Ciclo ClínicoOncologia

CEC de Esôfago

O Carcinoma Espinocelular (CEC) de esôfago é um tumor maligno predominante em homens entre 50 e 70 anos, e, se detectado em estagio avançado, apresenta alta taxa de mortalidade. Quando o diagnóstico do CEC de esôfago é feito em estágio inicial, o prognóstico é sensivelmente melhor, com taxas de sobrevida de 95% em cinco anos.


CASO CLÍNICO

Paciente masculino, 78 anos, residente em Brasília. Apresentou queixas de disfagia e odinofagia. Hipertenso e ex-tabagista.

Realizou videoendoscopia, na qual se observou lesão infiltrativa, endurecida e circunferencial na transição esôfago-gástrica (TEG), ocupando 95% da luz esofágica e impedindo a passagem do aparelho a 35 cm de distância da arcada dental superior (ADS); exame sugestivo de CA de esôfago distal. Em TC tórax foi encontrado elevação da hemicúpula diafragmática esquerda; espessamento parietal circunferencial do terço médio/distal do esôfago, por uma extensão craniocaudal de aproximadamente 5 cm, sem sinais definidos de invasão de estruturas mediastinais adjacentes; e extremidade distal da lesão distando cerca de 7 cm da cárdia. Apresentava pequeno linfonodo periesofágico à direta medindo 1,3 x 1 cm e linfonodo adjacente à cardia no hiato diafragmático, medindo 1,6 x 1 cm.

 

Diagnóstico de CEC de esôfago, médio/distal, estadio clínico (EC) IIIA. Iniciou quimioterapia (QT) de indução, semanal, associada à hidratação venosa dois meses após o diagnóstico. Observou-se boa resposta clínica após a 4ª sessão, obtendo controle álgico e melhora da disfagia. 

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