Ciclo Clínico

Cirurgia plástica no abdome: Conheça os principais procedimentos. | Colunistas

Lipoaspiração, Abdominoplastia, MiniLipo, LipoLaser, Hidrolipo, Miniabdome, Lipoabdome, Dermolipectomia abdominal… São tantos nomes divulgados que as pessoas permanecem confusas em relação às opções de cirurgia no abdome. Vamos simplificar e dividir em três grandes grupos de técnicas cirúrgicas?

Primeiro, a Lipoaspiração. Técnica realizada com intuito de tratar adiposidades, as famosas gorduras localizadas. Diferente do que muitos pensam, não visa o emagrecimento, inclusive por existir um limite de segurança do volume a ser lipoaspirado.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a lipoaspiração não deve ultrapassar 5-7% do peso corporal, portanto deve ser realizada em pessoas que estejam próximas do peso ideal, e não em situações de obesidade, o que aumentaria a chance de complicações relacionadas ao procedimento. Após a primeira publicação de lipoaspiração abdominal realizada por Illouz em 1980, surgiram muitas variações de técnica, bem como criação de nomes puramente comerciais.

As lipoaspirações, hoje, são realizadas após infiltração de líquido (soro fisiológico e vasoconstrictores), com o intuito de reduzir a perda sanguínea durante o procedimento e facilitar a passagem da cânula através da hidrodissecção. A “hidrolipo” seria, apenas, mais um nome para descrever o que já é habitualmente feito. A “minilipo”, da mesma forma, não se traduz em técnica nova, sendo uma aspiração em áreas de pouco volume. Atualmente, o que se tem de novidade é a realização de lipoaspiração associada ao laser, e novos estudos estão sendo realizados na tentativa de compará-la à tática cirúrgica tradicional.

E a abdominoplastia? Esta, também chamada de Dermolipectomia abdominal, tem indicação em pacientes que apresentam flacidez e excesso de pele abdominal, a exemplo dos que sofreram grande perda ponderal ou após gestações. Na técnica clássica, é retirado um fuso de pele em abdome inferior, incluindo pele e gordura desta região. O tecido remanescente, acima do umbigo, é descolado, tracionado e suturado na parte inferior do abdome, região suprapúbica, e procedida realização de plástica no umbigo (onfaloplastia). Na abdominoplastia, comumente é feita plicatura dos músculos retos abdominais, que seria a sutura destes na linha média, em pacientes que apresentam afastamento (diástase) dos mesmos ou intensa flacidez da parede abdominal, conferindo tensão muscular e redução do abaulamento ou protrusão ao se levantar.

Por fim, falaremos da Lipoabdominoplastia, que consiste na associação das duas técnicas anteriormente citadas. Idealizada e difundida por Dr. Osvaldo Saldanha, baseia-se no menor descolamento de tecidos, publicado no ano de 2000 por Dr. Juarez Avelar. Visa ressecar o excesso de pele e flacidez do abdome inferior, além de reduzir a adiposidade do tecido remanescente do abdome superior e flancos, conferindo bom contorno corporal. Pelo risco de comprometimento da vascularização dos tecidos remanescentes, define um menor descolamento, restrito à área de plicatura da linha média, com preservação da fáscia de Scarpa nas demais regiões.

E então, doutor, qual a melhor técnica para o abdome ficar bonito e definido? Acho que agora está mais claro que cada técnica tem a sua indicação específica, não havendo generalização. Por isso, a avaliação do paciente deve ser individualizada e realizada por um cirurgião plástico, para que seja feita a cirurgia que conferirá melhor resultado para o caso em questão.

Ficou alguma dúvida? Estou à disposição para maiores esclarecimentos!
Dr. Rafael Alves

Conheça o curso de Cirurgia Plástica do Sanarflix!

Tags

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

Botão Voltar ao topo
Fechar