Uso de produtos saneantes: práticas de segurança e situações de risco

Uso de produtos saneantes: práticas de segurança e situações de risco

Autores:

Ana Aurélia Rocha da Silva,
Raquel Souza Passos,
Luiz Alberto Simeoni,
Francisco de Assis Rocha Neves,
Elisa de Carvalho

ARTIGO ORIGINAL

Jornal de Pediatria

versão impressa ISSN 0021-7557versão On-line ISSN 1678-4782

J. Pediatr. (Rio J.) vol.90 no.2 Porto Alegre mar./abr. 2014

http://dx.doi.org/10.1016/j.jped.2013.08.011

Introdução

As intoxicações são responsáveis por uma alta taxa de morbimortalidade na infância. Um ambiente inseguro é fator de risco para intoxicações e lesões em crianças.1 A ingestão acidental de substâncias cáusticas, que estão presentes em muitos produtos saneantes, estão entre as lesões importantes decorrentes de um ambiente inseguro, particularmente em países em desenvolvimento,1 , 2 onde, geralmente, esses casos são subnotificados. Segundo a nova denominação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os produtos saneantes, anteriormente denominados agentes domissanitários, são "substâncias ou preparações destinadas à aplicação em objetos, tecidos, superfícies inanimadas e ambientes, com finalidade de limpeza e afins, desinfecção, desinfestação, sanitização, desodorização e odorização, além de desinfecção de água para o consumo humano, hortifrutícolas e piscinas", compreendendo: 1) produtos de limpeza em geral e afins; 2) desinfetantes, esterilizantes, sanitizantes, desodorizantes, desinfetantes de água para o consumo humano, hortifrutícolas e para piscina; e 3) de-sinfestantes.3

Apesar da subnotificação, há relatos, no Brasil e no mundo, de casos de intoxicação humana e lesões graves por produtos saneantes. Registros da American Association of Poison Control Centers (AAPCC) evidenciam que, no ano de 2009, foram registrados 2.479.355 casos de intoxicação humana, sendo que os produtos de limpeza foram responsáveis por 212.616 (7,4%) de todos os casos, e por 125.394 (9,3%) do total de casos em crianças menores de cinco anos, abaixo apenas dos cosméticos (13,0%) e dos analgésicos (9,7%).4 No Brasil, dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas (SINITOX) revelam que, naquele mesmo ano, houve notificações de 100.391 casos de intoxicação humana, sendo 10.675 (10,63%) causadas por domissanitários, sendo a metade (5.091 casos) em menores de cinco anos.5 Dados brasileiros e mundiais corroboram uma maior prevalência desses acidentes em menores de cinco anos e em crianças do gênero masculino.2 , 6 , 7

Dentre os produtos saneantes, merecem destaque os que contêm substâncias cáusticas, por causarem lesões graves no trato digestório, podendo levar a um risco aumentado para o desenvolvimento de câncer esofágico.8 Além disso, a ingestão de produtos cáusticos permanece como a principal causa de estenose esofágica grave em crianças, representando a segunda maior causa de substituição esofágica nessa faixa etária,9 apresentando uma dificuldade maior de tratamento dilatador e maior taxa de recorrência, quando comparada a outros tipos de estenoses esofágicas.10

Na faixa etária pediátrica, a maioria dos casos ocorre de forma acidental. O armazenamento dos produtos de limpeza em local inadequado, bem como sua forma de utilização, tem sido apontado como possível fator de risco para que esses acidentes ocorram.11 A maioria dos acidentes acontece em casa12 , 13 e em casa de parentes,12 onde as crianças estão expostas a substâncias tóxicas armazenadas inadequadamente.14 Outras condições sociodemográficas associadas à ingestão de cáusticos têm sido identificadas, tais como: baixo nível educacional materno, família numerosa, idade materna menor que 30 anos e mãe que trabalha fora.12

No Brasil, não existem estudos que demonstrem as práticas de utilização desses produtos nos domicílios e que possam identificar fatores de risco para intoxicação e/ou lesões do trato digestório aos quais a população, possivelmente, está exposta. Assim, a pesquisa atual teve como objetivo avaliar os padrões de utilização e armazenamento domiciliar dos produtos saneantes da população do Distrito Federal, nas suas diferentes regiões, classes sociais, níveis educacionais e de acordo com a presença ou não de crianças.

