Scientific evidence on the association between burnout and metabolic syndrome: integrative review

Scientific evidence on the association between burnout and metabolic syndrome: integrative review

Autores:

Magno Conceição das Merces,
Antonio Marcos Tosoli Gomes,
Julita Maria Freitas Coelho,
Maria Lúcia Silva Servo,
Sergio Correa Marques,
Argemiro D’Oliveira Júnior

ARTIGO ORIGINAL

Acta Paulista de Enfermagem

Print version ISSN 0103-2100On-line version ISSN 1982-0194

Acta paul. enferm. vol.32 no.4 São Paulo July/Aug. 2019 Epub Aug 12, 2019

http://dx.doi.org/10.1590/1982-0194201900064

Resumen

Objetivo

evaluar las evidencias científicas disponibles en la literatura sobre la asociación entre el síndrome de burnout y el síndrome metabólico.

Métodos

revisión integradora de la literatura, con búsquedas en las bases de datos del Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature, National Library of Medicine National Institutes of Health, Web of Science, Scopus, Cochrane Library, Latin American and Caribbean Center on Health Sciences Information, Scientific Eletronic Library Online y Springer Link. Los artículos seleccionados fueron analizados de acuerdo con la Agency for Healthcare Research and Quality.

Resultados

la mayoría (80%) de los cinco artículos que cumplieron los criterios de selección estaba en inglés e indexada en las bases de datos Web of Science y Scopus. Entre los trabajos, 80% tenía médicos como autores principales. El continente asiático (Israel, Japón y China) concentró la mayor parte de la producción. No ocurrió predominio de diseño de estudio. El área financiera correspondió al 60% del público investigado.

Conclusión

las evidencias disponibles en la literatura son incipientes, solo el 20% de los artículos elegibles presentó asociación entre los síndromes estudiados y los demás indican asociación entre burnout y componentes del SM separadamente.

Palabras-clave: Agotamiento profesional; Síndrome metabólico; Salud laboral; Epidemiología

Introdução

As múltiplas metamorfoses que ocorrem no mundo do trabalho no Brasil são notáveis, principalmente pela crise ideológica, social e política inconsequente de austeridade. No contexto do trabalho, o cerne perpassa pela proletarização e subproletarização de segmentos produtivos e de serviços em uma perspectiva desenfreada e irreversível, fugindo metaforicamente da curva de Gauss.1

A proletarização é pautada na perda da autonomia sobre o processo de trabalho e a subproletarização, como trabalho precário, temporário, terceirizado e fragmentado.1 Estas condições proporcionam, aos ambientes das organizações de trabalho, sofrimentos, adversidades e condições aviltantes de exploração. A lógica da privatização, posta como onda senoidal suave, apresenta desfechos nefastos à saúde do trabalhador.

Frente a esse cenário complexo, advém o desgaste mental no trabalho, surgindo os Transtornos Mentais Comuns (TMC), estresse ocupacional e Síndrome de Burnout (SB). A SB, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, é um fenômeno iniciado pelo estresse crônico no trabalho e acomete principalmente trabalhadores que possuem contato contínuo com pessoas. A SB possui três dimensões relacionadas e independentes, a saber: (a) exaustão emocional, que se refere à falta de energia, esgotamento físico e mental; (b) despersonalização, que dá origem à insensibilidade emocional; (c) reduzida realização profissional, geradora de insatisfação com as atividades laborais, baixa autoestima, redução da interação com os pares, sentimento de incompetência.2

A prevalência da SB possui variação nas categorias profissionais, sendo 4,8% a 39,3% nos profissionais de Saúde, 54,9% a 56% em policiais, 5,7% a 15,4% em professores.3-8 Estas variações entre as prevalências decorrem da utilização de critérios não robustos para definição da síndrome. Estudos apontam que a SB é fator de exposição para: TMC, iatrogenias, uso de substâncias psicoativas, ideação suicida e tentativa de suicídio, dor musculoesquelética, distúrbios do sono, imunidade prejudicada, adiposidade abdominal, resistência à insulina, hipercolesterolemia, diabetes tipo 2 e Síndrome Metabólica (SM).9-19

