Válvula Mitral de Duplo Orifício Isolado - Um Achado Raro em um Homem Idoso

Válvula Mitral de Duplo Orifício Isolado - Um Achado Raro em um Homem Idoso

Autores:

Andrea O Ciobanu,
Sean Bennett,
Renato D Lopes,
Dragos Vinereanu

ARTIGO ORIGINAL

Arquivos Brasileiros de Cardiologia

versão impressa ISSN 0066-782Xversão On-line ISSN 1678-4170

Arq. Bras. Cardiol. vol.104 no.5 São Paulo maio 2015

https://doi.org/10.5935/abc.20150043

Apresentamos aqui várias imagens de ecocardiografia transesofágica (ETE) de um homem de 60 anos encaminhado para o cirurgião cardíaco para procedimento de revascularização coronariana com triplo enxerto, durante o qual uma válvula mitral de duplo orifício (VMDO), funcionando normalmente foi um achado incidental durante a ETE intraoperatória de rotina. Essa é uma malformação congênita rara, ainda mais rara como uma anomalia isolada em um paciente idoso. A ETE tridimensional (ETE-3D) confirmou o diagnóstico, fazendo uma avaliação completa e rápida da válvula mitral e das estruturas vizinhas, e fornecendo todas as informações necessárias para reavaliar a estratégia cirúrgica no curtíssimo período pré-revascularização.

Figura 1 Imagem Transesofágica 3D em tempo real "en face", vista a partir do átrio esquerdo ("visão do cirurgião", Painel A) e do VE (Painel B) revelando dois orifícios mitrais assimétricos, um menor lateral (1) e um maior medial (2), divididos por um tecido fibroso (seta). Painel C- obtido depois de utilizar-se um plano de corte sagital para "dividir" a válvula e o VE em dois para melhor visualização dos orifícios e abertura irrestrita da válvula mitral. Painel D. Vista transgástrica 2D (à esquerda) e 3D (à direita) no modo de zoom dos dois orifícios. VE, ventrículo esquerdo. 

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