Vacinação contra influenza em idosos: dados do FIBRA, Campinas, São Paulo, Brasil

Vacinação contra influenza em idosos: dados do FIBRA, Campinas, São Paulo, Brasil

Autores:

Priscila Maria Stolses Bergamo Francisco,
Flávia Silva Arbex Borim,
Anita Liberalesso Neri

ARTIGO ORIGINAL

Ciência & Saúde Coletiva

versão impressa ISSN 1413-8123versão On-line ISSN 1678-4561

Ciênc. saúde coletiva vol.20 no.12 Rio de Janeiro dez. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/1413-812320152012.19702014

Introdução

A Influenza apresenta grande impacto sobre a morbidade e a mortalidade de idosos1-4. A vacina contra Influenza, disponibilizada gratuitamente pelo Ministério da Saúde, desde o ano de 1999, para a população idosa e para alguns grupos de risco, é a principal intervenção preventiva em saúde pública para este agravo1,2,5.

Estudos internacionais e nacionais têm verificado associação entre variáveis sociodemográficas e a vacinação contra Influenza em idosos residentes na comunidade6-12. A presença de doenças como hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus, também tem se associado com a vacinação contra Influenza referida em idosos6,8,10,12. A recomendação médica ou de profissional de saúde, destaca-se como o principal fator associado à adesão ao procedimento preventivo6,8,10,12.

No ano de 2013, no estado de São Paulo, foram aplicadas 4.234.167 doses do imunobiológico na população com idade igual ou superior a 60 anos, atingindo-se uma cobertura de 87,5%13. Apesar da recomendação formal de vacinação para os idosos e para grupos de risco, e a despeito da importância da vacinação na prevenção de hospitalizações e de óbitos1,2, ainda se observa que muitos municípios brasileiros, como Campinas, não têm atingido cobertura adequada (106.018 doses, cobertura de 77,9%)14.

A avaliação dos fatores associados à vacinação contra Influenza em idosos, considerando-se variáveis relativas à capacidade funcional, fragilidade, suporte social e envolvimento social, ainda é escassa na literatura nacional. O objetivo do presente estudo foi verificar a prevalência de vacinação contra Influenza, segundo indicadores de capacidade funcional, fragilidade, suporte e envolvimento social e estado de saúde, com informações obtidas por meio de inquérito específico para a população idosa.

Métodos

Foram utilizados dados do estudo populacional de corte transversal sobre fragilidade em idosos realizado em 2008/2009 (Rede FIBRA - Rede de Estudos sobre Fragilidade em Idosos Brasileiros, pólo Unicamp). A pesquisa foi realizada a partir de amostra probabilística por conglomerados, tendo como unidade amostral 90 setores censitários da área urbana de Campinas (SP). O tamanho mínimo da amostra estimada para o município foi de 601 indivíduos, considerando-se um erro amostral de 4%. Os idosos foram contatados nos domicílios por equipe de entrevistadores treinados (agentes comunitários de saúde, estudantes universitários, agentes de pastorais religiosas e profissionais de educação física e lazer)15.

Os idosos que não preenchiam os critérios de exclusão16 eram convidados a conhecer os objetivos, as condições e os cuidados éticos da pesquisa e caso concordassem em participar, assinavam um termo de consentimento livre e esclarecido. As informações foram obtidas por meio de questionário estruturado aplicado em entrevistas previamente agendadas e realizadas em unidades básicas de saúde, centro de convivência, escolas e igrejas. As entrevistas foram divididas em dois blocos. No primeiro, todos foram submetidos a medidas de fragilidade, antropométricas, clínicas, de statusmental e foram colhidas informações sobre variáveis sociodemográficas15. A pontuação obtida no Mini-Exame do Estado Mental (MEEM)17,18foi usada como critério para inclusão no segundo bloco de medidas. Permaneceram no estudo os idosos que pontuaram acima da nota de corte para seu nível de escolaridade (17 para os analfabetos, 22 para idosos com escolaridade entre 1 e 4 anos, 24 para aqueles com 5 a 8 anos de estudo e, 26 para os que tinham escolaridade ≥ 9 anos à época da pesquisa), menos um desvio-padrão, considerados os valores sugeridos por Brucki et al.19. Esses idosos foram investigados, por meio de autorrelato, sobre condições de saúde física e mental, capacidade funcional e variáveis psicossociais15.

Neste estudo, foram utilizados os dados de 679 indivíduos com idade ≥ 65 anos, dentre os 900 idosos que participaram das medidas iniciais. Esse grupo que pontuou acima da nota de corte no MEEM, respondeu ao item dicotômico (sim ou não) sobre a vacinação contra gripe nos 12 meses que antecederam a pesquisa, e às demais questões de interesse consideradas.

