Versão brasileira da Segmental Assessment of Trunk Control (SATCo)

Versão brasileira da Segmental Assessment of Trunk Control (SATCo)

Autores:

Cristina dos Santos Cardoso de Sá,
Francis Meire Fávero,
Mariana Callil Voos,
Francine Choren,
Raquel de Paula Carvalho

ARTIGO ORIGINAL

Fisioterapia e Pesquisa

versão On-line ISSN 2316-9117

Fisioter. Pesqui. vol.24 no.1 São Paulo jan./mar. 2017

http://dx.doi.org/10.1590/1809-2950/16955824012017

RESUMEN

Se tradujo y se adaptó al portugués de Brasil la prueba Segmental Assessment of Trunk Control (SATCo). La escala original fue traducida de forma independiente por dos expertos en lengua inglesa al portugués de Brasil (T1 y T2). Después se produjo una versión traducida en acuerdo (TU). De esta versión, fueron realizadas dos versiones en lengua inglesa por dos traductores (RT1 y RT2). Se formó un nuevo consenso entre traductores e investigadores del cual generó una versión en lengua inglesa (RTfinal), en que se comparó al original para encontrar diferencias semánticas. La versión del instrumento en portugués brasileño (TU) se llamó Avaliação Segmentar do Controle de Tronco (Evaluación Segmentaria de Control del Tronco) y fue corregida por un conjunto de expertos, constituido de tres fisioterapeutas, para chequear el contenido, siendo que al final generó una segunda versión por consenso (Tfinal). Esta segunda versión la mandaron a una de las autoras de la escala original para chequear la comprensión de la versión en portugués de Brasil. Tras esta etapa, veinte fisioterapeutas aplicaron esta escala a niños con parálisis cerebral. Una parte de los fisioterapeutas señalan que es necesario complementar informaciones sobre la descripción de las instrucciones y de los puntajes.

Palabras clave: Torso; Escalas; Medidas; Niño; Evaluación

INTRODUÇÃO

O controle postural envolve o controle da posição do corpo no espaço, para o objetivo duplo de estabilidade e orientação - o que reflete a capacidade de controle postural e é fundamental para a execução correta de tarefas do dia a dia1. Durante a execução dessas tarefas, o tronco tem principalmente a função de estabilizar a postura. Para que haja esse ajuste postural, se faz necessário o equilíbrio de componentes essenciais (CE), como a amplitude de movimento, a manutenção da força e a coordenação da musculatura do tronco.

No caso de uma perturbação externa, geralmente ocorre desajuste postural, que pode ser rapidamente corrigido pelos CE, estruturando o controle de tronco adequado durante atividades manuais e em atividades motoras amplas1. O controle postural é o principal componente para que o indivíduo mantenha seu corpo em estado de equilíbrio em situações de repouso e na realização de atividades funcionais2.

A capacidade de manter o equilíbrio na postura sentada emerge gradualmente em crianças com desenvolvimento típico por volta dos seis meses de idade. Inicia-se com o desenvolvimento do controle de cabeça, seguido pelo desenvolvimento progressivo do controle de tronco3), (4. Em crianças com deficiência neuromotora o controle motor pode estar alterado e, dependendo da gravidade do distúrbio, apresentar restrições do equilíbrio na postura sentada durante toda vida, sem nunca adquirir o controle independente do movimento do tronco5.

Avaliar o equilíbrio na postura sentada é fundamental para direcionar a intervenção em crianças com deficiência motora. Nota-se que o desenvolvimento de instrumentos para avaliar o controle de tronco na pesquisa e na prática clínica é crescente. Sem a mensuração apropriada desse controle, não é possível fornecer informações válidas sobre a efetividade ou não de determinada abordagem terapêutica.

O desenvolvimento e a validação de novos instrumentos que visam a avaliar o controle de tronco ocorreram, em sua maioria, em países de língua inglesa. Exemplos de instrumentos de avaliação do controle de tronco são: Sitting Assessment of Children with Neuromotor Disability6, Trunk Control Measurement Scale7, Trunk Impairment Scale8e Segmental Assessment of Trunk Control (SATCo)9. Pesquisadores e clínicos de outros países que desejam usar esses instrumentos necessitam traduzi-los para seu idioma e validá-los para o uso em diferentes contextos culturais10.

Butler11 criou a SATCo em 1998. Em 2010, refinou e validou o instrumento para avaliar o nível de controle de tronco, considerando as muitas subunidades que devem ser coordenadas para conseguir esse controle na postura sentada11), (12. Ao contrário de outras ferramentas que avaliam o tronco como unidade única, o SATCo permite análise mais aprofundada e a definição estreita do nível em que as dificuldades do controle de tronco se apresentam, o que conduz à nova perspectiva no tratamento de deficiências do controle de tronco9.