A SM, de acordo a National Cholesterol Education Program’s Adult Treatment Panel III e a I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica, caracteriza-se como “[...] um transtorno complexo representado por um conjunto de fatores de risco cardiovascular usualmente relacionados à deposição central de gordura e à resistência à insulina”.20 Para diagnóstico da SM, o indivíduo deve apresentar a combinação de pelo menos três dos cinco componentes: circunferência abdominal elevada, hipertrigliceridemia, redução do HDL colesterol, Hipertensão Arterial Sistêmica e hiperglicemia. A associação da SM com a doença cardiovascular eleva a mortalidade geral em aproximadamente 1,5 vezes e a cardiovascular em 2,5 vezes.20

Investigações sobre a SM têm sido conduzidas em distintas populações, a exemplo da venezuelana, mexicana, norte-americana e asiática, e a sua ocorrência, embora alta, apresenta variações. Pontua-se que, de 2003 a 2012, a prevalência geral da SM nos Estados Unidos foi de 33%, com supremacia significativa em mulheres em comparação aos homens.20,21 Dados alusivos à predominância da SM no Brasil são escassos e não evidenciam a real ocorrência desse evento em nível populacional.

A literatura aponta fatores de exposição para a SM, como: periodontite, Acantose nigricans, doença hepática gordurosa não alcoólica, biomarcadores (adipocinas, neuropeptídeos, citocinas pró-inflamatórias, citocinas anti-inflamatórias, marcadores de status antioxidante e fatores pró-trombóticos), esquizofrenia, ansiedade, condições de trabalho, estresse ocupacional e SB.22-29 No entanto, muitos outros fatores ainda não foram identificados.

As transformações do mundo do trabalho e as atuais condições precárias e também a exposição crônica a múltiplos fatores deletérios levam ao quadro de estresse ocupacional e a exacerbação deste, à presença da SB. Por conseguinte, essas condições concorrerão para a redução da resiliência biológica e, portanto, afetarão a homeostase, contribuindo para o desenvolvimento da SM.16,30

Assim, situações de trabalho estressantes estimulam a resposta do eixo Hipotálamo Hipófise Adrenal (HHA), levando à resistência insulínica em consequência da excessiva produção de cortisol. O aumento dos níveis de cortisol liberado pelo córtex adrenal, relacionado, por sua vez, à estimulação do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) liberado pela hipófise, estaria relacionado à adiposidade abdominal, pois há a mobilização de lipídeos a partir do tecido adiposo, e da glicose, a partir do glicogênio hepático, visando aumentar a quantidade de energia disponível para as situações de estresse.16

O objetivo do estudo é avaliar as evidências científicas disponíveis na literatura sobre a associação entre Síndrome de Burnout e Síndrome Metabólica.

Métodos

Foi conduzida uma revisão integrativa da literatura, que reúne, avalia e sintetiza achados provenientes de estudos primários, fundamentados em evidências científicas disponíveis sobre determinado tema. Para sistematização dessa revisão, foram seguidas seis etapas: elaboração da pergunta norteadora; busca ou amostragem na literatura; coleta de dados; análise crítica dos estudos incluídos; discussão dos resultados; apresentação da revisão integrativa.31

Destaca-se que foram seguidas as recomendações do checklist do Statement for Reporting Systematic Reviews and Meta-Analyses of Studie (PRISMA). Nesse sentido, utilizou-se a estratégia PICO para elaboração da pergunta norteadora. Essa estratégia representa um acrônimo para Paciente, Intervenção, Comparação e Outcomes (desfecho).32Outrossim, o P se referiu aos trabalhadores expostos ao desenvolvimento de SB e SM, I ao lócus de trabalho estressante, C comparações entre os níveis de evidências científicas e O possível associação entre SB e SM. Logo, obteve-se a questão norteadora: Quais as evidências científicas disponíveis na literatura sobre a associação entre SB e SM?