Para a análise dos fatores associados à vacinação foram selecionadas as seguintes variáveis independentes:

Sociodemográficas: sexo (feminino e masculino), faixas etárias (65 a 69; 70 a 74; 75 a 79; 80 e mais), estado conjugal (casado, solteiro/divorciado/viúvo), escolaridade (0, 1 a 4, 5 ou mais anos de estudo), renda familiar em salários mínimos (SM) vigentes à época da pesquisa, cujos valores foram agrupados em cinco faixas (<1 SM; 1 ≤ SM ≤ 3; 3 > SM ≤ 5; SM > 5), e arranjos de moradia.

Capacidade funcional: foi avaliada, por meio do autorrelato dos idosos, a execução das seguintes atividades:

° Atividades instrumentais de vida diária (AIVD): investigada pela Escala de Atividades Instrumentais de Vida Diária de Lawton20,21, que contém oito itens. Neste estudo considerou-se como dependentes aqueles que mencionaram necessidade de ajuda parcial ou total para a realização de uma ou mais atividades.

° Atividades básicas de vida diária (ABVD): foi empregada a Escala de Atividade de Vida Diária de Katz22,23, que investiga o grau de ajuda necessária para seis atividades de autocuidado. No estudo, foram considerados dependentes aqueles idosos que relatavam necessitar de ajuda parcial ou total para a realização de uma ou mais atividades.

Expectativa de cuidado: foi obtida pela pergunta Caso precise de ajuda para realizar qualquer uma dessas atividades (AIVD/ABVD) o(a) senhor(a) tem com quem contar?, tendo como possíveis respostas:sozinho, só cônjuge, cônjuge e filhos, filhos e netos, outros parentes/amigos/profissional. A partir das respostas a variável foi categorizada em “não” (sozinho) ou “sim” (demais respostas).

Percepção de autocuidado: avaliada por meio de um item escalar com cinco intensidades. À pergunta Como o (a) senhor (a) avalia o cuidado que dedica à sua saúde? O idoso deveria escolher entre as alternativas: muito bom, bom, regular, ruim e muito ruim.

Variáveis indicativas de envolvimento social: foram consideradas a realização de visitas à casa de outras pessoas, frequência à igreja/templo religioso para atividades ligadas à religião, participação em reuniões sociais, festas ou bailes, participação em centros ou grupos de convivência exclusivos para idosos e dirigir automóvel. Todas essas variáveis foram categorizadas emparou, nunca fez ou ainda faz, e dicotomizadas.

Indicadores de fragilidade: consideraram-se os cinco critérios propostos por Fried et al.24, por meio dos quais se classificaram os idosos como frágeis (positivos para três ou mais critérios), pré-frágeis (positivos para um ou dois critérios) e não frágeis (para nenhum critério), descritos a seguir:

° Perda de peso não intencional no último ano (sim ou não). Em caso de resposta positiva, investigava-se qual a redução (em quilogramas), considerando-se frágeis os idosos que relataram perda superior a 4,5kg ou 5% do peso corporal.

° Fadiga, aferida por dois itens de autorrelato derivados do Center for Epidemiologic Studies Depression Scale (CESD)25, com quatro possibilidades de resposta (sempre, na maioria das vezes, poucas vezes e nunca ou raramente). Foram considerados frágeis aqueles que responderam sempre ou na maioria das vezes para qualquer uma das duas questões.

° Força de preensão manual (kgf), medida com dinamômetro Jamar (Lafayette Instruments, Lafayette, Indiana, Estados Unidos) colocado na mão dominante do idoso, em três tentativas, respeitando um minuto de intervalo entre as elas. Consideraram-se frágeis, os idosos cuja média das três aferições esteve entre os 20% menores valores da distribuição, ajustados pelo gênero e índice de massa corporal (IMC - peso/altura2 - kg/m2), conforme as faixas sugeridas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e descritas por Marucci e Barbosa26. Os pontos de corte (PC) para os homens foram: 0 < IMC ≤ 23, PC ≤ 27,00; 23 < IMC < 28, PC ≤ 28,67; 28 ≤ IMC < 30, PC ≤ 29,50; IMC ≥ 30, PC ≤ 28,67. Para as mulheres foram: 0 < IMC ≤ 23, PC ≤ 16,33; 23 < IMC < 28, PC ≤ 16,67; 28 ≤ IMC < 30, PC ≤ 17,33; IMC ≥ 30, PC ≤ 16,67.