Na língua portuguesa do Brasil ainda não há escalas de avaliação que possam mensurar o nível de controle de tronco. Portanto, a tradução e a adaptação cultural da SATCo disponibilizarão uma nova ferramenta aos profissionais das áreas da reabilitação13.

Portanto, este estudo objetivou traduzir para a língua portuguesa do Brasil e adaptar para a cultura brasileira a escala SATCo.

METODOLOGIA

Este estudo realizou a tradução para língua portuguesa do Brasil e a adaptação cultural do instrumento de mensuração do nível de controle de tronco, SATCo. O procedimento metodológico seguiu as etapas recomendadas internacionalmente: tradução, síntese da tradução, retrotradução, análise em comitê de especialistas, pré-teste e versão final10), (14.

A documentação, descrevendo todas as etapas para a tradução e adaptação cultural, foi enviada para o autor do questionário original, para que ficasse assegurada a adequação do processo de tradução efetuado e obtido. Este estudo foi precedido por uma autorização formal dos autores da versão original do SATCo para tradução e validação do instrumento para o idioma português do Brasil.

A escala e as instruções relacionadas a sua aplicação, que se apresentavam na versão original na língua inglesa, foram traduzidas para a língua portuguesa do Brasil, de acordo com as recomendações internacionais. As traduções foram realizadas por dois tradutores independentes, sendo que somente um deles conhecia o objetivo do estudo, mas desconhecia a escala. Essas duas traduções para o português do Brasil (T1 e T2) foram fundidas em uma versão única (TU), depois do consenso entre os dois tradutores e os pesquisadores.

Após a tradução da escala e suas instruções, TU foi retrotraduzida (RT) para o idioma original, por meio da contratação de dois outros tradutores, que desconheciam as finalidades do estudo, seguindo as mesmas regras da tradução inicial. Essas duas versões em inglês (RT1 e RT2) passaram por novo processo de consenso entre tradutores e pesquisadores, resultando em uma versão em inglês, (RTfinal), que foi comparada com a versão original, com vistas a possíveis diferenças semânticas.

A versão do instrumento em português do Brasil (TU) foi revisada por uma comissão de especialistas composta por três fisioterapeutas, todos com mais de 10 anos de experiência clínica na área de fisioterapia neurofuncional e com conhecimento dos dois idiomas, para verificação da validade do conteúdo. Para essa revisão, a comissão comparou a versão em português do Brasil (TU), item por item, com a versão original em inglês, para confrontar sua concordância e sugerir mudanças que pudessem aprimorar a tradução. Cada item também foi avaliado quanto à relevância na avaliação do conteúdo do instrumento, verificando sua equivalência. Depois dessa revisão, preparou-se uma segunda versão para concordância, a qual foi encaminhada a uma das autoras da escala original, que é brasileira, para verificar o entendimento da versão em português da escala, chegando a uma versão final em português do Brasil (Tfinal).

A Figura 1 apresenta o fluxograma, esquematizando o processo de tradução até a obtenção da versão final (Tfinal).

Figura 1 Fluxograma do processo de tradução da SATCo. 

Após essa etapa, a versão Tfinal foi entregue a 20 fisioterapeutas, com no mínimo dois anos de experiência na área de fisioterapia neurofuncional na criança, para testarem o instrumento traduzido e adaptado. Esses fisioterapeutas testaram o instrumento em crianças com paralisia cerebral (PC), a fim de verificar a interpretação em relação à tarefa a ser executada (instrução) e a resposta apresentada pela criança, e ainda para o registro da resposta de cada item avaliado pela escala.

INSTRUMENTO

A SATCo foi desenvolvida e validada por Butler et al.9 e é um método sistemático de avaliação dos níveis de controle de tronco de crianças com comprometimentos motores. Para aplicação da SATCo, a criança deve estar sentada em um banco, em postura ereta, mãos e braços livres de qualquer contato externo, incluindo o próprio corpo, o banco ou os braços do avaliador, com os pés apoiados no chão e o quadril estabilizado pelo sistema de cintas descrito na escala.

O avaliador deve se posicionar atrás da criança e oferecer um apoio manual firme, horizontalmente, em torno do tronco, em cada um dos níveis designados para cada condição. O apoio dado deve ser suficiente para assegurar que o tronco esteja em postura neutra vertical.

O assistente, posicionado preferencialmente fora da linha de visão da criança, gera um desequilíbrio horizontal, com as pontas dos dedos na região do manúbrio do esterno, no nível da vértebra C7 e nos acrômios direito e esquerdo.