Métodos

Esta pesquisa foi realizada no Distrito Federal (Brasil), região que abriga uma população de 2.570.160 habitantes (IBGE, 2010).15 A amostra foi calculada de modo a ser representativa desta população, a partir do número de domicílios por Região Administrativa (RA) publicados pela Secretaria de Planejamento e Coordenação do Distrito Federal - SEPLAN e Companhia do Desenvolvimento do Planalto Central - CODEPLAN, em 2004, uma vez que esta representava, no momento do cálculo amostral, o mais recente censo do DF. Ao final, a amostra total era formada por 419 domicílios distribuídos por 27 Regiões Administrativas. Considerou-se que as variâncias eram constantes e máximas nos estratos, com um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 5%. Essas regiões foram agrupadas em I, II e III, de acordo com a renda per capita em cada região. Foram incluídas na Região I, as regiões em que a renda per capita era maior que mil reais; na Região II, aquelas em que a renda variava de quinhentos a mil reais; e na Região III, aquelas em que a renda era menor que quinhentos reais.

Em cada domicílio selecionado, um dos moradores com idade igual ou maior que 18 anos, presente no momento da entrevista, respondeu às perguntas de um questionário pré--elaborado sobre o uso domiciliar de produtos saneantes, após esclarecimentos e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

O questionário incluía perguntas sobre: 1) as condições sociodemográficas da família, tais como número de pessoas residentes no domicílio, a idade e o grau de escolaridade do entrevistado e dos demais membros da família; 2) a forma de armazenamento (cômodo e local) dos produtos de limpeza; 3) as práticas de risco, definidas como produzir sabão em casa, misturar produtos de limpeza, destinação das embalagens, troca da embalagem original e ter soda cáustica e/ou produtos "clandestinos" em casa; 4) o conhecimento do entrevistado sobre os riscos dos produtos saneantes para a saúde e o hábito de leitura e seguimento das orientações dos rótulos. Para a avaliação da renda familiar, utilizou-se o critério de classificação econômica Brasil/2008. Esse critério divide a população em classes econômicas A1, A2, B1, B2, C1, C2, D e E. Nesse estudo, as classes A1 e A2 foram reagrupadas como A, as classes B1 e B2 como B, as classes C1 e C2 como C e as classes D e E como D/E.

Os produtos saneantes foram classificados quanto ao risco, pelo critério utilizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que os classifica em produtos de risco 1 e de risco 2. Os de risco 1 são aqueles que oferecem menor ameaça, apresentam valor de pH maior que 2 ou menor que 11,5, não apresentam características de corrosividade, atividade antimicrobiana, ação desinfestante, não são à base de microrganismos viáveis e não contêm em sua formulação ácidos inorgânicos, como o fluorídrico (HF), nítrico (HNO3) e sulfúrico (H2SO4), ou seus sais. Os demais produtos são classificados como de risco 2. Para esse estudo, foram considerados como de risco os produtos industrializados classificados como risco 2 pela Anvisa, incluindo desincrustantes ácidos e alcalinos, desinfetantes e água sanitária, além dos produtos "artesanais" ou "clandestinos", estes por conterem em sua fórmula diferentes concentrações de soda cáustica. Foi considerado um armazenamento seguro, aquele feito em local trancado e/ou alto, acima do nível dos olhos de um adulto.

Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade de Brasília. Os dados foram analisados com o auxílio do programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 15. O nível de significância adotado foi um intervalo de confiança de 95%.

Resultados

O estudo incluiu 419 domicílios de 27 Regiões Administrativas do Distrito Federal, sendo 80 (19,1%) domicílios da Região I, 113 (27%) da II, e 226 (53,9%) da Região III.

O número de moradores dos domicílios variou de um a 11, com média de 3,8 moradores por domicílio. Havia crianças em 239 (57%) domicílios. Dos entrevistados, 374 (89%) pertenciam ao sexo feminino e 45 (11%) ao sexo masculino. Em 410 (97,8%) domicílios, havia a dona da casa, e em 308 (73,5%), havia o dono da casa. A idade média dos entrevistados foi de 37,3 ± 12,5 anos, com mediana de 36 anos. Dentre eles, 21 (5%) eram analfabetos, 52 (12,4%) ti-nham o ensino fundamental incompleto, 80 (19,1) o ensino fundamental completo, 151 (36,0%) o ensino médio, e 115 (27,4%) o ensino superior. Quanto à renda, as famílias de 61 (14,6%) domicílios pertenciam à classe A, 141 (33,6%) à classe B, 182 (43,4%) à classe C e 35 (8,4%) às classes D/E.

Dos 419 domicílios avaliados, 40% armazenavam os produtos saneantes na área de serviço, e 38% na cozinha, sendo que em 228 (54,4%) eles eram armazenados em locais de fácil acesso. Observou-se associação estatisticamente significante dessa prática de risco com o grau de escolaridade das donas de casa, a classe econômica e a região, sendo mais frequente nos domicílios onde o grau de escolaridade máxima era o ensino médio, na classe C (baixa renda) e nas regiões II e III (menor poder aquisitivo), respectivamente. A tabela 1 demonstra os dados referentes aos produtos saneantes encontrados e o modo de sua utilização, e a tabela 2 correlaciona os produtos de risco em local de fácil acesso com as características da população.