° Velocidade da marcha, indicada pelo tempo médio em segundos que o idoso levava para percorrer, por três vezes, em passo usual e no plano, uma distância de 4,6 metros, conforme as recomendações de Guralnik et al.27 e Nakano28. Foram considerados frágeis os idosos cuja média das três medidas esteve entre os 20% maiores valores da distribuição do tempo em segundos da amostra que necessitaram para realizar a tarefa de marcha. As médias foram ajustadas pela mediana da altura (cm) para homens e para mulheres (homens: 0 < altura ≤ 168, PC ≤ 5,49 segundos; altura >168, PC ≤ 5,54 segundos; mulheres: 0 < altura ≤ 155, PC ≤ 6,61 segundos; altura >155, PC ≤ 5,92 segundos).

° Atividade física: utilizou o questionário Minnesota Leisure Time Physical Activity Questionnarie (MLTPAQ)29, investigando-se a prática de esportes ativos e de exercícios físicos, e a realização de tarefas domésticas (a cada uma das atividades correspondia uma medida de intensidade absoluta, indicadora do dispêndio energético). Para o cálculo da taxa de gasto metabólico semanal, foi adotada uma fórmula que leva em conta a taxa de equivalentes metabólicos de cada exercício físico e de cada tarefa doméstica relatada, os minutos diários gastos em sua realização e o número de dias numa semana em que os sujeitos os praticavam, ajustados pelo peso. Como parâmetros para classificar os idosos quanto ao nível de atividade física, no sentido geral do conceito, os autores decidiram criar cinco faixas conforme os resultados de cada amostra, considerando como inativos ou frágeis, neste critério, os que pontuassem abaixo do primeiro quintil.

Autoavaliação de saúde: obtida por meio da pergunta Em geral, você diria que sua saúde é?, cujas respostas poderiam sermuito boa, boa, regular, ruim e muito ruim.

Doenças crônicas: obtidas por meio de oito itens dicotômicos que investigavam se algum médico havia realizado diagnóstico prévio de doença do coração, HAS, AVC/isquemia/derrame, diabetes mellitus, câncer, artrite ou reumatismo, doenças dos pulmões e osteoporose. Foram criadas as seguintes categorias: nenhuma a duas doenças e três ou mais doenças.

A associação entre a vacinação contra Influenza referida e as variáveis independentes selecionadas foi verificada pelo teste qui-quadrado, com nível de significância de 5%. Foram estimadas as razões de prevalência brutas e ajustadas por idade, e respectivos intervalos de confiança de 95%. A análise multivariada foi realizada por meio de regressão de Poisson, obedecendo ao seguinte modelo hierárquico: na primeira etapa foram incluídas as características sociodemográficas associadas à vacinação. Na segunda, além das variáveis pertencentes ao primeiro bloco que mantiveram significância após ajuste pelas demais variáveis do mesmo nível hierárquico, acrescentaram-se os indicadores de capacidade funcional, percepção de autocuidado, expectativa de cuidado e inserção social, permanecendo no modelo somente aquelas com significância no ajuste para as outras variáveis pertencentes ao mesmo nível hierárquico e ao nível superior ao seu. Na terceira etapa, foram introduzidas as variáveis relativas aos indicadores de fragilidade e de estado de saúde. Portanto, foram incluídas nos modelos as variáveis que apresentaram associação significante com a vacinação na análise simples (p < 0,20) e, no modelo final, restaram aquelas que apresentaram um valor de p < 0,05, quando ajustadas pelas variáveis dos níveis superiores e do mesmo nível hierárquico. Na análise desses dados foi utilizado o programa Stata 11.0.

O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas e aprovado.

Resultados

Dos 679 idosos que participaram do presente estudo, 68,2% eram mulheres (n = 465). A média de idade foi 72,3 anos (DP = 5,4) com máxima de 90 anos. A prevalência de vacinação referida foi de 74,4% (n = 505; IC95%: 71,1 - 77,7). Dentre as variáveis sociodemográficas analisadas, sexo, escolaridade e renda familiar estiveram associadas à vacinação contra Influenza na análise, mesmo após o ajuste por idade (Tabela 1).

Tabela 1 Prevalência e razão de prevalência da vacinação contra Influenza em idosos, segundo variáveis sociodemográficas. FIBRA-Campinas, 2008-2009. 

SM=Salário mínimo vigente à época da pesquisa = R$ 450,00. RPAjustada (IC95%) = Razão de prevalência ajustada por idade (Intervalo de confiança em nível de 95%).

Em relação aos indicadores de capacidade funcional, percepção de autocuidado, expectativa de cuidado e envolvimento social, apresentados na Tabela 2, observou-se que a frequência à igreja ou ao templo religioso para atividades ligadas à religião (RP = 1,19; IC95%: 1,01 – 1,41), e a participação em centros ou grupos de convivência exclusivos para idosos (RP = 1,12; IC95%: 1,02 – 1,24), associaram-se positivamente à vacinação.