A busca das publicações foi realizada de setembro a dezembro de 2018, utilizando-se operador booleano AND e técnicas de truncamento, nos artigos publicados nas seguintes bases de dados: Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature (CINAHL), National Library of Medicine National Institutes of Health (PubMed), Web of Science, Scopus, Cochrane Library, Latin American and Caribbean Center on Health Sciences Information (LILACS), Scientific Eletronic Library Online (SciElo) e Springer Link. As palavras-chave foram definidas segundo os descritores em ciências da saúde (DeCS) e o Medical Subject Headings (MeSH), em português, espanhol e inglês, sendo: Esgotamento Profissional, Agotamiento Profesional, Burnout, Profesional; Síndrome Metabólica, Síndrome Metabólico, Metabolic Syndrome.

Consideraram-se elegíveis os artigos publicados em português, espanhol e inglês, sem limite de data, disponíveis eletronicamente nas bases supracitadas e que tratassem da associação entre Burnout e SM. Os critérios de exclusão foram: artigos que não apresentavam relação com o objeto; relatos de experiências e de casos, monografias, dissertações, teses, resumos em anais de eventos, capítulos de livro. Artigos duplicados foram considerados uma única vez.

Um instrumento construído foi empregado para coleta e construção do banco de dados, contendo informações que incluíam: identificação; instituição sede do estudo; tipo de publicação; características metodológicas do estudo; e avaliação do rigor metodológico.

Tendo em vista a análise crítica dos estudos elegíveis, adotou-se a classificação dos níveis de evidência científica da Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ), que abrange seis níveis: (I) evidências resultantes de metanálise e revisão sistemática; (II) evidências obtidas em ensaios clínicos com randomização; (III) evidências obtidas em ensaios clínicos sem randomização; (IV) evidências de estudos de coorte e de caso-controle; (V) evidências oriundas de revisão sistemática de estudos descritivos e qualitativos; (VI) evidências baseadas em estudo descritivo ou qualitativo.

Após leitura e análise crítica dos artigos, elaborou-se um quadro sinóptico com síntese das publicações selecionadas, contendo autor/ano/revista, país onde o estudo foi conduzido, considerações temáticas, tipo de estudo, síntese das conclusões e classificação AHRQ.

Resultados

Foram encontrados 199 artigos nas bases de dados, a saber: 22,6% CINAHL, 25,6% PubMed, 13,1% Web of Science, 21,6% Scopus, 5,5% Cochrane Library, 2,5% LILACS, 3,1% SciElo e 6,0% Springer Link. Pautando-se nos critérios de elegibilidade e na análise detalhada das publicações, 194 artigos não atenderam aos critérios, equivalendo a: 10,9% duplicados, 88,1% não apresentavam relação com o objeto de estudo, 0,5% em outra língua e 0,5% relato de caso. Frente ao exposto, nesta revisão, foram selecionados cinco artigos, que estão sumarizados na figura 1.

Figura 1 Fluxograma da revisão integrativa sobre evidências científicas entre Burnout e Síndrome Metabólica 

Dos cinco estudos elegíveis, 80% encontravam-se em língua inglesa e 20% em espanhol, indexados em sua maioria nas bases de dados Web of Science e Scopus. Destaca-se que quatro (80%) periódicos eram da área de saúde do trabalhador e apenas um (20%) da área médica. Quanto aos anos de publicação, incidiram entre 2006 e 2018. Os critérios de busca não incluíram corte temporal. No tocante à formação dos autores principais de cada estudo, 80% eram médicos e 20% enfermeiros. Houve maior concentração de artigos no continente asiático – Israel, Japão e China – (60%). Na Europa, os países que conduziram estudos foram Espanha e França, representando 40% da amostra.

