Tecnologias em saúde e suas contribuições para a promoção do aleitamento materno: revisão integrativa da literatura

Tecnologias em saúde e suas contribuições para a promoção do aleitamento materno: revisão integrativa da literatura

Autores:

Naélia Vidal de Negreiros da Silva,
Cleide Maria Pontes,
Nayara Francisca Cabral de Sousa,
Maria Gorete Lucena de Vasconcelos

ARTIGO ORIGINAL

Ciência & Saúde Coletiva

versão impressa ISSN 1413-8123versão On-line ISSN 1678-4561

Ciênc. saúde coletiva vol.24 no.2 Rio de Janeiro fev. 2019

http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232018242.03022017

Abstract

Technologies can be promoters of breastfeeding. The scope of this review is therefore to identify health technologies and their contribution to the promotion of breastfeeding. A search was conducted in the following databases: Lilacs, SCOPUS, Medline and CINAHL, using the key words “breastfeeding,” “technology” and “health promotion.” The final sample consisted of 24 original articles, among which 19 technologies were identified and classified in managerial, educational and healthcare groupings. Educational technologies were predominant (12) and presented greater contributions to the promotion of breastfeeding. The combination of different technologies has revealed positive results in maintaining breastfeeding. The lack of studies with the use of managerial technologies during the lactation process, as well as the development of other research that prove the effects of each technology on increasing the prevalence of breastfeeding, was clearly detected in the review.

Key words Breastfeeding; Technology; Health promotion

Introdução

A última pesquisa sobre a prevalência de aleitamento materno, nas capitais brasileiras e Distrito Federal, em 2008, revelou que a duração mediana do aleitamento materno exclusivo e do período total de amamentação foi 54,1 e 341,6 dias, respectivamente1. Esses resultados confrontam as recomendações preconizadas pela Organização Mundial de Saúde – amamentação exclusiva até o sexto mês de vida e manutenção do aleitamento materno até dois anos, ou mais, com introdução de alimentos saudáveis –, apesar das campanhas e ações dos órgãos governamentais e não governamentais de incentivo ao aleitamento materno, em todo território nacional1,2.

As evidências científicas comprovam que o aleitamento materno proporciona vários benefícios, entre eles, cita-se: proteção à saúde da mulher e da criança; diminuição da morbimortalidade infantil associada à desnutrição e obesidade; contribuição com a qualidade do meio ambiente ao reduzir a produção de resíduos; cooperação com a economia financeira da família e do Estado; e melhoria da saúde da sociedade. Porém, é notório afirmar, que amamentar é uma prática complexa uma vez que a mulher e a sua família podem receber estímulos desencadeadores ao desmame precoce, tais como: influências das crenças e mitos; pouco ou limitado apoio dos serviços de saúde; condutas impróprias pelos fabricantes e distribuidores de fórmulas infantis; falta de proteção e incentivo ao aleitamento materno no ambiente laboral3.

No sentido de contribuir com a prática da amamentação, ações de educação em saúde por meio do diálogo, entre os usuários e profissionais, com auxílio de tecnologias, podem possibilitar a construção do conhecimento coletivo, desde que os saberes e a realidade desse público sejam respeitados, podendo dessa maneira, haver mudança de atitude4. Assim, as tecnologias são ferramentas/ações que podem trazer contribuições para a promoção do aleitamento, entre elas: ampliação do acesso a informações sobre saúde5,6, apoio às mães nas questões relativas ao aleitamento materno6 e aumento das taxas e do tempo de duração da prática de aleitar7.

As tecnologias são produtos ou processos que permitem o envolvimento dos profissionais na prestação do cuidado ao usuário e no desenvolvimento do processo de educação em saúde, contribuindo para o fornecimento de informações relevantes ao público-alvo8. Na promoção do aleitamento materno, as ações de educação em saúde exigem engajamento e comprometimento da equipe de saúde envolvida na assistência à mulher e a sua família. Por outro lado, o apoio/acolhimento/orientação por parte dos profissionais da saúde pode ser determinante para o início e continuidade da amamentação9.

As tecnologias em saúde são resultados provenientes de conhecimentos científicos para a produção de bens materiais, ou não, utilizadas durante a intervenção em situação prática do dia a dia e/ou no âmbito da pesquisa, buscando a resolução de problemas humanos e estruturais relacionados à saúde10,11. Elas podem também ultrapassar outras dimensões, permitindo aos profissionais repensar no processo de trabalho, sua dinamicidade, no intuito de melhorar a qualidade do serviço prestado ao usuário12. Por isso, uma concepção mais abrangente de tecnologia considera que o vínculo entre usuário-trabalhador é um trabalho vivo, um processo de relações humanas que resulta a corresponsabilização dos atores envolvidos na produção do cuidado em saúde, tendo como fim a solução de um problema. Assim, os momentos de fala e escuta na prestação desse cuidado devem respeitar a autonomia e incorporar os saberes dos usuários de saúde13.