Tabela 1 Formas de utilização e armazenamento dos produtos saneantes 

n %
Produtos de limpeza encontrados
Sabão em pó 409 97,6
Detergente 400 95,5
Multiuso 370 88,3
Sabão barra Industrializado 362 86,4
Amaciante 133 31,7
Limpa alumínio 159 37,9
Limpa inox 39 9,3
Água sanitária 393 93,8
Desinfetante 386 92,1
Limpa forno 118 28,1
Soda cáustica 81 19,3
Outros 67 16
Sabão “clandestino” 155 37
Outros Saneantes “clandestinos” 27 6,4
Cômodos de armazenamento
dos produtos saneantes
Área de Serviço 170 40,6
Cozinha 161 38,4
Despensa 53 12,6
Banheiro 29 6,9
Quarto 15 3,6
Outros 22 5,2
Local de armazenamento dos produtos
saneantes
Armário fechado 176 42
Embaixo da pia 92 21,9
Armário aberto 70 16,7
Armário trancado 46 10,9
Chão 14 3,3
Outros 21 5
Práticas de risco referentes ao uso
de produtos saneantes
Produtos de risco 413 98,6
Produtos em local de fácil acesso 228 54,4
Produtos clandestinos 163 38,9
Mistura de produtos de limpeza 126 30,1
Fazer sabão 54 12,9
Armazenar fora da embalagem original 52 12,4
Reaproveitamento de embalagens 31 7,4

Tabela 2 Produtos de risco em local de fácil acesso e relação com as características da população 

Produtos de risco em local de fácil acesso
Sim n (%) Total valor de p (Teste)
Escolaridade dona de casa (n = 410)
Até Ensino Médio 179 (57,2) 313 0,0274 (Exato de Fisher)
Superior Completo 43 (44,3) 97
Escolaridade dono de casa (n = 308)
Até Ensino Médio 116 (53,7) 216 0,1070 (Exato de Fisher)
Superior Completo 40 (43,5) 92
Classe econômica (n = 419)
A 27 (44,3) 61 0,0011 (?2)
B 63 (44,7) 141
C 118(64,8) 182
D/E 20 (57,1) 35
Região (n = 419)
I 35 (43,7) 80 0,0347 (Exato de Fisher)
II/III 193(56,9) 339

Quanto à utilização da soda cáustica, observou-se que ela era utilizada em 81 (19,3%) dos 419 domicílios. Dentre eles, em 22 (27,2%) esta era comprada a granel. Quanto ao armazenamento, em 15 (22,7%) deles a soda não era armazenada em casa e, em 26 (32,1%), estava armazenada em local de fácil acesso. Os produtos de fabricação caseira, que também podem ter soda cáustica na sua composição, estavam presentes em quase 40% das casas visitadas.

Ao comparar as práticas que podem estar associadas a um maior risco de acidentes com a presença ou não de crianças, nos 239 domicílios onde havia crianças, observou--se que: em 117 (48,9%) havia produtos de limpeza de risco em local acessível (p = 0,01); em 40 (16,7%) havia soda cáustica (p = 0,13); em 72 (30,1%) havia produtos "clandestinos" (p = 0,46); e em 28 (11,7%) havia a prática de fazer sabão em casa (p = 0,46).

Quanto ao descarte das embalagens, em 350 (83,5%) domicílios este era feito no lixo comum; em 65 (15,5%), por reciclagem; e em quatro (0,9%), por outras formas.

Por meio da análise de correspondência através de gráficos (figs. 1 e 2), sugere-se que fatores como grau de escolaridade mais baixo (até ensino médio) e pertencer às classes econômicas C e D/E e morar nas regiões II e III, de menor poder aquisitivo, estão associados a uma maior chance de se utilizar produtos "clandestinos", produzir sabão em casa e utilizar soda no domicílio.

Figura 1 Associações entre as classes econômicas e o grau de escolaridade com as práticas de risco (produção de sabão e uso de soda cáustica e de produtos "clandestinos"). 

Figura 2 Associações entre as regiões do Distrito Federal e grau de escolaridade com as práticas de risco (produção de sabão e uso de soda cáustica e de produtos "clandestinos"). 