Não ocorreu predominância de desenho de estudo, sendo: revisão de literatura, transversal, coorte, quase-experimental não randomizado e caso-controle, representando 20% cada. A população investigada nos estudos foi majoritariamente constituída de profissionais que desenvolviam atividades laborais na área financeira (60%). Um único estudo foi conduzido com professores do ensino médio, não sendo identificada pesquisa com trabalhadores da saúde.

De acordo com as categorias do AHRQ, 40% dos artigos foram classificados como nível de evidência IV (coorte e caso-controle); 20%, nível de evidência V (revisão de literatura); 20%, nível de evidência VI (transversal); e 20%, nível de evidência III (quase experimental não-randomizado).

Todos os estudos que compuseram a revisão integrativa da literatura descreviam o Burnout como variável preditora para a SM. Em 20% dos estudos, ficou evidente a associação entre as síndromes; em 60%, a associação entre Burnout e componentes da SM separadamente. Os artigos desta revisão estão sintetizados no quadro 1, ordenados de acordo com o ano de publicação.

Quadro 1 Caracterização das publicações incluídas na revisão integrativa, segundo ano/autor /revista, tipo e país onde o estudo foi conduzido, nível de evidência científica, considerações temáticas, síntese das conclusões 

Ano de publicação/ Autor/Revista Tipo e país do estudo/ Nível de evidência Considerações temáticas Síntese das conclusões
2006 Melamed S, Shirom A, Toker S, Berliner S, Shapira I(15) Psychological Bulletin Revisão de literatura Israel Nível V Avaliam a evidência acumulada na literatura internacional sobre Burnout e exaustão vital associados com o risco aumentado de eventos cardiovasculares, pontuando a Síndrome Metabólica. O Burnout pode desencadear distúrbios do sono, depressão, processos inflamatórios, alterações imunológicas, diabetes mellitus Síndrome Metabólica e outros eventos cardiometabólicos.
2008 Ranchal-Sánchez A, Vaquero-Abellán M(33) Medicina y Seguridad del Trabajo Transversal Espanha Nível VI Avaliam a associação entre Burnout e dosagens bioquímicas, a saber: glicose sérica e os níveis de colesterol, bem como o índice de massa corporal em uma amostra aleatória de 186 professores do ensino secundário. Os achados apontam que não houve associação entre o Burnout e os componentes da Síndrome Metabólica, entretanto, foi encontrado que quanto maior a realização profissional, que integra uma das dimensões do Burnout, menor o índice de massa corporal.
2009 Kitaoka-Higashiguchi K, Morikawa Y, Miura K(34) Journal of Occupational Health Coorte Japão Nível IV Investigam o Burnout e fatores de risco para doença aterosclerótica, destacando a Síndrome Metabólica entre 442 gerentes de nível médio de uma fábrica. Mudanças na circunferência de cintura, peso corporal e índice de massa corpórea foram significativamente maiores nos gerentes com Burnout. Apesar de descrever a plausibilidade biológica que aponta a associação entre Burnout e Síndrome Metabólica, não foram encontradas significâncias estatísticas no caminho descrito.
2013 Tsai HH, Yeh CY, Su CT, Chen CJ, Peng SM, Chen RY (19) Industrial Health Quase-experimental não randomizado China Nível III Estimam que a atividade física seja um fator de intervenção que afeta a relação entre o Burnout e componentes da Síndrome Metabólica entre 109 consultores financeiros e administradores de um banco de seguros. Um programa de exercícios bem projetado estabelece melhor comportamento de saúde no local de trabalho, aliviando Burnout e componentes da Síndrome Metabólica. Existe associação entre Burnout e componentes da Síndrome Metabólica.
2018 Metlaine A, Sauvet F, Gomez-Merino D, Boucher T, Elbaz M, Delafosse JY(17) PloS ONE Caso-controle França Nível IV Investigam a exposição crônica ao estresse (Burnout), qualidade do sono e repercussão biológica específica, em particular respostas metabólicas e inflamatórias entre 140 funcionários de uma empresa financeira. Os participantes com Burnout apresentaram maiores níveis de HbA1c, glicemia, PCR, os níveis mais baixos de vitamina D, aumento do número de leucócitos, neutrófilos e monócitos (P<0,001 para todos) e maior colesterol total (P=0,01). Não houve associação entre Burnout e Síndrome Metabólica.

