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Simultaneidade de comportamentos de risco para a saúde e fatores associados em estudo de base populacional

Simultaneidade de comportamentos de risco para a saúde e fatores associados em estudo de base populacional

Autores:

Mathias Roberto Loch,
Maira Sayuri Sakay Bortoletto,
Regina Kazue Tanno de Souza,
Arthur Eumann Mesas

ARTIGO ORIGINAL

Cadernos Saúde Coletiva

versão impressa ISSN 1414-462Xversão On-line ISSN 2358-291X

Cad. saúde colet. vol.23 no.2 Rio de Janeiro abr./jun. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/1414-462X201500020045

ABSTRACT

Objective

The aim of this study was to determine the prevalence of simultaneous health-related behaviors and examine their association with sociodemographic and health conditions in the population aged 40 or older in a medium-sized city in southern Brazil.

Methods

We carried out a population-based study. The investigated risk behaviors were physical inactivity, irregular consumption of fruits and vegetables, smoking, and alcohol abuse. The dependent variables of the study were the sum of the exposure to risk behaviors and the possible two-by-two behavior combinations.

Results

Associations were observed between all behaviors, except physical inactivity with alcohol abuse. In general, men presented a higher prevalence of three and four behaviors, as well as between the possible combinations of behaviors. The independent variables age, socioeconomic status, educational level, marital status, and perceived health were also associated with the investigated outcomes.

Conclusions

We suggest that policies and strategies to promote health focus broadly on behavior, and not be limited to specific actions for each isolated behavior.

Keywords:  cross-sectional studies; physical activity; smoking; alcohol abuse; feeding

INTRODUÇÃO

A maior parte das doenças crônicas não transmissíveis está ligada a aspectos comportamentais. Fatores como tabagismo, inatividade física, dieta inadequada e consumo abusivo de álcool estão associados a importantes doenças e agravos à saúde1,2.

Muitos estudos realizam análises de cada comportamento isoladamente. Entretanto, mais recentemente, tem sido sugerida uma análise agregada, inclusive pelo entendimento de que o estilo de vida está associado a um conjunto de comportamentos. Parte-se do pressuposto que a presença de um determinado comportamento pode influenciar a presença de outros. Além disso, há de se considerar que diversos fatores exercem influência sobre várias doenças crônicas e que as mudanças para um estilo de vida saudável são normalmente indicadas como parte da prevenção e do tratamento3. Outra justificativa para o estudo agregado de comportamentos de risco é que o efeito negativo causado pela exposição simultânea tende a ser maior do que o efeito de cada comportamento isolado4.

O comportamento humano é determinado por uma complexa interação de variáveis e pode ser explicado por diferentes teorias e modelos. Algumas delas, como a socioecológica, destacam a existência de uma importante influência de aspectos sociais e culturais5.

Desse modo, o objetivo deste estudo foi verificar a prevalência simultânea de comportamentos relacionados à saúde e analisar a sua associação com condições sociodemográficas e de saúde na população com 40 anos ou mais de idade de um município de médio porte da região Sul do Brasil.

METODOLOGIA

Foi realizado estudo transversal com base populacional composta por moradores de 40 anos ou mais de idade, residentes na área urbana de um município de médio porte localizado na região Sul do Brasil (Cambé, no Estado do Paraná). Os dados foram coletados entre os meses de fevereiro e julho de 2011. O estudo foi aprovado previamente pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Londrina (UEL) (CAAE n° 0192.0.268.000-10).

O tamanho da amostra foi calculado tendo por base os dados da Contagem da População 2007, época em que residiam no município de Cambé 92.888 pessoas, das quais 33,1% tinham 40 anos ou mais de idade6. Utilizou-se o aplicativo StatCalc, do programa Epi Info 3.5.3, e considerou-se uma proporção esperada de 50%, com margem de erro de 3% e intervalo de confiança de 95%, o que resultou em uma amostra de 1.066 sujeitos. Prevendo-se eventuais perdas e recusas, foram acrescidos 25% a esse número, totalizando, inicialmente, 1.332 sujeitos a serem entrevistados. Na distribuição desse valor por sexo e por faixa etária nos setores censitários, foi necessária a realização de arredondamentos, totalizando, assim, o cálculo de 1.339 sujeitos.

