Thinking about cultural care

Thinking about cultural care

Autores:

Gail Low

ARTIGO ORIGINAL

Acta Paulista de Enfermagem

Print version ISSN 0103-2100On-line version ISSN 1982-0194

Acta paul. enferm. vol.28 no.5 São Paulo Sept/Oct. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/1982-0194201500066

Na literatura cultural, sistemas culturais são definidos por um conjunto de regras, ideais e valores, que são apropriados pelos indivíduos e moldam a sua autopercepção e desenvolvimento. Alguns estudiosos afirmam que as pessoas internalizam esses atributos ou qualidades culturais, e suas avaliações sobre si mesmos baseiam-se nessas apropriações culturais. Assim, qualidades importantes em uma dada cultura poderiam influenciar as crenças, percepções e atitudes das pessoas em relação a experiências importantes na vida, como o envelhecimento. Para aprofundar essas noções, eu participei recentemente de um estudo sobre modelos estruturais com atributos ou qualidades importantes nas sociedades canadenses e norueguesas. Esperava-se que qualidades individualistas como autossuficiência e liberdade de amarras sociais melhorariam o modo como o grupo canadense via a si mesmo durante o envelhecimento. Para o grupo norueguês, qualidades coletivistas como relações sociais harmoniosas e ligação a um grande grupo social foram qualidades de melhora.

No entanto, a autossuficiência foi tão importante quanto fazer parte de um grande grupo social, e as relações sociais foram pouco importantes para a percepção do envelhecimento físico no grupo norueguês. A conexão com um grande grupo social teve mais destaque do que a autossuficiência ou liberdade de amarras sociais na percepção de perda psicossocial do grupo canadense. Quando diferentes percepções individuais foram incluídas nos modelos estruturais, observou-se perda nos graus de liberdade e na qualidade do ajuste. Na prática, essas consequências empíricas nos lembram a noção de Leininger de que os significados ou valores individuais são variáveis. Tendo em vista a congruência cultural, as prioridades para a assistência de enfermagem devem ter menos graus de liberdade. Por outro lado, as qualidades de nível nacional não refletem a diversidade nas percepções de nível individual.

Enfermeiros cuidam de pessoas de diferentes origens culturais. Crenças e valores em nível nacional são um ponto de partida razoável para que enfermeiros possam identificar prioridades de cuidados culturalmente apropriadas. No entanto, um ajuste nessas prioridades, que foram inicialmente baseadas em valores pessoais, tem maior chance de melhorar a qualidade do ajuste e a qualidade dos cuidados para indivíduos que são únicos.

Gail Low
RN, BSN, MA (Gerontology), PhD
Associate Professor, Faculty of Nursing, University of Alberta, Alberta, Canada
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