Ciclo Clínico

Cinco dificuldades que todo plantonista de UTI precisa enfrentar e qual a melhor forma de conduzi-las

Cinco dificuldades que todo plantonista de UTI precisa enfrentar e qual a melhor forma de conduzi-las

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Imagem de perfil de Sanar Pós Graduação

Tudo o que você precisa saber sobre as dificuldades do médico plantonista de UTI! 

A unidade de terapia intensiva consiste em um ambiente de alta complexidade, sendo seu funcionamento baseado em monitorização e vigilância constantes.

O médico plantonista de UTI é responsável por realizar diversos atendimentos hospitalares. Além disso, cabe a esse profissional analisar a conduta terapêutica do paciente que está no leito da unidade de terapia intensiva. No geral, o  turno do médico plantonista dura cerca de 12 horas.

O plantão médico na UTI pode ser feito por um especialista em medicina de emergência ou por médicos de outras especialidades como: 

  • Cardiologista
  • Ortopedista
  • Neurologista
  • Cirurgião geral

A rotina de um médico plantonista é intensa e envolve diversas dificuldades. Para te ajudar a saber mais sobre essa rotina, trouxemos as principais adversidades que esses profissionais podem vivenciar. 

1- Um plantonista de UTI deve saber lidar com doenças mais prevalentes

O médico plantonista de UTI é responsável por cuidar de pacientes com problemas de saúde que necessitam de uma atenção intensiva. Apesar de contar com a ajuda de uma equipe multidisciplinar, o plantonista precisa ter conhecimento e estar seguro em relação às principais doenças que afetam esses pacientes. 

Vale lembrar que o médico de urgência e emergência, por exemplo, não deve ter conhecimento sobre tudo, visto que, o ideal é que haja uma equipe de profissionais especialistas. No entanto, este profissional deverá ter conhecimento sobre as doenças mais comuns que levam a internação em UTI, são elas: 

  • Infarto 
  • Desconforto respiratório 
  • Acidente vascular cerebral 
  • Hipotensão arterial refratária

Para além do tratamento medicamentoso, o intensivista deverá amenizar o sofrimento do paciente, como dor e falta de ar, independente do seu prognóstico.

2- Realizar os procedimentos necessários

O intensivista deve saber realizar diversos procedimentos que os pacientes da UTI necessitam. Dentre os principais procedimentos estão: 

  • Intubação endotraqueal e ventilação
  • Traqueostomia percutânea
  • Inserção de drenos
  • Ultrassonografia
  • Cateterização arterial 
  • Punção de veia central.

Além desse monitoramento nas UTIs, o profissional também poderá ser responsável pelo pós-operatório ou na unidade de queimados. Dessa forma, é necessário dar mais atenção ao aperfeiçoamento de procedimentos de acordo com a área que se está inserido. 

Curso de pós em medicina de emergência

A pós-graduação em medicina de emergência é uma excelente oportunidade para médicos que acabaram de se formar e desejam aperfeiçoar os conhecimentos adquiridos na graduação. Além de se manterem atualizados com os principais protocolos de atendimento internacionais.

O curso de pós-graduação em medicina de emergência oferecido pela Sanar, é um curso autorizado pelo MEC, que adota um modelo híbrido com:

  • Aulas em vídeo 
  • Práticas presenciais.

A pós-graduação em medicina de emergência conta com professores renomados, todos padrão USP, atuantes dos principais serviços médicos do país.

3- O plantonista de UTI e a sobrecarga emocional

O trabalho em unidades de terapia intensiva (UTI) é estressante e tem uma carga emocional elevada. Isso ocorre porque há uma alta morbidade dos pacientes que estão nesse internamento. Além disso, os profissionais precisam muitas vezes lidar com o tempo e recursos limitados para o atendimento.

Por esses motivos, somados também a demandas externas dos indivíduos, os profissionais podem desenvolver estresse psicológico. Se esse estresse for persistente, o médico pode desenvolver sintomas deletérios, o que trará uma sensação de sobrecarga. Esses fatores juntos podem resultar em: 

  • Insônia
  • Fadiga
  • Irritabilidade
  • Ansiedade 
  • Depressão

Dessa forma, é necessário que o intensivista não ignore esses sintomas e esteja sempre em acompanhamento psicológico, caso necessário. Dessa forma, ele saberá lidar com a carga emocional que a UTI exige. 

4- Sabe dar notícias ruins

Os médicos de UTI são diariamente colocados em situações difíceis. Dentre as situações mais complicadas está ter que comunicar um prognóstico ruim para pacientes e familiares.

Por conta disso, o profissional deverá ter habilidade para falar com pacientes e familiares, mesmo que o momento seja difícil. Para isso, é necessário: 

  • Utilizar linguagem clara e simples
  • Se sensibilizar com a situação mas não se sentir culpado
  • Não minimizar o problema 
  • Não dá esperança que não sejam realistas
  • Garanta a qualidade dos cuidados paliativos
  • Dar o suporte emocional necessário para o paciente e seus familiares

5- Gestão de tempo para o médico plantonista de UTI

A rotina do médico de UTI é intensa e, muitas vezes, há uma sobrecarga do profissional. É necessário que o intensivista saiba gerir seu tempo, tendo uma boa rotina de sono. Diversos profissionais têm uma rotina de plantão noturno, o que já afeta o ciclo circadiano. Apesar disso, é preciso que eles estabeleçam:

  • Horas necessárias de sono
  • Boa alimentação
  • Rotina de exercício físico

Todas essas condutas contribuem para que o intensivista não se sinta sobrecarregado e nem desenvolva sintomas de estresse. 

Referência bibliográfica

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo suporte avançado de vida. 2016. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_suporte_avancado_vida.pdf>. Acesso em 20 de Julho de 2022. 
  • Almeida, M. D. D., & Santos, A. P. A. L. (2013). Câncer infantil: O médico diante de notícias difíceis: uma contribuição da psicanálise. Mudanças, 21(1), 49-54. doi: http://dx.doi. org/10.15603/2176-1019/mud.v21n1p49-54

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