Trabalhar e viver no Brasil

Trabalhar e viver no Brasil

Autores:

Lucia Abelha

ARTIGO ORIGINAL

Cadernos Saúde Coletiva

versão impressa ISSN 1414-462Xversão On-line ISSN 2358-291X

Cad. saúde colet. vol.22 no.4 Rio de Janeiro out./dez. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/1414-462X201400040001

A síndrome do Burnout vem sendo discutida mundialmente e tem ganhado importância crescente na área de saúde pública. Primeiramente descritos por Freudenberger1, o conjunto de sintomas composto por perda de energia, de força, de interesse vem atingindo trabalhadores das mais diversas áreas, causando sofrimento e incapacidade. O artigo Preditores da Síndrome de Burnout em profissionais da saúde na atenção básica de Porto Alegre/RS discute os fatores preditores desta síndrome em trabalhadores da atenção básica,

Ainda no campo das doenças ocupacionais destacamos o artigo Sintomas osteomusculares em taxistas de Rio Branco, Acre: prevalência e fatores associados. As doenças do tecido osteomuscular e do tecido conjuntivo, assim como os transtornos mentais, estão entre as primeiras causas de afastamento do trabalho no Brasil, o que nos obriga a refletir sobre as relações e condições de trabalho2.

No artigo Atenção pós-alta em Hanseníase no Sistema Único de Saúde: aspectos relativos ao acesso na região Nordeste, os autores ressaltam a importância do acesso ao serviço e discutem o conceito de cura, em uma doença de baixa letalidade, porém, com possíveis sequelas físicas. O Brasil é um dos países que permanece com altas taxas endêmicas, sendo que 44% dos novos casos identificados em 2013 foram nos estados de Mato Grosso, Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás, Rondônia e Bahia. As principais áreas endêmicas do país estão nestes seis estados3 , 4 (Figura 1).

Figura 1. Áreas endêmicas de hanseníase no Brasil (2011-2013) 

Procuramos sempre priorizar estudos que abordem problemas e investigações de interesse nacional e internacional sem menosprezar as questões regionais. É compromisso de nosso periódico contribuir para aprimorar o conhecimento sobre as questões de saúde coletiva e levar as reflexões da academia para os serviços locais.

REFERÊNCIAS

Freudenberger HJ. Staff burnout. J Soc Issues. 1974;30:159-65.
Almeida PCA, Barbosa-Branco A. Acidentes de trabalho no Brasil: prevalência, duração e despesa previdenciária dos auxílios-doença. Rev Bras Saúde Ocup. 2011;36(124):195-207.
[No authors listed]. Global leprosy update, 2013: reducing disease burden. Wkly Epidemiol Rec. 2014;36(89):389-400.
World Health Organization (WHO). Cluster analysis of the overall detection rate of leprosy in Brazil for the triennium 2011-2013 [cited 2015 jan 12] Available from:
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