Para cada nível de suporte são testados controle estático, no qual a criança deve permanecer estática, fixando o olhar a frente; controle ativo, no qual solicita-se que a criança faça com a cabeça uma rotação lenta e maior que 45º para cada lado; e controle reativo, no qual um desequilíbrio é gerado pelo assistente nos pontos fixos, com intensidade suficiente para perturbar o equilíbrio momentaneamente.

A habilidade da criança para manter ou recuperar rapidamente a posição vertical do tronco sem apoio em todos os planos é avaliada durante os testes estático, ativo e reativo e anotada na ficha do SATCo. Em cada nível de suporte a presença ou ausência de controle é marcada, sendo utilizados os símbolos “” (presente), “-” (ausente) e “NT” (não testado).

A presença de controle é considerada quando a criança tem um leve distúrbio de equilíbrio, i.e, reage balançando-se, mas é capaz de voltar à posição inicial. A ausência de controle é assinalada quando o distúrbio de equilíbrio é de moderado a grave, e a criança perde o equilíbrio e vai para os limites de sua amplitude de movimento. O teste continua com a redução do nível de apoio oferecido até que a criança não possa mais se manter ou voltar rapidamente à posição de partida.

Participantes

Para testar o instrumento traduzido, participaram do estudo 20 crianças com PC - quatro identificadas no nível I de acordo com o Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (GMFCS), uma com GMFCS II, cinco com GMFCS III, seis com GMFCS IV, e quatro com GMFCS V -, de ambos os gêneros, com idade 6,1 anos (±4,8). Foram excluídas crianças com PC que apresentavam déficit visual e/ou auditivo e que não compreendiam comandos verbais simples.

Procedimentos de teste e análise dos dados

Cada fisioterapeuta convidado a testar a escala SATCo avaliou cada item do instrumento em relação à descrição das instruções; ilustrações; descrição da pontuação e formulário para avaliação, classificando-os para os diferentes aspectos do instrumento em (a) adequado como está; (b) necessidade de inclusão de alguma questão/informação; (c) necessidade de exclusão de alguma questão/informação; ou (d) necessidade de modificação de alguma questão/informação. A partir das informações recebidas, foi organizado um banco de dados para sistematizar a revisão da versão brasileira do SATCo, tomando-se o devido cuidado para que essa revisão não modificasse o conteúdo do instrumento.

RESULTADOS

Tradução da SATCo

Após a tradução, o instrumento foi denominado “Avaliação Segmentar do Controle de Tronco”, mas optou-se pela permanência do uso da sigla em inglês, SATCo, associada com a abreviatura de Brasil, “BR”, logo, SATCo-BR. Na comparação entre a versão traduzida e a original realizada pela comissão de especialistas foram encontrados alguns itens que, embora não estivessem incorretos, dificultavam a compreensão e a interpretação das informações, sendo assim alterados (Tabela 1).

Tabela 1 Alterações realizadas após a retrotradução da versão em português e das alterações propostas pela comissão de especialistas para versão da SATCo-BR 

Termos da retrotradução na versão em português Alterações propostas pela comissão de especialistas
Examinador Avaliador
Escápula inferior Ângulo inferior da escápula
Nenhum suporte dado e faixas em pelve/coxas removidas Sem suporte do avaliador e sem as faixas em torno da pelve/coxas
IMC (kg/m2) 21,7 (2,96)

Administração da versão traduzida da SATCo

Em relação à descrição das instruções da versão em português da SATCo, 14 fisioterapeutas (70%) revelaram que as instruções estavam adequadas e seis (30%) sugeriram a inclusão de algum tipo de informação. No que se referia às ilustrações, todos os fisioterapeutas (100%) revelaram que as ilustrações estavam adequadas. Em relação à descrição da pontuação, 10 fisioterapeutas (50%) indicaram que a descrição estava adequada e 10 (50%) tiveram dúvidas na pontuação e usaram os termos “presente” ou “ausente” para registrar o nível de controle de tronco avaliado. Baseado nesse resultado, verificou-se a necessidade de inclusão de informação extra em relação à pontuação. No que se refere ao formulário de avaliação, apenas um fisioterapeuta sugeriu a inclusão de informação. A Tabela 2 apresenta as adequações nas instruções, de acordo com as sugestões dadas pelos fisioterapeutas.

Tabela 2 Alterações realizadas na versão em português da SATCo após ser testada por fisioterapeutas 

Descrição das instruções Ilustrações Descrição da pontuação Formulário para avaliação
- Na instrução da colocação da faixa (enfaixamento), foi descriminada a figura; - Foi colocado em destaque que o símbolo () deve ser utilizado quando o componente do controle está presente e o símbolo (-) quando o controle está ausente. No primeiro nível de controle, foi inserido que o braço está apoiado em aparato anterior.
- Foi inserido na descrição do estímulo a ser aplicado no componente reativo: “com leve pressão”;
- Apoio do avaliador, conforme indicado no formulário de registro para cada nível.

