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Caso Clínico: Radiologia e Diagnóstico por Imagem – Miastenia Gravis

História Clínica

Paciente, do sexo feminino, 49 anos, procura serviço de oftalmologia queixando-se de diplopia e ptose do olho esquerdo há três semanas. Relato de fraqueza ao deambular, com episódios de quedas que pioram no período noturno há três meses, embora tenha havido melhora no último mês. Relata, ainda, disartria, dificuldade de mastigação e disfagia.

 

Exame Físico

Ao exame, encontra-se afebril, com pupilas isocóricas, fotorreativas e paresia global grau 4/5.

Solicitado eletroneuromiografia e tomografia computadorizada (TC) de tórax

 

Exames complementares:

Imagens 1, 2 e 3: TC de tórax/mediastino de alta resolução sem contraste: lesão ovalada, circunscrita e homogênea, com densidade de partes moles, situada em mediastino ântero-superior, medindo cerca de 3,2 x 2,4 x 2,2 cm (L x T x AP). Sobrepõe-se discreta densificação dos planos adiposos circunjacentes. Não são identificados sinais inequívocos e invasão de estruturas vasculares. Não há sinais de linfonodomegalias axiais, mediastinais ou hilares. Tendo em vista o contexto clínico, possibilidade de timoma pode ser considerada.

Eletroneuromiografia: disfunção pós-sináptica da junção neuromuscular compatível com miastenia gravis.

A história de fraqueza e fadiga de músculos oculares, bulbares e de membros, que piora ao longo do dia e após exercícios físicos, associada à presença de timoma, é altamente sugestiva de Miastenia Gravis, tendo sido o diagnóstico definido com a eletroneuromiografia.

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