Os pesquisadores da saúde classificam as tecnologias em: 1) gerenciais – conjunto de ações teórico-práticas para administrar as ações e serviços de saúde, cujo objetivo é intervir nas práticas profissionais com a finalidade de melhorar a sua qualidade (manuais, rotinas institucionais, acolhimento e vínculo); 2) educacionais – conjunto sistemático de conhecimento científico que permite planejar, executar, controlar e acompanhar o processo educacional formal ou informal, e, assim, favorecer a construção e reconstrução do conhecimento (cartilhas, folhetos, vídeos); 3) tecnologias assistenciais (TA) – conjunto de saberes técnico-científicos sistematizados, processuais e instrumentais, o qual possibilita a promoção da qualidade da assistência à saúde ao cliente (teorias e escalas)8,10,14,15.

A equipe envolvida na assistência à saúde pode prestar o cuidado à mulher e à sua família e/ou desenvolver atividades educativas promotoras do aleitamento materno por meio dessas tecnologias. Portanto, a identificação do tipo de tecnologias e suas contribuições podem auxiliar a redirecionar as práticas educativas e de cuidado vigentes voltadas para a saúde materno-infantil. Ademais, podem indicar lacunas no conhecimento quanto ao tipo de tecnologia ou pesquisa empregada e resultados referentes à temática. Nessa perspectiva, o objetivo deste estudo foi identificar as tecnologias em saúde e suas contribuições para a promoção do aleitamento materno.

Método

Estudo de revisão integrativa da literatura, que permite a identificação e a síntese de várias publicações, e possibilita por meio da identificação de lacunas no conhecimento, a análise mais específica de determinado fenômeno e o rápido acesso aos resultados de pesquisas para auxiliar, mediante o saber crítico, na tomada de decisão no cenário do cuidado16,17.

O percurso metodológico desta revisão integrativa foi alicerçado nas seguintes etapas: 1) identificação da questão norteadora, estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão dos artigos, busca nas bases de dados para identificação dos estudos; 2) categorização dos estudos e extração dos dados; 3) avaliação dos estudos incluídos na revisão; 4) discussão e interpretação dos resultados; 5) síntese das informações evidenciadas nos artigos18,19. A questão norteadora desse estudo foi a seguinte: quais as tecnologias em saúde utilizadas ou desenvolvidas pela equipe multidisciplinar e suas contribuições para a promoção do aleitamento materno?

Os critérios de inclusão estabelecidos foram: artigos originais que respondessem a questão norteadora dessa revisão, disponíveis na íntegra, publicados em português, inglês ou espanhol, entre os anos de 2004 e 2014. Esta delimitação temporal levou em consideração a criação, em 2004, da Rede de Tecnologias Sociais que objetivou mobilizar a sociedade para discutir, de maneira inclusiva, sobre tecnologias capazes de promover a melhoria da qualidade de vida das pessoas11. As teses, dissertações, monografias, editoriais, artigos de revisão (narrativa, sistemática e integrativa), resumos de eventos, relatos de caso ou de experiência foram excluídos desta pesquisa.

A busca dos artigos nas bases de dados, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), Scopus, Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (Medline) e Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature (CINAHL), ocorreu em julho de 2014, a partir da associação dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e Medical Subject Headings (MeSH) por meio do operador booleano and: aleitamento materno/breast feeding; promoção da saúde/health promotion; tecnologia/ technology.

O número de publicações encontrado, nesta revisão, foi determinado pelo cruzamento entre os três descritores controlados, exceto na base de dados LILACS por esta não ter originado nenhum resultado. Nesta base, optou-se por associar os descritores aos pares (Tabela 1).

Tabela 1 Publicações sobre tecnologias desenvolvidas ou utilizadas para a promoção do aleitamento materno entre 2004 e 2014. 

Cruzamentos LILACS SCOPUS MEDLINE CINAHL TOTAL
Aleitamento materno AND tecnologia 06 -- -- -- 06
Aleitamento materno AND promoção da saúde 100 -- -- -- 100
Aleitamento materno AND promoção da saúde AND tecnologia -- 667 589 313 1569
Amostra 106 667 589 313 1675

Como resultado dos cruzamentos dos descritores, 1.675 publicações foram identificadas. Em seguida, foram lidos todos os títulos, e por não haver palavras ou ideias correlacionadas à temática do estudo foram excluídas 1037 publicações, restando 638 para análise dos resumos. A partir dessa análise, 49 artigos foram pré-selecionados para a leitura do texto completo. Após a verificação criteriosa, em resposta a questão norteadora dessa revisão e aos critérios de inclusão estabelecidos, 29 artigos foram submetidos à análise do rigor metodológico, segundo os critérios do Critical Appraisal Skills Programme (CASP)20, a partir da qual 24 artigos foram classificados na categoria A. Portanto, a amostra final foi composta por 24 artigos originais (Figura 1).