DISCUSSÃO

Este estudo traduziu e adaptou para o português do Brasil a Avaliação Segmentar do Controle de Tronco, instrumento para avaliar o nível de controle de tronco na postura sentada.

Um instrumento apropriado para avaliar o nível de controle de tronco de indivíduos com desordem do movimento é crucial tanto para o uso na prática clínica quanto na pesquisa. Um bom instrumento de avaliação deve abordar o que se quer investigar, ser confiável para a população investigada, apresentar validade, ser de fácil aplicabilidade e sensível a mudanças10. A SATCo apresentou alta correlação com Alberta Infant Motor Scale (r=0,86), Bayley Scales of Infant and Toddler Development Test (r=0,83) e idade (r=0,90)4. Entretanto, faltam estudos que confirmem a validade do instrumento.

A SATCo originalmente foi escrita em inglês, com adaptações pertinentes à cultura americana, especialmente no contexto da linguagem e das construções gramaticais. A apresentação da versão traduzida do instrumento, sem a adequação ao contexto cultural, pode falhar em termos de significado para quem aplica e para quem recebe a aplicação, pois algumas palavras em idiomas diferentes podem não ter o mesmo significado15), (16. Faz-se necessária a administração do teste traduzido a um grupo de profissionais com experiência na área, a fim de garantir a adaptação do instrumento. Visando à aplicação do instrumento à população brasileira, além da tradução o instrumento foi testado em termos de equivalência cultural, de modo que pudesse ser compreendido e interpretado pelos avaliadores (Apêndice I).

Durante as etapas de tradução inicial e avaliação da tradução inicial (retro tradução) não houve diferenças importantes entre os tradutores e a comissão de especialistas. No entanto, foram encontrados alguns itens que, embora não estivessem incorretos, dificultavam a compreensão e a interpretação das informações, sendo assim adequados à cultura brasileira. Em dois desses, os termos foram alterados para manter a estrutura e garantir a compreensão do item. Um deles é o termo “escápula inferior”, cuja tradução foi modificada para “ângulo inferior da escápula”, para tornar mais precisa e compreensível a referência anatômica. O outro foi “nenhum suporte dado e faixas em pelve/coxas removidas”, o qual foi modificado para “sem suporte do avaliador e sem as faixas em torno da pelve/coxas”.

Após a elaboração da versão final em português (Tfinal), 20 fisioterapeutas testaram-na em crianças com PC. Nessa etapa, quatro aspectos para interpretação foram avaliados: descrição das instruções, ilustrações, descrição da pontuação, e formulário para avaliação.

No quesito “descrição das instruções”, na instrução sobre a colocação da faixa no paciente e superfície de apoio sentada, foi descriminado no texto o passo a passo apresentado na figura, a fim de facilitar o procedimento de colocação da faixa. Na descrição do estímulo a ser aplicado no componente reativo, foi inserido o termo “com leve pressão”, indicando intensidade desse estímulo. Incluiu-se que o apoio do avaliador para cada nível deveria ser seguido como indicado na ficha de avaliação da SATCo. Essas modificações, realizadas após sugestões dos 20 fisioterapeutas, facilitaram a interpretação do instrumento.

Em relação às ilustrações do instrumento, 100% dos fisioterapeutas concordaram que essas eram adequadas para a utilização do instrumento. Já em relação ao quesito “pontuação”, 50% dos fisioterapeutas não utilizaram o símbolo correto empregado pelo instrumento, usando os termos “presente” ou “ausente”. Dessa forma, houve a necessidade de colocar em destaque o símbolo (), que indica presença e o símbolo (-) que indica ausência. Para tal, usou-se o negrito.

Por fim, no formulário de avaliação foi reforçado que no primeiro nível de controle, que indica controle de cabeça, os braços do avaliado deveriam estar apoiados anteriormente na mesa colocada à frente.

O uso do SATCo permite identificar a área do tronco que está com o controle postural reduzido, informação fundamental para traçar uma intervenção adequada a cada paciente com alteração do movimento. Estudos usando a SATCo mostram que a avaliação precisa do nível de controle de tronco em crianças com PC permite melhor direcionamento da terapia, visando a melhorar o controle postural ou a compensar a falta de controle com o uso de tecnologia assistiva, com o propósito de alcançar maior desempenho funcional do indivíduo1), (17.

Em resumo, a tradução e a adaptação da Escala Segmentar do Controle de Tronco (SATCO) auxiliará clínicos e pesquisadores a identificar o nível de controle de tronco de indivíduos com desordem do movimento, objetivando direcionar as intervenções e o acompanhamento da evolução desse controle de modo preciso, confiável e de fácil aplicação.

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