Para a definição das pessoas a serem entrevistadas, foi utilizado o mapa geográfico com a divisão por setores censitários da área urbana, com bairros, ruas e quadras7. As quadras de cada setor censitário foram enumeradas e o ponto inicial do percurso foi definido por sorteio. Quando determinada a quadra que correspondia ao ponto inicial, sorteava-se o canto da quadra em que se iniciaria o percurso em sentido anti-horário. Desse modo, traçava-se aleatoriamente uma rota contígua. O domicílio inicial foi definido por sorteio, pois se optou por um intervalo amostral de 1:2, a fim de evitar concentração de entrevistados em determinadas ruas ou quadras. Quando no domicílio sorteado houvesse mais de um indivíduo que atendesse à cota por sexo e por faixa etária, a definição da pessoa a ser entrevistada foi realizada por sorteio.

Foram excluídos do estudo indivíduos que apresentassem limitações físicas ou mentais que impossibilitassem o entendimento e a execução dos procedimentos da entrevista, desde que não tivessem um cuidador apto a fornecer informações coerentes. Quando o cuidador foi o respondente, algumas perguntas que dependiam do julgamento do participante do estudo não eram realizadas.

Após a identificação do respondente, iniciava-se a apresentação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). A duração média das entrevistas foi de 30 minutos, com variação de acordo com o nível educacional e com a idade dos entrevistados. A equipe de coleta foi composta por docentes, técnico de laboratório e alunos de graduação e pós-graduação da UEL. Todos os formulários foram checados e, posteriormente, os dados foram duplamente digitados e comparados no programa Epi Info® versão 3.5.3. As inconsistências entre os dois bancos gerados foram corrigidas, a partir da conferência com os formulários originais. Para a análise dos dados, foi utilizado o programa Statistical Package for the Social Sciences® (SPSS) versão 19.07.

No presente estudo, as variáveis comportamentais investigadas foram: fumante (consumo atual de tabaco, independentemente da quantidade), consumo abusivo de álcool (consumo de mais de quatro doses de bebidas alcoólicas para mulheres e cinco para homens, em uma mesma ocasião nos últimos 30 dias), inatividade física no lazer (não realizar nenhum tipo de atividade física no tempo livre) e consumo irregular de frutas e de verduras (consumo inferior a cinco dias na semana de frutas ou verduras).

Para avaliar a prática de atividade física no tempo livre, baseou-se no modelo de estágio de comportamento, de forma que foram considerados ativos no lazer aqueles que estavam no estágio de manutenção (faziam algum tipo de atividade física, por exemplo: caminhada, corrida, alongamento, dança ou algum tipo de atividade esportiva, no tempo de lazer há mais de seis meses) e de ação (faziam algum tipo de atividade física no lazer, porém há menos de seis meses). As pessoas que estavam no estágio de pré-contemplação (referiram não ter intenção em começar a praticar atividade física no lazer nos próximos seis meses), contemplação (tinham intenção de começar a praticar atividade física no lazer nos próximos seis meses) e contemplação (mencionaram ter intenção de começar a praticar atividade física no lazer nos próximos 30 dias) foram consideradas totalmente inativas no lazer8.

A variável simultaneidade foi obtida por meio do somatório da exposição dos comportamentos de risco, sendo categorizados conforme o número presente em cada sujeito investigado (nenhum, um, dois, três e quatro comportamentos). Além disso, foram criadas outras seis variáveis dependentes, conforme a combinação existente entre dois comportamentos (fumo e consumo abusivo de álcool; fumo e inatividade física no lazer; fumo e consumo irregular de frutas e de verduras; consumo abusivo de álcool e inatividade física no lazer; consumo abusivo de álcool e consumo irregular de frutas e de verduras; inatividade física no lazer e consumo irregular de frutas e de verduras).