Figura 1 Descrição das etapas de seleção dos artigos incluídos na revisão integrativa. 

Alguns desses artigos selecionados estavam indexados em mais de uma base de dados e, por esse motivo, foram contabilizados uma vez conforme a primeira base de dados selecionada, de acordo com a ordem de busca: Lilacs, Scopus, Medline e CINAHL.

Para a extração dos dados, adaptou-se um instrumento validado no Brasil21 com os seguintes itens: autores, ano, bases de dados, periódico, país, características metodológicas dos artigos e resultados alcançados.

Na avaliação do rigor metodológico das publicações, utilizou-se um instrumento adaptado do CASP20 composto por dez itens a partir dos quais os estudos são classificados em duas categorias – A e B – de acordo com a pontuação obtida. Aqueles que conseguem entre 10 e seis pontos pertencem à categoria A – estudos de boa qualidade metodológica e viés reduzido; os da categoria B – estudos com qualidade metodológica satisfatória, mas com potencial de viés aumentado – alcançam o mínimo de cinco pontos. Quanto ao nível de evidência, as publicações foram avaliadas segundo o conceito proposto pela Prática Baseada em Evidências, classificadas em sete níveis22.

A fim de facilitar a visualização e compreensão das informações registradas nos artigos, uma síntese será apresentada em um quadro como também a classificação das tecnologias, presentes nos artigos, será resumida em uma figura. Essa classificação das tecnologias10 – gerenciais, educacionais e assistenciais– direcionará a discussão e a interpretação dos resultados.

Resultados

Dos 24 artigos23-46 incluídos na revisão integrativa (Quadro 1), 12 encontravam-se na base de dados SCOPUS28-31; 21 haviam sido publicados nos últimos cinco anos24-27,21-41,43-46; oito em periódicos dos EUA29,33-35,39,43,44,46 e do Reino Unido28,30-32,36-38,42. Quanto à área de atuação dos pesquisadores, havia 13 publicações25-28,32,35-39,42,44,45 na enfermagem; onze23,29,33,36,39,41,45,46 na medicina; três24,39,43 na psicologia; e duas em cada uma das seguintes áreas: fonoaudiologia e odontologia24,40, nutrição24,34 e informática35,37.

Quadro 1 Síntese das informações evidenciadas nos artigos selecionados da revisão integrativa, entre os anos de 2004 e 2014, de acordo com autores, ano e país de publicação, base de dados, objetivo, tipo de estudo, tecnologia e contribuições para a promoção do aleitamento materno. 

