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Características e gravidade da COVID-19 em crianças e adolescentes

Características e gravidade da COVID-19 em crianças e adolescentes

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No post de hoje trataremos a respeito das características e gravidade da COVID-19 em crianças e adolescentes. A pandemia pela COVID-19 foi marcada por atingir de forma mais letal indivíduos com idade mais avançada, bem como aqueles com comorbidades associadas. Sabemos que nas crianças a COVID-19 costuma manifestar-se de forma leve. No entanto, alguns casos de COVID-19 pediátrica requerem admissão na unidade de terapia intensiva e uso de ventilação mecânica. 

Portanto, nosso objetivo será tratar a respeito de um trabalho científico que buscou avaliar condições demográficas e clínicas associadas a casos graves de COVID-19 em crianças hospitalizadas nos Estados Unidos. 

De que forma foram avaliados os casos?

O estudo captou dados provenientes de 869 centros médicos, registrados em base de dados responsável por aproximadamente 20% das internações nos EUA. Os pacientes com 18 anos de idade ou menos, com diagnóstico de COVID-19 entre os meses de de Março e Outubro de 2020, foram incluídos no estudo.

Os casos graves de COVID-19 foram definidos como aqueles que necessitaram de cuidados em unidade intensiva, envolvendo uso de ventilação mecânica invasiva, ou casos que resultaram em óbito.

Características gerais da população estudada

Foram incluídos no estudo um total de 20.714 pacientes pediátricos. Destes, 52,9% eram meninas, 53,8% estavam entre a idade de 12 a 18 anos, 39,3% eram hispânicos ou latinos, 24,4% eram negros não hispânicos e, por fim, 29,2% tinham uma ou mais condições crônicas de saúde.

Fatores associados à maior gravidade da COVID-19 em crianças e adolescentes

O estudo identificou associação de casos graves da COVID-19 em crianças que possuíam uma ou mais condições crônicas de saúde, comparados com aqueles sem nenhuma comorbidade.

Maior associação de gravidade também foi identificada entre aqueles com idade variando de 2 a 5 anos, ou 6 a 11 anos, comparados com aqueles entre 12 a 18 anos. 

Além disso, houve maior associação de gravidade entre indivíduos do sexo masculino, comparados aos do sexo feminino. 

Dentre os fatos que não mostraram associações estatisticamente significantes estavam raça/etnia e tipo de seguro em saúde.

Discussão dos achados

O estudo mostrou que cerca de ⅓ dos pacientes pediátricos internados com COVID-19 apresentaram quadros graves. A análise dos dados revelou maior susceptibilidade das crianças mais novas aos quadros graves.

Embora a admissão dos pacientes mais novos às unidades de cuidados intensivos possa representar apenas um maior cuidado dispensado à esta população, este achado revela implicâncias importantes para os estabelecimentos de saúde, no que diz respeito ao planejamento de recursos e leitos. 

Conclusão sobre a gravidade da COVID-19 em crianças e adolescentes

Apesar da maioria das crianças com COVID-19 apresentarem sintomas leves, algumas delas podem desenvolver quadros graves. Entender os fatores que estão por trás do agravamento do quadro pode ajudar na elaboração de estratégias de prevenção e planejamento em saúde. 

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Referências

Characteristics and Disease Severity of US Children and Adolescents Diagnosed With COVID-19 – JAMA Network

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