Tabela 2 Prevalência e razão de prevalência, segundo indicadores de capacidade funcional, percepção de autocuidado, expectativa de cuidado e inserção social. FIBRA-Campinas, 2008-2009. 

RPAjustada (IC95%) = Razão de prevalência ajustada por idade (Intervalo de confiança em nível de 95%).

Na Tabela 3 é apresentada a prevalência de vacinação, segundo indicadores de fragilidade e de estado de saúde. Lentidão da marcha (RP = 1,13; IC95%: 1,02 – 1,25) e pior autoavaliação de saúde (RP = 1,11; IC95%: 1,02 – 1,21) associaram-se positivamente à vacinação contra Influenza. Na análise simples, entre as condições crônicas de saúde investigadas, apenas os hipertensos apresentaram maior prevalência de vacinação (RP = 1,12; IC95%: 1,01 - 1,23).

Tabela 3 Prevalência e razão de prevalência, segundo indicadores de fragilidade e de estado de saúde. FIBRA-Campinas, 2008-2009. 

RPAjustada (IC95%) = Razão de prevalência ajustada por idade (Intervalo de confiança em nível de 95%).

Os resultados da análise de regressão hierárquica são apresentados na Tabela 4. A prevalência de vacinação foi significativamente maior entre os homens (RP = 1,14; IC95%: 1,04 – 1,25) e menor naqueles com maior escolaridade (RP = 0,83; IC95%: 0,72 – 0,96). A lentidão de marcha associou-se positivamente à vacinação (RP = 1,13; IC95%: 1,02 – 1,25), assim como a maioria dos indicadores de envolvimento social (p < 0,05).

Tabela 4 Resultados finais da análise de regressão hierárquica dos fatores associados à vacinação contra Influenza em idosos. FIBRA-Campinas, 2008-2009. 

* Ajustada pelas variáveis sociodemográficas.**Ajustada pelas variáveis sociodemográficas, indicadores de capacidade funcional, percepção de autocuidado, expectativa de cuidado e inserção social.***Ajustada pelas variáveis sociodemográficas, indicadores de capacidade funcional, percepção de autocuidado, expectativa de cuidado e inserção social, e indicadores de fragilidade e de estado de saúde. RP: Razão de prevalência ajustada por meio de regressão múltipla de Poisson.

Discussão

O presente estudo buscou verificar a prevalência de vacinação contra Influenza, segundo indicadores de capacidade funcional, fragilidade, suporte e envolvimento social e estado de saúde, com informações de inquérito realizado com a população idosa residente em Campinas (SP). Os resultados mostraram prevalência de vacinação contra Influenza de 74,4%, a qual vem sendo observada em idosos residentes em outros países30-32 e também no Brasil10-12,33. Destaca-se que a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde à época da pesquisa era de 80%34. Dados oficiais apontam que a cobertura vacinal no Estado de São Paulo no ano de 2008 foi da ordem de 81,9% e que a maioria dos municípios alcançou a meta epidemiológica estabelecida para a vacina (homogeneidade de 77,8%)14.

A prevalência de vacinação contra Influenza foi significativamente mais elevada nos homens, conforme verificado por Shemesh et al.35 e Sarría-Santamera e Timoner36. No entanto, a diferença de gênero em relação à adesão a vacina não foi observada em vários outros estudos6,10-12,30-32,37.

Em relação à idade, não foram verificadas diferenças para as faixas estudadas. Como menores coberturas têm sido observadas para os idosos com menos de 70 anos10-12,33,36,37, a idade foi considerada como variável de ajuste nas análises.

A associação observada entre vacinação e escolaridade corrobora com os dados de estudo realizado com idosos de diferentes áreas do estado de São Paulo11. É possível que as práticas preventivas oferecidas pelos serviços públicos de saúde sejam menos valorizadas pelos idosos com melhores níveis socioeconômicos em algumas localidades. Outra hipótese é a de que, ao acessar serviços médicos privados e especializados, esses idosos não recebam a recomendação para a vacinação contra a Influenza e/ou estejam menos atentos às campanhas vacinais. Donalisio et al.12 e Lima-Costa10 não encontraram associação entre escolaridade e vacinação nos municípios de Botucatu e na região metropolitana de Belo Horizonte, respectivamente. Já estudos internacionais apontam maior prevalência de vacinação contra Influenza entre os idosos com maior escolaridade6,32. Neste sentido, não há um consenso na literatura internacional sobre essa associação, conforme verificado em revisão sistemática sobre determinantes sociais de saúde e vacinação contra Influenza sazonal em idosos6.