Foram consideradas as seguintes variáveis independentes: classe econômica (conforme critério da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa9); situação conjugal (com companheiro(a) e sem companheiro(a)); anos de estudos (≤4 anos, 5 a 8 anos e ≥9 anos); faixa etária (40 a 49 anos, 50 a 59 anos e ≥60 anos); percepção de saúde (positiva para os sujeitos que classificaram seu atual estado de saúde como muito bom ou bom; e negativa para os que referiram estado de saúde atual ser regular, ruim ou muito ruim); a presença das comorbidades hipertensão e diabetes (definida pela alteração dos níveis hemodinâmico-bioquímicos e/ou pela presença do uso de medicações para os tratamentos das respectivas doenças (quando houve o relato do uso de medicamentos, estes foram registrados mediante a apresentação da receita ou da própria medicação).

Para a análise dos dados, utilizaram-se elementos da estatística descritiva, além do teste do qui-quadrado para comparar as diferenças nas variáveis independentes entre homens e mulheres. Para a avaliação das associações entre as combinações dos comportamentos de risco (variável dependente) e as variáveis independentes, utilizou-se a técnica de regressão de Poisson com variâncias robustas, sendo ajustadas para todas as variáveis independentes. O grau de associação foi estimado pelo cálculo da razão de prevalência (RP), com os respectivos intervalos de confiança a 95% como medidas de precisão ou com o valor de p<0,05.

RESULTADOS

Do total de 1.336 pessoas amostradas, foram entrevistadas 1.180. Ocorreram 156 perdas (11,7%), das quais 93 por recusa e 63 não contatadas após, no mínimo, três tentativas em horários e em dias diferentes.

Das variáveis comportamentais investigadas, a inatividade física no lazer foi o comportamento que apresentou maior prevalência (71,4%) e foi superior entre os sujeitos com menor nível econômico e de menor escolaridade, assim como os com pior percepção de saúde. Observou-se maior prevalência de tabagistas entre os homens, entre as pessoas com menor nível econômico, entre o grupo de escolaridade intermediária (de 5 a 8 anos de estudo) e entre os indivíduos de 40 a 49 anos comparativamente aos de 60 anos e mais. Esses fatores associaram-se também ao consumo irregular de frutas e de verduras e com o consumo abusivo de álcool, exceto o nível econômico para consumo abusivo de álcool (Tabela 1).

Tabela 1 Prevalência dos comportamentos relacionados à saúde, segundo variáveis sociodemográficas e de saúde e respectivos intervalos de confiança (95%), Cambé-PR, 2011 

Variável Fumo Álcool INFL CIFV
N % (IC95%) % (IC95%) % (IC95%) % (IC95%)
Total 1.180* 20,0 17,5 71,4 62,5
Sexo
Masculino 539 25,8 (22,1-29,5) 30,5 (26,6-34,4) 71,8 (67,9-75,6) 75,0 (71,3-78,6)
Feminino 641 15,2 (12,3-17,9) 6,7 (4,8-8,7) 71,5 (68,0-75,0) 52,0 (48,2-55,9)
Nível econômico
CDE 729 23,2 (20,1-26,3) 16,7 (14,0-19,4) 76,4 (73,3-79,5) 67,4 (64,0-70,8)
A-B 447 14,8 (11,5-18,1) 18,9 (15,2-22,5) 64,3 (59,8-68,7) 55,1 (50,4-59,7)
Escolaridade
≤4 anos 566 19,9 (16,6-23,2) 12,3 (9,6-15,0) 77,2 (73,7-80,7) 65,1 (61,2-69,1)
5 a 8 anos 292 27,3 (22,2-32,5) 24,9 (19,9-29,9) 74,4 (69,3-79,5) 66,4 (61,0-71,9)
≥ 9 anos 320 13,8 (10,0-17,5) 20,3 (15,9-24,7) 59,1 (53,6-64,5) 54,4 (48,9-59,9)
Faixa etária
≥60 anos 335 14,2 (10,4-18,0) 7,9 (4,9-10,8) 68,9 (63,9-73,9) 54,4 (49,0-59,8)
50 a 59 anos 367 21,3 (17,1-25,5) 19,4 (15,3-23,5) 71,9 (67,2-76,5) 63,4 (58,4-68,3)
40 a 49 anos 478 23,1 (19,3-26,9) 22,9 (19,1-26,7) 73,3 (69,3-77,3) 67,4 (63,2-71,7)
Situação conjugal
Sem parceiro 317 23,6 (18,8-28,3) 13,7 (9,9-17,5) 73,2 (68,3-78,2) 63,7 (58,3-69,0)
Com parceiro 863 18,7 (16,1-21,4) 19,0 (16,3-21,6) 71,0 (68,0-74,1) 62,0 (58,8-65,3)
Percepção de saúde
Negativo 501 21,6 (18,0-25,2) 15,2 (12,0-18,4) 78,8 (75,2-82,4) 66,4 (62,2-70,6)
Positivo 672 18,7 (15,8-21,7) 19,5 (16,5-22,5) 66,1 (62,5-69,7) 59,7 (55,9-63,4)
Presença de HA e DM
Sim 687 20,3 (17,2-23,3) 16,2 (13,4-18,9) 71,4 (68,0-74,8) 61,1 (57,4-64,8)
Não 493 19,7 (16,2-23,2) 19,5 (16,0-23,0) 72,0 (68,0-75,9) 64,4 (60,2-68,7)

