de
M, Collet L, neuroticismo
Chéry-Croze S, 1998
Rutter DR, Transversal 248 EPQ Alto escore de neuroticismo,
Stein MJ, 1999 mas não é estatisticamente
significativo quando comparado
com pacientes com doenças
crônicas
Zachariae R, Mirz F, Validação 50 EPQ Altos escores de neuroticismo
Johansen LY,
Andersen SE, Bjerring P,
Pedersen CB, 2000
Vallianatou NG, Transversal 80 MMPI Escores das escalas dentro da
Christodoulou P, média. Somente a escala de
Nestoros JN, depressão estava mais elevada
Helidonis E, 2001
Bayar N, Oguztürk O, Transversal 56 MMPI Altos escores na escala de
Koç C, 2002 psicastenia. As mulheres também
apresentaram escores mais altos
nas escalas de hipocondria,
histeria, esquizofrenia
e introversão social
Lagenbach M, Olderog M, Longitudinal 48 Symptom Check list 90 Diferenças estatisticamente significativas nos escores
Michel O, Albus C, Prospectivo Revised (SCL-90R), de somatização, ansiedade e psicotismo
Köhle K, 2005 Freidbürger Persönlichkeist e queixas somáticas,
inventar (FPI-R) excitabilidade e tensão
Langguth B, Transversal 72 NEO-five factor inventory Os traços ansiosos e
Kleinjung T, Fischer B, (NEO-FFI) de neuroticismo estão associados
Hajak G, Eichhammer P, à presença de sintomas
Sand PG, 2007 depressivos e à gravidade do zumbido
Welsh D, Dawes PJD, Coorte 970 MPQ (Multidimensional As características
2008 Longitudinal Personality Questionnaire) de personalidade podem estar
prospectivo associadas ao zumbido
Bartels H, Pedersen SS, Transversal 265 DS-14 (Type D Scale - 14) A prevalência de pacientes com
Van der Laan BF, personalidade pessimista
Staal MJ, Albers FW, (Personalidade Tipo D) foi de
Middel B, 2010 35,5%
Bartels H, Middel B, Transversal 530 EPQ, DS-14, FFPI Os traços de personalidadede
Pedersen SS, Staal MJ, (Five-Factor Personality Inventory) neuroticismo e pessimista
Albers FWJ, 2010 (Tipo D) são predominantes nos pacientes com zumbido

Dos 17 artigos selecionados, 13 são estudos transver-sais,22 - 24 , 26 - 30 , 32 , 33 , 35 - 37 dois estudos longitudinais prospectivos,25 , 34 um estudo de validação31 e um dos estudos é uma coorte de nascimento.21 Estes21 - 37 demonstram que há associações entre algumas características de personalidade e a percepção e o incômodo do zumbido. As amostras variaram de 27 a 970 pacientes.

Os estudos demonstraram que há um predomínio de algumas características de personalidade nos pacientes com zumbido, como o neuroticismo22 , 24 , 27 - 31 , 34 , 35 , 37 (tríade neurótica: histeria,22 , 27 , 33 hipocondria23 , 33 e depressão),23 , 25 - 27 , 32 , 35 - 37 a psicastenia25 , 26 , 33 e aspectos esquizoides.22 , 25 , 33 , 34

O neuroticismo envolve uma ampla dimensão de características de personalidade considerada negativa devido ao sofrimento psíquico, à ansiedade e aos prejuízos cognitivos comportamentais presentes.38 São indivíduos ansiosos, com tendência à instabilidade emocional e alteração de humor, à autodepreciação, à preocupação exacerbada, especialmente em relação ao corpo e à saúde, a reagir exageradamente a todos os tipos de estímulos e a interpretar a situação mais grave do que ela é, e também a tendência a apresentar sintomas físicos sem etiologia orgânica, à desvitalização e à depressão.13 , 38

A psicastenia está associada com a presença de intensa ansiedade e profundo esgotamento nervoso. Apresentam tendências impulsivas, obsessivas e fóbicas, comportamento de ruminação mental, agitações psicomotoras, medo difuso ou sistematizado, ansiedade associada a sintomas físicos e tendência a vivenciar sentimentos aflitivos.13 , 39

Indivíduos com escore elevado de esquizofrenia remetem à presença de aspectos esquizoides de sua personalidade. São solitários, com vulnerabilidade afetiva, evitam o convívio social, sentem-se ameaçados e perseguidos, com dificuldade de separar a fantasia da realidade, têm afinidade pelo estranho e o incomum e possuem tendência à hostilidade e perversidade.13

O instrumento mais utilizado para avaliação das características de personalidade foi o MMPI - Minnesota Multiphasic Personality Inventory22 - 26 , 29 , 32 (sete estudos), que é um teste psicológico capaz de detectar traços psicopatológicos e traços de personalidade, muito utilizado na literatura científica. Os demais instrumentos utilizados foram: EPQ - Eysenck Personality Questionnaire24 , 30 , 31 , 37 (quatro estudos), Type D Scale36 , 37 (dois estudos), Structured Psychiatric Diagnostic Interview28 (um estudo), NEO - Five Factor Inventory35 (um estudo), Five Factor Personality Inventory37 (um estudo), MPQ - Multidimensional Personality Questionnaire21 (um estudo), Freidbürger Persönlichkeist Inventar34 (um estudo), Crown-crisp Experiential Index27 (1 estudo) e Cloninger's Tridimensional Personality28 (um estudo). Todos associados à avaliação audiológica e otológica detalhada e questionários sobre o zumbido.