No que se refere aos indicadores de fragilidade e de estado de saúde avaliados, observou-se que a prevalência de vacinação foi significativamente mais elevada apenas entre os idosos que apresentaram lentidão de marcha. A velocidade da marcha vem sendo considerada um indicador preditivo de importantes desfechos adversos em populações idosas, tais como quedas, hospitalizações, incapacidade e morte38. Ressalta-se que a lentidão de marcha, enquanto marcador de alterações da função física, principalmente com perda da mobilidade, não se revelou como um fator impeditivo para a adesão à imunização neste estudo.

Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre as frequências de idosos vacinados em relação ao diabetes, doença cardiovascular, AVC/derrame/isquemia e doença pulmonar autorrelatadas. Esse dado é relevante, em face à recomendação formal de vacinação para grupos de risco e da importância atribuída à vacina pelos serviços de saúde como medida de prevenção de hospitalizações e de óbitos1,2,5. Mansur et al.39 verificaram redução das taxas de mortalidade por doenças isquêmicas do coração entre idosos, antes e depois do início das campanhas anuais de vacinação contra gripe na cidade de São Paulo.

Desde o início das campanhas vacinais para o idoso, esforços em diversos níveis vêm sendo realizados com o intuito de as ampliar1,13. A literatura especializada e, igualmente, os conteúdos das campanhas de divulgação dirigidas a leigos, ressaltam a importância da vacinação contra Influenza como medida de prevenção contra as formas mais graves de manifestação dessa doença, de pneumonias virais e bacterianas secundárias, e de mortes, principalmente naqueles indivíduos de grupos de alto risco1-4,36,40-42.

Estudo de base populacional realizado em Botucatu (SP)12 verificou associação independente entre HAS e vacinação contra Influenza, o que também foi observado por Francisco et al.11 com dados de inquérito de saúde de base populacional em regiões do Estado de São Paulo. Em Belo Horizonte, a hipertensão arterial aferida esteve fortemente associada à vacinação10. O aumento da cobertura vacinal entre idosos portadores de comorbidades é de fundamental importância para a saúde pública3,4,40. Por esse motivo, é indicada pelo Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP) e pelo Ministério da Saúde. Desde o ano de 2006, as diretrizes da American Heart Association (AHA) e daAmerican College of Cardiology (ACC) recomendam a vacinação em pacientes com doença aterosclerótica em geral43.

As atividades avançadas da vida diária (AAVD) incluem tarefas recreativas, produtivas e sociais de maior complexidade na avaliação funcional do idoso44. Neste estudo, algumas destas atividades foram consideradas e referidas como indicadores de envolvimento social. A frequência à igreja/templo religioso para atividades ligadas à religião, assim como a participação em reuniões/festas ou bailes, e a centros/grupos de convivência associaram-se positivamente à vacinação, mesmo após ajuste pela renda ou pela escolaridade do idoso (dados não apresentados).

As AAVD relacionam-se aos mais altos níveis de funcionalidade entre os idosos, excedendo as atividades relacionadas à solução de problemas práticos no ambiente próximo, ao autocuidado e à sobrevivência45. Associam-se à participação social e à execução de papéis sociais46. No estudo de Donalisio et al.12, a inserção do idoso na comunidade (trabalho voluntário, reuniões, atividades no bairro) esteve significativamente associada com os autorrelatos de vacinação. No Rio Grande do Sul, estudo identificou que os mitos e as crenças que induzem os idosos a não receberem a vacina são influenciados por suas experiências e pelas do seu círculo de convivência47.

Apesar do não alcance da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, os dados revelados pelo presente estudo apontam para a abrangência das campanhas vacinais em Campinas, em 2008, tanto entre os idosos com menor mobilidade física, quanto entre aqueles com níveis mais elevados de funcionalidade. Dentre as variáveis consideradas, os fatores independentemente associados à vacinação incluíram características demográficas, envolvimento social e um dos componentes do fenótipo de fragilidade, conforme definição de Fried et al.24.

As condições socioeconômicas dos idosos brasileiros são muito heterogêneas, assim como são as condições de acesso aos serviços de saúde, a capacidade funcional, o controle de doenças crônicas, o apoio social, o estilo de vida e os aspectos psicossociais41. Particularmente, em relação à vacinação contra Influenza, a orientação do médico ou de algum outro profissional de saúde sobre sua importância tem sido apontada em diversos estudos como a principal preditora entre os idosos6,8,11,30. Esses dados não foram coletados no presente estudo, restringindo a avaliação específica desta variável para os idosos estudados.