INFL: inatividade física no lazer; CIFV: consumo irregular de frutas e verduras

*Algumas variáveis com n menor que 1.180 em função de perdas de informações

A Tabela 2 apresenta diferenças significativas entre os sexos no somatório dos comportamentos, exceto para a categoria “dois comportamentos”. A maior parte das mulheres apresentou no máximo um comportamento negativo (52,3%), enquanto nos homens essa proporção foi de apenas 28,9%. No entanto, 31,4% dos homens apresentaram três ou quatro comportamentos negativos, enquanto que 9,8% das mulheres apresentaram essa característica.

Tabela 2 Somatório de comportamentos relacionados à saúde, segundo variáveis sociodemográficas e de saúde e respectivos intervalos de confiança (IC95%), Cambé-PR, 2011 

Variáveis Somatório dos comportamentos negativos
Zero 1 2 3 ou 4
% (IC95%) % (IC95%) % (IC95%) % (IC95%)
Total 11,5 (9,7-13,4) 30,1 (27,5-33,0) 38,7 (35,9-41,4) 19,7 (18,5-22,0)
Sexo
Feminino 14,8 (12,1-17,6) 37,5 (34,0-41,5) 37,9 (34,1-41,6) 9,8 (7,5-12,1)
Masculino 7,6 (5,4-9,9) 21,3 (17,7-25,0) 39,7 (35,7-44,1) 31,4 (27,5-35,4)
Faixa etária
≥60 anos 14,6 (11,0-18,8) 37,9 (33,0-43,6) 37,1 (31,5-42,0) 10,4 (6,8-13,3)
50 a 59 anos 12,3 (9,0-15,7) 25,8 (21,3-30,3) 40,3 (35,2-45,3) 21,6 (17,4-25,9)
40 a 49 anos 8,2 (5,8-10,8) 27,8 (23,8-31,9) 39,1 (34,7-43,4) 24,9 (21,0-28,8)
Nível econômico
CDE (baixo) 9,9 (7,8-12,2) 25,8 (22,5-29,0) 42,1 (38,5-45,7) 22,2 (19,2-25,3)
A-B (elevado) 13,9 (10,5-16,9) 37,1 (33,0-41,8) 33,3 (29,1-37,9) 15,7 (12,1-18,9)
Escolaridade
≤4 anos 10,4 (7,7-12,7) 29,5 (26,0-33,4) 40,1 (36,3-44,4) 20,0 (16,5-23,1)
5 a 8 anos 10,6 (7,1-14,2) 21,9 (17,2-26,8) 40,4 (34,5-45,9) 27,1 (22,0-32,3)
≥9 anos 14,2 (10,3-18,1) 38,5 (33,1-43,9) 34,7 (29,4-40,0) 12,6 (9,0-16,3)
Situação conjugal
Sem parceiro 11,0 (7,5-14,50) 29,1 (24,0-34,2) 39,5 (34,0-45,0) 20,4 (15,9-24,9)
Com parceiro 11,5 (9,4-13,7) 30,6 (27,4-33,6) 38,5 (35,3-42,0) 19,4 (16,8-22,1)
Percepção de saúde
Ruim 9,8 (7,2-12,4) 26,6 (22,7-30,4) 40,6 (36,3-45,0) 23,0 (19,3-26,7)
Boa 12,6 (10,1-15,1) 32,7 (29,2-36,4) 37,6 (33,7-41,1) 17,1 (14,4-20,1)
Presença de HA e DM
Sim 12,1 (9,5-14,4) 31,7 (28,3-35,3) 36,5 (33,0-40,3) 19,7 (16,7-22,7)
Não 10,8 (8,0-13,4) 27,8 (23,9-31,9) 41,7 (37,4-46,2) 19,7 (16,1-23,2)

A prevalência de três ou quatro comportamentos negativos foi superior no sexo masculino, em indivíduos com menos de 60 anos, das classes econômicas mais baixas e de menor escolaridade.