Autores /Ano País da publicação Base de dados Objetivo Tipo de estudo Tecnologia Contribuições para a promoção do aleitamento materno (AM)
Junior, Martinez23 2007 Brasil LILACS Avaliar o impacto de um modelo de incentivo ao aleitamento materno baseado no apoio e orientação de mães de recém-nascidos pré-termo nas taxas de aleitamento materno nos primeiros seis meses após a alta hospitalar. Ensaio clínico randomizado Aconselhamento; vínculo profissional e usuário Aumento das taxas de AM
Brasileiro et al.24 2010 Brasil LILACS Investigar se mães trabalhadoras formais, participantes de um programa de incentivo ao aleitamento materno, mantêm a amamentação por mais tempo do que mães que não têm esse apoio após o retorno ao trabalho. Quase-experimental Aconselhamento; vínculo profissional e usuário Aumento das taxas de AM
Linhares et al.25 2013 Brasil LILACS Identificar as estratégias para promoção do aleitamento materno em mulheres grávidas, as mulheres que amamentam e os atores da rede de apoio social para o processo de amamentação. Pesquisa-ação Vínculo profissional e usuário Discussão sobre a prática do AM
Oliveira, Pagliuca26 2013 Brasil LILACS Descrever o processo de avaliação de tecnologia educativa, com relação aos aspectos de conteúdo da literatura de cordel sobre amamentação. Descritivo Literatura de cordel Avaliação de tecnologia
Rodrigues et al.27 2013 Brasil LILACS Validar o conteúdo e aparência do álbum seriado “Eu posso amamentar meu filho” junto às puérperas internadas no alojamento conjunto. Descritivo Álbum seriado Avaliação de tecnologia
Hauck et al.28 2007 Reino Unido SCOPUS Avaliar os efeitos de um jornal sobre a prevalência do aleitamento materno, e as percepções de conselhos conflitantes, auto-gestão e auto-eficácia para aleitamento materno desde o nascimento até 12 semanas após o parto. Quase-experimental Jornal; aconselhamento; Breastfeeding Self-Efficacy Scale-Short Form (BSES-SF) Nenhum efeito sobre a duração ou taxa de AM
Whelan, Kearney29 2010 EUA SCOPUS Descrever uma avaliação do teste piloto de uma produção de teatro-fórum para a sensibilização da amamentação. Descritivo Teatro-fórum Discussão sobre a prática do AM
Labarère et al.30 2011 Reino Unido SCOPUS Avaliar a eficácia de uma intervenção baseada em CD-ROM para o aumento das taxas de aleitamento materno. Quase-experimental CD-ROM Nenhum efeito sobre a duração ou taxa de AM
Pannu et al.31 2011 Reino Unido SCOPUS Determinar o efeito de mães que receberam material de promoção da saúde e de educação pré-natal e / ou pós-natal sobre os resultados da amamentação em Perth, Austrália Ocidental. Coorte Vídeo; aconselhamento; folheto Aumento das taxas de AM
Kronborg et al.32 2012 Reino Unido SCOPUS Avaliar o efeito de um programa de treinamento pré-natal para o conhecimento, auto-eficácia e os problemas relacionados ao aleitamento materno e sua duração. Ensaio clínico randomizado Filme; aconselhamento Nenhum efeito sobre a duração ou taxa de AM
Tornese et al.33 2012 EUA SCOPUS Analisar a relação entre o escore LATCH avaliado nas primeiras 24 horas de vida e após o parto e identificar um ponto de corte para o escore, a fim de identificar as mulheres com maior risco de aleitamento não exclusivo que podem precisar de apoio adicional para a amamentação. Coorte Método LATCH (Latches, Audible, Type, Comfort, Help) Detecção de necessidade de apoio adicional para a prática do AM.
Witt et al.34 2012 EUA SCOPUS Avaliar o impacto da intervenção de um consultor de lactação pós-parto em uma prática pediátrica para melhorar o apoio à amamentação. Caso-Controle Aconselhamento Aumento das taxas de AM; Redução da introdução de outros alimentos à dieta do bebê.
Edwards et al.35 2013 EUA SCOPUS Desenvolver e avaliar um agente de computador interativo em animação projetado para fornecer informações e apoio a amamentação às mães interessadas em amamentar. Ensaio clínico randomizado Computador interativo; Iowa Infant Feeding Attitude Scale (IIFAS); Breastfeeding Self-Efficacy Scale-Short Form(BSES-SF) Nenhum efeito sobre a duração ou taxa de AM
Donnan et al.36 2013 Reino Unido SCOPUS Obter modelos de previsão tanto para a iniciação e interrupção do aleitamento materno utilizando variáveis demográficas, psicológicas e obstétricas. Coorte Iowa Infant Feeding Attitude Scale (IIFAS); teoria do comportamento planejado Detecção de necessidade de apoio adicional para a prática do AM.
Giles et al.37 2014 Reino Unido SCOPUS Avaliar a eficácia de uma intervenção em meio escolar projetado para melhorar as motivações dos jovens para amamentar. Ensaio clínico randomizado Aconselhamento; teoria do comportamento planejado (questionário) Aumento de intenções e atitudes positivas para amamentar; redução da introdução de outros alimentos à dieta do bebê.
Hannula et al.38 2014 Reino Unido SCOPUS 1. Avaliar o impacto do apoio intensificado para a amamentação durante o período perinatal. Quase-experimental Aconselhamento; vínculo profissional e usuário; website; Método LATCH (Latches, Audible, Type, Comfort, Help); Iowa Infant Feeding Attitude Scale (IIFAS) e Breastfeeding Self-Efficacy Scale-Short Form (BSES-SF) Aumento das taxas de AM
Jiang et al.39 2014 EUA SCOPUS Avaliar o efeito de uma intervenção por mensagens de texto no celular sobre as práticas de alimentação infantil. Quase-experimental Mensagens de texto no celular Aumento das taxas de AM; redução da introdução de outros alimentos à dieta do bebê.
Corrêa et al.40 2013 Brasil MEDLINE Descrever o desenvolvimento e a avaliação do conteúdo do site referente às funções orais apresentados no “Portal babies”. Descritivo Website Desenvolvimento e avaliação de tecnologia
Charkazi et al.41 2013 Índia MEDLINE Investigar a situação de aleitamento materno nos dois primeiros anos de vida dos bebês e os fatores que influenciaram através do modelo BASNEF (behavior, attitudes, subjetive norms and enabling factores). Descritivo Modelo comportamental BASNEF (questionário) Atitudes positivas para amamentar
Lin et al.42 2008 Reino Unido CINAHL 2. Analisar a efetividade de um programa de educação pré-natal em aleitamento para primíparas que escolheram parto cesariano eletivo; avaliar a efetividade do encorajamento para práticas positivas para aleitamento em alojamento conjunto e para aumentar o AME no hospital e um mês após o parto. Quase-experimental Vídeo; folheto; escala de atitudes Aumento das taxas de AM; aumento de atitudes positivas para amamentar.
Dyson et al.43 2010 EUA CINAHL Analisar fatores psicológicos que influenciam a intenção de amamentar entre adolescentes que esperam o primeiro bebê e que vivem em áreas urbanas desfavorecidas na Inglaterra. Descritivo Teoria do comportamento planejado (questionário) Discussão sobre a prática do AM
Ho, McGranth44 2011 EUA CINAHL Explorar atitudes de mães tailandesas e variáveis sociodemográficas para continuação do aleitamento em seis semanas de pós-parto. Coorte Iowa Infant Feeding Attitude Scale (IIFAS) Detecção de necessidade de apoio adicional para a prática do AM; discussão sobre a prática do AM.
Dai et al.45 2013 Austrália CINAHL Avaliar a confiabilidade e validade de uma versão chinesa da IIFAS entre as mulheres pós-parto. Coorte Iowa Infant Feeding Attitude Scale (IIFAS) Detecção de necessidade de apoio adicional para a prática do AM
Bonuck et al.46 2014 EUA CINAHL Determinar a afetividade de cuidado primário de intervenções pré e pós-natal para aumentar o aleitamento materno. Ensaio clínico randomizado Aconselhamento; vínculo profissional e usuário Aumento das taxas de AM