No estudo FIBRA, foram recrutadas cotas de homens e de mulheres de quatro grupos etários (65-69, 70-74, 75-79 e 80 anos e mais), proporcionais às observadas nos mesmos grupos de idade e sexo da população urbana de Campinas. No entanto, segundo Neri et al.15, as discrepâncias observadas entre as cotas estimadas e as obtidas, podem representar uma limitação à ampla generalização dos resultados para a população. Deve-se considerar ainda que a informação sobre a vacinação foi autorreferida e os dados colhidos simultaneamente. No entanto, a validade do recordatório do idoso para a vacinação contra Influenza tem sido verificada48,49. A seleção de idosos sem déficit cognitivo e a exigência de comparecimento dos mesmos por seus próprios meios ao local de coleta de dados podem ter inserido um viés de seleção ao estudo, ou seja, a possibilidade de participação majoritária de idosos bem-sucedidos em termos físicos, emocionais e cognitivos à época da pesquisa.

Disponibilizada inicialmente pelo Ministério da Saúde em 1999 para os indivíduos maiores de 65 anos e para alguns grupos de risco, a partir do ano de 2000, a vacinação contra Influenza foi ampliada, passando a ser ofertada também àqueles de 60 a 64 anos. Atualmente, vários grupos (trabalhadores de saúde, povos indígenas, crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos de idade, gestantes, puérperas até 45 dias após o parto, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas específicas) são considerados prioritários para administração da vacina1. A infecção por Influenza nos idosos pode causar acometimento importante em vários aspectos relacionados ao estado geral de saúde. Também pode levar a formas clinicamente graves, à pneumonia e à morte1,2,5,13. A principal intervenção preventiva em saúde pública para este agravo é a vacinação1,2. Os serviços de promoção de saúde e de prevenção de agravos precisam ser mais valorizados pelos idosos e pelos profissionais de saúde. Para Dias et al.50, ...o estereótipo curativo da medicina, incorporado na mentalidade da população, especialmente dos idosos, faz com que a procura do atendimento ocorra em fases mais avançadas das doenças..., com elevação de custos relativos ao tratamento e com redução das chances de melhor prognóstico e de reversão da condição clínica.

A prevalência de vacinação contra Influenza em Campinas, em 2008, esteve abaixo daquela estabelecida pelo Ministério da Saúde. A formulação de estratégias para ampliar as coberturas vacinais precisam enfatizar os idosos com maior escolaridade. Profissionais de saúde inseridos nos serviços públicos e, principalmente, nos privados de saúde, devem recomendar a vacina e sensibilizar o idoso sobre os seus benefícios na prevenção da doença e de outros agravos a ela relacionados, já que a não indicação se traduz em oportunidades perdidas que podem ter reflexos negativos na qualidade de vida.

O envelhecimento ativo é um processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, visando à melhoria da qualidade de vida das pessoas idosas51. Neste sentido, o envolvimento social pode contribuir para uma melhor aderência à vacinação contra Influenza sazonal. Além disso, também deve-se valorizar a busca pela ampliação das coberturas vacinais em Campinas.

