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Cirurgia Reparadora: para que serve e quando é indicada

Cirurgia Reparadora: para que serve e quando é indicada

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SanarFlix

5 min há 742 dias

Confira um resumo completo sobre Cirurgia Reparadora. Entenda porque ela cresceu, qual a sua importância e eficácia, e pontos importantes antes do procedimento.

Boa leitura!

A cirurgia reparadora

As consequências relacionadas com a obesidade são consideradas, atualmente, um dos problemas mais graves enfrentado na saúde pública brasileira e em outros países.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que, atualmente, nos países desenvolvidos, elas sejam os principais problemas de saúde a enfrentar. O aumento da incidência e da prevalência da obesidade se deve principalmente ao estilo de vida, consumo de alimentos ricos em gorduras e açúcares, sedentarismo e redução de consumo de fibras.

Esses pacientes enfrentaram diversos programas de emagrecimento clínico antes de realizar a cirurgia bariátrica, portanto, o revestimento cutâneo foi submetido a distensões e retrações seriadas, o chamado “efeito sanfona”, o que pode comprometer a composição proteica responsável pela resistência e elasticidade da pele, especialmente o colágeno e a elastina.

Assim, cirurgia como tratamento da obesidade grave vem sendo empregada há quase 50 anos, ocasionando perdas de peso consideráveis nos pacientes.

Contudo, não é infrequente que um paciente hiperobeso (IMC superior a 50Kg/m²) apresente, após uma cirurgia bariátrica de sucesso, índices de obesidade, já que após a cirurgia, o emagrecimento estimado é de aproximadamente 50% do excesso de peso, o que significa que, nos casos de pacientes com IMC > 50 kg/m² teremos como resultado índices de massa corpórea de sobrepeso ou obesidade (25 a 30 Kg/m², e 30 a 35 Kg/ m², respectivamente), e alguns ainda terão índices de obesidade mórbida, a depender da gravidade da doença à época da cirurgia.

Uma condição constante nessa nova imagem corporal é a flacidez cutânea associada a ptose das diversas regiões anatômicas, como mamas, braços, coxas, glúteos e tronco. Ao lado do impacto psicossocial do dermatocalázio generalizado, também há implicações médicas, com doenças como o intertrigo e limitações funcionais para deambulação, micção e atividade sexual.

Dessa forma, como forma de reparação do excedente cutâneo e flacidez, a procura pela cirurgia plástica reparadora aumentou, principalmente para a realização de dermolipectomia abdominal para correção das consequências secundárias da cirurgia bariátrica, possibilitando uma grande melhora da qualidade de vida dos pacientes tratados cirurgicamente.

No escopo dessa área da cirurgia plástica, o tratamento do excesso de pele após perda ponderal maciça pode ser considerado desafiador, uma vez que atinge todo o corpo do paciente e requer estratégias para minimizar as complicações pelo cuidado integral, desde o planejamento das incisões até a avaliação dos resultados no período pós-operatório tardio.

A avaliação de resultados é complexa em cirurgia plástica, ao envolver parâmetros subjetivos e contar com poucas publicações comparativas, porém é necessária para permitir progressos.

Após essa abordagem teórica inicial do assunto, iremos analisar os principais pontos relacionados as indicações cirúrgicas e aos tipos de cirurgias que estes pacientes podem se submeter.

Critérios para indicação de Cirurgia Reparadora

SE LIGA! Quando estamos diante de um paciente pós-bariátrica, precisamos ter em mente que é direito dele a realização da cirurgia reparadora, existindo uma portaria do Ministério da Saúde (PORTARIA Nº 425, DE 19 DE MARÇO DE 2013) garantindo isso tanto no SUS quanto entre os planos privados.

Como critérios para indicar a realização da cirurgia reparadora, teremos que o paciente precisar ter alcançado um IMC < 35 kg/m² por pelo menos 6 meses. Este período é esperado após a ocorrência da estabilização do peso, que ocorre normalmente após 1 ano e meio e 2 anos do procedimento.

Precisamos também que o paciente venha realizando uma reeducação alimentar, com boa aderência, já que em caso de retorno ao peso anterior por questões alimentares, poderá ocorrer complicações, já que apresenta uma pele mais friável, em função da perda do colágeno e da elastina.

Assim, algo que pode ajudar nesse preparo da pele, é a prática de atividade física constante, permitindo um aumento da musculatura com melhora da circulação corpórea, bem como uma melhor nutrição dos tecidos.

É importante ter em mente que este paciente precisa de um acompanhamento psicológico longitudinal, desde o início do tratamento para a obesidade até após a realização dos procedimentos necessários, já que os impactos que essas transformações corporais podem acarretar na autoimagem podem ser tanto benéficos quando devastadores para o paciente.

É preciso conversar com o paciente sobre as cicatrizes que irão surgir em decorrência dessa nova cirurgia, principalmente em função da escassez de derme que normalmente esses pacientes apresentam em função do “efeito sanfona”.

Assim, antes do procedimento, é preciso toda uma equipe multidisciplinar acompanhando o paciente, nos diversos aspectos de sua saúde corporal, mental e social, para que se possa realizar as cirurgias reparadoras necessárias para completar o tratamento desejado.

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