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Como se faz um laudo médico?

Doutor, preciso de um atestado médico para meu filho jogar futebol.
Doutor o convênio está pedindo um laudo médico para liberar minha viagem.
Essas e outras questões sobre relatórios médicos serão abordadas a seguir e vão ajudar!

1. Atestado médico e laudo médico são as mesmas coisas?

Em uma busca no dicionário Michaelis, pode-se encontrar: – Laudo 1. Texto em que um especialista emite sua opinião em resposta a uma consulta. – Assim, fica entendido que, em termos gerais, um laudo médico nada mais é do que um documento no qual consta o resultado de um exame médico, com a devida conclusão, que seria a interpretação do profissional operador do exame realizado; atendendo ou não aos devidos fins para o qual fora solicitado o exame.
Tendo em vista que um atestado médico serve para provar que o paciente esteve na determinada consulta ou exame; o laudo médico, evidenciando os achados e justificando alguma doença, se associaria a esse para que, juntos, agreguem valor ao documento do solicitante.
Importante ressaltar dois pontos, primeiro, pela ética médica, é direito do trabalhador que não apareça o nome da doença, embora seja permitido que o Código Internacional de Doenças (CID) conste, pois, o possível médico da empresa pode solicitar acompanhamento da recuperação do trabalhador. Segundo, é direito inalienável, de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), que o paciente solicite um atestado.

2. O que deve constar em um laudo médico de confiança?

Segundo o Código de Ética Médica, Capítulo III – Artigo 11, “é vedado ao médico receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível sem a devida identificação de seu número de registro no Conselho Regional de Medicina da sua jurisdição, bem como assinar em branco folhas de receituários, atestados, laudos ou quaisquer outros documentos médicos”.
A RESOLUÇÃO CFM n. º 1.658/2002 rege os atestados e laudos médicos. Dessa forma, no que concerne ao médico:
  • i. Deve identificar-se como emissor, mediante assinatura e número do registro no CRM;
  • ii. Registrar os dados de maneira legível;
  • iii. Preencher o diagnóstico. No caso do paciente, ou representante legal, solicitar que seja escrito, isso deverá constar, caso não seja, é obrigação médica colocar apenas o CID;
  • iv. Discorrer a conduta terapêutica; v. Relatar as consequências à saúde do paciente e provável tempo de repouso estimado necessário para a sua recuperação.
Em um laudo médico, deve-se buscar sempre elementos que permitam uma conclusão justa, elementos probatórios e imparciais; pois esses irão ser usados como provas em processos para reconhecimento de direitos (Almeida, 2011).

3. Dentro do consultório, o que fazer?

É comum, na prática diária, aparecer pacientes que buscam um benefício previdenciário, ou até mesmo apenas um documento que comprove a sua saúde para iniciar atividades físicas, ou pais que precisam de atestado para que seus filhos possam praticar esportes.
Nessa situação, o médico deve ter total atenção para que nenhum sinal passe desapercebido e venha a comprometer seu laudo, pois o mesmo serve de documento legal para processos judiciais.
Ao discorrer, é de suma importância que contenha todos os achados encontrados na realização do exame, bem como os dados do paciente, de forma técnica. Na conclusão, pode-se adicionar termos do dialeto comum, junto ao parecer técnico do médico.
Caso algo tenha sido escrito errado, é recomendado que não rasure, pois pode retirar a validade do laudo, sendo necessário, assim, escrever uma corretiva que expresse o que fora escrito errado, ou inutilizar aquela via e reiniciar outra.


Gibson Barros de Almeida - Estudante de Medicina - Colunista - Sanar

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