A Tabela 3 apresenta a inter-relação entre as variáveis comportamentais. Com exceção da relação entre inatividade física no lazer e consumo abusivo de álcool, os demais comportamentos se associaram. A relação entre consumo abusivo de álcool e fumo apresentou a maior RP.

Tabela 3 Inter-relação entre os comportamentos relacionados à saúde e respectivas razão de prevalência (RP) e intervalos de confiança (IC95%) 

Fumo CAA INFL CIFV
Fumo - - - -
CAA 2,3(1,8-2,9) - - -
INFL 1,7 (1,3-2,4) 1,2 (0,9-1,7) - -
CIFV 1,8 (1,3-2,3) 2,0 (1,5-2,7) 1,2 (1,1-1,3) -

CAA: consumo abusivo de álcool; INFL: inatividade física no lazer; CIFV: Consumo irregular de frutas e de verduras

A análise de cada combinação entre os comportamentos com as variáveis demográficas de maneira estratificada por sexo está apresentada na Tabela 4 e na Tabela 5.

Tabela 4 Análise multivariada da simultaneidade dos comportamentos relacionados à saúde e associação com características sociodemográficas e de comorbidades entre as mulheres. Cambé-PR, 2011 

Variável Fumo e Álccol Fumo e INFL Fumo e CIFV Álcool e INFL Álcool e CIFV INFL e CIFV
RP IC95% RP IC95% RP IC95% RP IC95% RP IC95% RP IC95%
Faixa etária
40 a 49 anos 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0
50 a 59 anos 0,15 0,28-0,76 0,45 0,25-0,79 0,41 0,21-0,79 0,29 0,10-0,81 0,14 0,03-0,64 0,84 0,67-1,04
≥60 anos a 0,22 0,10-0,46 0,16 0,07-0,37 a a 0,61 0,48-0,78
Nível econômico
A-B (elevado) 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0
CDE (baixo) 2,87 1,13-7,25 1,13 0,66-1,93 2,90 1,27-6,62 2,37 1,12-5,04 2,72 0,93-7,94 1,68 1,27-2,23
Escolaridade
≥9 anos 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0
5 a 8 anos 1,05 0,43-2,54 1,90 0,97-3,73 1,51 0,68-3,35 1,25 0,62-2,52 1,27 0,48-3,36 1,17 0,86-1,59
≤4 anos 0,75 0,26-2,16 1,72 0,86-3,44 1,56 0,71-3,39 0,51 0,20-1,27 0,56 0,19-1,68 1,24 0,92-1,68
Situação conjugal
Com parceiro(a) 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0
Sem parceiro(a) 2,47 1,10-5,53 1,43 0,95-2,14 1,86 1,16-2,99 2,22 1,18-4,18 1,87 0,84-4,17 1,14 0,94-1,38
Percepção de saúde
Positiva 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0
Negativa 1,32 0,59-3,00 1,41 0,93-2,14 1,21 0,75-1,96 0,95 0,51-1,77 1,21 0,57-2,57 1,34 1,11-1,62
Presença de HA/DM
Não 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0
Sim 0,54 0,23-1,27 1,18 0,77-1,82 1,54 0,91-2,62 0,77 0,41-1,49 0,69 0,32-1,53 0,97 0,80-1,17

INFL: inatividade física no lazer; CIFV: consumo irregular de frutas e de verduras; RP: razão de prevalência; IC: intervalo de confiança.

a: não houve casos prevalentes neste grupo etário

Tabela 5 Análise multivariada da simultaneidade dos comportamentos relacionados à saúde e associação com características sociodemográficas e de comorbidades entre os homens. Cambé-PR, 2012 