Em relação à classificação hierárquica metodológica proposta pela Prática Baseada em Evidências em sete níveis22 foram identificados apenas quatro níveis: cinco artigos23,32,35,37,46 alcançaram o nível 2 (ensaio clínico randomizado); seis24,28,30,38-40 o nível 3 (ensaio clínico sem randomização); seis31,33,34,36,44,45 o nível 4 (estudos de coorte ou caso-controle)e sete25-27,29,40,41,43 o nível 6 (estudo descritivo ou qualitativo).

A maioria dos estudos apresentou mais de uma tecnologia para a promoção do aleitamento materno (Quadro 1). Essas tecnologias descritas nos artigos contemplaram todas as classificações (gerenciais, educacionais e assistenciais)10 adotadas nesta revisão integrativa. Entre as 19 tecnologias encontradas neste estudo, merece destaque o fato de que 12 foram classificadas em educacionais (Figura 2).

Fonte: Adaptado de Nietsche et al.10

Figura 2 Categorização das publicações incluídas na revisão integrativa, segundo classificação e tecnologia utilizada ou desenvolvida para a promoção do aleitamento materno no período de 2004 a 2014. Recife, PE, Brasil, 2015. 

Discussão

Frente aos desafios - pessoais, sociais, culturais - presentes no cotidiano da prática do aleitamento materno, a equipe de saúde prestadora do cuidado à mulher durante o período gravídico-puerperal, tem desenvolvido ou utilizado tecnologias para a promoção dessa prática. Estes recursos são considerados práticos, de fácil aplicação e com inúmeros benefícios à saúde da mulher e da criança15. Podem também contribuir para o aumento de conhecimento, mudança de atitude e adoção de comportamentos mais saudáveis como preconizado pelas ações de promoção da saúde47,48. Portanto, as tecnologias não são apenas equipamentos e artefatos, mas também constituem os saberes que permitem construí-las a partir das relações humanas com finalidades preestabelecidas pelo processo de trabalho12.

A utilização das tecnologias referentes às relações sociais presentes nos processos gerenciais – como o acolhimento, o vínculo, a autonomização e a responsabilização – podem intervir na produção do cuidado12. Essas tecnologias são provenientes das relações humanas com intuito de satisfazer as necessidades dos usuários e valorizar os envolvidos (trabalhador e usuário de saúde) com vistas ao fortalecimento da concretização do cuidado14. Entre as tecnologias gerenciais (TG) citadas, a única identificada nesta revisão foi o vínculo23-25,38,46.

O vínculo como tecnologia, deve ser promovido não apenas entre o usuário e o profissional da saúde, mas entre a mãe e o seu filho para solidificar a competência parental23. Em especial, entre recém-nascidos prematuros, o vínculo precoce entre mãe e filho23 faz parte das boas práticas, garantido em todas as unidades neonatais pela Portaria MS/GM n° 390, de 03 de setembro de 2012, a qual permite aos pais a permanência integral durante a internação do filho, o que tem promovido o aumento nas taxas de aleitamento materno.

