Câncer Infantil

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Na criança e no adolescente, os tumores geralmente são mais agressivos, de evolução mais rápida e, muitas vezes, são diagnosticados em estágio avançado. Por isso, o diagnóstico precoce possui grande potencial na mudança da realidade para esses pacientes, permitindo o tratamento das doenças em estágios iniciais e a utilização de modalidades de tratamento menos agressivas e menos tóxicas.

Entretanto, o que dificulta a suspeita e o diagnóstico do câncer nas crianças e nos adolescentes é o fato de sua apresentação clínica ocorrer através de sinais e sintomas que são comuns a outras doenças mais frequentes, tais como:

Febre: febre persistente de origem indeterminada, com tempo de evolução superior a oito dias, tem as neoplasias como causa em 10% dos casos;

Emagrecimento: as neoplasias podem resultar em alterações no peso das crianças e até mesmo acentuar um quadro de desnutrição preexistente;

Palidez cutâneo-mucosa: é uma das apresentações clínicas da anemia. As neoplasias podem causar anemia por três mecanismos: produção deficiente de hemácias devido à infiltração da medula óssea por células tumorais, por hemólise ou por sangramentos;

Sangramentos anormais sem causa definida: manifestações cutâneas de sangramento não associadas a traumatismos devem ser valorizadas. Petéquias não restritas a determinados locais podem estar associadas à plaquetopenia;

Dor generalizada: está presente em mais de 60% dos diagnósticos oncológicos. É preciso estar atento aos casos de leucemia aguda que simulam um quadro de doença reumatológica;

Adenomegalia: as adenomegalias neoplásicas são caracterizadas por gânglios maiores que 3 cm no maior diâmetro, endurecidos, de crescimento lento, indolores, aderidos aos planos profundos, sem evidência de infecção na área de drenagem.

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Referência: Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva(Brasil). Diagnóstico precoce do câncer na criança e no adolescente / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, Instituto Ronald McDonald. – 2. ed. rev. ampl., 2. reimp. – Rio de Janeiro: Inca, 2013

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Os tumores estromais do aparelho digestório (GIST) fazem parte de um grupo específico de tumores de origem não epitelial, que tem origem na camada muscular da parede do trato gastrointestinal. Dentre as alternativas abaixo, assinale a INCORRETA.

A
A origem desses tumores indiferenciados pode estar na célula intersticial de Cajal, conhecida como o marca-passo intestinal do plexo mioentérico, responsável pela geração do estímulo nervoso que controla a motilidade intestinal.
B
Quando localizado no estômago, o sítio de localização mais frequente é o terço médio, seguido do proximal, e menos frequente no distal.
C
A ecoendoscopia ou ultrassonografia endoscópica permite determinar a camada de origem da lesão: lesões originárias na camada muscular da mucosa (plexo mioentérico) do órgão acometido são altamente sugestivas de tumor estromal.
D
O diagnóstico definitivo do tumor estromal só pode ser definido por estudo histológico e imuno-histoquímico, por meio de biópsias das lesões ou do estudo das peças resultantes de ressecção cirúrgica.
E
O CD117 ou c-Kit é considerado o marcador mais importante para o estudo dos tumores estromais gastrointestinais.
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