Variável Fumo e Álcool Fumo e INA Fumo e CIFV Álcool e INA Álcool e CIFV INA e CIFV
RP IC95% RP IC95% RP IC95% RP IC95 RP IC95% RP IC95%
Faixa etária
40 a 49 anos 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0
50 a 59 anos 1,51 0,87-2,63 1,10 0,74-1,59 0,08 0,74-1,57 0,91 0,64-1,28 0,93 0,67-1,29 0,76 0,65-0,89
≥60 anos 0,43 0,17-1,07 0,59 0,36-0,98 0,75 0,47-1,21 0,30 0,16-0,55 0,35 0,20-0,61 0,57 0,46-0,70
Nível econômico
A-B (elevado) 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0
CDE (baixo) 2,72 1,44-5,13 1,59 1,04-2,42 1,95 1,24-3,06 1,04 0,73-1,49 1,28 0,91-1,80 1,07 0,91-1,26
Escolaridade
≥9 anos 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0
5 a 8 anos 1,53 0,68-3,45 2,01 1,10-3,67 2,62 1,36-5,04 1,40 0,87-2,26 1,15 0,77-1,73 1,44 1,13-1,83
≤4 anos 1,31 0,56-3,09 1,96 1,06-3,62 2,21 1,09-4,45 1,47 0,87-2,48 1,01 0,64-1,60 173 1,35-2,21
Situação conjugal
Com parceiro(a) 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0
Sem parceiro(a) 0,91 0,48-1,73 1,56 1,07-2,27 1,71 1,20-2,42 0,95 0,62-1,47 0,94 0,62-1,41 1,27 1,07-1,51
Percepção de saúde
Positiva 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0
Negativa 1,25 0,76-2,06 1,40 1,01-1,94 1,38 1,01-1,89 1,46 1,07-1,99 1,19 0,88-1,59 1,42 1,24-1,63
Presença de HA/DM
Não 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0
Sim 1,09 0,67-1,77 0,99 0,71-1,37 1,09 0,80-1,50 1,04 0,77-1,42 0,97 0,73-1,30 0,94 0,82-1,09

INA: inatividade física no lazer; CIFV = consumo irregular de frutas e de verduras; RP: razão de prevalência; IC: intervalo de confiança

A faixa etária foi a variável independente que apresentou maior número de associações com as combinações de comportamentos analisadas. Nas mulheres, a faixa etária esteve associada a todas as combinações. Nos homens, observou-se associação da faixa etária com as seguintes variáveis: fumo com inatividade física no lazer, consumo abusivo de álcool com inatividade física no lazer, consumo abusivo de álcool com consumo irregular de frutas e de verduras e inatividade física no lazer com consumo irregular de frutas e verduras. Em todos os casos mencionados, a prevalência foi superior entre os sujeitos entre 40 e 49 anos).

O nível econômico se mostrou associado a ambos os sexos nas combinações fumo com consumo abusivo de álcool e fumo com consumo irregular de frutas e de verduras. Nas mulheres, houve também associação do consumo abusivo de álcool com a inatividade física no lazer e da inatividade física no lazer com o consumo irregular de frutas e verduras. Entre os homens, foi do fumo com a inatividade física no lazer. Em todas as combinações citadas, os sujeitos com menor nível econômico apresentaram maior prevalência nas combinações mencionadas.

O nível de escolaridade não se mostrou associado a nenhuma combinação de comportamentos nas mulheres. Entre os homens, esteve associado ao fumo com a inatividade física no lazer, ao consumo abusivo de álcool com inatividade física e à inatividade física com o consumo irregular de frutas e de verduras. Nesses casos, os sujeitos com menor escolaridade apresentavam maior prevalência das combinações de comportamentos.

A situação conjugal se mostrou associada ao fumo com consumo irregular de frutas e de verduras em ambos os sexos. Foram ainda observadas duas associações específicas para cada sexo: nas mulheres para fumo com consumo abusivo de álcool e para consumo abusivo de álcool com inatividade física no lazer; nos homens para fumo com inatividade física no lazer e para fumo com consumo irregular de frutas e de verduras. Para as combinações mencionadas, a prevalência foi superior entre os que vivem sem parceiros.