Nesta revisão constatou-se que o vínculo entre o profissional e o usuário23-25,38,46 e o aconselhamento sobre amamentação23,24,31,34,38,46 são tecnologias que quando aplicadas proporcionam maiores taxas de aleitamento materno. No entanto, ressalta-se que essas tecnologias, em grande parte, foram desenvolvidas em associação com outras tecnologias por meio de estudos não experimentais, por isso não se pode afirmar a mais eficaz na promoção da amamentação.

Ainda em relação a essas tecnologias – vínculo e aconselhamento –, apenas dois artigos23,46 resultaram de ensaios clínicos randomizados, tipo de estudo que avalia os efeitos de uma intervenção. Tal fato sinaliza a necessidade de desenvolvimento de estudos experimentais bem delineados com a aplicação de tecnologias promotoras do aleitamento materno.

Nesta revisão percebeu-se que as tecnologias educacionais (TE) foram as mais utilizadas e desenvolvidas pelos profissionais da saúde, a saber: aconselhamentos23,24,28,31,32,34,37,38,46, computador interativo35, website38,40, CD-ROM30, mensagens de texto no celular39, teatro-fórum29, filme32, vídeos31,42, literatura de cordel26, álbum seriado27, jornal28 e folheto31,42.

As tecnologias, fundamentadas na perspectiva crítica, criativa e transformadora, são instrumentos usados por educadores para facilitar a formação do conhecimento e proporcionar a participação de todos no processo educativo, em prol do desenvolvimento da autonomia e da construção da cidadania dos envolvidos49.

No âmbito da saúde, o compartilhamento de experiências, entre os profissionais e os pais, pode ser promovido em grupos de apoio, por meio do acolhimento e aconselhamento, a fim de reforçar a competência parental e estreitamento dos vínculos entre pais e filhos recém-nascidos em favor do aleitamento materno25,50. O apoio e a educação em saúde sobre amamentação quando desenvolvidos em conjunto com a tecnologia de aconselhamento individual e em grupo pode impactar no aumento das taxas de amamentação exclusiva51.

Contudo, destaca-se que aconselhar vai além de fornecer informações. Significa comunicar-se de maneira simples e empática, colocando-se o usuário no centro das atenções52. O aconselhamento pode ser difundido por meio do diálogo pedagógico entre profissionais e os usuários. O diálogo por sua vez é essencial para resolução dos problemas de saúde por promover o compartilhamento de saberes populares com os dos especialistas4. Portanto, o diálogo e escuta ativa do profissional deve fazer com que as mulheres sintam-se acolhidas e apoiadas nos aspectos referentes à amamentação52.

O trabalho formal da mulher mãe tem sido apresentado como umas das causas do desmame precoce53, contudo o apoio e o aconselhamento no ambiente laboral, mediante atividades teóricas e práticas em aleitamento materno podem contribuir na manutenção da amamentação exclusiva até o sexto mês de vida da criança. Assim, considerando-se que a licença maternidade ainda é de 120 dias na maioria das instituições brasileiras, programas de incentivo ao aleitamento no ambiente de trabalho durante o retorno das atividades das mulheres podem elevar as taxas de aleitamento materno exclusivo até os seis meses24.

Entre as tecnologias educacionais ressalta-se que as tecnologias da informação e comunicação (TIC) são recursos promissores e têm sido largamente desenvolvidas e aplicadas na área da saúde, como a mensagem de texto no celular39, o computador interativo35, o website38,40 e o CD-ROM30. Essas tecnologias identificadas nos artigos selecionados trazem contribuições positivas à promoção do aleitamento materno e estão relacionadas ao aumento nas suas taxas38,39, à redução da introdução de outros alimentos à dieta do bebê, antes do sexto mês de vida39 e a estudo de desenvolvimento e avaliação de tecnologias na temática40.

A inserção das tecnologias da informação e comunicação no ensino possibilita que o indivíduo busque diferentes fontes de informação, as quais podem ajudar na resolução dos problemas da vida e do trabalho54. Assim, a crescente incorporação de recursos tecnológicos, a partir das necessidades educacionais da sociedade, pode proporcionar aquisição de informações sobre aleitamento materno, promovendo a autonomia dos indivíduos6. E para o usuário usufruir desse aprendizado é preciso avaliações contínuas de usabilidade desses ambientes no sentido de permitir o fácil acesso e a compreensão das tecnologias propostas48.

As tecnologias educativas também podem ser lúdicas, como o teatro-fórum29, o filme32, o vídeo31,42 e a literatura de cordel26. Evidências científicas de estudos experimentais comprovam a eficácia do uso de atividades lúdicas para promoção da saúde, estimulando a compreensão de determinados assuntos de forma prazerosa e reflexiva55. Contudo, entre as tecnologias lúdicas identificadas, apenas o vídeo31 esteve associado ao aumento da taxa de aleitamento materno, enquanto o teatro-fórum29 proporcionou a discussão de aspectos de sua prática.