REFERÊNCIAS

1. Brasil. Ministério da Saúde. Informe Técnico. Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza, ano 2014, Brasília, 2014. [acessado 2014 maio 22]. Disponível em:
2. CDC. Prevention and control of seasonal influenza with vaccines.MMWR Recomm Rep. 2013; 62(RR-07):1-43.
3. Mertz D, Kim TH, Johnstone J, Lam PP, Science M, Kuster SP, Fadel SA, Tran D, Fernandez E, Bhatnagar N, Loeb M. Populations at risk for severe or complicated influenza illness: systematic review and meta-analysis.BMJ 2013; 347:5061.
4. Daufenbach LZ, Carmo EH, Duarte EC, Campagna AS, Teles CA. Morbidade hospitalar por causas relacionadas à influenza em idosos no Brasil, 1992 a 2006. Epidemiol Serv Saúde 2009; 18(1):29-44.
5. Fiori AE, Bridges CB, Katz JM, Cox NJ. Inactivated influenza vaccines. In: Plotkin S, Orenstein W, Offit P, editors.Vaccines. Philadelphia: Saunders Elsevier; 2013. p. 257-293.
6. Nagata JM, Hernandéz-Ramos I, Kurup AS, Albrecht D, Vivas-Torrealba C, Franco-Paredes C. Social determinants of health and seasonal influenza vaccination in adults ≥ 65 years: a systematic review of qualitative and quantitative data. BMC Public Health 2013; 13:388.
7. Moura RF. Fatores associados à vacinação anti-influenza em idosos: um estudo baseado na pesquisa Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento - SABE [dissertação]. São Paulo: USP; 2013.
8. Francisco PMSB, Barros MBA, Cordeiro MRD. Vacinação contra influenza em idosos: prevalência, fatores associados e motivos da não-adesão em Campinas, São Paulo, Brasil. Cad Saude Publica 2011; 27(3):417-426.
9. Dip RM, Cabrera MAS. Influenza vaccination in non- institutionalized elderly: a population-based study in a medium-sized city in Southern Brazil. Cad Saude Publica 2010; 26(5):1035-1044.
10. Lima-Costa MF. Fatores associados à vacinação contra gripe em idosos na região metropolitana de Belo Horizonte. Rev Saude Publica2008; 42(1):100-107.
11. Francisco PMSB, Donalisio MR, Barros MBA, César CLG, Carandina L, Goldbaum M. Fatores associados à vacinação contra a influenza em idosos.Rev Panam Salud Publica 2006; 19(4):259-264.
12. Donalisio MR, Ruiz T, Cordeiro R. Fatores associados à vacinação contra influenza em idosos em município do Sudeste do Brasil. Rev Saude Publica 2006; 40(1):115-119.
13. São Paulo. Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE). Informe Técnico – Campanha de Vacinação contra Influenza. SES-SP. Abril 2013. [acessado 2014 ago 2]. Disponível em:
14. Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI). [acessado 2014 ago 2]. Disponível em: /popsp.def
15. Neri AL, Yassuda MS, Araújo LF, Eulálio MC, Cabral BE, Siqueira MEC, Santos GA, Moura JGA. Metodologia e perfil sociodemográfico, cognitivo e de fragilidade de idosos comunitários de sete cidades brasileiras: Estudo FIBRA.Cad Saude Publica 2013; 29(4):778-792.
16. Ferrucci L, Guralnik J, Studenski S, Fried L, Cutler G, Walston J. Interventions on Frailty Working Group. Designing randomized controlled trials aimed at preventing or delaying functional decline and disability in frail, older persons: a consensus report. J Am Geriatr Soc 2004; 52(4):625-634.
17. Folstein MF, Folstein SE, McHugh PR. “Mini-mental State”. A practical method for grading the cognitive state of the patients for the clinician. J Psychiatr Res 1975; 12(3):189-198.
18. Herrera EJ, Caramelli P, Silveira A, Nitrini R. Epidemiologic survey of dementia in a community dwelling Brazilian population.Alzheimer Dis Assoc Disord 2002; 16(2):103-108.
19. Brucki S, Nitrini R, Caramelli P, Bertolucci P, Okamoto I. Sugestões para o uso do Mini-Exame do Estado Mental no Brasil. Arq Neuropsiquiatr. 2003; 61:777-81.
20. Lawton MP, Brody EM. Assessment of older people: self-maintaining and instrumental activities of daily living. Gerontol 1969; 9(3):179-186.
21. Andreotti R, Okuma SS. Avaliação da capacidade funcional: modelo de escala de autopercepção do desempenho de atividade da vida diária. Avaliação do Idoso. Londrina: Midiograf; 1999.
22. Katz S, Ford AB, Moskowitz RW, Jackson BA, Jaffe MW. Studies of illness in the aged. The index of ADL: a standardized measure of biological and psychosocial function. JAMA 1963; 185(12):914-919.
23. Lino VTS, Pereira SRM, Camacho LAD, Ribeiro ST, Filho Buckman S. Adaptação transcultural da Escala de Independência em Atividades de Vida Diária (Escala de Katz). Cad Saude Publica 2008; 24(1):103-112.
24. Fried L, Tangen C, Walston J, Newman A, Hirsch C, Gottdiener J, Seeman T, Tracy R, Kop WJ, Burke G, McBurnie MA; Cardiovascular Health Study Collaborative Research Group. Frailty in older adults: evidence for a phenotype.J Gerontol A Biol Sci Med Sci 2001; 56(3):M146-156.
25. Radloff LS. The CES-D Scale: A self-report depression scale for research in the general population. Applied Psychological Measurement 1977; 1:385-401.
26. Marucci M, Barbosa A. Estado nutricional e capacidade física. In: Lebrão ML, Duarte YAO, organizadores. SABE – Saúde, Bem-estar e Envelhecimento. Projeto SABE no município de São Paulo: uma abordagem inicial. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde; 2003. p. 93-118.