A percepção de saúde esteve associada a ambos os sexos para inatividade física com o consumo irregular de frutas e de verduras, sendo esta a única associação encontrada, nessa variável independente, entre as mulheres. Nos homens, outras três combinações estiveram associadas: fumo com inatividade física no lazer, fumo com consumo irregular de frutas e de verduras e consumo abusivo de álcool com inatividade física no lazer. A prevalência dessas combinações foi superior entre aqueles que referiram pior percepção de saúde.

A presença de hipertensão arterial e/ou diabetes não esteve associada a nenhuma das combinações investigadas, em nenhum dos sexos.

DISCUSSÃO

Este estudo teve como objetivo verificar a prevalência simultânea de comportamentos relacionados à saúde e analisar a sua associação com condições sociodemográficas e de saúde na população com 40 anos ou mais de idade de um município de médio porte da região Sul do Brasil. Nossos achados indicaram elevada prevalência de comportamentos combinados, além de importantes associações entre as combinações investigadas e as variáveis sociodemográficas e de saúde.

Isoladamente, observou-se que, entre os comportamentos investigados, a inatividade física no lazer foi o mais prevalente, o que é condizente com outros estudos10,11. Vale mencionar que a inatividade física tem sido referida como um dos fatores mais relevantes ao risco atribuível de certos agravos, especialmente das doenças crônicas12. O fato de que, entre os comportamentos analisados, apenas a inatividade física no lazer não apresenta diferença entre os sexos reforça a influência da questão do gênero no comportamento humano13.

Apenas cerca de 10% dos sujeitos não apresentaram nenhum comportamento de risco. No entanto, a proporção de sujeitos expostos a três ou quatro comportamentos de risco foi de cerca de 20%. A proporção encontrada de nenhum comportamento foi inferior a de outros estudos; já a prevalência de três ou quatro comportamentos foi superior ao encontrado na literatura. Em relação aos homens, entre os com menor nível econômico e escolaridade, assim como entre os mais jovens e os com percepção negativa de saúde, a proporção de sujeitos com três ou quatro comportamentos de risco foi superior. Apesar de algumas diferenças metodológicas, inclusive com relação aos fatores investigados, outros estudos obtiveram resultados semelhantes14-16.

Não foi observada associação entre a presença de diabetes e/ou hipertensão com o somatório dos comportamentos, sendo elevada a prevalência de sujeitos (cerca de 20%) com pelo menos uma dessas enfermidades que apresentavam três ou quatro comportamentos de risco. Considerando os posicionamentos de órgãos internacionais propositores de políticas de controle dessas enfermidades17, a modificação desse quadro se configura como um importante desafio para a saúde pública brasileira18.

Exceto para a combinação inatividade física no lazer e consumo abusivo de álcool, todas as demais estiveram associadas de maneira significativa, reforçando que os comportamentos investigados apresentam algum tipo de inter-relação. Do mesmo modo, o contexto pode levar a associação entre outros comportamentos, por exemplo, o tabagismo e o consumo abusivo de álcool, sugerindo que pessoas preocupadas em manter ou em adotar um estilo de vida saudável tendem a planejar ações não isoladas em um dado comportamento3.

Em todas as combinações possíveis, houve maior prevalência entre os homens. Em geral, estudos que avaliam a simultaneidade de comportamentos de risco também observaram maior prevalência entre os homens14,16. Entretanto, investigação com estudantes universitários brasileiros encontrou maior proporção de três ou quatro fatores de risco comportamentais entre as mulheres19. Provavelmente essa diferença se deva às características etárias da população estudada.

De qualquer modo, há de se considerar a questão de gênero intrinsicamente envolvida nesse cenário. Parte da baixa adesão às medidas de prevenção ou de tratamento de saúde se explica por questões culturais, relacionadas inclusive aos estereótipos de gênero e pelo entendimento da doença ou da preocupação com a própria saúde como sinal de fragilidade20. Esse quadro influencia uma maior procura aos serviços de saúde por parte das mulheres21.