A tecnologia do teatro-fórum é uma maneira de compartilhar histórias de vida entre os atores e espectadores a partir de um problema social, antimodelo. O público é questionado e convidado a participar da atuação na tentativa de amenizar ou superar a opressão encenada56. Permite ainda a discussão, o debate e o ensaio da realidade, além de promover a consciência crítica quanto aos aspectos envolvidos no aleitamento materno por meio do controle das situações propostas29.

O filme como atividade lúdica, construído a partir de opiniões dos pais sobre aleitamento materno, foi aplicado, no Irã, como um método de treinamento popular sobre esse tema57. Esse princípio empregado na construção desse filme é fundamental no desenvolvimento de tecnologias em atenção ao atendimento das necessidades educacionais do público-alvo6. Por sua vez, os vídeos educativos proporcionam a aquisição de informações em saúde como recurso auxiliar, pois são de fácil acesso e permitem uma compreensão e reprodução das informações58. Entretanto, a aplicação de maneira isolada, dessas tecnologias citadas – o filme e o vídeo – deve ser avaliada, pois se verificou que não contribuíram para a manutenção da amamentação exclusiva57.

Um cordel validado sobre amamentação, para as pessoas com deficiências visuais, disponibilizado em duas modalidades, áudio e impresso, além de reforçar a importância do vínculo entre mãe e filho durante o aleitamento materno, esclarece mitos e tabus sobre essa prática26. Isso indica que as tecnologias voltadas ao público com deficiências podem garantir o direito de acesso às informações de saúde e minimizar os riscos de adoecimento59.

Algumas tecnologias educativas desenvolvidas no formato impresso – álbum seriado27, jornal28 e folheto31,42 – são relevantes por potencializarem a aquisição de informações, visto que há uma carência de cuidados básicos de saúde entre os usuários60. A informação nesse formato está centrada na linguagem escrita e visual, aspectos importantes a serem avaliados após o desenvolvimento das tecnologias, pois o conteúdo e as ilustrações devem ser claros e de fácil compreensão, características fundamentais das tecnologias educacionais27.

Os folhetos31,42, quando aplicados com outras tecnologias, vídeo e aconselhamento, contribuíram no aumento das taxas da prática do aleitar. Tal resultado não foi evidenciado quando a utilização do jornal28 foi associada à tecnologia do aconselhamento. No entanto, outros estudos experimentais necessitam serem desenvolvidos para a confirmação desses resultados.

Ainda em relação ao uso do jornal, pode-se equacionar que os resultados obtidos variam de acordo como as informações foram transmitidas às mulheres e familiares. Muitas vezes, essas informações são fornecidas de forma impositiva e vertical, sem levar em consideração os saberes e as limitações da mulher e dos membros da sua rede social9. Esse aspecto realça a importância do profissional da saúde, ser um facilitador do processo educativo, mediante o diálogo e a escuta ativa, entre pais e familiares sobre assuntos pertinentes a saúde da criança, com a utilização ou não de tecnologias61.

O enfermeiro, nesse contexto, foi o profissional mais envolvido com as pesquisas desta revisão e tem relevante função de mediador das ações de educação em saúde, visto que é o profissional que atua em diversos âmbitos da assistência à saúde – na atenção primária, secundária ou terciária62. A atuação desse profissional está ancorada nos princípios de educação em saúde que evidencia uma prática participativa, dialogada e reflexiva entre os usuários e equipe de saúde. Contudo, na sua prática profissional ainda são identificadas posturas autoritárias, transmissão vertical do conhecimento, negação da subjetividade dos usuários e reprodução do modelo biomédico. Essa postura deve ser repensada por contrariar as propostas da promoção da saúde, pautadas na decisão compartilhada entre usuário e profissional63.

As tecnologias em saúde também empregam elementos centrados em saberes estruturados no processo de trabalho12, como as tecnologias assistenciais (TA), provenientes de investigações, aplicações de teorias e experiências profissionais10, tais quais as selecionadas nesta revisão: Breastfeeding Self-Efficacy Scale - Short Form (BSES-SF)28,35,38, método LATCH (Latches, Audible, Type, Comfort, Help)33,38, Iowa Infant Feeding Attitude Scale (IIFAS)35,36,38,44,45, escala de atitudes42, teoria do comportamento planejado36,37,43 e o modelo teórico comportamental BASNEF41. Essa modalidade de tecnologia apresenta demanda crescente quando comparadas com revisão similar voltada para o aleitamento materno15.

