Síndrome da embolia gordurosa: achados de TC de tórax

Síndrome da embolia gordurosa: achados de TC de tórax

Autores:

Alessandro Graziani,
Chiara Carli Moretti,
Federica Mirici Cappa

ARTIGO ORIGINAL

Jornal Brasileiro de Pneumologia

versão impressa ISSN 1806-3713versão On-line ISSN 1806-3756

J. bras. pneumol. vol.44 no.3 São Paulo maio/jun. 2018

http://dx.doi.org/10.1590/s1806-37562017000000324

A síndrome de embolia gordurosa (SEG), caracterizada pela combinação de insuficiência respiratória aguda, envolvimento do sistema nervoso central e petéquias, pode ocorrer após um trauma ou secundária a alguma doença.1,2 Aqui, descrevemos o caso de uma mulher de 72 anos de idade, internada em nosso hospital devido a fratura pertrocantérica traumática do fêmur esquerdo. A paciente apresentava história clínica de lúpus eritematoso sistêmico, positividade para anticorpos antifosfolípides, trombose venosa profunda, uso de marca-passo com sensor de demanda ventricular e troca valvar aórtica por estenose grave. Na admissão, ela estava hemodinamicamente estável. Trinta e seis horas depois, foi submetida a cirurgia ortopédica envolvendo o uso de pinos do tipo gamma. No primeiro dia de pós-operatório, apresentava dispneia aguda, confusão e agitação. Seus sinais vitais foram os seguintes: pressão arterial, 100/60 mmHg; FC, 103 bpm; temperatura, 37,1; FR, 26 ciclos/min; e SpO2, 75% no ar ambiente. A TC com contraste do tórax excluiu embolia da artéria pulmonar e revelou opacidades em vidro fosco perifericamente localizadas e consolidações bilaterais segmentadas, além de dilatação de artéria pulmonar, átrio direito e ventrículo direito (Figuras 1 e 2). Dez dias depois, uma TC de controle mostrou a regressão completa das lesões (Figura 3). Portanto, os achados na TC podem refletir a fisiopatologia da SEG e contribuir para o seu diagnóstico.3

Figura 1 TC do tórax revelando opacidades em vidro fosco perifericamente localizadas e consolidações bilaterais segmentadas. 

Figura 2 TC com contraste do tórax mostrando dilatação da artéria pulmonar. 

Figura 3 TC de controle mostrando a completa regressão das lesões. 

REFERÊNCIAS

1 Akhtar S. Fat embolism. Anesthesiol Clin. 2009;27(3):533-50, table of contents.
2 Gurd AR, Wilson RI. The fat embolism syndrome. J Bone Joint Surg Br.1974;56B(3):408-16.
3 Malagari K, Economopoulos N, Stoupis C, Daniil Z, Papiris S, Müller NL, et al. High-resolution CT findings in mild pulmonary fat embolism. Chest. 2003;123(4):1196-201.
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