Em relação aos conhecimentos relacionados ao uso domiciliar, dos 419 entrevistados sobre os riscos dos produtos saneantes, 316 (75,4%) responderam que esses produtos representavam risco para a saúde, 58 (13,8%) que eles não apresentavam riscos, e 45 (10,7%) disseram que não sabiam. Dos 419 entrevistados, 231 (55%) afirmaram que costumavam ler os rótulos desses produtos, e 209 (49,9%) afirmaram seguir as orientações dos mesmos.

Discussão

Os dados sociodemográficos da população estudada, ao serem analisados, sugerem tratar-se de amostra representativa das diversas classes sociais, cujos índices de escolaridade encontravam-se dentro dos valores estimados para a população do DF, segundo censo realizado pelo IBGE, em 2010.15

Neste estudo, os produtos frequentemente encontrados foram o sabão em pó e em barra, o detergente, a água sanitária e os desinfetantes, que estavam presentes em quase todos os domicílios em que a pesquisa foi realizada. No estudo realizado por Nickmilder et al., os desinfetantes foram os produtos de limpeza mais utilizados.16 Já no estudo realizado por Sawalha, a água sanitária foi o produto mais encontrado (96,7%), seguido por produtos ácidos (86,4%).11

Quanto ao cômodo de armazenamento, observou-se que a área de serviço foi o principal local, seguido pela cozi-nha, diferente do estudo realizado por Beirens et al., na Holanda, no qual a cozinha (90,9%) foi apontada como o principal cômodo de armazenamento.17 No presente estudo, chama a atenção o fato de mais da metade dos produtos ser armazenada em locais baixos ou intermediários, inclusive no chão e embaixo da pia ou do tanque. Segundo Schwartsman, um dos principais fatores predisponentes à intoxicação na criança parece ser o fácil acesso a produtos tóxicos,18 frequentemente guardados em armários ou sob as pias (locais baixos). Portanto, observa-se que metade da população estudada está exposta a maior chance de acidentes.

É importante observar o alto índice de produtos de fabricação caseira presentes nos domicílios, bem como de soda cáustica, muitas vezes comprada a granel, prática esta proibida por lei,19 sendo, inclusive, armazenada em local de fácil acesso em grande parte dos casos.

Observaram-se, ainda, práticas de risco frequentes nos domicílios do DF, tais como mistura de produtos de limpeza, reutilização de embalagens e armazenamento de produtos fora da embalagem original. No estudo de Sawalha, que incluía 735 domicílios, eles estavam armazenados em local acessível a crianças, e misturavam-se a produtos de limpeza (22%) numa proporção menor de casos (um terço) e, com maior frequência, reutilizavam-se embalagens (20,5%) e armazenavam-se os produtos fora da embalagem original (26,9%).11 Já no estudo realizado por Smolinske e Kaufman, demonstrou-se que em 21,8% de 357 domicílios armazenava-se água sanitária em local baixo, e em 19% armazenavam-se produtos de limpeza fora da embalagem original.20

Em aproximadamente metade dos domicílios onde havia crianças, havia produtos de limpeza de risco em local acessível (p = 0,01). Esses dados assemelham-se aos do estudo realizado em Porto Alegre, no sul do Brasil, em que foram entrevistados 309 familiares de crianças atendidas no ambulatório de pediatria de um hospital universitário, dos quais 184 (59,5%) armazenavam os produtos de limpeza em locais potencialmente perigosos,21 e aos do Institute of Medicine of the National Academies, segundo o qual, mais da metade dos domicílios em que havia crianças menores de seis anos tinha substâncias químicas armazenadas em lugares não trancados,22 bem como do estudo de Beirens, em que quase todas as crianças (99%) estavam potencialmente expostas a produtos de limpeza, armazenados em local de fácil acesso em metade dos domicílios.17

Apesar de a maioria dos entrevistados considerarem que os produtos de limpeza ofereciam risco para a saúde, observou--se um baixo índice de leitura e seguimento das orientações dos rótulos. Ademais, esses números podem ser ainda menores, pois um estudo realizado na Pensilvânia demonstrou que, dos 76% dos entrevistados que disseram ter lido os rótulos, menos de 5% tinham realmente olhado os mesmos.23

A partir dos dados desta pesquisa, pode-se concluir que grande parte da população do DF, particularmente na faixa etária pediátrica, está exposta a um alto risco de acidentes domiciliares, pelo armazenamento inadequado dos produtos saneantes, incluindo aqueles que oferecem maior risco à saúde. Assim, é importante e urgente que sejam implementadas políticas de saúde pública, abrangendo medidas educacionais que esclareçam como deve ser o armazenamento correto de produtos saneantes, bem como os riscos e as consequências decorrentes do seu uso inadequado, especialmente nas regiões de baixa renda e onde os níveis de escolaridade são mais baixos, como forma de prevenção de acidentes na infância.

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