A BSES-SF, conhecida como escala de autoeficácia para a amamentação, é composta por 14 itens baseados nos pressupostos da teoria de autoeficácia de Bandura de 1977. Essa teoria identifica o que as pessoas pensam, sentem e como são motivadas diante de situações que necessitam de persistência para enfrentar uma experiência negativa27. Assim a escala BSES-SF permite identificar por meio dos escores obtidos se a mulher encontra-se disposta a manter o aleitamento materno exclusivo ou apresenta comportamentos favoráveis ao desmame precoce64. Nesse sentido, conforme alguns artigos analisados28,35,38,o aumento da prevalência do aleitamento materno foi associado à autoeficácia, o que reforça a ideia de que a motivação interfere na prática da amamentação.

O método LATCH é uma maneira sistemática de documentar informações sobre a amamentação observada, formado por cinco itens que se referem à pega, à deglutição audível, ao tipo de mamilo, ao conforto da mãe e à necessidade de ela ter ajuda para levar o bebê ao peito65. Para cada item, os escores variam de zero a dois e a pontuação total do método varia de zero a dez. Considera-se uma boa avaliação quando os escores situam-se entre oito e dez66, pois isso indica que houve associação com a manutenção do aleitamento materno exclusivo. Porém, se os escores forem baixos, infere-se que há a necessidade de essa mulher, ainda durante a internação até a alta hospitalar, contar com o apoio adicional a respeito dos aspectos pertinentes à lactação33.

Já a IIFAS composta por 17 itens, permite mensurar, a partir de elementos da teoria do comportamento planejado, atitudes das mulheres referentes à preferência pelo aleitamento materno ou pelo uso de fórmulas lácteas67. A alta pontuação dessa escala, entre 17 e 85 pontos, está associada ao aumento da prevalência de aleitamento materno. Assim, as escalas de atitudes podem ser instrumentos eficientes para determinar a necessidade de apoio adicional à nutriz para o aleitamento materno36,44,45, o aumento de duração dessa prática e as atitudes positivas para a continuidade da amamentação38,42.

Questionários construídos a partir da teoria do comportamento planejado e aplicados em pesquisas36,37,43, consideram que o comportamento final do indivíduo depende da sua intenção de comportamento. Essa teoria considera os seguintes aspectos: as atitudes (fatores individuais), normas subjetivas (pressões sociais) e controle percebido (grau de facilidade ou dificuldade para executar tal comportamento)68. Isso pode ser útil para formular e avaliar intervenções de mudança de comportamento37; prever fatores que interferem na prática da amamentação; e detectar a necessidade de apoio adicional durante a vivência do aleitamento materno36.

Em um dos artigos, verificou-se que os pesquisadores construíram um questionário a partir do modelo comportamental BASNEF, alicerçado em pressupostos da teoria do comportamento planejado. Esse modelo permite afirmar que o conhecimento das nutrizes sobre o aleitamento materno, e o apoio do marido e de sua mãe durante essa prática colaboram para o desenvolvimento de atitudes positivas referentes à adesão à amamentação. Por isso, esses comportamentos devem ser considerados nos programas de incentivo ao aleitamento41.

Considerações finais

Nesta revisão viu-se que as tecnologias em saúde mais predominante foram as tecnologias educacionais e na maioria dos casos em que foram aplicadas, contribuíram para a manutenção do aleitamento materno. Por sua vez, observou-se que as tecnologias assistenciais apresentaram uma demanda crescente e auxiliaram na detecção de apoio adicional à mulher para amamentar, principalmente por meio de escalas. Já as tecnologias gerenciais foram pouco aplicadas e, quando associadas a outras tecnologias, resultaram em efeitos positivos na promoção da amamentação. Assim, essas tecnologias, por contemplarem a dimensão das relações humanas, precisam ser mais exploradas nas pesquisas e na assistência à mulher durante o processo da amamentação, pois esta prática é permeada pela dinâmica relacional entre o usuário de saúde e os profissionais envolvidos na assistência.

Resultados favoráveis também foram verificados à manutenção do aleitamento materno quando houve associação entre tecnologias. Entretanto, foram poucos os estudos que comprovaram os efeitos dessas associações direcionadas ao aumento da prevalência e da duração da amamentação.

Ainda observou-se que o Enfermeiro tem tido um papel relevante na utilização dessas tecnologias para o alcance de melhores taxas de aleitamento materno. Tal fato permite afirma-se que é desafiante e ao mesmo tempo estimulante a aplicação de tecnologias por uma equipe multidisciplinar capaz de promover efeitos significativos nos indicadores da prática de aleitar.

Em síntese, os resultados dessa revisão integrativa revelaram a necessidade de desenvolvimento de outros estudos, com diferentes métodos de pesquisa, relacionados ao uso de tecnologias — educacionais, assistenciais e gerenciais — na promoção do aleitamento materno, podendo contribuir, dessa maneira, na melhoria da qualidade da assistência prestada à mulher/nutriz e sua família.

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