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Por que os médicos estão adoecendo?

Em uma pesquisa realizada em 2018 com 1.838 médicos brasileiros, o MedScape, plataforma mundial que trata dos mais diversos assuntos médicos, constatou que quase um terço dos médicos (26%) sofre de burnout, 19% afirmam estarem deprimido, e 11% relatou  estar deprimidos e sofrer de burnout. Ambos os quadros foram mais comuns em médicos mais jovens e generalistas. Do mesmo modo, trabalhar em hospital também pareceu aumentar a incidência das doenças.

Para saber O que é a síndrome burnout, seus sinais e sintomas e como evitar, fizemos um post sobre isso AQUI.

Dentre os fatores que contribuem para o burnout, metade afirmou que a baixa remuneração é o principal fator, seguido por carga horária excessiva (46%) e desrespeito por parte de chefes, empregados.. (44%). Além desses motivos, os médicos alegaram que desrespeito por parte dos pacientes (33%), excesso de tarefas burocráticas (prontuários, papeladas..) (31%), diminuição do pagamento das operados (18%), ênfase no lucro e não no paciente (14%), falta de controle/autonomia (14%), sensação de ser só uma peça na engrenagem (10%), regulamentações governamentais (10%) e outros, também contribuem para a condição.

Quando perguntados sobre a intensidade do burnout, cerca de 13% afirmou ser tão grave que pensa em  largar a medicina. Porém, mais de um terço garante que a depressão não interfere na relação do médico com o paciente, enquanto que 34% afirma ser menos diligente em suas anotações, como nos prontuários e na anamnese e 33% que eram menos engajados com seus pacientes, como escutar e atender de forma atenda aos seus pacientes. No trabalho, mais de um terço afirmou ser menos amigável com funcionários e colegas, é menos comprometido com o trabalho e colegas e 26% afirmou chegar atrasado.

O aumento da remuneração, a fim de evitar preocupações financeiras, foi a solução mais citada para o fim do burnout. Mais tempo de descanso remunerado (folga ou férias), mais respeitos do chefes e mais oportunidades acadêmicas também foram citadas. Entretanto, a maioria não procura ajuda alegando que “Os sintomas não são suficientemente graves” ou que “consegue lidar com isso sem ajuda profissional”. Além disso, apenas 4% afirmou que o seu local de trabalho oferece um programa de redução de estresse e/ou burn out.

Mulheres e médico mais jovens foram os que frequentemente responderam que “Mudar o local de trabalho” seria a solução ideal. Dormir e se isolar foram os recursos mais utilizados para evitar o burnout, seguido por comer em excesso e de forma compulsiva.

Você concorda com esses dados? Quais são os motivos que estão levando os médicos a adoecerem na sua perspectiva? No seu local de trabalho, existem projetos de  apoio aos profissionais que sofrem com essas doenças? Contra pra gente!

Até a próxima!

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