Observando-se os fatores associados às combinações possíveis dos comportamentos investigados, importantes associações foram encontradas em ambos os sexos. A faixa etária foi a variável independente com maior número de associações com as combinações investigadas. Em todos os casos, os sujeitos com 60 anos ou mais apresentaram menor prevalência. Em função do delineamento transversal do estudo, não é possível saber se os sujeitos com maior faixa etária modificaram o seu comportamento ou se apresentavam, quando mais jovens, o mesmo padrão de estilo de vida de hoje. A única informação que pode auxiliar a compreensão desse resultado se refere aos ex-fumantes. Entre os sujeitos com 60 anos ou mais, 39,4% referiram ser ex-fumantes (dados não apresentados), o que reforça a primeira hipótese, ou seja, é possível que muitos dos sujeitos com maior idade tenham comportamentos mais saudáveis atualmente do que no passado.

Além do mais, é possível que o estilo de vida das pessoas inseridas formalmente no mercado de trabalho, que estão concentradas nas faixas etárias mais baixas, dificulte a adoção de alguns comportamentos considerados saudáveis. Todavia, a mudança comportamental com o aumento da idade e o impacto do trabalho sobre o estilo de vida necessitam de investigações específicas.

Os sujeitos com menor nível econômico apresentaram maior prevalência de comportamentos combinados. Esses dados aumentam a responsabilidade do sistema público brasileiro no enfrentamento do problema dos comportamentos de risco, já que boa parte das pessoas com baixo nível econômico é usuária exclusiva do Sistema Único de Saúde22.

Também a escolaridade se mostrou associada a importantes combinações de comportamentos investigados. Os sujeitos com menor escolaridade apresentarem maior prevalência dos comportamentos de risco, o que também está de acordo com a literatura, havendo inclusive a possibilidade de que parte dessa situação se dê função de uma maior dificuldade dessas pessoas em compreender as mensagens educativas de promoção da saúde23. Vale mencionar que essas informações são ajustadas pelas demais variáveis demográficas e de saúde, ou seja, em parte há um efeito isolado da escolaridade, que não se explica somente pelo menor nível econômico. A relação entre não ter companheiro(a) e a maior prevalência de algumas combinações investigadas é possível que esteja associada à questão do apoio social, já que pessoas com condição afetiva estável normalmente apresentam maior nível de apoio social percebido e esta pode ser uma variável importante na adoção de comportamentos saudáveis24.

A percepção de saúde se mostrou associada em apenas uma das combinações possíveis entre as mulheres e em quatro nos homens. Nesses casos, aqueles sujeitos que percebiam sua saúde de maneira negativa apresentaram maior prevalência. A autopercepção de saúde tem sido referida como um indicador objetivo de saúde25. No presente estudo, essa relação ficou mais clara entre os homens e mostrou que aqueles com comportamentos mais positivos apresentam melhor percepção de sua própria saúde.

A presença de diabetes e/ou hipertensão não se associou a nenhuma das combinações investigadas. No entanto, sabe-se que, a prevalência de diabetes e hipertensão tende a ser superior entre os sujeitos com determinados comportamentos de risco à saúde, quando comparados aos sujeitos com comportamentos mais saudáveis. Assim, esses dados podem ser explicados parcialmente pela causalidade reversa, ou seja, algumas pessoas com doença podem ter adotado comportamentos mais saudáveis para tratarem sua condição clínica.

Considerando os múltiplos determinantes e a complexidade do comportamento humano, este estudo reforça a ideia de que, na maioria das vezes, um comportamento negativo acaba se associando a outros comportamentos. Foi elevada a proporção de sujeitos que apresentaram pelo menos dois comportamentos de risco. Levando-se em conta a relação entre os comportamentos com o quadro atual de saúde, principalmente com a elevada prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, as políticas públicas que têm como foco a mudança do comportamento deveriam considerar essa informação. Mesmo havendo especificidades importantes em cada comportamento, sugere-se que as estratégias foquem a mudança de comportamento como um todo e não se limitem às ações pontuais para cada comportamento, estabelecendo, assim, estratégias mais amplas de promoção da saúde.

Além disso, ações específicas voltadas aos homens, aos sujeitos com menor idade, aos mais pobres e aos sem parceiros(as) podem ser importantes e deverão envolver aspectos amplos, como a modificação do imaginário dos homens e dos mais jovens com relação aos comportamentos relacionados à saúde e a criação de estratégias que aumentem a possibilidade de as pessoas com menor nível econômico adotarem comportamentos considerados positivos para a saúde.

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