Discussão

A maioria dos estudos encontrados é transver-sal.22 - 24 , 26 - 30 , 32 , 33 , 35 - 37 Os estudos transversais e de validação não podem estabelecer relações preditivas entre as características de personalidade encontradas nos grupos de pacientes com zumbido, no entanto, puderam detectar que os grupos de pacientes com zumbido possuem mais alterações de personalidade que a população geral, como neuroticismo, psicastenia e aspectos esquizoides.21 - 37 Essas características dos pacientes podem influenciar sua percepção do zumbido, seu incômodo e o significado que podem lhe atribuir, dificultando o convívio com o zumbido crônico e tornando o impacto dele em suas vidas mais grave.

Todos os indivíduos estão expostos às exigências e pressões que a vida cotidiana impõe e, para lidar com a ansiedade e as preocupações, utilizam-se de seus recursos emocionais. Os pacientes com zumbido demonstram ter poucos recursos para lidar com a ansiedade e com o sofrimento afetivo e tendem a experimentar com maior intensidade emoções aflitivas. Estes pacientes apresentam uma estrutura de personalidade menos adaptada e mais suscetível a manifestações corporais de seu sofrimento e preocupação exacerbada em relação ao corpo e ao incômodo do zumbido. Estas características podem estar associadas ao fato do zumbido levar o paciente a uma sobrecarga emocional e intensa ansiedade, assim como acontece em outras doenças crônicas.

Os estudos de maior relevância encontrados foram os dois estudos longitudinais prospectivos25 , 34 e um de coorte de nascimento.21 Estes apontam algumas características de personalidade como preditoras do aumento do sofrimento do zumbido e da má adaptação do paciente ao seu sintoma, definindo o impacto do zumbido em sua vida, sua gravidade e incômodo.21 , 25 , 34 Os pacientes que referem incômodo severo do zumbido apresentam características de personalidade e sintomas psicopatológicos específicos que contribuem para diminuir a satisfação do paciente com a vida, dificultando a adaptação ao zumbido crônico.25 , 34 E o estudo de coorte de Welsh & Dawes,21 com 970 pacientes, avaliou as características de personalidade dos pacientes aos 32 anos de idade e detectou que há associação entre características de personalidade e presença de zumbido. Esses dados são sugestivos de que o tratamento para estes pacientes deve contar com o auxílio de profissional de saúde mental, atenuando o sofrimento psíquico, a ansiedade e os prejuízos emocionais, sociais e relacionais que determinadas características de personalidade podem causar.

Apenas um estudo utilizou entrevista clínica especialmente elaborada para diagnóstico da estrutura e dinâmica da personalidade.28 Os demais estudos utilizaram testes psicológicos objetivos para avaliação da personalidade.22 - 27 , 29 - 37 Não foram utilizados testes psicológicos projetivos. Esse fato pode estar relacionado à praticidade da utilização e á facilidade de aplicação dos testes objetivos. Mas há limitações do uso de testes objetivos da personalidade, associada à dependência de o quanto o indivíduo realmente se conhece, se ele está respondendo o que corresponde ao seu modo de ser ou referente ao modo que ele gostaria de ser. Outra limitação importante seria que os testes objetivos utilizados conseguem avaliar a tendência geral dos pacientes em reagir ao meio, mas não conseguem diferenciar as características estruturais das dinâmicas da personalidade. Carlson40 relata sua preocupação sobre os pesquisadores da personalidade optarem por utilizar instrumentos objetivos que restrinjam a personalidade em medidas psicométricas, desconsiderando os sentimentos, o contexto de vida, as relações interpessoais, os conflitos intrapsíquicos e a dinâmica de funcionamento da personalidade.

É importante apontar que ainda não se pode estabelecer um perfil específico de personalidade dos pacientes com zumbido, mas apenas o de se detectar a presença de determinadas características de personalidade nessa população, pois essas também são encontradas em pacientes com doenças crônicas, tais como dor crônica,41 cefaleia,42 , 43 fibromialgia43 e asma.44 Alguns estudos demonstram que pacientes com queixas de sintomas físicos apresentam escores de neuroticismo mais alto que indivíduos saudáveis.45 - 47

Conclusão

A maioria dos estudos demonstra associação significativa entre características de personalidade e pacientes com zumbido. Essas características podem estar associadas à percepção e ao incômodo do zumbido e contribuir para a dificuldade de adaptação do paciente ao seu sintoma crônico.

Há a necessidade do desenvolvimento de pesquisas que utilizem instrumentos mais abrangentes para avaliação da personalidade e que possam contribuir para a melhor compreensão deste fenômeno.

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