27. Guralnik JM, Simonsick EM, Ferrucci L, Glynn RJ, Berkman LF, Blazer A, Scherr PA, Wallace RB. A Short Physical Performance Battery Assessing Lower Extremity Function: association with self-reported disability and prediction of mortality and nursing home admission. J Gerontol 1994; 49(2):85-94.
28. Nakano MM. Adaptação cultural do instrumento Short Physical Performance Battery - SPPB: adaptação cultural e estudo da confiabilidade [dissertação]. Campinas: Universidade Estadual de Campinas; 2007.
29. Taylor HLJD, Schucker B, Knudsen J, Leon AS, Debacker G. A questionnaire for the assessment of leisure time physical activities. J Chron Dis 1978; 31(12):741-755.
30. O’Malley AS, Forrest CB. Immunization disparities in older Americans: determinants and future research needs. Am J Prev Med 2006; 31(2):150-157.
31. Landi F, Onder G, Carpenter I, Homolova VG, Bernabei R. Prevalence and predictors of influenza vaccination among frail, community-living elderly patients: An International Observational Study. Vaccine 2005; 23(30):3896-3901.
32. Andrew MK, McNeil S, Merry H, Rockwood K. Rates of influenza vaccination in older adults and factors associated with vaccine use: a secondary analysis of the Canadian Study of Health and Aging. BMC Public Heath 2004; 4:36.
33. Campos EC, Sudan LCP, Mattos ED, Fidelis R. Fatores relacionados à vacinação contra gripe em idosos: estudo transversal, Cambé, Paraná, Brasil.Cad Saude Publica 2012; 28(5):878-888.
34. Brasil. Ministério da Saúde (MS). Secretaria de Vigilância em Saúde. Campanha nacional de vacinação do idoso. Brasília: MS; 2009. Informe Técnico.
35. Shemesh AA, Rasooly I, Horowitz P, Lemberger J, Ben-Moshe Y, Kachal J, Danziger J, Clarfield AM, Rosenberg E. Health behaviors and their determinants in multiethnic, active Isaraeli seniors. Arch Gerontol Geriatr 2008; 47(1):63-77.
36. Sarría-Santamera A, Timoner J. Influenza vaccination in older adults in Spain. Eur J Public Health 2003; 13(2):133-137.
37. Chiatti C, Di Rosa M, Barbadoro P, Lamura G, Di Stanislao F, Prospero E. Socioeconomic determinants of influenza vaccination among older adults in Italy. Prev Med 2010; 51(3-4):332-333.
38. Salmito MCA. Associação entre equilíbrio, marcha e síndrome da fragilidade em idosos residentes em área urbana [dissertação]. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará; 2012.
39. Mansur AP, Favarato D, Ramires JAF. Vacina contra o vírus da influenza e mortalidade por doenças cardiovasculares na cidade de São Paulo.Arq Bras Cardiol 2009; 93(3):395-399.
40. Udell JA, Farkouh ME, Bhatt DL, Cannon CP. Influenza vaccination and reduction of cardiovascular events - a systematic review and meta-analysis.Canadian Journal of Cardiology 2012; 28(Supl. l5):S161.
41. Michiels B, Govaerts F, Remmen R, Vermeire E, Coenen S. A systematic review of the evidence on the effectiveness and risks of inactivated influenza vaccines in different target groups. Vaccine 2011; 29(49):9159-9170.
42. Nichol KL, Nordin JD, Nelson DB, Mullooly JP, Hak E. Effectiveness of influenza vacine in the community-dwelling elderly. N Engl J Med 2007; 357(14):1373-1381.
43. AHA/ACC, National Heart, Lung, and Blood Institute, Smith Junior SC, Allen J, Blair SN, Bonow RO, Brass LM, Fonarow GC, Grundy SM, Hiratzka L, Jones D, Krumholz HM, Mosca L, Pearson T, Pfeffer MA, Taubert KA. AHA/ACC guidelines for secondary prevention for patients with coronary and other atherosclerotic vascular disease: 2006 update: endorsed by the National Heart, Lung, and Blood Institute. J Am Coll Cardiol 2006; 47(10):2130-2139.
44. Dias EG, Duarte YAO, Almeida HM, Lebrão ML. Caracterização das atividades avançadas de vida diária (AAVDS):um estudo de revisão. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo 2011; 1:45-51.
45. Neri AL, Vieira LAM. Envolvimento social e suporte social percebido na velhice. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol. 2013; 16(3):419-432.
46. Fonseca FB, Rizzotto MLF. Construção de instrumento para avaliação sócio-funcional em idosos. Texto Contexto Enfermagem 2008; 17(2):365-373.
47. Casarin ST, Ceolin T, Hernandes FB, Siqueira HCH, Novello MP, Bandeira AG. Vacina contra influenza sazonal: opinião dos idosos. R. pesq.: cuid. fundam. online 2011; 3(2):1811- 1821.
48. Mangtani P, Shah A, Roberts JA. Validation of influenza and pneumococcal vaccine status in adults based on self-report. Epidemiol Infect 2007; 135(1):139-143.
49. Mac Donald R, Baken L, Nelson A, Nichol KL. Validation of self-report of influenza and pneumococcal vaccination status in elderly outpatients. Am J Prev Med 1999; 16(3):173-177.
50. Dias EG, Duarte YAO, Lebrão ML. Efeitos longitudinais das atividades avançadas de vida diária em idosos: implicações para a reabilitação gerontológica. O Mundo da Saúde 2010; 34(2):258-267.
51. World Health Organization (WHO). Envelhecimento ativo: uma política de saúde. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde; 2005.
Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.