Discussão

Este é o primeiro estudo brasileiro a investigar as evidências científicas sobre a associação entre SB e SM. Os resultados da presente revisão integrativa contribuem com o reconhecimento da emergência em pesquisas e intervenções no cenário laboral, destacando o burnout e seus desfechos como condições deletérias à saúde do trabalhador.

No contexto do Brasil, a história que envolve os direitos dos trabalhadores é abalizada por lutas e sangue derramado isento de qualquer nódoa moral. Somente no ano de 2012 foi promulgada a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, entretanto os dados registrados no Anuário da Previdência Social do Brasil, publicitado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), vêm, há mais de uma década, divulgando o quantitativo de auxílios-doença concedidos, tendo os transtornos mentais e comportamentais, incluindo o Burnout, entre as principais causas de afastamento.

Nas bases de dados foram encontrados diversos estudos descritivos que apontam a frequência da SB.3,8 A sua magnitude, transcendência, gravidade e vulnerabilidade são claras na literatura.

A maioria dos artigos (80%) apresenta médico como primeiro autor, todavia o objeto estudado deve ser conduzido por áreas multiprofissionais da saúde, uma vez que o cuidado ao trabalhador que apresenta a SM, tendo a SB como variável independente, necessitará de um acompanhamento multiprofissional. Além disso, a produção científica é um importante balizador no aprimoramento das ações de cuidado em saúde.2

O maior número de artigos concentrou-se no continente asiático, certamente pelo investimento de países como Japão e China em Ciência e Tecnologia (C&T).35 Observa-se que, no Brasil, não foram encontrados registros. Este fato justifica-se pela falta de investimento em C&T, e o Ad aeternum slogan: “A pesquisa no Brasil encontra-se em consolidação”.

Não foram identificadas pesquisas com trabalhadores da saúde. Ressalta-se a importância de estudos que avaliem a associação e a causalidade entre SB e SM, pois se trata também de um grupo de risco que vivencia ambientes de trabalho insalubres, com cargas horárias descomunais e resposta alostática excessiva ou ineficaz.28,33,34

Dos estudos identificados nesta revisão, segundo as categorias do AHRQ, a maioria é classificada como nível de evidência IV (coorte e caso-controle), o que resulta em nível de evidência mediano. Em relação à associação entre as síndromes, mais da metade indica associação entre Burnout e componentes da SM separadamente. De todos os artigos elegíveis, nenhum teve como escopo principal a associação entre as síndromes. Estes apresentavam-se como objetivos secundários ou terciários, o que pode ser apontado como limitação desta revisão integrativa.

Acredita-se na relevância em conduzir estudos epidemiológicos com análises robustas e ensaios clínicos para melhor conhecer, comparar e avaliar os efeitos da Síndrome de Burnout.

Conclusão

Conclui-se que as evidências disponíveis na literatura são incipientes, apenas 20% dos artigos elegíveis apresentou associação entre as síndromes estudadas e os demais, indicam associação entre Burnout e componentes da SM separadamente. Os resultados desta revisão sugerem que estudos futuros priorizem profissionais de saúde como participantes, uma vez que possuem demasiada exposição ao estresse laboral e à Síndrome de Burnout, e apresentem desenhos mais robustos, que expliquem melhor o caminho da associação/causalidade entre as síndromes aqui discutidas.

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